Alimentos

Quanto a comida subiu em Brasília em cada governo

Inflação da comida comprada para casa em Brasília, pelo IPCA do IBGE, comparada com a inflação geral e com o salário mínimo em cada governo. Dados até setembro de 2026.

Acima da inflação, de dez/1994 a set/2026

−3,4%

IBGE, IPCA, dividido pelo IPCA geral · Brasília · índice, não preço em reais

Variação do índice no período
+631,4%
Por ano, acima da inflação
−0,1%
Em 12 meses
+3,2%
Salário mínimo paga do item
+216,6%

Série encadeada desde jan/1991, 35 anos e 9 meses de variações mensais publicadas pelo IBGE.

Por governo, em Brasília

Maior alta acima da inflação, por ano
Dilma Rousseff (2º mandato)dez/2014 a abr/2016+5,4% ao ano
Menor alta acima da inflação, por ano
Fernando Henrique Cardoso (1º mandato)dez/1994 a dez/1998−6,8% ao ano
Maior perda de poder de compra
Itamar Francoset/1992 a dez/1994−33,9%
Maior ganho de poder de compra
Fernando Henrique Cardoso (1º mandato)dez/1994 a dez/1998+71,8%

Descontado o IPCA geral. Variação no período, não causa. Ver todos os governos

Como a comida comprada para casa mudou desde 1991

Em "acima da inflação", 100 é o ponto de partida: acima de 100, o preço da comida comprada para casa subiu mais que os preços em geral; abaixo, caiu em relação a eles. Escolha um governo na linha do tempo para ver o resumo.

setembro de 2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)

110,1

Brasília · índice, não preço em reais · IBGE

Acontecimentos marcados no gráfico

Alimentação no domicílio: índice do IPCA dividido pelo IPCA geral, dez/1990 = 100 (acima de 100, subiu mais que a inflação). Fonte: IBGE, IPCA (SIDRA). Dados até set/2026.Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Cada governo vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. * Mandato em andamento, período parcial.Último mês com dado: set/2026.

Alimentação no domicílio por governo: inflação e poder de compra

Alimentação no domicílio, Brasília: variação do índice entre o mês anterior à posse e o último mês completo de cada governo, descontada a inflação (IPCA), taxa anual e poder de compra do salário mínimo.
GovernoSalário mínimo, acima da inflaçãoVariação do índiceAcima da inflaçãoPor ano, acima da inflaçãoMesesPoder de compra
Sarney a Collor2 governosO IBGE ainda não publicava este índice para Brasília nesses períodos. Sem dado observado, não há comparação.
ItamarItamar Francoset/1992 a dez/1994−26,8%+55.671%+10,8%+4,7%27−33,9%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +8,7% e a do poder de compra −5,4%.
FHC 1Fernando Henrique Cardosodez/1994 a dez/1998+29,5%+8,1%−24,7%−6,8%48+71,8%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −22,2% e a do poder de compra +58,5%.
FHC 2Fernando Henrique Cardosodez/1998 a dez/2002+10,0%+52,7%+9,2%+2,2%48+0,7%
Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +0,1% e a do poder de compra +18,6%.
Lula 1Luiz Inácio Lula da Silvadez/2002 a dez/2006+36,5%+12,6%−12,2%−3,2%48+55,5%
Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −3,8% e a do poder de compra +31,8%.
Lula 2Luiz Inácio Lula da Silvadez/2006 a dez/2010+19,2%+42,6%+16,7%+3,9%48+2,2%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +10,6% e a do poder de compra +13,3%.
Dilma 1Dilma Rousseffdez/2010 a dez/2014+11,8%+27,3%+0,2%+0,1%48+11,5%
Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
Dilma 2Dilma Rousseffdez/2014 a abr/2016, interrompido+6,4%+22,5%+7,2%+5,4%16−0,8%
TemerMichel Temerabr/2016 a dez/2018−1,4%+1,6%−7,6%−2,9%32+6,7%
BolsonaroJair Bolsonarodez/2018 a dez/2022+0,1%+54,5%+21,7%+5,0%48−17,8%
Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.
Lula 3Luiz Inácio Lula da Silvadez/2022 a set/2026, parcial+12,5%+12,7%−5,2%−1,4%45+18,7%

Comparar governos e métricas

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Alimentação no domicílio contra a inflação, ano a ano

Variação de dezembro a dezembro (no ano corrente, até set/2026). Em 21 dos 36 anos a comida comprada para casa subiu mais que o IPCA geral. O ano mais pesado foi 1994 (+11,7% acima da inflação) e o mais leve, 1995 (−17,5%).

Variação anual da comida comprada para casa e do IPCA geral, e a diferença acima da inflação.
AnoAlimentação no domicílioIPCAAcima da inflação
2026 até set/2026+3,1%+4,0%−0,8%
2025+1,9%+4,3%−2,3%
2024+7,8%+4,8%+2,9%
2023−0,5%+4,6%−4,9%
2022+14,9%+5,8%+8,6%
2021+9,1%+10,1%−0,8%
2020+14,2%+4,5%+9,3%
2019+7,9%+4,3%+3,4%
2018+5,2%+3,7%+1,4%
2017−4,4%+2,9%−7,1%
2016+8,9%+6,3%+2,4%
2015+13,7%+10,7%+2,7%
2014+7,6%+6,4%+1,2%
2013+7,2%+5,9%+1,2%
2012+7,1%+5,8%+1,2%
2011+3,0%+6,5%−3,3%
2010+13,3%+5,9%+7,0%
2009+0,6%+4,3%−3,5%
2008+11,7%+5,9%+5,4%
2007+12,0%+4,5%+7,3%
2006+0,7%+3,1%−2,4%
2005−0,5%+5,7%−5,9%
2004+2,7%+7,6%−4,5%
2003+9,4%+9,3%+0,1%
2002+22,6%+12,5%+8,9%
2001+10,7%+7,7%+2,8%
2000+4,7%+6,0%−1,2%
1999+7,5%+8,9%−1,3%
1998+5,2%+1,7%+3,5%
1997+0,9%+5,2%−4,2%
1996+0,9%+9,6%−7,9%
1995+1,0%+22,4%−17,5%
1994+1.035,1%+916,4%+11,7%
1993+2.519,0%+2.477,1%+1,6%
1992+1.120,7%+1.119,1%+0,1%
1991+474,3%+472,7%+0,3%

IBGE, IPCA por subitem e IPCA geral. Acima da inflação = (1 + item) / (1 + IPCA) - 1.

Brasília contra o Brasil e as outras capitais

De dezembro de 2013 a setembro de 2026, o mesmo período para todas as 13 áreas do IPCA com série nesse intervalo, a comida comprada para casa em Brasília variou +15,7% acima da inflação geral do país, contra +16,1% na média nacional. Na lista do maior para o menor, Brasília está em 9º lugar entre 14 (o Brasil conta como uma linha).

Alimentação no domicílio por área do IPCA, variação acima da inflação desde dez/2013 e em 12 meses.
PosiçãoÁreaAcima da inflação desde dez/201312 meses
7ºCuritiba+16,2%+3,6%
8ºBrasil+16,1%+4,2%
9ºBrasília+15,7%+3,2%
10ºBelo Horizonte+13,7%+4,0%
11ºSalvador+12,2%+4,2%

IBGE, IPCA, grupo Alimentação no domicílio por área, dividido pelo IPCA geral do Brasil. As áreas são como o IBGE as delimita: região metropolitana ou município.

Outras capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Vitória, Porto Alegre, Curitiba, Campo Grande, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém.

Os 12 meses em que a comida comprada para casa mais subiu e mais caiu

Entre as 418 janelas de 12 meses da série, as três de maior alta e as três de maior queda em relação ao IPCA geral. Janelas vizinhas se sobrepõem, então um mesmo choque pode aparecer mais de uma vez.

Maiores altas acima da inflação

  1. ago/1991 a ago/1992índice do item +1.321,5%+29,7%
  2. nov/1993 a nov/1994índice do item +1.468,2%+14,7%
  3. mai/2002 a mai/2003índice do item +33,8%+14,2%

Maiores quedas em relação à inflação

  1. nov/1994 a nov/1995índice do item +0,2%−18,2%
  2. dez/1994 a dez/1995índice do item +1,0%−17,5%
  3. jan/1995 a jan/1996índice do item +2,6%−15,9%

Como citar esta página

Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: IBGE, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.

ValorFinal. Alimentação no domicílio em Brasília por governo (referência: setembro de 2026): −3,4% acima da inflação desde dez/1994. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/cidades/brasilia. Fonte do dado: IBGE, cálculo ValorFinal.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre alimentação no domicílio

Quanto a comida comprada para casa subiu desde o Plano Real?

Pelo IPCA do IBGE, o índice da comida comprada para casa variou +631,4% de dezembro de 1994 a setembro de 2026. Descontada a inflação geral do mesmo período, a variação foi de −3,4%, ou −0,1% ao ano: subiu menos que os preços em geral.

Em qual governo a comida comprada para casa mais subiu acima da inflação?

Pela taxa anual descontado o IPCA geral, a maior alta foi no período de Dilma Rousseff (2º mandato) (+5,4% ao ano, de dez/2014 a abr/2016) e a menor no de Fernando Henrique Cardoso (1º mandato) (−6,8% ao ano). Variação num governo não indica que ele a causou.

O salário mínimo paga mais ou menos a comida comprada para casa do que antes?

De dezembro de 1994 a setembro de 2026, o salário mínimo passou a pagar +216,6% a mais do mesmo item, pela relação entre o reajuste do salário e a variação do índice. O governo com maior perda nessa conta foi o de Itamar Franco (−33,9%).

Em 12 meses, quanto a comida comprada para casa subiu?

De setembro de 2025 a setembro de 2026, o índice do item variou +3,2%, contra +4,6% do IPCA geral no mesmo período.

Desde quando o IBGE mede a inflação em Brasília?

A série em Brasília começa em janeiro de 1991, o primeiro mês que o IBGE publica para a área no IPCA. Governos anteriores a isso ficam fora da tabela, com o motivo escrito.