Alimentos

Quanto a comida subiu em Curitiba em cada governo

Inflação da comida comprada para casa na região metropolitana de Curitiba, pelo IPCA do IBGE, comparada com a inflação geral e com o salário mínimo em cada governo. Dados até setembro de 2026.

Acima da inflação, de dez/1994 a set/2026

−2,2%

IBGE, IPCA, dividido pelo IPCA geral · Região metropolitana de Curitiba · índice, não preço em reais

Variação do índice no período
+640,7%
Por ano, acima da inflação
−0,1%
Em 12 meses
+3,6%
Salário mínimo paga do item
+212,7%

Série encadeada desde jan/1991, 35 anos e 9 meses de variações mensais publicadas pelo IBGE.

Por governo, na região metropolitana de Curitiba

Maior alta acima da inflação, por ano
Jair Bolsonarodez/2018 a dez/2022+5,5% ao ano
Menor alta acima da inflação, por ano
Fernando Henrique Cardoso (1º mandato)dez/1994 a dez/1998−6,7% ao ano
Maior perda de poder de compra
Itamar Francoset/1992 a dez/1994−31,1%
Maior ganho de poder de compra
Fernando Henrique Cardoso (1º mandato)dez/1994 a dez/1998+70,6%

Descontado o IPCA geral. Variação no período, não causa. Ver todos os governos

Como a comida comprada para casa mudou desde 1991

Em "acima da inflação", 100 é o ponto de partida: acima de 100, o preço da comida comprada para casa subiu mais que os preços em geral; abaixo, caiu em relação a eles. Escolha um governo na linha do tempo para ver o resumo.

setembro de 2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)

110,9

Região metropolitana de Curitiba · índice, não preço em reais · IBGE

Acontecimentos marcados no gráfico

Alimentação no domicílio: índice do IPCA dividido pelo IPCA geral, dez/1990 = 100 (acima de 100, subiu mais que a inflação). Fonte: IBGE, IPCA (SIDRA). Dados até set/2026.Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Cada governo vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. * Mandato em andamento, período parcial.Último mês com dado: set/2026.

Alimentação no domicílio por governo: inflação e poder de compra

Alimentação no domicílio, Região metropolitana de Curitiba: variação do índice entre o mês anterior à posse e o último mês completo de cada governo, descontada a inflação (IPCA), taxa anual e poder de compra do salário mínimo.
GovernoSalário mínimo, acima da inflaçãoVariação do índiceAcima da inflaçãoPor ano, acima da inflaçãoMesesPoder de compra
Sarney a Collor2 governosO IBGE ainda não publicava este índice para Região metropolitana de Curitiba nesses períodos. Sem dado observado, não há comparação.
ItamarItamar Francoset/1992 a dez/1994−26,8%+53.434%+6,4%+2,8%27−31,1%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +9,6% e a do poder de compra −6,3%.
FHC 1Fernando Henrique Cardosodez/1994 a dez/1998+29,5%+8,8%−24,1%−6,7%48+70,6%
FHC 2Fernando Henrique Cardosodez/1998 a dez/2002+10,0%+58,0%+12,9%+3,1%48−2,6%
Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +3,0% e a do poder de compra +15,1%.
Lula 1Luiz Inácio Lula da Silvadez/2002 a dez/2006+36,5%+9,4%−14,7%−3,9%48+60,0%
Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −7,9% e a do poder de compra +37,8%.
Lula 2Luiz Inácio Lula da Silvadez/2006 a dez/2010+19,2%+38,7%+13,5%+3,2%48+5,1%
Dilma 1Dilma Rousseffdez/2010 a dez/2014+11,8%+29,0%+1,6%+0,4%48+10,0%
Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
Dilma 2Dilma Rousseffdez/2014 a abr/2016, interrompido+6,4%+22,7%+7,3%+5,5%16−0,9%
TemerMichel Temerabr/2016 a dez/2018−1,4%−0,0%−9,1%−3,5%32+8,4%
BolsonaroJair Bolsonarodez/2018 a dez/2022+0,1%+57,0%+23,7%+5,5%48−19,1%
Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.
Lula 3Luiz Inácio Lula da Silvadez/2022 a set/2026, parcial+12,5%+14,3%−3,8%−1,0%45+17,0%

Comparar governos e métricas

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Alimentação no domicílio contra a inflação, ano a ano

Variação de dezembro a dezembro (no ano corrente, até set/2026). Em 20 dos 36 anos a comida comprada para casa subiu mais que o IPCA geral. O ano mais pesado foi 2020 (+11,8% acima da inflação) e o mais leve, 1995 (−13,0%).

Variação anual da comida comprada para casa e do IPCA geral, e a diferença acima da inflação.
AnoAlimentação no domicílioIPCAAcima da inflação
2026 até set/2026+4,6%+4,0%+0,7%
2025+1,6%+4,3%−2,6%
2024+7,5%+4,8%+2,5%
2023+0,1%+4,6%−4,3%
2022+13,5%+5,8%+7,3%
2021+9,2%+10,1%−0,8%
2020+16,9%+4,5%+11,8%
2019+8,3%+4,3%+3,8%
2018+4,7%+3,7%+0,9%
2017−5,6%+2,9%−8,3%
2016+6,6%+6,3%+0,3%
2015+16,4%+10,7%+5,1%
2014+6,4%+6,4%+0,0%
2013+4,6%+5,9%−1,2%
2012+10,1%+5,8%+4,1%
2011+5,2%+6,5%−1,2%
2010+13,8%+5,9%+7,4%
2009−0,3%+4,3%−4,4%
2008+13,1%+5,9%+6,8%
2007+8,0%+4,5%+3,4%
2006−0,4%+3,1%−3,4%
2005+1,0%+5,7%−4,5%
2004+4,0%+7,6%−3,3%
2003+4,6%+9,3%−4,3%
2002+21,7%+12,5%+8,1%
2001+11,0%+7,7%+3,1%
2000+2,7%+6,0%−3,1%
1999+13,9%+8,9%+4,5%
1998+1,2%+1,7%−0,4%
1997+0,5%+5,2%−4,5%
1996+0,4%+9,6%−8,4%
1995+6,5%+22,4%−13,0%
1994+942,2%+916,4%+2,5%
1993+2.485,8%+2.477,1%+0,3%
1992+1.192,1%+1.119,1%+6,0%
1991+495,3%+472,7%+3,9%

IBGE, IPCA por subitem e IPCA geral. Acima da inflação = (1 + item) / (1 + IPCA) - 1.

Curitiba contra o Brasil e as outras capitais

De dezembro de 2013 a setembro de 2026, o mesmo período para todas as 13 áreas do IPCA com série nesse intervalo, a comida comprada para casa na região metropolitana de Curitiba variou +16,2% acima da inflação geral do país, contra +16,1% na média nacional. Na lista do maior para o menor, Curitiba está em 7º lugar entre 14 (o Brasil conta como uma linha).

Alimentação no domicílio por área do IPCA, variação acima da inflação desde dez/2013 e em 12 meses.
PosiçãoÁreaAcima da inflação desde dez/201312 meses
5ºPorto Alegre+17,3%+5,0%
6ºCampo Grande+17,1%+3,9%
7ºCuritiba+16,2%+3,6%
8ºBrasil+16,1%+4,2%
9ºBrasília+15,7%+3,2%

IBGE, IPCA, grupo Alimentação no domicílio por área, dividido pelo IPCA geral do Brasil. As áreas são como o IBGE as delimita: região metropolitana ou município.

Outras capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Vitória, Porto Alegre, Campo Grande, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém.

Os 12 meses em que a comida comprada para casa mais subiu e mais caiu

Entre as 418 janelas de 12 meses da série, as três de maior alta e as três de maior queda em relação ao IPCA geral. Janelas vizinhas se sobrepõem, então um mesmo choque pode aparecer mais de uma vez.

Maiores altas acima da inflação

  1. ago/1991 a ago/1992índice do item +1.365,7%+33,7%
  2. jun/1991 a jun/1992índice do item +1.015,9%+16,5%
  3. jul/1991 a jul/1992índice do item +1.099,1%+15,5%

Maiores quedas em relação à inflação

  1. nov/1994 a nov/1995índice do item +5,1%−14,3%
  2. dez/1994 a dez/1995índice do item +6,5%−13,0%
  3. jan/1995 a jan/1996índice do item +6,9%−12,4%

Como citar esta página

Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: IBGE, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.

ValorFinal. Alimentação no domicílio na região metropolitana de Curitiba por governo (referência: setembro de 2026): −2,2% acima da inflação desde dez/1994. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/cidades/curitiba. Fonte do dado: IBGE, cálculo ValorFinal.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre alimentação no domicílio

Quanto a comida comprada para casa subiu desde o Plano Real?

Pelo IPCA do IBGE, o índice da comida comprada para casa variou +640,7% de dezembro de 1994 a setembro de 2026. Descontada a inflação geral do mesmo período, a variação foi de −2,2%, ou −0,1% ao ano: subiu menos que os preços em geral.

Em qual governo a comida comprada para casa mais subiu acima da inflação?

Pela taxa anual descontado o IPCA geral, a maior alta foi no período de Jair Bolsonaro (+5,5% ao ano, de dez/2018 a dez/2022) e a menor no de Fernando Henrique Cardoso (1º mandato) (−6,7% ao ano). Variação num governo não indica que ele a causou.

O salário mínimo paga mais ou menos a comida comprada para casa do que antes?

De dezembro de 1994 a setembro de 2026, o salário mínimo passou a pagar +212,7% a mais do mesmo item, pela relação entre o reajuste do salário e a variação do índice. O governo com maior perda nessa conta foi o de Itamar Franco (−31,1%).

Em 12 meses, quanto a comida comprada para casa subiu?

De setembro de 2025 a setembro de 2026, o índice do item variou +3,6%, contra +4,6% do IPCA geral no mesmo período.

Desde quando o IBGE mede a inflação na região metropolitana de Curitiba?

A série na região metropolitana de Curitiba começa em janeiro de 1991, o primeiro mês que o IBGE publica para a área no IPCA. Governos anteriores a isso ficam fora da tabela, com o motivo escrito.