Alimentos
Quanto a comida subiu em Porto Alegre em cada governo
Inflação da comida comprada para casa na região metropolitana de Porto Alegre, pelo IPCA do IBGE, comparada com a inflação geral e com o salário mínimo em cada governo. Dados até setembro de 2026.
Acima da inflação, de dez/1994 a set/2026
+7,4%
IBGE, IPCA, dividido pelo IPCA geral · Região metropolitana de Porto Alegre · índice, não preço em reais
- Variação do índice no período
- +712,9%
- Por ano, acima da inflação
- +0,2%
- Em 12 meses
- +5,0%
- Salário mínimo paga do item
- +184,9%
Série encadeada desde jan/1991, 35 anos e 9 meses de variações mensais publicadas pelo IBGE.
Por governo, na região metropolitana de Porto Alegre
- Maior alta acima da inflação, por ano
- Dilma Rousseff (2º mandato)dez/2014 a abr/2016+5,8% ao ano
- Menor alta acima da inflação, por ano
- Fernando Henrique Cardoso (1º mandato)dez/1994 a dez/1998−5,1% ao ano
- Maior perda de poder de compra
- Itamar Francoset/1992 a dez/1994−23,4%
- Maior ganho de poder de compra
- Fernando Henrique Cardoso (1º mandato)dez/1994 a dez/1998+59,4%
Descontado o IPCA geral. Variação no período, não causa. Ver todos os governos
Como a comida comprada para casa mudou desde 1991
Em "acima da inflação", 100 é o ponto de partida: acima de 100, o preço da comida comprada para casa subiu mais que os preços em geral; abaixo, caiu em relação a eles. Escolha um governo na linha do tempo para ver o resumo.
setembro de 2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)
116,3
Região metropolitana de Porto Alegre · índice, não preço em reais · IBGE
Acontecimentos marcados no gráfico
Alimentação no domicílio por governo: inflação e poder de compra
| Governo | Salário mínimo, acima da inflação | Variação do índice | Acima da inflação | Por ano, acima da inflação | Meses | Poder de compra |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sarney a Collor2 governos | O IBGE ainda não publicava este índice para Região metropolitana de Porto Alegre nesses períodos. Sem dado observado, não há comparação. | |||||
| ItamarItamar Francoset/1992 a dez/1994 | −26,8% | +48.027% | −4,4% | −2,0% | 27 | −23,4% |
| Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +3,5% e a do poder de compra −0,7%. | ||||||
| FHC 1Fernando Henrique Cardosodez/1994 a dez/1998 | +29,5% | +16,5% | −18,8% | −5,1% | 48 | +59,4% |
| FHC 2Fernando Henrique Cardosodez/1998 a dez/2002 | +10,0% | +54,6% | +10,5% | +2,5% | 48 | −0,5% |
| Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +1,1% e a do poder de compra +17,3%. | ||||||
| Lula 1Luiz Inácio Lula da Silvadez/2002 a dez/2006 | +36,5% | +10,9% | −13,5% | −3,6% | 48 | +57,8% |
| Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −9,3% e a do poder de compra +39,9%. | ||||||
| Lula 2Luiz Inácio Lula da Silvadez/2006 a dez/2010 | +19,2% | +34,3% | +9,9% | +2,4% | 48 | +8,5% |
| Dilma 1Dilma Rousseffdez/2010 a dez/2014 | +11,8% | +37,9% | +8,5% | +2,1% | 48 | +3,0% |
| Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009. | ||||||
| Dilma 2Dilma Rousseffdez/2014 a abr/2016, interrompido | +6,4% | +23,2% | +7,8% | +5,8% | 16 | −1,3% |
| TemerMichel Temerabr/2016 a dez/2018 | −1,4% | +6,2% | −3,4% | −1,3% | 32 | +2,1% |
| BolsonaroJair Bolsonarodez/2018 a dez/2022 | +0,1% | +53,2% | +20,7% | +4,8% | 48 | −17,1% |
| Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018. | ||||||
| Lula 3Luiz Inácio Lula da Silvadez/2022 a set/2026, parcial | +12,5% | +9,7% | −7,7% | −2,1% | 45 | +21,9% |
Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.
Alimentação no domicílio contra a inflação, ano a ano
Variação de dezembro a dezembro (no ano corrente, até set/2026). Em 19 dos 36 anos a comida comprada para casa subiu mais que o IPCA geral. O ano mais pesado foi 2020 (+12,4% acima da inflação) e o mais leve, 1995 (−12,0%).
| Ano | Alimentação no domicílio | IPCA | Acima da inflação |
|---|---|---|---|
| 2026 até set/2026 | +6,7% | +4,0% | +2,7% |
| 2025 | +2,0% | +4,3% | −2,2% |
| 2024 | +2,9% | +4,8% | −1,8% |
| 2023 | −2,0% | +4,6% | −6,3% |
| 2022 | +14,8% | +5,8% | +8,5% |
| 2021 | +6,6% | +10,1% | −3,1% |
| 2020 | +17,5% | +4,5% | +12,4% |
| 2019 | +6,5% | +4,3% | +2,1% |
| 2018 | +8,2% | +3,7% | +4,3% |
| 2017 | −4,4% | +2,9% | −7,1% |
| 2016 | +9,6% | +6,3% | +3,1% |
| 2015 | +15,3% | +10,7% | +4,2% |
| 2014 | +7,6% | +6,4% | +1,1% |
| 2013 | +10,1% | +5,9% | +4,0% |
| 2012 | +10,5% | +5,8% | +4,4% |
| 2011 | +5,3% | +6,5% | −1,1% |
| 2010 | +7,2% | +5,9% | +1,2% |
| 2009 | +1,0% | +4,3% | −3,2% |
| 2008 | +11,5% | +5,9% | +5,3% |
| 2007 | +11,2% | +4,5% | +6,5% |
| 2006 | +1,8% | +3,1% | −1,3% |
| 2005 | +0,4% | +5,7% | −5,0% |
| 2004 | +3,6% | +7,6% | −3,7% |
| 2003 | +4,7% | +9,3% | −4,2% |
| 2002 | +21,7% | +12,5% | +8,2% |
| 2001 | +8,0% | +7,7% | +0,3% |
| 2000 | +3,8% | +6,0% | −2,1% |
| 1999 | +13,3% | +8,9% | +4,0% |
| 1998 | +2,0% | +1,7% | +0,4% |
| 1997 | +3,3% | +5,2% | −1,8% |
| 1996 | +2,6% | +9,6% | −6,4% |
| 1995 | +7,7% | +22,4% | −12,0% |
| 1994 | +905,5% | +916,4% | −1,1% |
| 1993 | +2.445,8% | +2.477,1% | −1,2% |
| 1992 | +1.157,1% | +1.119,1% | +3,1% |
| 1991 | +515,6% | +472,7% | +7,5% |
IBGE, IPCA por subitem e IPCA geral. Acima da inflação = (1 + item) / (1 + IPCA) - 1.
Porto Alegre contra o Brasil e as outras capitais
De dezembro de 2013 a setembro de 2026, o mesmo período para todas as 13 áreas do IPCA com série nesse intervalo, a comida comprada para casa na região metropolitana de Porto Alegre variou +17,3% acima da inflação geral do país, contra +16,1% na média nacional. Na lista do maior para o menor, Porto Alegre está em 5º lugar entre 14 (o Brasil conta como uma linha).
| Posição | Área | Acima da inflação desde dez/2013 | 12 meses |
|---|---|---|---|
| 3º | Vitória | +19,1% | +4,6% |
| 4º | Fortaleza | +18,0% | +4,6% |
| 5º | Porto Alegre | +17,3% | +5,0% |
| 6º | Campo Grande | +17,1% | +3,9% |
| 7º | Curitiba | +16,2% | +3,6% |
IBGE, IPCA, grupo Alimentação no domicílio por área, dividido pelo IPCA geral do Brasil. As áreas são como o IBGE as delimita: região metropolitana ou município.
Outras capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Vitória, Curitiba, Campo Grande, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém.
Os 12 meses em que a comida comprada para casa mais subiu e mais caiu
Entre as 418 janelas de 12 meses da série, as três de maior alta e as três de maior queda em relação ao IPCA geral. Janelas vizinhas se sobrepõem, então um mesmo choque pode aparecer mais de uma vez.
Maiores altas acima da inflação
- ago/1991 a ago/1992índice do item +1.436,2%+40,1%
- jun/1991 a jun/1992índice do item +1.045,0%+19,6%
- jul/1991 a jul/1992índice do item +1.131,6%+18,7%
Maiores quedas em relação à inflação
- jun/1994 a jun/1995índice do item +13,4%−14,7%
- jul/1994 a jul/1995índice do item +10,9%−13,0%
- out/1994 a out/1995índice do item +8,2%−12,9%
Como citar esta página
Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: IBGE, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.
ValorFinal. Alimentação no domicílio na região metropolitana de Porto Alegre por governo (referência: setembro de 2026): +7,4% acima da inflação desde dez/1994. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/cidades/porto-alegre. Fonte do dado: IBGE, cálculo ValorFinal.
Fontes oficiais
- IBGE, IPCA por subitem (SIDRA, tabelas 58, 655, 2938, 1419 e 7060)órgão público
Variação mensal do item, encadeada em índice desde a primeira competência publicada.
- Banco Central, SGS 433: IPCA (IBGE), variação mensalórgão público
Inflação geral usada para descontar a variação de cada item, desde janeiro de 1980.
- Ipeadata, série MTE12_SALMIN12 (salário mínimo vigente) e Banco Central, SGS 1619órgão público
Salário mínimo nacional vigente em cada mês, para medir o poder de compra.
- Biblioteca da Presidência, Galeria dos Ex-Presidentesórgão público
Datas de posse, afastamento e fim do exercício de cada presidente (uma ficha por presidente).
Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.
Perguntas sobre alimentação no domicílio
Quanto a comida comprada para casa subiu desde o Plano Real?
Pelo IPCA do IBGE, o índice da comida comprada para casa variou +712,9% de dezembro de 1994 a setembro de 2026. Descontada a inflação geral do mesmo período, a variação foi de +7,4%, ou +0,2% ao ano: subiu mais que os preços em geral.
Em qual governo a comida comprada para casa mais subiu acima da inflação?
Pela taxa anual descontado o IPCA geral, a maior alta foi no período de Dilma Rousseff (2º mandato) (+5,8% ao ano, de dez/2014 a abr/2016) e a menor no de Fernando Henrique Cardoso (1º mandato) (−5,1% ao ano). Variação num governo não indica que ele a causou.
O salário mínimo paga mais ou menos a comida comprada para casa do que antes?
De dezembro de 1994 a setembro de 2026, o salário mínimo passou a pagar +184,9% a mais do mesmo item, pela relação entre o reajuste do salário e a variação do índice. O governo com maior perda nessa conta foi o de Itamar Franco (−23,4%).
Em 12 meses, quanto a comida comprada para casa subiu?
De setembro de 2025 a setembro de 2026, o índice do item variou +5,0%, contra +4,6% do IPCA geral no mesmo período.
Desde quando o IBGE mede a inflação na região metropolitana de Porto Alegre?
A série na região metropolitana de Porto Alegre começa em janeiro de 1991, o primeiro mês que o IBGE publica para a área no IPCA. Governos anteriores a isso ficam fora da tabela, com o motivo escrito.