Transporte

Passagem aérea: quanto subiu desde 1991 e em cada governo

Inflação da passagem aérea pelo IPCA do IBGE, comparada com a inflação geral e com o salário mínimo, em cada governo desde que a série existe. Dados até setembro de 2026.

Acima da inflação, de dez/1994 a set/2026

+237,1%

IBGE, IPCA, dividido pelo IPCA geral · Brasil · índice, não preço em reais

Variação do índice no período
+2.452,5%
Por ano, acima da inflação
+3,9%
Em 12 meses
+42,5%
Salário mínimo paga do item
−9,3%

Série encadeada desde jan/1991, 35 anos e 9 meses de variações mensais publicadas pelo IBGE.

Por governo, no Brasil

Maior alta acima da inflação, por ano
Fernando Henrique Cardoso (2º mandato)dez/1998 a dez/2002+17,9% ao ano
Menor alta acima da inflação, por ano
Dilma Rousseff (2º mandato)dez/2014 a abr/2016−37,9% ao ano
Maior perda de poder de compra
Fernando Henrique Cardoso (2º mandato)dez/1998 a dez/2002−43,1%
Maior ganho de poder de compra
Dilma Rousseff (2º mandato)dez/2014 a abr/2016+100,7%

Descontado o IPCA geral. Variação no período, não causa. Ver todos os governos

Como a passagem aérea mudou desde 1991

Em "acima da inflação", 100 é o ponto de partida: acima de 100, o preço da passagem aérea subiu mais que os preços em geral; abaixo, caiu em relação a eles. Escolha um governo na linha do tempo para ver o resumo.

setembro de 2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)

613,2

Brasil (regiões do IPCA) · índice, não preço em reais · IBGE

Acontecimentos marcados no gráfico

Passagem aérea: índice do IPCA dividido pelo IPCA geral, dez/1990 = 100 (acima de 100, subiu mais que a inflação). Fonte: IBGE, IPCA (SIDRA). Dados até set/2026.Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Cada governo vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. * Mandato em andamento, período parcial.Último mês com dado: set/2026.

Passagem aérea por governo: inflação e poder de compra

Passagem aérea, Brasil: variação do índice entre o mês anterior à posse e o último mês completo de cada governo, descontada a inflação (IPCA), taxa anual e poder de compra do salário mínimo.
GovernoSalário mínimo, acima da inflaçãoVariação do índiceAcima da inflaçãoPor ano, acima da inflaçãoMesesPoder de compra
Sarney a Collor2 governosO IBGE ainda não publicava este índice para Brasil nesses períodos. Sem dado observado, não há comparação.
ItamarItamar Francoset/1992 a dez/1994−26,8%+48.693%−3,0%−1,4%27−24,4%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +16,1% e a do poder de compra −11,7%.
FHC 1Fernando Henrique Cardosodez/1994 a dez/1998+29,5%+27,9%−10,8%−2,8%48+45,2%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −24,3% e a do poder de compra +62,4%.
FHC 2Fernando Henrique Cardosodez/1998 a dez/2002+10,0%+170,2%+93,2%+17,9%48−43,1%
Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +68,2% e a do poder de compra −28,7%.
Lula 1Luiz Inácio Lula da Silvadez/2002 a dez/2006+36,5%+31,6%+2,6%+0,7%48+33,0%
Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +29,0% e a do poder de compra −2,6%.
Lula 2Luiz Inácio Lula da Silvadez/2006 a dez/2010+19,2%+57,4%+28,8%+6,5%48−7,4%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +11,4% e a do poder de compra +12,8%.
Dilma 1Dilma Rousseffdez/2010 a dez/2014+11,8%+123,0%+75,6%+15,1%48−36,3%
Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +42,2% e a do poder de compra −20,0%.
Dilma 2Dilma Rousseffdez/2014 a abr/2016, interrompido+6,4%−39,4%−47,0%−37,9%16+100,7%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −19,1% e a do poder de compra +23,5%.
TemerMichel Temerabr/2016 a dez/2018−1,4%+60,4%+45,9%+15,2%32−32,4%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −2,9% e a do poder de compra +7,2%.
BolsonaroJair Bolsonarodez/2018 a dez/2022+0,1%+23,1%−3,0%−0,8%48+3,2%
Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +7,6% e a do poder de compra −5,8%.
Lula 3Luiz Inácio Lula da Silvadez/2022 a set/2026, parcial+12,5%+33,7%+12,5%+3,2%45+0,0%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +26,1% e a do poder de compra −14,5%.

Comparar governos e métricas

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Passagem aérea contra a inflação, ano a ano

Variação de dezembro a dezembro (no ano corrente, até set/2026). Em 23 dos 36 anos a passagem aérea subiu mais que o IPCA geral. O ano mais pesado foi 1991 (+83,5% acima da inflação) e o mais leve, 2024 (−25,8%). Desde dezembro de 1999, a passagem aérea é o 1º item que mais subiu acima da inflação entre os 27 acompanhados aqui pelo IPCA.

Variação anual da passagem aérea e do IPCA geral, e a diferença acima da inflação.
AnoPassagem aéreaIPCAAcima da inflação
2026 até set/2026+8,3%+4,0%+4,1%
2025+7,9%+4,3%+3,4%
2024−22,2%+4,8%−25,8%
2023+47,2%+4,6%+40,7%
2022+23,5%+5,8%+16,8%
2021+17,6%+10,1%+6,9%
2020−17,2%+4,5%−20,7%
2019+2,3%+4,3%−2,0%
2018+16,9%+3,7%+12,7%
2017+3,1%+2,9%+0,1%
2016−4,9%+6,3%−10,5%
2015−15,2%+10,7%−23,4%
2014+7,8%+6,4%+1,3%
2013+7,4%+5,9%+1,4%
2012+26,0%+5,8%+19,0%
2011+52,9%+6,5%+43,6%
2010+3,2%+5,9%−2,6%
2009+31,9%+4,3%+26,4%
2008+12,2%+5,9%+5,9%
2007+3,1%+4,5%−1,3%
2006−9,6%+3,1%−12,4%
2005+28,1%+5,7%+21,2%
2004+6,0%+7,6%−1,5%
2003+7,2%+9,3%−1,9%
2002+54,7%+12,5%+37,4%
2001+27,1%+7,7%+18,0%
2000+17,9%+6,0%+11,3%
1999+16,6%+8,9%+7,0%
1998+3,9%+1,7%+2,3%
1997+4,4%+5,2%−0,8%
1996+18,8%+9,6%+8,4%
1995−0,7%+22,4%−18,9%
1994+715,8%+916,4%−19,7%
1993+2.592,7%+2.477,1%+4,5%
1992+1.341,4%+1.119,1%+18,2%
1991+950,7%+472,7%+83,5%

IBGE, IPCA por subitem e IPCA geral. Acima da inflação = (1 + item) / (1 + IPCA) - 1.

Os 12 meses em que a passagem aérea mais subiu e mais caiu

Entre as 418 janelas de 12 meses da série, as três de maior alta e as três de maior queda em relação ao IPCA geral. Janelas vizinhas se sobrepõem, então um mesmo choque pode aparecer mais de uma vez.

Maiores altas acima da inflação

  1. jun/2021 a jun/2022índice do item +122,4%+98,8%
  2. dez/1990 a dez/1991índice do item +950,7%+83,5%
  3. mai/2021 a mai/2022índice do item +88,7%+68,8%

Maiores quedas em relação à inflação

  1. jul/2019 a jul/2020índice do item −56,1%−57,1%
  2. ago/2019 a ago/2020índice do item −49,0%−50,2%
  3. jun/2019 a jun/2020índice do item −45,6%−46,8%

O que move o preço da passagem aérea

A passagem aérea é um dos itens mais instáveis do IPCA: pode subir ou cair dezenas por cento num mês, conforme feriados, férias e a oferta de voos. Olhe períodos longos antes de tirar conclusão.

Querosene de aviação e câmbio
O combustível é o maior custo das companhias e tem preço em dólar; arrendamento de aviões e manutenção também. Fonte: ANP, preços de combustíveis
Tarifa livre e demanda
As tarifas aéreas são livres no Brasil. A ANAC acompanha os preços praticados, que sobem em alta temporada e caem quando há assento sobrando. Fonte: ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil

O que esta série mede, e o que ela não mede

  • IPCA (IBGE), Passagem aérea (até 1999, Avião), média das regiões metropolitanas e capitais pesquisadas. Índice de preço, não preço em reais.
  • É a média nacional do IPCA (regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE), não o preço de uma cidade. O IPCA mede variação de preço: o valor em reais depende da cidade, da marca e do modelo, e por isso esta página não mostra preço.
  • Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação.
  • Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003.
  • Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
  • Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.

Como citar esta página

Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: IBGE, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.

ValorFinal. Passagem aérea por governo (referência: setembro de 2026): +237,1% acima da inflação desde dez/1994. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/transporte/passagem-aerea. Fonte do dado: IBGE, cálculo ValorFinal.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre passagem aérea

Quanto a passagem aérea subiu desde o Plano Real?

Pelo IPCA do IBGE, o índice da passagem aérea variou +2.452,5% de dezembro de 1994 a setembro de 2026. Descontada a inflação geral do mesmo período, a variação foi de +237,1%, ou +3,9% ao ano: subiu mais que os preços em geral.

Em qual governo a passagem aérea mais subiu acima da inflação?

Pela taxa anual descontado o IPCA geral, a maior alta foi no período de Fernando Henrique Cardoso (2º mandato) (+17,9% ao ano, de dez/1998 a dez/2002) e a menor no de Dilma Rousseff (2º mandato) (−37,9% ao ano). Variação num governo não indica que ele a causou.

O salário mínimo paga mais ou menos a passagem aérea do que antes?

De dezembro de 1994 a setembro de 2026, o salário mínimo passou a pagar −9,3% a menos do mesmo item, pela relação entre o reajuste do salário e a variação do índice. O governo com maior perda nessa conta foi o de Fernando Henrique Cardoso (2º mandato) (−43,1%).

Em 12 meses, quanto a passagem aérea subiu?

De setembro de 2025 a setembro de 2026, o índice do item variou +42,5%, contra +4,6% do IPCA geral no mesmo período.

Desde quando há dado de passagem aérea?

A série encadeada começa em janeiro de 1991. Até julho de 1999 o IBGE publicava o IPCA por subitem numa tabela com outros códigos (tabela 58 do SIDRA); a emenda com a tabela seguinte é contínua, sem mês faltando. Agosto de 1991 não tem dado separado: setembro traz os dois meses.

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