Quanto o custo de vida subiu em cada governo
29 itens do dia a dia, do arroz ao plano de saúde, contra a inflação geral desde o Plano Real. Escolha um para ver governo a governo.
Fonte: IBGE, IPCA. Dados até setembro de 2026, atualizados todo mês.
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- 1Gás de botijãoCombustíveis e energia+282,9%desde dez/1994+3,6%
- 2Passagem aéreaTransporte+237,1%desde dez/1994+42,5%
- 3TomateAlimentos+118,9%desde dez/1994+39,5%
- 4Água e esgotoMoradia+117,6%desde dez/1994+6,3%
- 5Farinha de mandiocaAlimentos+91,5%desde dez/1994+2,4%
- 6Energia elétricaCombustíveis e energia+77,2%desde dez/1994+2,8%
- 7Plano de saúdeSaúde+71,5%desde jul/1999+5,7%
- 8GasolinaCombustíveis e energia+61,6%desde dez/1994+5,6%
- 9Ônibus urbanoTransporte+60,8%desde dez/1994+4,4%
- 10BatataAlimentos+47,4%desde dez/1994+72,8%
- 11CarnesAlimentos+44,1%desde dez/1994+9,8%
- 12Pão francêsAlimentos+43,0%desde dez/1994+4,9%
- 13EtanolCombustíveis e energia+42,6%desde dez/1994−3,2%
- 14Aluguel residencialMoradia+30,3%desde dez/1994+4,7%
- 15FeijãoAlimentos+25,6%desde dez/1994+39,1%
- 16CondomínioMoradia+25,5%desde dez/1994+4,2%
- 17BananaAlimentos+25,3%desde dez/1994−5,7%
- 18LeiteAlimentos+23,2%desde dez/1994+10,8%
- 19Óleo de sojaAlimentos+14,2%desde dez/1994−1,9%
- 20ManteigaAlimentos+6,6%desde dez/1994−2,8%
- 21CaféAlimentos+4,8%desde dez/1994−17,8%
- 22Alimentação no domicílioAlimentos−1,5%desde dez/1994+4,2%
- 23ArrozAlimentos−10,2%desde dez/1994−2,6%
- 24AçúcarAlimentos−12,5%desde dez/1994−15,5%
- 25RemédiosSaúde−20,9%desde jul/1999+4,1%
- 26Automóvel novoTransporte−59,7%desde jul/1999+0,7%
- 27ComputadorEletrônicos−90,8%desde jul/1999+10,6%
- 28CelularEletrônicos−90,8%desde jul/1999+1,2%
- 29TelevisorEletrônicos−95,5%desde dez/1994+8,0%
IBGE, IPCA até set/2026. Número principal: quanto o item subiu acima da inflação geral desde dez/1994 (ou desde jul/1999, quando o IBGE passou a medir o item). Vermelho subiu mais que a inflação; verde, menos.
Por que uns itens sobem mais que outros
Cada item tem a sua lógica. Comida é produto agrícola antes de chegar à prateleira: safra, chuva e seca, preço internacional das commodities, câmbio e custo de fertilizante e de frete mexem no preço todo mês. Combustível segue o petróleo, o câmbio e os tributos; a conta de luz segue as tarifas e as bandeiras da ANEEL; plano de saúde e remédios têm reajuste regulado; eletrônicos acompanham o dólar e a tecnologia.
Desde o Plano Real, gás de botijão foi o que mais subiu acima da inflação (+282,9%) e televisor o que menos subiu (−95,5%). Cada página de item mostra o que move aquele preço, com a instituição que descreve o mecanismo, e quanto ele mudou em cada governo. A comparação não atribui a mudança a quem governava, porque o mesmo choque de safra ou de câmbio afeta qualquer governo.
Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.
Fontes oficiais
- IBGE, IPCA por subitem e por área (SIDRA, tabelas 58, 655, 2938, 1419 e 7060)órgão público
Variação mensal de cada item, encadeada em índice desde 1991, para o Brasil e para as 16 áreas pesquisadas.
- Banco Central, SGS 433: IPCA (IBGE), variação mensalórgão público
Inflação geral usada para descontar a variação de cada item, desde janeiro de 1980.
- Ipeadata, série MTE12_SALMIN12 (salário mínimo vigente) e Banco Central, SGS 1619órgão público
Salário mínimo nacional vigente em cada mês, para medir o poder de compra.
- IBGE, PNAD Contínua, tabela 6390 (rendimento médio nominal habitual)órgão público
Renda média de quem trabalha no país, desde 2012, como segunda régua de poder de compra.
- Biblioteca da Presidência, Galeria dos Ex-Presidentesórgão público
Datas de posse, afastamento e fim do exercício de cada presidente (uma ficha por presidente).
Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.
Perguntas sobre o custo de vida
O que é o Observatório do Custo de Vida?
É uma área do ValorFinal que mostra quanto subiram 29 itens do dia a dia (alimentos, combustíveis, energia, moradia, saúde, transporte e eletrônicos) em cada governo desde 1991, pelo IPCA do IBGE, descontada a inflação geral, e o que isso fez com o poder de compra do salário mínimo. Toda conta segue uma metodologia pública e pode ser refeita com os dados oficiais.
O que mais subiu acima da inflação desde o Plano Real?
Entre os itens acompanhados, gás de botijão foi o que mais subiu acima do IPCA geral desde dez/1994 (+282,9%), e televisor o que menos subiu (−95,5%), com dados até setembro de 2026. Itens que o IBGE só passou a medir em 1999 contam a partir de julho daquele ano.
Por que o observatório não mostra o preço em reais?
Porque a fonte é o IPCA, que mede quanto o preço médio mudou, não quanto algo custa. Mostrar um valor em reais exigiria inventar um número que o IBGE não publica. A página mostra a variação de cada item, a variação acima da inflação e o poder de compra do salário mínimo, que dependem só de razões entre meses.
Os números se atualizam sozinhos?
Sim. Uma rotina consulta o IBGE e o Banco Central todo mês, confere os dados e atualiza o site. A versão atual (f22f1bd5) vai até setembro de 2026, e toda página mostra o mês do último dado.
Isso mostra qual governo foi melhor ou pior?
Mostra quanto os preços mudaram em cada período, com os mesmos critérios para todos. Não diz que um governo causou a alta ou a queda: safra, clima, câmbio, petróleo e preço internacional pesam em qualquer período, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio.