Como os preços mudaram em cada governo?
Compare a inflação de alimentos, combustíveis, energia, moradia, saúde, transporte e eletrônicos ao longo dos governos brasileiros, com o poder de compra do salário mínimo. Dados oficiais do IBGE até setembro de 2026.
Em qual governo o preço mais subiu acima da inflação, por ano?
Alimentação no domicílio, Brasil · período inteiro de cada governo · dados até set/2026
Variação do preço descontado o IPCA, convertida em taxa anual equivalente. É a medida mais justa entre governos de durações diferentes.
Fora deste ranking
- José Sarney: O IBGE ainda não publicava este item nesta área em fev/1985 e fev/1990. Sem o índice do mês exato, não há comparação.
- Fernando Collor: O IBGE ainda não publicava este item nesta área em fev/1990. Sem o índice do mês exato, não há comparação.
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Resultado f22f1bd5-1e615ec1 · versão dos dados f22f1bd5. O mesmo link reproduz o mesmo resultado enquanto a fonte não revisar os números.
Alimentação no domicílio, Brasil, acima da inflação (início = 100)
setembro de 2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)
114,5
Acontecimentos marcados no gráfico
Dois governos lado a lado
Abre com os dois períodos mais recentes; escolha quaisquer outros dois.
Ranking atualizado: Alta real por ano, setembro de 2026
Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.
A inflação oficial dos alimentos em cada governo
O IPCA de Alimentação e bebidas mede quanto os preços de comida e bebida subiram, em média, nas regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. É um índice, não um preço de prateleira, e cobre o país inteiro do IPCA em vez de uma cidade. A série começa em janeiro de 1991.
| Governo | Meses | Alimentos, acumulado | Alimentos, por ano | Acima do IPCA geral, por ano |
|---|---|---|---|---|
| José Sarney | fev/1985 a fev/1990 (5 anos) | O IPCA de Alimentação e bebidas (SGS 1635) só começa em janeiro de 1991. | ||
| Fernando Collor | fev/1990 a set/1992 (2 anos e 7 meses) | O IPCA de Alimentação e bebidas (SGS 1635) só começa em janeiro de 1991. | ||
| Itamar Franco | set/1992 a dez/1994 (2 anos e 3 meses) | +57.403% | +1.584,7% | +6,10% |
| Fernando Henrique Cardoso (1º mandato) | dez/1994 a dez/1998 (4 anos) | +13,8% | +3,3% | −5,63% |
| Fernando Henrique Cardoso (2º mandato) | dez/1998 a dez/2002 (4 anos) | +46,1% | +9,9% | +1,10% |
| Luiz Inácio Lula da Silva (1º mandato) | dez/2002 a dez/2006 (4 anos) | +15,3% | +3,6% | −2,63% |
| Luiz Inácio Lula da Silva (2º mandato) | dez/2006 a dez/2010 (4 anos) | +40,2% | +8,8% | +3,49% |
| Dilma Rousseff (1º mandato) | dez/2010 a dez/2014 (4 anos) | +38,0% | +8,4% | +2,09% |
| Dilma Rousseff (2º mandato) | dez/2014 a abr/2016 (1 ano e 4 meses) | +18,5% | +13,6% | +2,76% |
| Michel Temer | abr/2016 a dez/2018 (2 anos e 8 meses) | +4,8% | +1,8% | −1,78% |
| Jair Bolsonaro | dez/2018 a dez/2022 (4 anos) | +46,2% | +10,0% | +3,61% |
| Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)parcial | dez/2022 a set/2026 (3 anos e 9 meses) | +16,9% | +4,2% | −0,45% |
Fonte: IBGE, IPCA, grupo Alimentação e bebidas (Banco Central, SGS 1635) e IPCA geral (SGS 433). Agosto de 1991 não é publicado separadamente no SGS: o valor de setembro de 1991 traz os dois meses.
O que mais subiu e o que ficou mais barato em cada governo
Alimentos e os demais itens do IPCA, no Brasil, ordenados pela variação acima da inflação no período escolhido. Positivo: subiu mais que os preços em geral. Negativo: ficou relativamente mais barato.
São Paulo, dez/2022 a set/2026 (3 anos e 9 meses, em andamento). Variação descontado o IPCA.
Alimentos, no Brasil (IPCA)
- Café+21,4%
- Leite+2,0%
- Tomate+0,3%
- Carnes−0,3%
- Pão francês−0,7%
- Batata−3,6%
- Alimentação no domicílio−4,1%
- Banana−10,5%
- Farinha de mandioca−12,5%
- Arroz−12,6%
- Feijão−13,3%
- Manteiga−13,8%
- Açúcar−20,8%
- Óleo de soja−26,1%
Combustíveis, energia, moradia, saúde, transporte e eletrônicos, no Brasil (IPCA)
- Passagem aérea+12,5%
- Plano de saúde+12,2%
- Gasolina+11,2%
- Energia elétrica+9,8%
- Água e esgoto+6,8%
- Condomínio+3,3%
- Remédios+2,6%
- Aluguel residencial−1,9%
- Ônibus urbano−5,9%
- Automóvel novo−8,3%
- Computador−8,7%
- Etanol−9,6%
- Gás de botijão−11,2%
- Televisor−21,7%
- Celular−25,1%
Em qual governo o salário mínimo mais ganhou poder de compra
Salário mínimo nacional no mês anterior à posse e no último mês completo do governo, descontada a inflação (IPCA). Vale para o país inteiro: não depende de cidade nem de produto.
| Governo | Salário no início e no fim | Acima da inflação | Por ano |
|---|---|---|---|
| Sarneyfev/1985 a fev/1990 | Cr$ 166.560,00NCz$ 2.004,37 | −20,6% | −4,5% |
| Collorfev/1990 a set/1992 | NCz$ 2.004,37Cr$ 522.186,94 | +22,7% | +8,2% |
| Itamarset/1992 a dez/1994 | Cr$ 522.186,94R$ 70,00 | −26,8% | −12,9% |
| FHC 1dez/1994 a dez/1998 | R$ 70,00R$ 130,00 | +29,5% | +6,7% |
| FHC 2dez/1998 a dez/2002 | R$ 130,00R$ 200,00 | +10,0% | +2,4% |
| Lula 1dez/2002 a dez/2006 | R$ 200,00R$ 350,00 | +36,5% | +8,1% |
| Lula 2dez/2006 a dez/2010 | R$ 350,00R$ 510,00 | +19,2% | +4,5% |
| Dilma 1dez/2010 a dez/2014 | R$ 510,00R$ 724,00 | +11,8% | +2,8% |
| Dilma 2dez/2014 a abr/2016 | R$ 724,00R$ 880,00 | +6,4% | +4,7% |
| Temerabr/2016 a dez/2018 | R$ 880,00R$ 954,00 | −1,4% | −0,5% |
| Bolsonarodez/2018 a dez/2022 | R$ 954,00R$ 1.212,00 | +0,1% | +0,0% |
| Lula 3dez/2022 a set/2026, parcial | R$ 1.212,00R$ 1.621,00 | +12,5% | +3,2% |
Fontes: Ipeadata (MTE12_SALMIN12) e Banco Central (SGS 1619) para o salário; IBGE (IPCA, SGS 433) para a inflação. Valor legal vigente no mês, sem abonos temporários.
O salário mínimo e a comida comprada para casa em cada governo
Poder de compra do salário mínimo diante do índice de Alimentação no domicílio do IPCA, no Brasil. Positivo: o salário subiu mais que a comida no período; negativo: a comida subiu mais que o salário.
- Itamar Franco−32,8%
- Fernando Henrique Cardoso (1º mandato)+68,3%
- Fernando Henrique Cardoso (2º mandato)+1,6%
- Luiz Inácio Lula da Silva (1º mandato)+59,2%
- Luiz Inácio Lula da Silva (2º mandato)+4,9%
- Dilma Rousseff (1º mandato)+6,2%
- Dilma Rousseff (2º mandato)+0,5%
- Michel Temer+6,8%
- Jair Bolsonaro−18,6%
- Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato) (parcial)+17,3%
Fora: José Sarney (O IBGE ainda não publicava este item nesta área em fev/1985 e fev/1990. Sem o índice do mês exato, não há comparação.); Fernando Collor (O IBGE ainda não publicava este item nesta área em fev/1990. Sem o índice do mês exato, não há comparação.)
Como ler a comparação
Todo governo começa no último mês completo antes da posse e termina no último mês completo no cargo. Collor termina no afastamento de outubro de 1992 e Dilma Rousseff no de maio de 2016; Itamar Franco e Michel Temer começam ali, com a interinidade incluída. O mandato em andamento vai até o último dado e aparece como parcial.
Todas as séries são índices do IPCA: dizem quanto o preço médio mudou, não quanto algo custa em reais. Em hiperinflação a variação nominal chega a milhares por cento e diz pouco; a medida que importa é a variação acima da inflação geral.
Detalhe das fórmulas, dos critérios de ranking e dos testes: metodologia do observatório.
Fontes oficiais
- IBGE, IPCA por subitem e por área (SIDRA, tabelas 58, 655, 2938, 1419 e 7060)órgão público
Variação mensal de cada item, encadeada em índice desde 1991, para o Brasil e para as 16 áreas pesquisadas.
- Banco Central, SGS 433: IPCA (IBGE), variação mensalórgão público
Inflação geral usada para descontar a variação de cada item, desde janeiro de 1980.
- Ipeadata, série MTE12_SALMIN12 (salário mínimo vigente) e Banco Central, SGS 1619órgão público
Salário mínimo nacional vigente em cada mês, para medir o poder de compra.
- IBGE, PNAD Contínua, tabela 6390 (rendimento médio nominal habitual)órgão público
Renda média de quem trabalha no país, desde 2012, como segunda régua de poder de compra.
- Biblioteca da Presidência, Galeria dos Ex-Presidentesórgão público
Datas de posse, afastamento e fim do exercício de cada presidente (uma ficha por presidente).
- Banco Central, SGS 1635: IPCA, grupo Alimentação e bebidasórgão público
Inflação oficial dos alimentos por período, desde janeiro de 1991.
Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.
Perguntas sobre preços e governos
Em qual governo o preço dos alimentos mais subiu?
Pelo IPCA de Alimentação e bebidas do IBGE, a maior alta acima da inflação geral, em taxa anual, foi no período de Itamar Franco (+6,1% ao ano acima do IPCA). A menor foi no de Fernando Henrique Cardoso (1º mandato) (−5,6%). A série do índice de alimentos começa em 1991, então Sarney e Collor ficam sem essa medida. Para um alimento específico, escolha o item no comparador.
Por que o resultado muda quando troco a métrica?
Porque cada métrica responde a uma pergunta diferente. A variação nominal mistura o item com a inflação geral; a variação acima da inflação isola o item; a taxa anual corrige a diferença de duração entre governos; e o poder de compra junta o índice do item e o salário mínimo. Um governo pode ter alta real do preço e, ao mesmo tempo, ganho de poder de compra, se o salário mínimo subiu mais.
Por que comparar os primeiros 12, 24 ou 36 meses?
Porque um governo de oito anos acumula mais variação que um de dois só por durar mais. Medir todos no mesmo número de meses desde a posse elimina essa diferença. Governo sem os meses completos fica fora da janela, com o motivo escrito.
Isso prova que um governo encareceu os alimentos?
Não. O observatório mede quanto o preço mudou em cada período. Safra, clima, câmbio, preço internacional das commodities e custo de produção pesam no preço de qualquer alimento, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os governos.
Por que alguns governos aparecem fora do ranking?
Quando o IBGE não publicava o item no mês anterior à posse ou no último mês completo do governo, ou quando o produto medido mudou no meio do período, a comparação não é publicada. O leite, por exemplo, passou do pasteurizado ao longa vida em janeiro de 2012, o que deixa o primeiro mandato de Dilma Rousseff fora do ranking do leite. Nenhum número é estimado para preencher o buraco.
Como o mandato em andamento é tratado?
Aparece marcado como parcial e vai até o último mês com dado publicado (setembro de 2026). A taxa anual permite compará-lo com governos completos, mas o número ainda vai mudar até o fim do mandato.
Posso baixar os dados e refazer as contas?
Pode. O comparador exporta a tabela em CSV e JSON com o índice de início e fim de cada governo, o fator de inflação, o salário mínimo e o identificador da versão dos dados. As séries completas são públicas no SIDRA do IBGE e no sistema de séries do Banco Central.
Histórico de cada alimento: leite, carnes, arroz, feijão, café, pão francês, tomate, batata, banana, açúcar, óleo de soja, farinha de mandioca, manteiga, alimentação no domicílio.