Saúde
Remédios: quanto subiu desde 1999 e em cada governo
Inflação dos remédios pelo IPCA do IBGE, comparada com a inflação geral e com o salário mínimo, em cada governo desde que a série existe. Dados até setembro de 2026.
Acima da inflação, de jul/1999 a set/2026
−20,9%
IBGE, IPCA, dividido pelo IPCA geral · Brasil · índice, não preço em reais
- Variação do índice no período
- +297,0%
- Por ano, acima da inflação
- −0,9%
- Em 12 meses
- +4,1%
- Salário mínimo paga do item
- +200,2%
Série encadeada desde ago/1999, 27 anos e 2 meses de variações mensais publicadas pelo IBGE.
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Governo a governo, no Brasil
Por ano, acima da inflação
- Lula 1+0,8%
- Lula 2−1,6%
- Dilma 1−1,5%
- Dilma 2+0,2%
- Temer+0,5%
- Bolsonaro−1,2%
- Lula 3*+0,7%
Descontado o IPCA geral. * em andamento. Variação no período, não causa. Ver a tabela completa
Como os remédios mudou desde 1999
Em "acima da inflação", 100 é o ponto de partida: acima de 100, o preço dos remédios subiu mais que os preços em geral; abaixo, caiu em relação a eles. Escolha um governo na linha do tempo para ver o resumo.
setembro de 2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)
79,1
Brasil (regiões do IPCA) · índice, não preço em reais · IBGE
Acontecimentos marcados no gráfico
Remédios por governo: inflação e poder de compra
| Governo | Salário mínimo, acima da inflação | Variação do índice | Acima da inflação | Por ano, acima da inflação | Meses | Poder de compra |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sarney a FHC 25 governos | O IBGE ainda não publicava este índice para Brasil nesses períodos. Sem dado observado, não há comparação. | |||||
| Lula 1Luiz Inácio Lula da Silvadez/2002 a dez/2006 | +36,5% | +32,2% | +3,1% | +0,8% | 48 | +32,3% |
| Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003. | ||||||
| Lula 2Luiz Inácio Lula da Silvadez/2006 a dez/2010 | +19,2% | +14,4% | −6,4% | −1,6% | 48 | +27,4% |
| Dilma 1Dilma Rousseffdez/2010 a dez/2014 | +11,8% | +19,4% | −6,0% | −1,5% | 48 | +18,9% |
| Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009. | ||||||
| Dilma 2Dilma Rousseffdez/2014 a abr/2016, interrompido | +6,4% | +14,6% | +0,3% | +0,2% | 16 | +6,1% |
| TemerMichel Temerabr/2016 a dez/2018 | −1,4% | +11,4% | +1,3% | +0,5% | 32 | −2,7% |
| BolsonaroJair Bolsonarodez/2018 a dez/2022 | +0,1% | +21,1% | −4,6% | −1,2% | 48 | +4,9% |
| Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018. | ||||||
| Lula 3Luiz Inácio Lula da Silvadez/2022 a set/2026, parcial | +12,5% | +22,0% | +2,6% | +0,7% | 45 | +9,6% |
Baixe os dados
Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.
Remédios contra a inflação, ano a ano
Variação de dezembro a dezembro (no ano corrente, até set/2026). Em 10 dos 27 anos os remédios subiu mais que o IPCA geral. O ano mais pesado foi 2022 (+7,3% acima da inflação) e o mais leve, 2020 (−6,5%). Desde dezembro de 1999, os remédios é o 23º item que mais subiu acima da inflação entre os 27 acompanhados aqui pelo IPCA.
| Ano | Remédios | IPCA | Acima da inflação |
|---|---|---|---|
| 2026 até set/2026 | +3,2% | +4,0% | −0,8% |
| 2025 | +5,4% | +4,3% | +1,1% |
| 2024 | +6,0% | +4,8% | +1,1% |
| 2023 | +5,8% | +4,6% | +1,2% |
| 2022 | +13,5% | +5,8% | +7,3% |
| 2021 | +6,2% | +10,1% | −3,5% |
| 2020 | −2,3% | +4,5% | −6,5% |
| 2019 | +2,8% | +4,3% | −1,4% |
| 2018 | +1,6% | +3,7% | −2,0% |
| 2017 | +4,5% | +2,9% | +1,5% |
| 2016 | +12,5% | +6,3% | +5,8% |
| 2015 | +6,9% | +10,7% | −3,4% |
| 2014 | +4,9% | +6,4% | −1,4% |
| 2013 | +4,7% | +5,9% | −1,1% |
| 2012 | +4,1% | +5,8% | −1,6% |
| 2011 | +4,4% | +6,5% | −2,0% |
| 2010 | +3,4% | +5,9% | −2,4% |
| 2009 | +5,9% | +4,3% | +1,5% |
| 2008 | +4,0% | +5,9% | −1,8% |
| 2007 | +0,5% | +4,5% | −3,8% |
| 2006 | +4,6% | +3,1% | +1,4% |
| 2005 | +6,0% | +5,7% | +0,3% |
| 2004 | +6,9% | +7,6% | −0,6% |
| 2003 | +11,5% | +9,3% | +2,0% |
| 2002 | +10,9% | +12,5% | −1,5% |
| 2001 | +1,7% | +7,7% | −5,6% |
| 2000 | +1,0% | +6,0% | −4,7% |
IBGE, IPCA por subitem e IPCA geral. Acima da inflação = (1 + item) / (1 + IPCA) - 1.
Os 12 meses em que os remédios mais subiu e mais caiu
Entre as 315 janelas de 12 meses da série, as três de maior alta e as três de maior queda em relação ao IPCA geral. Janelas vizinhas se sobrepõem, então um mesmo choque pode aparecer mais de uma vez.
Maiores altas acima da inflação
- set/2021 a set/2022índice do item +15,7%+8,0%
- mar/2016 a mar/2017índice do item +12,8%+7,8%
- out/2021 a out/2022índice do item +14,6%+7,7%
Maiores quedas em relação à inflação
- out/2000 a out/2001índice do item −1,4%−8,0%
- mar/2020 a mar/2021índice do item −2,0%−7,6%
- jul/2000 a jul/2001índice do item −1,0%−7,6%
O que move o preço dos remédios
O índice de produtos farmacêuticos do IPCA acompanha o preço dos remédios nas farmácias. A série encadeada começa em agosto de 1999, quando o IBGE passou a publicar o item com o código atual.
- Reajuste anual autorizado
- O preço máximo dos medicamentos é regulado pela CMED, que autoriza um reajuste por ano, normalmente a partir de abril. Fonte: Anvisa, Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)
- Câmbio
- Produto importado ou feito com componente importado fica mais caro em reais quando o real perde valor frente ao dólar. O Banco Central acompanha esse repasse do câmbio aos preços. Fonte: Banco Central, Relatório de Política Monetária
O que esta série mede, e o que ela não mede
- IPCA (IBGE), Produtos farmacêuticos, média das regiões metropolitanas e capitais pesquisadas. Índice de preço, não preço em reais.
- É a média nacional do IPCA (regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE), não o preço de uma cidade. O IPCA mede variação de preço: o valor em reais depende da cidade, da marca e do modelo, e por isso esta página não mostra preço.
- Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação.
- Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003.
- Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
- Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.
Como citar esta página
Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: IBGE, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.
ValorFinal. Remédios por governo (referência: setembro de 2026): −20,9% acima da inflação desde jul/1999. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/saude/remedios. Fonte do dado: IBGE, cálculo ValorFinal.
Fontes oficiais
- IBGE, IPCA por subitem (SIDRA, tabelas 58, 655, 2938, 1419 e 7060)órgão público
Variação mensal do item, encadeada em índice desde a primeira competência publicada.
- Banco Central, SGS 433: IPCA (IBGE), variação mensalórgão público
Inflação geral usada para descontar a variação de cada item, desde janeiro de 1980.
- Ipeadata, série MTE12_SALMIN12 (salário mínimo vigente) e Banco Central, SGS 1619órgão público
Salário mínimo nacional vigente em cada mês, para medir o poder de compra.
- Biblioteca da Presidência, Galeria dos Ex-Presidentesórgão público
Datas de posse, afastamento e fim do exercício de cada presidente (uma ficha por presidente).
Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.
Perguntas sobre remédios
Quanto os remédios subiu desde 1999?
Pelo IPCA do IBGE, o índice dos remédios variou +297,0% de julho de 1999 a setembro de 2026. Descontada a inflação geral do mesmo período, a variação foi de −20,9%, ou −0,9% ao ano: subiu menos que os preços em geral.
Em qual governo os remédios mais subiu acima da inflação?
Pela taxa anual descontado o IPCA geral, a maior alta foi no período de Luiz Inácio Lula da Silva (1º mandato) (+0,8% ao ano, de dez/2002 a dez/2006) e a menor no de Luiz Inácio Lula da Silva (2º mandato) (−1,6% ao ano). Variação num governo não indica que ele a causou.
O salário mínimo paga mais ou menos os remédios do que antes?
De julho de 1999 a setembro de 2026, o salário mínimo passou a pagar +200,2% a mais do mesmo item, pela relação entre o reajuste do salário e a variação do índice. O governo com maior perda nessa conta foi o de Michel Temer (−2,7%).
Em 12 meses, quanto os remédios subiu?
De setembro de 2025 a setembro de 2026, o índice do item variou +4,1%, contra +4,6% do IPCA geral no mesmo período.
Desde quando há dado de remédios?
A série encadeada começa em agosto de 1999. O subitem passou a ser publicado com o código atual em agosto de 1999.
Mais em saúde: plano de saúde. Todos os itens no Observatório do Custo de Vida.