Alimentos

Alimentação no domicílio: quanto subiu desde 1991 e em cada governo

Inflação da comida comprada para casa pelo IPCA do IBGE, comparada com a inflação geral e com o salário mínimo, em cada governo desde que a série existe. Dados até setembro de 2026.

Acima da inflação, de dez/1994 a set/2026

−1,5%

IBGE, IPCA, dividido pelo IPCA geral · Brasil · índice, não preço em reais

Variação do índice no período
+645,9%
Por ano, acima da inflação
−0,0%
Variação do índice em 12 meses
+4,2%
Poder de compra do salário mínimo
+210,5%

Poder de compra: com um salário mínimo, dá para comprar 210,5% a mais da comida comprada para casa do que em dez/1994, pela relação entre o reajuste do salário e a variação do índice. É uma quantidade relativa, não um preço.

Série encadeada desde jan/1991, 35 anos e 9 meses de variações mensais publicadas pelo IBGE.

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Governo a governo, no Brasil

Por ano, acima da inflação

  • Itamar+3,9%
  • FHC 1−6,4%
  • FHC 2+2,0%
  • Lula 1−3,8%
  • Lula 2+3,2%
  • Dilma 1+1,3%
  • Dilma 2+4,3%
  • Temer−2,9%
  • Bolsonaro+5,3%
  • Lula 3*−1,1%

Descontado o IPCA geral. * em andamento. Variação no período, não causa. Ver a tabela completa

Em palavras simples

O que esses números querem dizer?

O IBGE mede todo mês quanto muda o preço da comida comprada para casa. Ele não publica o preço em reais, só a mudança. Por isso esta página mostra porcentagens.

Desde dez/1994

  • O preço da comida comprada para casa subiu 645,9%.
  • Os preços em geral subiram 657,1% no mesmo tempo.
  • Então a comida comprada para casa subiu menos que o resto. Pesa menos no bolso do que pesava antes.

No último ano

  • De set/2025 a set/2026, o preço da comida comprada para casa subiu 4,2%.
  • A inflação geral foi de 4,6%.
  • Neste último ano, andou junto com a média.

Para quem ganha salário mínimo

  • Hoje um salário mínimo compra 210,5% a mais da comida comprada para casa do que em dez/1994.
  • O salário subiu mais do que esse preço.

Ano a ano

  • Em 21 de 36 anos, a comida comprada para casa subiu mais que a inflação.
  • O ano em que mais passou da inflação foi 2020.
  • O ano em que mais ficou abaixo dela foi 1995.
  • O que mais mexe nesse preço: peso de cada alimento, câmbio.

Como a comida comprada para casa mudou desde 1991

Em "acima da inflação", 100 é o ponto de partida: acima de 100, o preço da comida comprada para casa subiu mais que os preços em geral; abaixo, caiu em relação a eles. Escolha um governo na linha do tempo para ver o resumo.

setembro de 2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)

114,5

Brasil (regiões do IPCA) · índice, não preço em reais · IBGE

Acontecimentos marcados no gráfico

Alimentação no domicílio: índice do IPCA dividido pelo IPCA geral, dez/1990 = 100 (acima de 100, subiu mais que a inflação). Fonte: IBGE, IPCA (SIDRA). Dados até set/2026.Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Cada governo vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. * Mandato em andamento, período parcial.Último mês com dado: set/2026.

Alimentação no domicílio por governo: inflação e poder de compra

Alimentação no domicílio, Brasil: variação do índice entre o mês anterior à posse e o último mês completo de cada governo, descontada a inflação (IPCA), taxa anual e poder de compra do salário mínimo.
GovernoSalário mínimo, acima da inflaçãoVariação do índiceAcima da inflaçãoPor ano, acima da inflaçãoMesesPoder de compra
Sarney a Collor2 governosO IBGE ainda não publicava este índice para Brasil nesses períodos. Sem dado observado, não há comparação.
ItamarItamar Francoset/1992 a dez/1994−26,8%+54.725%+8,9%+3,9%27−32,8%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +9,4% e a do poder de compra −6,1%.
FHC 1Fernando Henrique Cardosodez/1994 a dez/1998+29,5%+10,3%−23,1%−6,4%48+68,3%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −21,1% e a do poder de compra +56,3%.
FHC 2Fernando Henrique Cardosodez/1998 a dez/2002+10,0%+51,5%+8,3%+2,0%48+1,6%
Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −0,7% e a do poder de compra +19,4%.
Lula 1Luiz Inácio Lula da Silvadez/2002 a dez/2006+36,5%+10,0%−14,2%−3,8%48+59,2%
Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −7,8% e a do poder de compra +37,6%.
Lula 2Luiz Inácio Lula da Silvadez/2006 a dez/2010+19,2%+38,9%+13,6%+3,2%48+4,9%
Dilma 1Dilma Rousseffdez/2010 a dez/2014+11,8%+33,7%+5,3%+1,3%48+6,2%
Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
Dilma 2Dilma Rousseffdez/2014 a abr/2016, interrompido+6,4%+20,9%+5,8%+4,3%16+0,5%
TemerMichel Temerabr/2016 a dez/2018−1,4%+1,6%−7,6%−2,9%32+6,8%
BolsonaroJair Bolsonarodez/2018 a dez/2022+0,1%+56,1%+23,0%+5,3%48−18,6%
Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.
Lula 3Luiz Inácio Lula da Silvadez/2022 a set/2026, parcial+12,5%+14,0%−4,1%−1,1%45+17,3%

Baixe os dados

Comparar governos e métricas

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Alimentação no domicílio contra a inflação, ano a ano

Variação de dezembro a dezembro (no ano corrente, até set/2026). Em 21 dos 36 anos a comida comprada para casa subiu mais que o IPCA geral. O ano mais pesado foi 2020 (+13,1% acima da inflação) e o mais leve, 1995 (−14,9%). Desde dezembro de 1999, a comida comprada para casa é o 16º item que mais subiu acima da inflação entre os 27 acompanhados aqui pelo IPCA.

Variação anual da comida comprada para casa e do IPCA geral, e a diferença acima da inflação.
AnoAlimentação no domicílioIPCAAcima da inflação
2026 até set/2026+4,4%+4,0%+0,4%
2025+1,4%+4,3%−2,7%
2024+8,2%+4,8%+3,2%
2023−0,5%+4,6%−4,9%
2022+13,2%+5,8%+7,0%
2021+8,2%+10,1%−1,7%
2020+18,2%+4,5%+13,1%
2019+7,8%+4,3%+3,4%
2018+4,5%+3,7%+0,7%
2017−4,9%+2,9%−7,6%
2016+9,4%+6,3%+2,9%
2015+12,9%+10,7%+2,0%
2014+7,1%+6,4%+0,7%
2013+7,6%+5,9%+1,6%
2012+10,0%+5,8%+4,0%
2011+5,4%+6,5%−1,0%
2010+10,7%+5,9%+4,5%
2009+0,9%+4,3%−3,3%
2008+10,7%+5,9%+4,5%
2007+12,4%+4,5%+7,6%
2006−0,1%+3,1%−3,2%
2005+0,6%+5,7%−4,8%
2004+2,6%+7,6%−4,7%
2003+6,7%+9,3%−2,4%
2002+21,6%+12,5%+8,0%
2001+9,6%+7,7%+1,8%
2000+3,1%+6,0%−2,7%
1999+10,2%+8,9%+1,2%
1998+2,8%+1,7%+1,1%
1997+1,6%+5,2%−3,5%
1996+1,5%+9,6%−7,4%
1995+4,2%+22,4%−14,9%
1994+1.001,9%+916,4%+8,4%
1993+2.457,9%+2.477,1%−0,7%
1992+1.161,8%+1.119,1%+3,5%
1991+497,7%+472,7%+4,4%

IBGE, IPCA por subitem e IPCA geral. Acima da inflação = (1 + item) / (1 + IPCA) - 1.

Os 12 meses em que a comida comprada para casa mais subiu e mais caiu

Entre as 418 janelas de 12 meses da série, as três de maior alta e as três de maior queda em relação ao IPCA geral. Janelas vizinhas se sobrepõem, então um mesmo choque pode aparecer mais de uma vez.

Maiores altas acima da inflação

  1. ago/1991 a ago/1992índice do item +1.332,2%+30,6%
  2. nov/2019 a nov/2020índice do item +21,1%+16,1%
  3. jun/1991 a jun/1992índice do item +992,1%+14,0%

Maiores quedas em relação à inflação

  1. nov/1994 a nov/1995índice do item +3,0%−16,0%
  2. out/1994 a out/1995índice do item +5,7%−14,9%
  3. dez/1994 a dez/1995índice do item +4,2%−14,9%

O que move o preço da comida comprada para casa

Alimentação no domicílio é o grupo do IPCA com a comida e a bebida compradas para consumir em casa: arroz, feijão, carnes, leite, pão, frutas, legumes e o resto do carrinho do mercado. É a medida oficial do custo da comida em casa, e o IBGE a publica também para cada região pesquisada.

Peso de cada alimento
Cada subitem entra no grupo com o peso que tem no orçamento das famílias, medido pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Uma alta forte de um item pesado, como as carnes, move o grupo mesmo com o resto parado. Fonte: IBGE, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (métodos)
Câmbio
Quando o real perde valor frente ao dólar, produtos negociados no mercado internacional ficam mais caros em reais, e insumos importados (fertilizantes, defensivos, trigo) também. O Banco Central acompanha esse repasse do câmbio aos preços nos seus relatórios trimestrais. Fonte: Banco Central, Relatório de Política Monetária

O que esta série mede, e o que ela não mede

  • IPCA (IBGE), grupo Alimentação no domicílio, média das regiões metropolitanas e capitais pesquisadas. Índice de preço, não preço em reais.
  • É a média nacional do IPCA (regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE), não o preço de uma cidade. O IPCA mede variação de preço: o valor em reais depende da cidade, da marca e do modelo, e por isso esta página não mostra preço.
  • Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação.
  • Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003.
  • Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
  • Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.

Como citar esta página

Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: IBGE, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.

ValorFinal. Alimentação no domicílio por governo (referência: setembro de 2026): −1,5% acima da inflação desde dez/1994. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/alimentos/alimentacao-no-domicilio. Fonte do dado: IBGE, cálculo ValorFinal.

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Ferramentas e guias do portal sobre o mesmo assunto, para levar o número para a sua conta.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre alimentação no domicílio

Quanto a comida comprada para casa subiu desde o Plano Real?

Pelo IPCA do IBGE, o índice da comida comprada para casa variou +645,9% de dezembro de 1994 a setembro de 2026. Descontada a inflação geral do mesmo período, a variação foi de −1,5%, ou −0,0% ao ano: subiu menos que os preços em geral.

Em qual governo a comida comprada para casa mais subiu acima da inflação?

Pela taxa anual descontado o IPCA geral, a maior alta foi no período de Jair Bolsonaro (+5,3% ao ano, de dez/2018 a dez/2022) e a menor no de Fernando Henrique Cardoso (1º mandato) (−6,4% ao ano). Variação num governo não indica que ele a causou.

O salário mínimo compra mais ou menos a comida comprada para casa do que antes?

De dezembro de 1994 a setembro de 2026, o salário mínimo passou a comprar 210,5% a mais da comida comprada para casa, pela relação entre o reajuste do salário e a variação do índice. O governo com maior perda nessa conta foi o de Itamar Franco (−32,8%).

Em 12 meses, quanto a comida comprada para casa subiu?

De setembro de 2025 a setembro de 2026, o índice do item variou +4,2%, contra +4,6% do IPCA geral no mesmo período.

Desde quando há dado de alimentação no domicílio?

A série encadeada começa em janeiro de 1991. Até julho de 1999 o IBGE publicava o IPCA por subitem numa tabela com outros códigos (tabela 58 do SIDRA); a emenda com a tabela seguinte é contínua, sem mês faltando. Agosto de 1991 não tem dado separado: setembro traz os dois meses.

Mais em alimentos: leite, carnes, arroz, feijão, café, pão francês, tomate, batata, banana, açúcar, óleo de soja, farinha de mandioca, manteiga. Todos os itens no Observatório do Custo de Vida.