Alimentos

Batata: quanto subiu desde 1991 e em cada governo

Inflação da batata pelo IPCA do IBGE, comparada com a inflação geral e com o salário mínimo, em cada governo desde que a série existe. Dados até setembro de 2026.

Acima da inflação, de dez/1994 a set/2026

+47,4%

IBGE, IPCA, dividido pelo IPCA geral · Brasil · índice, não preço em reais

Variação do índice no período
+1.016,3%
Por ano, acima da inflação
+1,2%
Em 12 meses
+72,8%
Salário mínimo paga do item
+107,4%

Série encadeada desde jan/1991, 35 anos e 9 meses de variações mensais publicadas pelo IBGE.

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Governo a governo, no Brasil

Por ano, acima da inflação

  • Itamar+0,1%
  • FHC 1−4,3%
  • FHC 2−1,6%
  • Lula 1−6,5%
  • Lula 2+7,4%
  • Dilma 1+8,9%
  • Dilma 2+34,7%
  • Temer−17,1%
  • Bolsonaro+10,9%
  • Lula 3*−1,0%

Descontado o IPCA geral. * em andamento. Variação no período, não causa. Ver a tabela completa

Como a batata mudou desde 1991

Em "acima da inflação", 100 é o ponto de partida: acima de 100, o preço da batata subiu mais que os preços em geral; abaixo, caiu em relação a eles. Escolha um governo na linha do tempo para ver o resumo.

setembro de 2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)

169,5

Brasil (regiões do IPCA) · índice, não preço em reais · IBGE

Acontecimentos marcados no gráfico

Batata: índice do IPCA dividido pelo IPCA geral, dez/1990 = 100 (acima de 100, subiu mais que a inflação). Fonte: IBGE, IPCA (SIDRA). Dados até set/2026.Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Cada governo vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. * Mandato em andamento, período parcial.Último mês com dado: set/2026.

Batata por governo: inflação e poder de compra

Batata, Brasil: variação do índice entre o mês anterior à posse e o último mês completo de cada governo, descontada a inflação (IPCA), taxa anual e poder de compra do salário mínimo.
GovernoSalário mínimo, acima da inflaçãoVariação do índiceAcima da inflaçãoPor ano, acima da inflaçãoMesesPoder de compra
Sarney a Collor2 governosO IBGE ainda não publicava este índice para Brasil nesses períodos. Sem dado observado, não há comparação.
ItamarItamar Francoset/1992 a dez/1994−26,8%+50.385%+0,3%+0,1%27−27,0%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +76,4% e a do poder de compra −43,2%.
FHC 1Fernando Henrique Cardosodez/1994 a dez/1998+29,5%+20,5%−16,0%−4,3%48+54,1%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −8,2% e a do poder de compra +31,5%.
FHC 2Fernando Henrique Cardosodez/1998 a dez/2002+10,0%+30,9%−6,4%−1,6%48+17,5%
Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −9,6% e a do poder de compra +30,6%.
Lula 1Luiz Inácio Lula da Silvadez/2002 a dez/2006+36,5%−2,1%−23,6%−6,5%48+78,8%
Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +1,3% e a do poder de compra +32,2%.
Lula 2Luiz Inácio Lula da Silvadez/2006 a dez/2010+19,2%+62,3%+32,8%+7,4%48−10,2%
Dilma 1Dilma Rousseffdez/2010 a dez/2014+11,8%+79,0%+40,9%+8,9%48−20,7%
Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −1,1% e a do poder de compra +12,5%.
Dilma 2Dilma Rousseffdez/2014 a abr/2016, interrompido+6,4%+70,0%+48,8%+34,7%16−28,5%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +21,1% e a do poder de compra −20,4%.
TemerMichel Temerabr/2016 a dez/2018−1,4%−33,4%−39,4%−17,1%32+62,8%
BolsonaroJair Bolsonarodez/2018 a dez/2022+0,1%+91,8%+51,1%+10,9%48−33,8%
Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +66,2% e a do poder de compra −40,0%.
Lula 3Luiz Inácio Lula da Silvadez/2022 a set/2026, parcial+12,5%+14,5%−3,6%−1,0%45+16,8%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −11,1% e a do poder de compra +28,8%.

Baixe os dados

Comparar governos e métricas

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Batata contra a inflação, ano a ano

Variação de dezembro a dezembro (no ano corrente, até set/2026). Em 18 dos 36 anos a batata subiu mais que o IPCA geral. O ano mais pesado foi 1994 (+79,6% acima da inflação) e o mais leve, 1991 (−50,8%). Desde dezembro de 1999, a batata é o 3º item que mais subiu acima da inflação entre os 27 acompanhados aqui pelo IPCA.

Variação anual da batata e do IPCA geral, e a diferença acima da inflação.
AnoBatataIPCAAcima da inflação
2026 até set/2026+45,6%+4,0%+40,0%
2025−13,6%+4,3%−17,2%
2024−12,5%+4,8%−16,6%
2023+4,2%+4,6%−0,4%
2022+51,9%+5,8%+43,6%
2021−22,8%+10,1%−29,9%
2020+67,2%+4,5%+60,0%
2019−2,2%+4,3%−6,2%
2018+23,8%+3,7%+19,3%
2017−3,9%+2,9%−6,7%
2016−29,0%+6,3%−33,2%
2015+34,2%+10,7%+21,2%
2014+3,7%+6,4%−2,5%
2013+24,8%+5,9%+17,8%
2012+50,0%+5,8%+41,7%
2011−7,8%+6,5%−13,4%
2010−22,3%+5,9%−26,6%
2009+51,5%+4,3%+45,2%
2008−18,2%+5,9%−22,8%
2007+68,6%+4,5%+61,4%
2006−40,0%+3,1%−41,8%
2005+38,3%+5,7%+30,8%
2004+35,5%+7,6%+25,9%
2003−12,9%+9,3%−20,4%
2002+26,4%+12,5%+12,3%
2001−17,2%+7,7%−23,1%
2000+64,5%+6,0%+55,2%
1999−23,9%+8,9%−30,1%
1998+3,7%+1,7%+2,0%
1997+40,4%+5,2%+33,5%
1996+13,9%+9,6%+3,9%
1995−27,3%+22,4%−40,6%
1994+1.725,4%+916,4%+79,6%
1993+2.256,6%+2.477,1%−8,6%
1992+1.635,2%+1.119,1%+42,3%
1991+181,7%+472,7%−50,8%

IBGE, IPCA por subitem e IPCA geral. Acima da inflação = (1 + item) / (1 + IPCA) - 1.

Os 12 meses em que a batata mais subiu e mais caiu

Entre as 418 janelas de 12 meses da série, as três de maior alta e as três de maior queda em relação ao IPCA geral. Janelas vizinhas se sobrepõem, então um mesmo choque pode aparecer mais de uma vez.

Maiores altas acima da inflação

  1. out/1993 a out/1994índice do item +5.170,3%+192,3%
  2. set/1993 a set/1994índice do item +5.754,3%+148,8%
  3. mai/2012 a mai/2013índice do item +130,4%+116,3%

Maiores quedas em relação à inflação

  1. mai/1991 a mai/1992índice do item +231,1%−62,6%
  2. abr/1991 a abr/1992índice do item +188,8%−62,1%
  3. out/1992 a out/1993índice do item +858,4%−55,0%

O que move o preço da batata

A batata do índice é a batata-inglesa. A produção se concentra em Minas Gerais, em São Paulo e no Sul, e o preço oscila com as safras e com o clima.

Safras e clima
Há safra das águas, da seca e de inverno, concentradas em Minas Gerais, São Paulo e no Sul. Excesso de chuva na colheita ou geada mudam a oferta rapidamente. Fonte: Conab, Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort)

O que esta série mede, e o que ela não mede

  • IPCA (IBGE), Batata-inglesa, média das regiões metropolitanas e capitais pesquisadas. Índice de preço, não preço em reais.
  • É a média nacional do IPCA (regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE), não o preço de uma cidade. O IPCA mede variação de preço: o valor em reais depende da cidade, da marca e do modelo, e por isso esta página não mostra preço.
  • Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação.
  • Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003.
  • Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
  • Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.

Como citar esta página

Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: IBGE, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.

ValorFinal. Batata por governo (referência: setembro de 2026): +47,4% acima da inflação desde dez/1994. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/alimentos/batata. Fonte do dado: IBGE, cálculo ValorFinal.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre batata

Quanto a batata subiu desde o Plano Real?

Pelo IPCA do IBGE, o índice da batata variou +1.016,3% de dezembro de 1994 a setembro de 2026. Descontada a inflação geral do mesmo período, a variação foi de +47,4%, ou +1,2% ao ano: subiu mais que os preços em geral.

Em qual governo a batata mais subiu acima da inflação?

Pela taxa anual descontado o IPCA geral, a maior alta foi no período de Dilma Rousseff (2º mandato) (+34,7% ao ano, de dez/2014 a abr/2016) e a menor no de Michel Temer (−17,1% ao ano). Variação num governo não indica que ele a causou.

O salário mínimo paga mais ou menos a batata do que antes?

De dezembro de 1994 a setembro de 2026, o salário mínimo passou a pagar +107,4% a mais do mesmo item, pela relação entre o reajuste do salário e a variação do índice. O governo com maior perda nessa conta foi o de Jair Bolsonaro (−33,8%).

Em 12 meses, quanto a batata subiu?

De setembro de 2025 a setembro de 2026, o índice do item variou +72,8%, contra +4,6% do IPCA geral no mesmo período.

Desde quando há dado de batata?

A série encadeada começa em janeiro de 1991. Até julho de 1999 o IBGE publicava o IPCA por subitem numa tabela com outros códigos (tabela 58 do SIDRA); a emenda com a tabela seguinte é contínua, sem mês faltando. Agosto de 1991 não tem dado separado: setembro traz os dois meses.

Mais em alimentos: leite, carnes, arroz, feijão, café, pão francês, tomate, banana, açúcar, óleo de soja, farinha de mandioca, manteiga, alimentação no domicílio. Todos os itens no Observatório do Custo de Vida.