Combustíveis e energia
Energia elétrica: quanto subiu desde 1991 e em cada governo
Inflação da energia elétrica pelo IPCA do IBGE, comparada com a inflação geral e com o salário mínimo, em cada governo desde que a série existe. Dados até setembro de 2026.
Acima da inflação, de dez/1994 a set/2026
+77,2%
IBGE, IPCA, dividido pelo IPCA geral · Brasil · índice, não preço em reais
- Variação do índice no período
- +1.241,9%
- Por ano, acima da inflação
- +1,8%
- Em 12 meses
- +2,8%
- Salário mínimo paga do item
- +72,6%
Série encadeada desde jan/1991, 35 anos e 9 meses de variações mensais publicadas pelo IBGE.
Por governo, no Brasil
- Maior alta acima da inflação, por ano
- Dilma Rousseff (2º mandato)dez/2014 a abr/2016+16,8% ao ano
- Menor alta acima da inflação, por ano
- Itamar Francoset/1992 a dez/1994−11,9% ao ano
- Maior perda de poder de compra
- Fernando Henrique Cardoso (2º mandato)dez/1998 a dez/2002−19,5%
- Maior ganho de poder de compra
- Luiz Inácio Lula da Silva (2º mandato)dez/2006 a dez/2010+42,3%
Descontado o IPCA geral. Variação no período, não causa. Ver todos os governos
Como a energia elétrica mudou desde 1991
Em "acima da inflação", 100 é o ponto de partida: acima de 100, o preço da energia elétrica subiu mais que os preços em geral; abaixo, caiu em relação a eles. Escolha um governo na linha do tempo para ver o resumo.
setembro de 2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)
179,3
Brasil (regiões do IPCA) · índice, não preço em reais · IBGE
Acontecimentos marcados no gráfico
Energia elétrica por governo: inflação e poder de compra
| Governo | Salário mínimo, acima da inflação | Variação do índice | Acima da inflação | Por ano, acima da inflação | Meses | Poder de compra |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sarney a Collor2 governos | O IBGE ainda não publicava este índice para Brasil nesses períodos. Sem dado observado, não há comparação. | |||||
| ItamarItamar Francoset/1992 a dez/1994 | −26,8% | +37.756% | −24,8% | −11,9% | 27 | −2,6% |
| Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +0,5% e a do poder de compra +4,2%. | ||||||
| FHC 1Fernando Henrique Cardosodez/1994 a dez/1998 | +29,5% | +89,6% | +32,2% | +7,2% | 48 | −2,0% |
| Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +4,3% e a do poder de compra +15,0%. | ||||||
| FHC 2Fernando Henrique Cardosodez/1998 a dez/2002 | +10,0% | +91,0% | +36,5% | +8,1% | 48 | −19,5% |
| Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação. | ||||||
| Lula 1Luiz Inácio Lula da Silvadez/2002 a dez/2006 | +36,5% | +44,2% | +12,5% | +3,0% | 48 | +21,4% |
| Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003. | ||||||
| Lula 2Luiz Inácio Lula da Silvadez/2006 a dez/2010 | +19,2% | +2,4% | −16,2% | −4,3% | 48 | +42,3% |
| Dilma 1Dilma Rousseffdez/2010 a dez/2014 | +11,8% | +5,7% | −16,8% | −4,5% | 48 | +34,4% |
| Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009. | ||||||
| Dilma 2Dilma Rousseffdez/2014 a abr/2016, interrompido | +6,4% | +40,5% | +22,9% | +16,8% | 16 | −13,5% |
| Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +42,3% e a do poder de compra −29,5%. | ||||||
| TemerMichel Temerabr/2016 a dez/2018 | −1,4% | +15,2% | +4,8% | +1,8% | 32 | −5,9% |
| Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −5,4% e a do poder de compra +9,5%. | ||||||
| BolsonaroJair Bolsonarodez/2018 a dez/2022 | +0,1% | +12,5% | −11,4% | −3,0% | 48 | +13,0% |
| Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −1,7% e a do poder de compra +2,3%. | ||||||
| Lula 3Luiz Inácio Lula da Silvadez/2022 a set/2026, parcial | +12,5% | +30,5% | +9,8% | +2,5% | 45 | +2,4% |
| Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −3,0% e a do poder de compra +13,6%. | ||||||
Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.
Energia elétrica contra a inflação, ano a ano
Variação de dezembro a dezembro (no ano corrente, até set/2026). Em 23 dos 36 anos a energia elétrica subiu mais que o IPCA geral. O ano mais pesado foi 1993 (+42,1% acima da inflação) e o mais leve, 1994 (−36,7%). Desde dezembro de 1999, a energia elétrica é o 17º item que mais subiu acima da inflação entre os 27 acompanhados aqui pelo IPCA.
| Ano | Energia elétrica | IPCA | Acima da inflação |
|---|---|---|---|
| 2026 até set/2026 | +6,5% | +4,0% | +2,5% |
| 2025 | +12,3% | +4,3% | +7,7% |
| 2024 | −0,4% | +4,8% | −5,0% |
| 2023 | +9,5% | +4,6% | +4,7% |
| 2022 | −19,0% | +5,8% | −23,4% |
| 2021 | +21,2% | +10,1% | +10,1% |
| 2020 | +9,1% | +4,5% | +4,4% |
| 2019 | +5,0% | +4,3% | +0,7% |
| 2018 | +8,7% | +3,7% | +4,8% |
| 2017 | +10,4% | +2,9% | +7,2% |
| 2016 | −10,7% | +6,3% | −15,9% |
| 2015 | +51,0% | +10,7% | +36,4% |
| 2014 | +17,1% | +6,4% | +10,0% |
| 2013 | −15,7% | +5,9% | −20,4% |
| 2012 | +2,9% | +5,8% | −2,7% |
| 2011 | +4,0% | +6,5% | −2,4% |
| 2010 | +3,0% | +5,9% | −2,7% |
| 2009 | +4,7% | +4,3% | +0,4% |
| 2008 | +1,1% | +5,9% | −4,5% |
| 2007 | −6,2% | +4,5% | −10,2% |
| 2006 | +0,3% | +3,1% | −2,8% |
| 2005 | +8,1% | +5,7% | +2,3% |
| 2004 | +9,6% | +7,6% | +1,9% |
| 2003 | +21,4% | +9,3% | +11,0% |
| 2002 | +19,9% | +12,5% | +6,5% |
| 2001 | +17,9% | +7,7% | +9,5% |
| 2000 | +12,7% | +6,0% | +6,3% |
| 1999 | +19,9% | +8,9% | +10,0% |
| 1998 | +2,7% | +1,7% | +1,0% |
| 1997 | +10,1% | +5,2% | +4,6% |
| 1996 | +1,6% | +9,6% | −7,3% |
| 1995 | +65,1% | +22,4% | +34,9% |
| 1994 | +543,4% | +916,4% | −36,7% |
| 1993 | +3.562,0% | +2.477,1% | +42,1% |
| 1992 | +975,1% | +1.119,1% | −11,8% |
| 1991 | +630,2% | +472,7% | +27,5% |
IBGE, IPCA por subitem e IPCA geral. Acima da inflação = (1 + item) / (1 + IPCA) - 1.
Os 12 meses em que a energia elétrica mais subiu e mais caiu
Entre as 418 janelas de 12 meses da série, as três de maior alta e as três de maior queda em relação ao IPCA geral. Janelas vizinhas se sobrepõem, então um mesmo choque pode aparecer mais de uma vez.
Maiores altas acima da inflação
- mar/1993 a mar/1994índice do item +5.780,7%+67,2%
- abr/1993 a abr/1994índice do item +6.202,9%+60,4%
- ago/1991 a ago/1992índice do item +1.625,6%+57,4%
Maiores quedas em relação à inflação
- mai/1994 a mai/1995índice do item +17,7%−38,7%
- abr/1994 a abr/1995índice do item +68,0%−37,5%
- mar/1994 a mar/1995índice do item +135,0%−37,3%
O que move o preço da energia elétrica
A conta de luz residencial é um dos preços regulados do IPCA: a tarifa de cada distribuidora é revista pela ANEEL uma vez por ano, e as bandeiras tarifárias somam um adicional nos meses de geração mais cara.
- Bandeiras tarifárias
- Quando falta chuva e as térmicas entram para gerar energia, a bandeira amarela ou vermelha acrescenta um valor por kWh na conta. Com chuva farta, volta a verde. Fonte: ANEEL, bandeiras tarifárias
- Reajuste anual da tarifa
- Cada distribuidora tem a tarifa reajustada pela ANEEL na data do seu contrato, com custos de compra de energia, transmissão, encargos e tributos. Fonte: ANEEL, Agência Nacional de Energia Elétrica
O que esta série mede, e o que ela não mede
- IPCA (IBGE), Energia elétrica residencial, média das regiões metropolitanas e capitais pesquisadas. Índice de preço, não preço em reais.
- É a média nacional do IPCA (regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE), não o preço de uma cidade. O IPCA mede variação de preço: o valor em reais depende da cidade, da marca e do modelo, e por isso esta página não mostra preço.
- Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação.
- Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003.
- Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
- Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.
Como citar esta página
Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: IBGE, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.
ValorFinal. Energia elétrica por governo (referência: setembro de 2026): +77,2% acima da inflação desde dez/1994. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/combustiveis-e-energia/energia-eletrica. Fonte do dado: IBGE, cálculo ValorFinal.
Fontes oficiais
- IBGE, IPCA por subitem (SIDRA, tabelas 58, 655, 2938, 1419 e 7060)órgão público
Variação mensal do item, encadeada em índice desde a primeira competência publicada.
- Banco Central, SGS 433: IPCA (IBGE), variação mensalórgão público
Inflação geral usada para descontar a variação de cada item, desde janeiro de 1980.
- Ipeadata, série MTE12_SALMIN12 (salário mínimo vigente) e Banco Central, SGS 1619órgão público
Salário mínimo nacional vigente em cada mês, para medir o poder de compra.
- Biblioteca da Presidência, Galeria dos Ex-Presidentesórgão público
Datas de posse, afastamento e fim do exercício de cada presidente (uma ficha por presidente).
Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.
Perguntas sobre energia elétrica
Quanto a energia elétrica subiu desde o Plano Real?
Pelo IPCA do IBGE, o índice da energia elétrica variou +1.241,9% de dezembro de 1994 a setembro de 2026. Descontada a inflação geral do mesmo período, a variação foi de +77,2%, ou +1,8% ao ano: subiu mais que os preços em geral.
Em qual governo a energia elétrica mais subiu acima da inflação?
Pela taxa anual descontado o IPCA geral, a maior alta foi no período de Dilma Rousseff (2º mandato) (+16,8% ao ano, de dez/2014 a abr/2016) e a menor no de Itamar Franco (−11,9% ao ano). Variação num governo não indica que ele a causou.
O salário mínimo paga mais ou menos a energia elétrica do que antes?
De dezembro de 1994 a setembro de 2026, o salário mínimo passou a pagar +72,6% a mais do mesmo item, pela relação entre o reajuste do salário e a variação do índice. O governo com maior perda nessa conta foi o de Fernando Henrique Cardoso (2º mandato) (−19,5%).
Em 12 meses, quanto a energia elétrica subiu?
De setembro de 2025 a setembro de 2026, o índice do item variou +2,8%, contra +4,6% do IPCA geral no mesmo período.
Desde quando há dado de energia elétrica?
A série encadeada começa em janeiro de 1991. Até julho de 1999 o IBGE publicava o IPCA por subitem numa tabela com outros códigos (tabela 58 do SIDRA); a emenda com a tabela seguinte é contínua, sem mês faltando. Agosto de 1991 não tem dado separado: setembro traz os dois meses.
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