Alimentos

Tomate: quanto subiu desde 1991 e em cada governo

Inflação do tomate pelo IPCA do IBGE, comparada com a inflação geral e com o salário mínimo, em cada governo desde que a série existe. Dados até setembro de 2026.

Acima da inflação, de dez/1994 a set/2026

+118,9%

IBGE, IPCA, dividido pelo IPCA geral · Brasil · índice, não preço em reais

Variação do índice no período
+1.557,5%
Por ano, acima da inflação
+2,5%
Em 12 meses
+39,5%
Salário mínimo paga do item
+39,7%

Série encadeada desde jan/1991, 35 anos e 9 meses de variações mensais publicadas pelo IBGE.

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Governo a governo, no Brasil

Por ano, acima da inflação

  • Itamar+24,6%
  • FHC 1−5,7%
  • FHC 2+1,9%
  • Lula 1+5,1%
  • Lula 2−0,2%
  • Dilma 1+8,2%
  • Dilma 2+9,3%
  • Temer+8,3%
  • Bolsonaro+2,7%
  • Lula 3*+0,1%

Descontado o IPCA geral. * em andamento. Variação no período, não causa. Ver a tabela completa

Como o tomate mudou desde 1991

Em "acima da inflação", 100 é o ponto de partida: acima de 100, o preço do tomate subiu mais que os preços em geral; abaixo, caiu em relação a eles. Escolha um governo na linha do tempo para ver o resumo.

setembro de 2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)

385,9

Brasil (regiões do IPCA) · índice, não preço em reais · IBGE

Acontecimentos marcados no gráfico

Tomate: índice do IPCA dividido pelo IPCA geral, dez/1990 = 100 (acima de 100, subiu mais que a inflação). Fonte: IBGE, IPCA (SIDRA). Dados até set/2026.Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Cada governo vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. * Mandato em andamento, período parcial.Último mês com dado: set/2026.

Tomate por governo: inflação e poder de compra

Tomate, Brasil: variação do índice entre o mês anterior à posse e o último mês completo de cada governo, descontada a inflação (IPCA), taxa anual e poder de compra do salário mínimo.
GovernoSalário mínimo, acima da inflaçãoVariação do índiceAcima da inflaçãoPor ano, acima da inflaçãoMesesPoder de compra
Sarney a Collor2 governosO IBGE ainda não publicava este índice para Brasil nesses períodos. Sem dado observado, não há comparação.
ItamarItamar Francoset/1992 a dez/1994−26,8%+82.460%+64,0%+24,6%27−55,3%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +49,3% e a do poder de compra −26,4%.
FHC 1Fernando Henrique Cardosodez/1994 a dez/1998+29,5%+13,6%−20,8%−5,7%48+63,4%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −5,7% e a do poder de compra +24,7%.
FHC 2Fernando Henrique Cardosodez/1998 a dez/2002+10,0%+50,6%+7,7%+1,9%48+2,1%
Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação.
Lula 1Luiz Inácio Lula da Silvadez/2002 a dez/2006+36,5%+56,3%+21,9%+5,1%48+12,0%
Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −2,2% e a do poder de compra +32,8%.
Lula 2Luiz Inácio Lula da Silvadez/2006 a dez/2010+19,2%+21,1%−0,9%−0,2%48+20,4%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +28,5% e a do poder de compra +0,9%.
Dilma 1Dilma Rousseffdez/2010 a dez/2014+11,8%+73,9%+36,9%+8,2%48−18,4%
Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
Dilma 2Dilma Rousseffdez/2014 a abr/2016, interrompido+6,4%+28,6%+12,6%+9,3%16−5,5%
TemerMichel Temerabr/2016 a dez/2018−1,4%+36,1%+23,8%+8,3%32−20,4%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −16,7% e a do poder de compra +25,4%.
BolsonaroJair Bolsonarodez/2018 a dez/2022+0,1%+41,0%+11,1%+2,7%48−9,9%
Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +33,6% e a do poder de compra −24,6%.
Lula 3Luiz Inácio Lula da Silvadez/2022 a set/2026, parcial+12,5%+19,3%+0,3%+0,1%45+12,2%

Baixe os dados

Comparar governos e métricas

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Tomate contra a inflação, ano a ano

Variação de dezembro a dezembro (no ano corrente, até set/2026). Em 21 dos 36 anos o tomate subiu mais que o IPCA geral. O ano mais pesado foi 2008 (+96,7% acima da inflação) e o mais leve, 1992 (−50,8%). Desde dezembro de 1999, o tomate é o 2º item que mais subiu acima da inflação entre os 27 acompanhados aqui pelo IPCA.

Variação anual do tomate e do IPCA geral, e a diferença acima da inflação.
AnoTomateIPCAAcima da inflação
2026 até set/2026+58,7%+4,0%+52,7%
2025+4,4%+4,3%+0,1%
2024−25,9%+4,8%−29,3%
2023−2,9%+4,6%−7,2%
2022+11,9%+5,8%+5,8%
2021+18,6%+10,1%+7,8%
2020+52,8%+4,5%+46,1%
2019−30,4%+4,3%−33,3%
2018+71,7%+3,7%+65,5%
2017−4,2%+2,9%−7,0%
2016−27,8%+6,3%−32,1%
2015+47,5%+10,7%+33,2%
2014−3,1%+6,4%−8,9%
2013+14,7%+5,9%+8,3%
2012+12,1%+5,8%+5,9%
2011+39,4%+6,5%+30,9%
2010−17,6%+5,9%−22,2%
2009−16,0%+4,3%−19,4%
2008+108,3%+5,9%+96,7%
2007−16,1%+4,5%−19,7%
2006−23,0%+3,1%−25,4%
2005+54,7%+5,7%+46,4%
2004+11,3%+7,6%+3,5%
2003+17,9%+9,3%+7,9%
2002+4,9%+12,5%−6,8%
2001+14,2%+7,7%+6,0%
2000+11,8%+6,0%+5,5%
1999+12,6%+8,9%+3,3%
1998−24,9%+1,7%−26,1%
1997+46,8%+5,2%+39,5%
1996−11,0%+9,6%−18,8%
1995+15,8%+22,4%−5,4%
1994+1.058,7%+916,4%+14,0%
1993+4.838,5%+2.477,1%+91,6%
1992+499,9%+1.119,1%−50,8%
1991+839,0%+472,7%+64,0%

IBGE, IPCA por subitem e IPCA geral. Acima da inflação = (1 + item) / (1 + IPCA) - 1.

Os 12 meses em que o tomate mais subiu e mais caiu

Entre as 418 janelas de 12 meses da série, as três de maior alta e as três de maior queda em relação ao IPCA geral. Janelas vizinhas se sobrepõem, então um mesmo choque pode aparecer mais de uma vez.

Maiores altas acima da inflação

  1. out/1993 a out/1994índice do item +6.507,1%+266,4%
  2. set/1993 a set/1994índice do item +8.409,5%+261,6%
  3. mai/1994 a mai/1995índice do item +393,9%+157,5%

Maiores quedas em relação à inflação

  1. out/1994 a out/1995índice do item −51,1%−60,7%
  2. set/1994 a set/1995índice do item −48,2%−58,8%
  3. abr/1995 a abr/1996índice do item −45,4%−54,1%

O que move o preço do tomate

O tomate é um dos itens mais voláteis do IPCA: pode dobrar ou cair pela metade em poucos meses. É perecível e não dá para estocar, então a oferta do mês chega quase direto ao preço.

Clima e perecibilidade
Chuva forte, granizo e calor excessivo nas regiões produtoras reduzem a oferta de um mês para o outro. Como não há estoque, o preço reage na hora. Fonte: Conab, Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort)
Ciclo de plantio
Preço alto atrai mais plantio, que meses depois inunda o mercado e derruba o preço, o que desestimula o plantio seguinte. Esse vaivém explica boa parte das oscilações. Fonte: Conab, Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort)

O que esta série mede, e o que ela não mede

  • IPCA (IBGE), Tomate, média das regiões metropolitanas e capitais pesquisadas. Índice de preço, não preço em reais.
  • É a média nacional do IPCA (regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE), não o preço de uma cidade. O IPCA mede variação de preço: o valor em reais depende da cidade, da marca e do modelo, e por isso esta página não mostra preço.
  • Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação.
  • Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003.
  • Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
  • Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.

Como citar esta página

Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: IBGE, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.

ValorFinal. Tomate por governo (referência: setembro de 2026): +118,9% acima da inflação desde dez/1994. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/alimentos/tomate. Fonte do dado: IBGE, cálculo ValorFinal.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre tomate

Quanto o tomate subiu desde o Plano Real?

Pelo IPCA do IBGE, o índice do tomate variou +1.557,5% de dezembro de 1994 a setembro de 2026. Descontada a inflação geral do mesmo período, a variação foi de +118,9%, ou +2,5% ao ano: subiu mais que os preços em geral.

Em qual governo o tomate mais subiu acima da inflação?

Pela taxa anual descontado o IPCA geral, a maior alta foi no período de Itamar Franco (+24,6% ao ano, de set/1992 a dez/1994) e a menor no de Fernando Henrique Cardoso (1º mandato) (−5,7% ao ano). Variação num governo não indica que ele a causou.

O salário mínimo paga mais ou menos o tomate do que antes?

De dezembro de 1994 a setembro de 2026, o salário mínimo passou a pagar +39,7% a mais do mesmo item, pela relação entre o reajuste do salário e a variação do índice. O governo com maior perda nessa conta foi o de Itamar Franco (−55,3%).

Em 12 meses, quanto o tomate subiu?

De setembro de 2025 a setembro de 2026, o índice do item variou +39,5%, contra +4,6% do IPCA geral no mesmo período.

Desde quando há dado de tomate?

A série encadeada começa em janeiro de 1991. Até julho de 1999 o IBGE publicava o IPCA por subitem numa tabela com outros códigos (tabela 58 do SIDRA); a emenda com a tabela seguinte é contínua, sem mês faltando. Agosto de 1991 não tem dado separado: setembro traz os dois meses.

Mais em alimentos: leite, carnes, arroz, feijão, café, pão francês, batata, banana, açúcar, óleo de soja, farinha de mandioca, manteiga, alimentação no domicílio. Todos os itens no Observatório do Custo de Vida.