Transporte
Ônibus urbano: quanto subiu desde 1991 e em cada governo
Inflação da passagem de ônibus pelo IPCA do IBGE, comparada com a inflação geral e com o salário mínimo, em cada governo desde que a série existe. Dados até setembro de 2026.
Acima da inflação, de dez/1994 a set/2026
+60,8%
IBGE, IPCA, dividido pelo IPCA geral · Brasil · índice, não preço em reais
- Variação do índice no período
- +1.117,2%
- Por ano, acima da inflação
- +1,5%
- Em 12 meses
- +4,4%
- Salário mínimo paga do item
- +90,3%
Série encadeada desde jan/1991, 35 anos e 9 meses de variações mensais publicadas pelo IBGE.
Por governo, no Brasil
- Maior alta acima da inflação, por ano
- Fernando Henrique Cardoso (1º mandato)dez/1994 a dez/1998+8,4% ao ano
- Menor alta acima da inflação, por ano
- Jair Bolsonarodez/2018 a dez/2022−3,0% ao ano
- Maior perda de poder de compra
- Itamar Francoset/1992 a dez/1994−29,8%
- Maior ganho de poder de compra
- Dilma Rousseff (1º mandato)dez/2010 a dez/2014+19,7%
Descontado o IPCA geral. Variação no período, não causa. Ver todos os governos
Como a passagem de ônibus mudou desde 1991
Em "acima da inflação", 100 é o ponto de partida: acima de 100, o preço da passagem de ônibus subiu mais que os preços em geral; abaixo, caiu em relação a eles. Escolha um governo na linha do tempo para ver o resumo.
setembro de 2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)
180,6
Brasil (regiões do IPCA) · índice, não preço em reais · IBGE
Acontecimentos marcados no gráfico
Ônibus urbano por governo: inflação e poder de compra
| Governo | Salário mínimo, acima da inflação | Variação do índice | Acima da inflação | Por ano, acima da inflação | Meses | Poder de compra |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sarney a Collor2 governos | O IBGE ainda não publicava este índice para Brasil nesses períodos. Sem dado observado, não há comparação. | |||||
| ItamarItamar Francoset/1992 a dez/1994 | −26,8% | +52.387% | +4,3% | +1,9% | 27 | −29,8% |
| Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +12,0% e a do poder de compra −8,6%. | ||||||
| FHC 1Fernando Henrique Cardosodez/1994 a dez/1998 | +29,5% | +97,8% | +37,9% | +8,4% | 48 | −6,1% |
| FHC 2Fernando Henrique Cardosodez/1998 a dez/2002 | +10,0% | +60,4% | +14,6% | +3,5% | 48 | −4,1% |
| Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação. | ||||||
| Lula 1Luiz Inácio Lula da Silvadez/2002 a dez/2006 | +36,5% | +51,2% | +18,0% | +4,2% | 48 | +15,7% |
| Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003. | ||||||
| Lula 2Luiz Inácio Lula da Silvadez/2006 a dez/2010 | +19,2% | +22,2% | +0,0% | +0,0% | 48 | +19,2% |
| Dilma 1Dilma Rousseffdez/2010 a dez/2014 | +11,8% | +18,6% | −6,6% | −1,7% | 48 | +19,7% |
| Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009. | ||||||
| Dilma 2Dilma Rousseffdez/2014 a abr/2016, interrompido | +6,4% | +25,8% | +10,1% | +7,5% | 16 | −3,4% |
| TemerMichel Temerabr/2016 a dez/2018 | −1,4% | +10,6% | +0,6% | +0,2% | 32 | −2,0% |
| BolsonaroJair Bolsonarodez/2018 a dez/2022 | +0,1% | +12,4% | −11,5% | −3,0% | 48 | +13,1% |
| Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018. | ||||||
| Lula 3Luiz Inácio Lula da Silvadez/2022 a set/2026, parcial | +12,5% | +11,9% | −5,9% | −1,6% | 45 | +19,5% |
Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.
Ônibus urbano contra a inflação, ano a ano
Variação de dezembro a dezembro (no ano corrente, até set/2026). Em 22 dos 36 anos a passagem de ônibus subiu mais que o IPCA geral. O ano mais pesado foi 1993 (+13,5% acima da inflação) e o mais leve, 2021 (−8,1%). Desde dezembro de 1999, a passagem de ônibus é o 19º item que mais subiu acima da inflação entre os 27 acompanhados aqui pelo IPCA.
| Ano | Ônibus urbano | IPCA | Acima da inflação |
|---|---|---|---|
| 2026 até set/2026 | +7,6% | +4,0% | +3,5% |
| 2025 | +2,8% | +4,3% | −1,4% |
| 2024 | +0,3% | +4,8% | −4,4% |
| 2023 | +0,8% | +4,6% | −3,6% |
| 2022 | +2,8% | +5,8% | −2,8% |
| 2021 | +1,2% | +10,1% | −8,1% |
| 2020 | +1,3% | +4,5% | −3,1% |
| 2019 | +6,6% | +4,3% | +2,2% |
| 2018 | +6,3% | +3,7% | +2,5% |
| 2017 | +4,0% | +2,9% | +1,1% |
| 2016 | +9,3% | +6,3% | +2,9% |
| 2015 | +15,1% | +10,7% | +4,0% |
| 2014 | +3,9% | +6,4% | −2,4% |
| 2013 | +0,0% | +5,9% | −5,5% |
| 2012 | +5,3% | +5,8% | −0,5% |
| 2011 | +8,4% | +6,5% | +1,8% |
| 2010 | +7,5% | +5,9% | +1,5% |
| 2009 | +5,3% | +4,3% | +1,0% |
| 2008 | +3,1% | +5,9% | −2,7% |
| 2007 | +4,7% | +4,5% | +0,2% |
| 2006 | +8,1% | +3,1% | +4,8% |
| 2005 | +10,4% | +5,7% | +4,5% |
| 2004 | +4,7% | +7,6% | −2,7% |
| 2003 | +20,9% | +9,3% | +10,7% |
| 2002 | +12,0% | +12,5% | −0,4% |
| 2001 | +15,5% | +7,7% | +7,3% |
| 2000 | +7,9% | +6,0% | +1,8% |
| 1999 | +14,9% | +8,9% | +5,4% |
| 1998 | +8,6% | +1,7% | +6,9% |
| 1997 | +12,9% | +5,2% | +7,3% |
| 1996 | +21,6% | +9,6% | +11,0% |
| 1995 | +32,6% | +22,4% | +8,3% |
| 1994 | +921,0% | +916,4% | +0,4% |
| 1993 | +2.824,7% | +2.477,1% | +13,5% |
| 1992 | +1.112,9% | +1.119,1% | −0,5% |
| 1991 | +467,3% | +472,7% | −0,9% |
IBGE, IPCA por subitem e IPCA geral. Acima da inflação = (1 + item) / (1 + IPCA) - 1.
Os 12 meses em que a passagem de ônibus mais subiu e mais caiu
Entre as 418 janelas de 12 meses da série, as três de maior alta e as três de maior queda em relação ao IPCA geral. Janelas vizinhas se sobrepõem, então um mesmo choque pode aparecer mais de uma vez.
Maiores altas acima da inflação
- ago/1991 a ago/1992índice do item +1.375,9%+34,6%
- mai/1995 a mai/1996índice do item +38,4%+17,8%
- abr/1995 a abr/1996índice do item +38,5%+16,3%
Maiores quedas em relação à inflação
- fev/1991 a fev/1992índice do item +450,8%−10,5%
- out/2020 a out/2021índice do item +1,0%−8,7%
- nov/2020 a nov/2021índice do item +1,1%−8,7%
O que move o preço da passagem de ônibus
A tarifa de ônibus urbano é definida por cada prefeitura (ou pelo estado, nas linhas metropolitanas). O índice do IPCA mostra a média das capitais e regiões pesquisadas.
- Decisão local e subsídio
- A tarifa é fixada pelo poder concedente de cada cidade, que pode subsidiar parte do custo; congelar ou reajustar a tarifa é decisão municipal. Fonte: Ministério das Cidades, mobilidade urbana
- Diesel e salário dos motoristas
- Combustível e mão de obra são os maiores custos de uma linha de ônibus. O diesel acompanha o mercado internacional, como mostra a ANP. Fonte: ANP, preços de combustíveis
O que esta série mede, e o que ela não mede
- IPCA (IBGE), Ônibus urbano, média das regiões metropolitanas e capitais pesquisadas. Índice de preço, não preço em reais.
- É a média nacional do IPCA (regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE), não o preço de uma cidade. O IPCA mede variação de preço: o valor em reais depende da cidade, da marca e do modelo, e por isso esta página não mostra preço.
- Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação.
- Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003.
- Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
- Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.
Como citar esta página
Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: IBGE, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.
ValorFinal. Ônibus urbano por governo (referência: setembro de 2026): +60,8% acima da inflação desde dez/1994. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/transporte/onibus-urbano. Fonte do dado: IBGE, cálculo ValorFinal.
Fontes oficiais
- IBGE, IPCA por subitem (SIDRA, tabelas 58, 655, 2938, 1419 e 7060)órgão público
Variação mensal do item, encadeada em índice desde a primeira competência publicada.
- Banco Central, SGS 433: IPCA (IBGE), variação mensalórgão público
Inflação geral usada para descontar a variação de cada item, desde janeiro de 1980.
- Ipeadata, série MTE12_SALMIN12 (salário mínimo vigente) e Banco Central, SGS 1619órgão público
Salário mínimo nacional vigente em cada mês, para medir o poder de compra.
- Biblioteca da Presidência, Galeria dos Ex-Presidentesórgão público
Datas de posse, afastamento e fim do exercício de cada presidente (uma ficha por presidente).
Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.
Perguntas sobre ônibus urbano
Quanto a passagem de ônibus subiu desde o Plano Real?
Pelo IPCA do IBGE, o índice da passagem de ônibus variou +1.117,2% de dezembro de 1994 a setembro de 2026. Descontada a inflação geral do mesmo período, a variação foi de +60,8%, ou +1,5% ao ano: subiu mais que os preços em geral.
Em qual governo a passagem de ônibus mais subiu acima da inflação?
Pela taxa anual descontado o IPCA geral, a maior alta foi no período de Fernando Henrique Cardoso (1º mandato) (+8,4% ao ano, de dez/1994 a dez/1998) e a menor no de Jair Bolsonaro (−3,0% ao ano). Variação num governo não indica que ele a causou.
O salário mínimo paga mais ou menos a passagem de ônibus do que antes?
De dezembro de 1994 a setembro de 2026, o salário mínimo passou a pagar +90,3% a mais do mesmo item, pela relação entre o reajuste do salário e a variação do índice. O governo com maior perda nessa conta foi o de Itamar Franco (−29,8%).
Em 12 meses, quanto a passagem de ônibus subiu?
De setembro de 2025 a setembro de 2026, o índice do item variou +4,4%, contra +4,6% do IPCA geral no mesmo período.
Desde quando há dado de ônibus urbano?
A série encadeada começa em janeiro de 1991. Até julho de 1999 o IBGE publicava o IPCA por subitem numa tabela com outros códigos (tabela 58 do SIDRA); a emenda com a tabela seguinte é contínua, sem mês faltando. Agosto de 1991 não tem dado separado: setembro traz os dois meses.
Mais em transporte: passagem aérea, automóvel novo. Todos os itens no Observatório do Custo de Vida.