Combustíveis e energia

Gás de botijão: quanto subiu desde 1991 e em cada governo

Inflação do gás de botijão pelo IPCA do IBGE, comparada com a inflação geral e com o salário mínimo, em cada governo desde que a série existe. Dados até setembro de 2026.

Acima da inflação, de dez/1994 a set/2026

+282,9%

IBGE, IPCA, dividido pelo IPCA geral · Brasil · índice, não preço em reais

Variação do índice no período
+2.799,1%
Por ano, acima da inflação
+4,3%
Em 12 meses
+3,6%
Salário mínimo paga do item
−20,1%

Série encadeada desde jan/1991, 35 anos e 9 meses de variações mensais publicadas pelo IBGE.

Por governo, no Brasil

Maior alta acima da inflação, por ano
Fernando Henrique Cardoso (2º mandato)dez/1998 a dez/2002+21,0% ao ano
Menor alta acima da inflação, por ano
Itamar Francoset/1992 a dez/1994−5,5% ao ano
Maior perda de poder de compra
Fernando Henrique Cardoso (2º mandato)dez/1998 a dez/2002−48,7%
Maior ganho de poder de compra
Luiz Inácio Lula da Silva (1º mandato)dez/2002 a dez/2006+47,3%

Descontado o IPCA geral. Variação no período, não causa. Ver todos os governos

Como o gás de botijão mudou desde 1991

Em "acima da inflação", 100 é o ponto de partida: acima de 100, o preço do gás de botijão subiu mais que os preços em geral; abaixo, caiu em relação a eles. Escolha um governo na linha do tempo para ver o resumo.

setembro de 2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)

485,6

Brasil (regiões do IPCA) · índice, não preço em reais · IBGE

Acontecimentos marcados no gráfico

Gás de botijão: índice do IPCA dividido pelo IPCA geral, dez/1990 = 100 (acima de 100, subiu mais que a inflação). Fonte: IBGE, IPCA (SIDRA). Dados até set/2026.Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Cada governo vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. * Mandato em andamento, período parcial.Último mês com dado: set/2026.

Gás de botijão por governo: inflação e poder de compra

Gás de botijão, Brasil: variação do índice entre o mês anterior à posse e o último mês completo de cada governo, descontada a inflação (IPCA), taxa anual e poder de compra do salário mínimo.
GovernoSalário mínimo, acima da inflaçãoVariação do índiceAcima da inflaçãoPor ano, acima da inflaçãoMesesPoder de compra
Sarney a Collor2 governosO IBGE ainda não publicava este índice para Brasil nesses períodos. Sem dado observado, não há comparação.
ItamarItamar Francoset/1992 a dez/1994−26,8%+44.210%−12,0%−5,5%27−16,8%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +6,8% e a do poder de compra −3,8%.
FHC 1Fernando Henrique Cardosodez/1994 a dez/1998+29,5%+121,2%+54,2%+11,4%48−16,1%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +15,8% e a do poder de compra +6,5%.
FHC 2Fernando Henrique Cardosodez/1998 a dez/2002+10,0%+199,7%+114,3%+21,0%48−48,7%
Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +132,8% e a do poder de compra −49,2%.
Lula 1Luiz Inácio Lula da Silvadez/2002 a dez/2006+36,5%+18,8%−7,3%−1,9%48+47,3%
Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −1,4% e a do poder de compra +28,5%.
Lula 2Luiz Inácio Lula da Silvadez/2006 a dez/2010+19,2%+19,1%−2,6%−0,7%48+22,4%
Dilma 1Dilma Rousseffdez/2010 a dez/2014+11,8%+19,4%−6,0%−1,5%48+18,8%
Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
Dilma 2Dilma Rousseffdez/2014 a abr/2016, interrompido+6,4%+21,1%+6,0%+4,5%16+0,3%
TemerMichel Temerabr/2016 a dez/2018−1,4%+25,6%+14,3%+5,1%32−13,7%
BolsonaroJair Bolsonarodez/2018 a dez/2022+0,1%+61,0%+26,8%+6,1%48−21,1%
Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.
Lula 3Luiz Inácio Lula da Silvadez/2022 a set/2026, parcial+12,5%+5,6%−11,2%−3,1%45+26,7%

Comparar governos e métricas

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Gás de botijão contra a inflação, ano a ano

Variação de dezembro a dezembro (no ano corrente, até set/2026). Em 20 dos 36 anos o gás de botijão subiu mais que o IPCA geral. O ano mais pesado foi 1991 (+38,2% acima da inflação) e o mais leve, 1994 (−17,6%). Desde dezembro de 1999, o gás de botijão é o 5º item que mais subiu acima da inflação entre os 27 acompanhados aqui pelo IPCA.

Variação anual do gás de botijão e do IPCA geral, e a diferença acima da inflação.
AnoGás de botijãoIPCAAcima da inflação
2026 até set/2026+3,3%+4,0%−0,6%
2025+2,5%+4,3%−1,7%
2024+7,0%+4,8%+2,1%
2023−6,9%+4,6%−11,0%
2022+6,3%+5,8%+0,4%
2021+37,0%+10,1%+24,5%
2020+9,2%+4,5%+4,5%
2019+1,3%+4,3%−2,9%
2018+4,9%+3,7%+1,1%
2017+16,0%+2,9%+12,7%
2016+2,1%+6,3%−3,9%
2015+22,6%+10,7%+10,7%
2014+4,9%+6,4%−1,5%
2013+6,5%+5,9%+0,6%
2012+4,9%+5,8%−0,9%
2011+2,0%+6,5%−4,3%
2010+2,1%+5,9%−3,6%
2009+13,7%+4,3%+9,0%
2008+2,4%+5,9%−3,3%
2007+0,1%+4,5%−4,2%
2006+7,5%+3,1%+4,2%
2005+0,2%+5,7%−5,2%
2004+7,1%+7,6%−0,4%
2003+2,9%+9,3%−5,8%
2002+48,3%+12,5%+31,8%
2001+15,6%+7,7%+7,4%
2000+21,0%+6,0%+14,2%
1999+44,5%+8,9%+32,6%
1998+32,8%+1,7%+30,6%
1997+16,0%+5,2%+10,2%
1996+11,1%+9,6%+1,4%
1995+29,2%+22,4%+5,6%
1994+737,2%+916,4%−17,6%
1993+3.011,1%+2.477,1%+20,7%
1992+1.024,8%+1.119,1%−7,7%
1991+691,7%+472,7%+38,2%

IBGE, IPCA por subitem e IPCA geral. Acima da inflação = (1 + item) / (1 + IPCA) - 1.

Os 12 meses em que o gás de botijão mais subiu e mais caiu

Entre as 418 janelas de 12 meses da série, as três de maior alta e as três de maior queda em relação ao IPCA geral. Janelas vizinhas se sobrepõem, então um mesmo choque pode aparecer mais de uma vez.

Maiores altas acima da inflação

  1. ago/1998 a ago/1999índice do item +69,6%+60,4%
  2. set/1998 a set/1999índice do item +68,5%+58,6%
  3. jul/1998 a jul/1999índice do item +62,0%+55,0%

Maiores quedas em relação à inflação

  1. mai/1994 a mai/1995índice do item +42,7%−25,6%
  2. jun/1994 a jun/1995índice do item +5,7%−20,5%
  3. abr/1994 a abr/1995índice do item +114,1%−20,4%

O que move o preço do gás de botijão

O gás de botijão (GLP) é o combustível de cozinha da maior parte das casas. O índice do IPCA acompanha o preço do botijão entregue ou comprado na revenda.

Preço do GLP nas refinarias e importação
O GLP é produzido nas refinarias e parte dele é importado, com preço ligado ao mercado internacional. A ANP acompanha o preço do botijão de 13 kg nas revendas. Fonte: ANP, preços de combustíveis
Câmbio
Produto importado ou feito com componente importado fica mais caro em reais quando o real perde valor frente ao dólar. O Banco Central acompanha esse repasse do câmbio aos preços. Fonte: Banco Central, Relatório de Política Monetária

O que esta série mede, e o que ela não mede

  • IPCA (IBGE), Gás de botijão (até 1999, Gás de bujão), média das regiões metropolitanas e capitais pesquisadas. Índice de preço, não preço em reais.
  • É a média nacional do IPCA (regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE), não o preço de uma cidade. O IPCA mede variação de preço: o valor em reais depende da cidade, da marca e do modelo, e por isso esta página não mostra preço.
  • Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação.
  • Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003.
  • Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
  • Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.

Como citar esta página

Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: IBGE, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.

ValorFinal. Gás de botijão por governo (referência: setembro de 2026): +282,9% acima da inflação desde dez/1994. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/combustiveis-e-energia/gas-de-botijao. Fonte do dado: IBGE, cálculo ValorFinal.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre gás de botijão

Quanto o gás de botijão subiu desde o Plano Real?

Pelo IPCA do IBGE, o índice do gás de botijão variou +2.799,1% de dezembro de 1994 a setembro de 2026. Descontada a inflação geral do mesmo período, a variação foi de +282,9%, ou +4,3% ao ano: subiu mais que os preços em geral.

Em qual governo o gás de botijão mais subiu acima da inflação?

Pela taxa anual descontado o IPCA geral, a maior alta foi no período de Fernando Henrique Cardoso (2º mandato) (+21,0% ao ano, de dez/1998 a dez/2002) e a menor no de Itamar Franco (−5,5% ao ano). Variação num governo não indica que ele a causou.

O salário mínimo paga mais ou menos o gás de botijão do que antes?

De dezembro de 1994 a setembro de 2026, o salário mínimo passou a pagar −20,1% a menos do mesmo item, pela relação entre o reajuste do salário e a variação do índice. O governo com maior perda nessa conta foi o de Fernando Henrique Cardoso (2º mandato) (−48,7%).

Em 12 meses, quanto o gás de botijão subiu?

De setembro de 2025 a setembro de 2026, o índice do item variou +3,6%, contra +4,6% do IPCA geral no mesmo período.

Desde quando há dado de gás de botijão?

A série encadeada começa em janeiro de 1991. Até julho de 1999 o IBGE publicava o IPCA por subitem numa tabela com outros códigos (tabela 58 do SIDRA); a emenda com a tabela seguinte é contínua, sem mês faltando. Agosto de 1991 não tem dado separado: setembro traz os dois meses.

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