Como comparamos preços entre governos

Fontes, fórmulas e critérios do Observatório do Custo de Vida, para que qualquer pessoa chegue ao mesmo número. Versão dos dados f22f1bd5, índices até setembro de 2026.

Resposta rápida

  • Preço: índice do IPCA do IBGE para cada item, no Brasil e em 16 áreas. Inflação: IPCA geral. Salário: mínimo nacional vigente no mês.
  • Cada governo vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo.
  • Sem índice publicado nos dois marcos, não há comparação. Nada é estimado.
  • Ranking só com os mesmos critérios para todos e com a métrica escrita ao lado do número.

De onde vem cada número

Os índices de preço são do IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo do IBGE, a inflação oficial do país. O IBGE publica a variação mensal de cada subitem (arroz, leite, gasolina, aluguel), de cada grupo (Alimentação no domicílio) e de cada área pesquisada, e o observatório lê tudo pela API pública do SIDRA. A inflação geral (IPCA e INPC) vem do sistema de séries do Banco Central; o salário mínimo, do Ipeadata e do Banco Central; a renda média de quem trabalha, da PNAD Contínua do IBGE.

Todas as fontes são públicas, oficiais e gratuitas. O observatório não usa pesquisa de preço privada nem dado de assinante, e qualquer pessoa pode baixar as mesmas séries e refazer as contas.

As fórmulas

  • Variação do índice = (índice final ÷ índice inicial − 1) × 100.
  • Fator da inflação = produto de (1 + IPCA do mês ÷ 100) para os meses depois do mês-base até o mês-final.
  • Variação acima da inflação = ((índice final ÷ índice inicial) ÷ fator − 1) × 100.
  • Taxa anual equivalente = (índice final ÷ índice inicial) elevado a (12 ÷ meses do intervalo) − 1, com os meses contados pelo calendário.
  • Poder de compra do salário mínimo = ((salário final ÷ salário inicial) ÷ (índice final ÷ índice inicial) − 1) × 100.
  • Checagem de sensibilidade: a mesma conta com a média dos 12 meses que terminam em cada marco. Se as duas leituras divergem 10 pontos ou mais, a tela avisa.

Métricas do ranking: alta real por ano (variação do preço descontado o ipca, convertida em taxa anual equivalente); alta real acumulada (variação do preço descontado o ipca entre o começo e o fim do período); alta nominal por ano (variação do preço em reais da época, convertida em taxa anual); alta nominal acumulada (preço do último mês completo do governo dividido pelo preço do mês anterior à posse, em reais equivalentes); poder de compra do salário mínimo (variação da quantidade que um salário mínimo compra, entre o mês anterior à posse e o último mês completo do governo).

Como o índice de cada item é montado

O IPCA por subitem diz quanto o preço médio do item mudou a cada mês nas áreas pesquisadas. O observatório encadeia essas variações num índice (100 no mês anterior à primeira variação) e compara esse índice com a inflação geral e com o salário mínimo. Por isso nenhuma página mostra preço em reais, e o poder de compra aparece como variação: o salário mínimo passou a pagar tanto por cento a mais ou a menos do mesmo item.

O IBGE publica o IPCA por subitem em cinco tabelas do SIDRA, uma por estrutura de ponderação: tabela 58 (jan/1991 a jul/1999), tabela 655 (ago/1999 a jun/2006), tabela 1419 (jan/2012 a dez/2019), tabela 2938 (jul/2006 a dez/2011), tabela 7060 (jan/2020 a hoje). O fim de cada uma é o mês anterior ao início da seguinte, e o coletor recusa a série se a emenda tiver buraco. A tabela 58 usa códigos próprios e não tem agosto de 1991 (greve do IBGE): setembro traz os dois meses, e o observatório trata como no grupo de alimentos do SGS.

  • Leite: Leite pasteurizado (até 2011) e Leite longa vida (desde 2012); série desde jan/1991. Em janeiro de 2012 o IBGE passou a acompanhar o leite longa vida no lugar do leite pasteurizado. O produto mudou, então comparações que atravessam esse mês não entram em ranking.
  • Carnes: Carnes (item que reúne cortes bovinos; série desde jan/1991.
  • Arroz: Arroz; série desde jan/1991.
  • Feijão: Feijão carioca (rajado); série desde jan/1991.
  • Café: Café moído; série desde jan/1991.
  • Pão francês: Pão francês; série desde jan/1991.
  • Tomate: Tomate; série desde jan/1991.
  • Batata: Batata-inglesa; série desde jan/1991.
  • Banana: Banana-prata; série desde jan/1991.
  • Açúcar: Açúcar refinado; série desde jan/1991.
  • Óleo de soja: Óleo de soja; série desde jan/1991.
  • Farinha de mandioca: Farinha de mandioca; série desde jan/1991.
  • Manteiga: Manteiga; série desde jan/1991.
  • Alimentação no domicílio: grupo Alimentação no domicílio; série desde jan/1991.
  • Gasolina: Gasolina; série desde jan/1991.
  • Etanol: Etanol (até 1999; série desde jan/1991.
  • Gás de botijão: Gás de botijão (até 1999; série desde jan/1991.
  • Energia elétrica: Energia elétrica residencial; série desde jan/1991.
  • Aluguel residencial: Aluguel residencial; série desde jan/1991.
  • Condomínio: Condomínio; série desde jan/1991.
  • Água e esgoto: Taxa de água e esgoto; série desde jan/1991.
  • Plano de saúde: Plano de saúde; série desde ago/1999.
  • Remédios: Produtos farmacêuticos; série desde ago/1999.
  • Ônibus urbano: Ônibus urbano; série desde jan/1991.
  • Passagem aérea: Passagem aérea (até 1999; série desde jan/1991.
  • Automóvel novo: Automóvel novo; série desde ago/1999.
  • Celular: Aparelho telefônico; série desde ago/1999.
  • Televisor: Televisor; série desde jan/1991.
  • Computador: Microcomputador (até 2019) e Computador pessoal (desde 2020); série desde ago/1999. Em janeiro de 2020 o IBGE trocou o subitem Microcomputador por Computador pessoal. O produto medido mudou, então comparações que atravessam esse mês não entram em ranking.

Mudanças de estrutura do IPCA (aviso ao lado do número): ago/1999, jul/2006, jan/2012, jan/2020. O índice de cada subitem continua, mas a ponderação e a cesta de marcas mudam. A conferência: a variação acumulada no ano que o IBGE publica pronta bate com a razão dos índices do observatório, com diferença máxima de 0,02 ponto (arredondamento das variações mensais).

Os períodos de governo

O que conta é o exercício do cargo. Afastamento encerra o período de quem foi afastado e abre o de quem assumiu, interino incluído. Não há partido nem foto no registro: a comparação é entre períodos.

Registro presidencial: início e fim do exercício, meses-marco usados na comparação, situação e fonte.
MandatoExercícioMeses usadosObservação
José Sarney15/03/1985 a 15/03/1990fev/1985 a fev/1990Exercício contado desde a posse de 15/03/1985, como vice-presidente em exercício; a efetivação em 21/04/1985 não muda o período. Interinidade: Vice-presidente em exercício durante a doença de Tancredo Neves. Galeria dos Ex-Presidentes: José Sarney (Biblioteca da Presidência)
Fernando Collor15/03/1990 a 02/10/1992fev/1990 a set/1992O exercício termina no afastamento de 02/10/1992, e não na renúncia: a partir dali quem governou foi Itamar Franco. Galeria dos Ex-Presidentes: Fernando Collor (Biblioteca da Presidência)
Itamar Franco02/10/1992 a 01/01/1995set/1992 a dez/1994Exercício contado desde o início da interinidade, 02/10/1992. Interinidade: Presidente interino durante o afastamento de Fernando Collor. Galeria dos Ex-Presidentes: Itamar Franco (Biblioteca da Presidência)
Fernando Henrique Cardoso (1º mandato)01/01/1995 a 01/01/1999dez/1994 a dez/1998 Galeria dos Ex-Presidentes: Fernando Henrique Cardoso (Biblioteca da Presidência)
Fernando Henrique Cardoso (2º mandato)01/01/1999 a 01/01/2003dez/1998 a dez/2002 Galeria dos Ex-Presidentes: Fernando Henrique Cardoso (Biblioteca da Presidência)
Luiz Inácio Lula da Silva (1º mandato)01/01/2003 a 01/01/2007dez/2002 a dez/2006 Galeria dos Ex-Presidentes: Luiz Inácio Lula da Silva (Biblioteca da Presidência)
Luiz Inácio Lula da Silva (2º mandato)01/01/2007 a 01/01/2011dez/2006 a dez/2010 Galeria dos Ex-Presidentes: Luiz Inácio Lula da Silva (Biblioteca da Presidência)
Dilma Rousseff (1º mandato)01/01/2011 a 01/01/2015dez/2010 a dez/2014 Galeria dos Ex-Presidentes: Dilma Rousseff (Biblioteca da Presidência)
Dilma Rousseff (2º mandato)01/01/2015 a 12/05/2016dez/2014 a abr/2016O exercício termina no afastamento de 12/05/2016, e não na decisão final de 31/08/2016: a partir do afastamento quem governou foi Michel Temer. Galeria dos Ex-Presidentes: Dilma Rousseff (Biblioteca da Presidência)
Michel Temer12/05/2016 a 01/01/2019abr/2016 a dez/2018Exercício contado desde o início da interinidade, 12/05/2016. Interinidade: Presidente interino durante o afastamento de Dilma Rousseff. Galeria dos Ex-Presidentes: Michel Temer (Biblioteca da Presidência)
Jair Bolsonaro01/01/2019 a 01/01/2023dez/2018 a dez/2022 Constituição Federal, art. 82 (duração do mandato e data de posse)
Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)01/01/2023 a em andamentodez/2022 a último dadoMandato em andamento: toda comparação deste período é parcial e vai até o último mês com dado publicado. Constituição Federal, art. 82 (duração do mandato e data de posse)Emenda Constitucional nº 111/2021 (nova data de posse)

As 16 áreas do IPCA

O IBGE publica o IPCA para dez regiões metropolitanas e seis municípios. Os subitens entram no observatório pelo índice Brasil; o grupo Alimentação no domicílio entra também por área. Área com série desde 1991 tem página própria; as outras podem ser escolhidas no comparador de governos.

Áreas do IPCA, como o IBGE as delimita, e o período coberto pela série de Alimentação no domicílio.
ÁreaSérie desdePágina
Região metropolitana de São Paulojan/1991ver São Paulo
Região metropolitana do Rio de Janeirojan/1991ver Rio de Janeiro
Região metropolitana de Belo Horizontejan/1991ver Belo Horizonte
Brasíliajan/1991ver Brasília
Goiâniajan/1991ver Goiânia
Região metropolitana de Vitóriajan/2014série curta, no comparador
Região metropolitana de Porto Alegrejan/1991ver Porto Alegre
Região metropolitana de Curitibajan/1991ver Curitiba
Campo Grandejan/2014série curta, no comparador
Região metropolitana de Salvadorjan/1991ver Salvador
Região metropolitana do Recifejan/1991ver Recife
Região metropolitana de Fortalezajan/1991ver Fortaleza
Região metropolitana de Belémjan/1991ver Belém
Aracajumai/2018série curta, no comparador
São Luísmai/2018série curta, no comparador
Rio Brancomai/2018série curta, no comparador

Quando um governo entra no ranking

  1. O IBGE publicou o índice no mês-base e no mês-final, na área escolhida.
  2. A inflação está publicada em todos os meses do intervalo.
  3. O intervalo não atravessa uma mudança no produto medido (lista abaixo).
  4. Taxa anual só para períodos de 12 meses ou mais.
  5. Mandato em andamento entra marcado como parcial, nunca como concluído.
  6. Na janela equivalente (primeiros 12, 24 ou 36 meses), governo sem os meses completos fica fora.
  7. Valores iguais com uma casa decimal dividem a posição.

Quem fica de fora aparece abaixo do ranking com o motivo escrito.

Onde a própria fonte mudou

  • Leite, jan/2012 (tira do ranking): Em janeiro de 2012 o IBGE passou a acompanhar o leite longa vida no lugar do leite pasteurizado. O produto mudou, então comparações que atravessam esse mês não entram em ranking.
  • Computador, jan/2020 (tira do ranking): Em janeiro de 2020 o IBGE trocou o subitem Microcomputador por Computador pessoal. O produto medido mudou, então comparações que atravessam esse mês não entram em ranking.
  • Todos os itens, ago/1999 (aviso ao lado do número): Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação.
  • Todos os itens, jul/2006 (aviso ao lado do número): Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003.
  • Todos os itens, jan/2012 (aviso ao lado do número): Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
  • Todos os itens, jan/2020 (aviso ao lado do número): Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.
  • Agosto de 1991: o IBGE não publicou o mês separadamente (greve), e setembro traz os dois meses. Nenhum governo começa ou termina ali.

Como a base é conferida

  • A variação acumulada no ano que o IBGE publica pronta bate com a razão dos índices do observatório, com diferença máxima de 0,02 ponto (arredondamento das variações mensais publicadas com duas casas).
  • O IPCA geral é o mesmo da calculadora de inflação do portal, mês a mês, e o salário mínimo o mesmo do histórico do salário mínimo.
  • Cada atualização confere a emenda entre as tabelas do SIDRA, a faixa de valores e as áreas antes de gravar. Se algo falha, nada é gravado.
  • Revisão em massa (centenas de números mudando de uma vez) é recusada até ser conferida, para o histórico não ser reescrito em silêncio.
  • O motor de cálculo tem testes automáticos para governo iniciado no meio do mês, interrompido, interino, em andamento, mês faltando, hiperinflação, empate e janela equivalente.

Atualização mensal e revisões

Uma rotina automática roda todos os dias entre o dia 1 e o dia 20 de cada mês, quando o IBGE e o Banco Central publicam o mês anterior, e mais uma vez no dia 25. Ela relê os últimos 36 meses de cada série: mês novo entra, mês antigo que a fonte mudou entra e fica registrado. Versão atual: f22f1bd5, coletada em 26/10/2026. Revisões registradas até agora: 0.

Os acontecimentos marcados no gráfico

São anotações históricas com documento oficial, mostradas só quando o leitor liga a camada. Nenhuma delas é usada no cálculo.

  • fev/1986, Plano Cruzado: Criação do cruzado (Cr$ 1.000 = Cz$ 1) e congelamento de preços. Decreto-Lei nº 2.283/1986
  • jan/1989, Plano Verão: Criação do cruzado novo (Cz$ 1.000 = NCz$ 1) e novo congelamento de preços. Lei nº 7.730/1989
  • mar/1990, Plano Collor: Volta do cruzeiro (NCz$ 1 = Cr$ 1) e bloqueio de depósitos e aplicações. Lei nº 8.024/1990
  • ago/1993, Cruzeiro real: Corte de três zeros: Cr$ 1.000 = CR$ 1. Lei nº 8.697/1993
  • mar/1994, URV: Unidade Real de Valor passa a servir de referência para preços e salários antes do real. Lei nº 8.880/1994
  • jul/1994, Plano Real: O real entra em circulação: CR$ 2.750 = R$ 1. Lei nº 9.069/1995
  • jun/1999, Metas de inflação: O país adota o regime de metas para a inflação, medida pelo IPCA. Decreto nº 3.088/1999
  • fev/2020, Emergência de covid-19: Lei das medidas de enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional. Lei nº 13.979/2020

O que estes números não dizem

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

  • Não são preço em reais: são índices de variação de preço do IBGE.
  • O índice Brasil é a média das áreas pesquisadas, com os pesos que o próprio IBGE define; cada área tem o seu índice.
  • Não são preço ao produtor nem preço de uma marca: são médias de varejo do IPCA.
  • Em hiperinflação, o preço médio do mês pode diferir bastante do preço no dia exato da posse.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre a metodologia

De onde vêm os números do observatório?

Todos os índices de preço vêm do IPCA do IBGE, a inflação oficial do país, pela API pública do SIDRA: os subitens (arroz, leite, gasolina, aluguel e os demais), o grupo Alimentação no domicílio e as 16 áreas pesquisadas. A inflação geral e o salário mínimo vêm do Banco Central e do Ipeadata. São todos dados públicos e gratuitos, e qualquer pessoa pode refazer as contas.

Por que o mês da posse não entra no governo anterior?

Os índices do IBGE são médias do mês inteiro, e o mês da posse é dividido entre dois presidentes. A regra pública é que ele fica com quem assume: cada governo começa no último mês completo antes da posse e termina no último mês completo no cargo. Assim o fim de um governo é exatamente o começo do seguinte.

Por que as páginas não mostram o preço em reais?

Porque o IPCA mede variação de preço, não preço. O IBGE diz quanto o preço médio do leite mudou de um mês para o outro nas áreas pesquisadas, mas não publica quanto custa um litro. Mostrar um valor em reais exigiria inventar um número que a fonte não tem. A página mostra o índice, a variação acima da inflação e o poder de compra do salário mínimo, que dependem só de razões entre meses.

O que acontece quando o IBGE ainda não publicava um item?

Se o mês que falta é o mês-base ou o mês-final de um governo, a comparação daquele governo não é publicada e aparece com o motivo. Nenhum número é estimado ou trocado pelo mês vizinho. Os subitens começam em 1991; plano de saúde, remédios, automóvel novo, celular e computador começam em agosto de 1999.

O que é a versão dos dados?

É um identificador calculado a partir de todos os números da base. A versão atual é f22f1bd5. Se o IBGE revisar um mês antigo, a versão muda, a revisão fica registrada e um resultado citado antes pode ser reproduzido com a versão anterior.

Como funciona o poder de compra do salário mínimo?

É a variação do salário mínimo dividida pela variação do índice do item no mesmo período. Se o salário subiu 50% e o índice do arroz subiu 20%, o salário passou a pagar 25% a mais de arroz (1,5 dividido por 1,2). A conta não precisa do preço em reais, só das duas variações.

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