Alimentos

Açúcar: quanto subiu desde 1991 e em cada governo

Inflação do açúcar pelo IPCA do IBGE, comparada com a inflação geral e com o salário mínimo, em cada governo desde que a série existe. Dados até setembro de 2026.

Acima da inflação, de dez/1994 a set/2026

−12,5%

IBGE, IPCA, dividido pelo IPCA geral · Brasil · índice, não preço em reais

Variação do índice no período
+562,7%
Por ano, acima da inflação
−0,4%
Em 12 meses
−15,5%
Salário mínimo paga do item
+249,4%

Série encadeada desde jan/1991, 35 anos e 9 meses de variações mensais publicadas pelo IBGE.

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Governo a governo, no Brasil

Por ano, acima da inflação

  • Itamar−4,1%
  • FHC 1−13,7%
  • FHC 2+18,5%
  • Lula 1−4,3%
  • Lula 2+7,5%
  • Dilma 1−10,1%
  • Dilma 2+24,6%
  • Temer−10,9%
  • Bolsonaro+8,9%
  • Lula 3*−6,0%

Descontado o IPCA geral. * em andamento. Variação no período, não causa. Ver a tabela completa

Como o açúcar mudou desde 1991

Em "acima da inflação", 100 é o ponto de partida: acima de 100, o preço do açúcar subiu mais que os preços em geral; abaixo, caiu em relação a eles. Escolha um governo na linha do tempo para ver o resumo.

setembro de 2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)

94,4

Brasil (regiões do IPCA) · índice, não preço em reais · IBGE

Acontecimentos marcados no gráfico

Açúcar: índice do IPCA dividido pelo IPCA geral, dez/1990 = 100 (acima de 100, subiu mais que a inflação). Fonte: IBGE, IPCA (SIDRA). Dados até set/2026.Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Cada governo vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. * Mandato em andamento, período parcial.Último mês com dado: set/2026.

Açúcar por governo: inflação e poder de compra

Açúcar, Brasil: variação do índice entre o mês anterior à posse e o último mês completo de cada governo, descontada a inflação (IPCA), taxa anual e poder de compra do salário mínimo.
GovernoSalário mínimo, acima da inflaçãoVariação do índiceAcima da inflaçãoPor ano, acima da inflaçãoMesesPoder de compra
Sarney a Collor2 governosO IBGE ainda não publicava este índice para Brasil nesses períodos. Sem dado observado, não há comparação.
ItamarItamar Francoset/1992 a dez/1994−26,8%+45.668%−9,1%−4,1%27−19,5%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +15,4% e a do poder de compra −10,5%.
FHC 1Fernando Henrique Cardosodez/1994 a dez/1998+29,5%−20,6%−44,7%−13,7%48+133,9%
FHC 2Fernando Henrique Cardosodez/1998 a dez/2002+10,0%+175,5%+97,0%+18,5%48−44,2%
Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +24,1% e a do poder de compra −2,3%.
Lula 1Luiz Inácio Lula da Silvadez/2002 a dez/2006+36,5%+7,4%−16,2%−4,3%48+63,0%
Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +26,8% e a do poder de compra −2,3%.
Lula 2Luiz Inácio Lula da Silvadez/2006 a dez/2010+19,2%+63,1%+33,5%+7,5%48−10,7%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +19,2% e a do poder de compra +5,5%.
Dilma 1Dilma Rousseffdez/2010 a dez/2014+11,8%−16,9%−34,6%−10,1%48+70,8%
Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009. Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −29,4% e a do poder de compra +57,8%.
Dilma 2Dilma Rousseffdez/2014 a abr/2016, interrompido+6,4%+53,2%+34,0%+24,6%16−20,6%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria +7,2% e a do poder de compra −5,0%.
TemerMichel Temerabr/2016 a dez/2018−1,4%−19,1%−26,4%−10,9%32+34,0%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −9,6% e a do poder de compra +12,4%.
BolsonaroJair Bolsonarodez/2018 a dez/2022+0,1%+78,3%+40,5%+8,9%48−28,8%
Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.
Lula 3Luiz Inácio Lula da Silvadez/2022 a set/2026, parcial+12,5%−5,8%−20,8%−6,0%45+42,0%
Resultado sensível ao mês de partida: com a média de 12 meses em cada ponta, a variação acima da inflação seria −15,2% e a do poder de compra +31,8%.

Baixe os dados

Comparar governos e métricas

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Açúcar contra a inflação, ano a ano

Variação de dezembro a dezembro (no ano corrente, até set/2026). Em 17 dos 36 anos o açúcar subiu mais que o IPCA geral. O ano mais pesado foi 2002 (+47,8% acima da inflação) e o mais leve, 2007 (−26,0%). Desde dezembro de 1999, o açúcar é o 14º item que mais subiu acima da inflação entre os 27 acompanhados aqui pelo IPCA.

Variação anual do açúcar e do IPCA geral, e a diferença acima da inflação.
AnoAçúcarIPCAAcima da inflação
2026 até set/2026−13,6%+4,0%−16,9%
2025−1,5%+4,3%−5,6%
2024−0,4%+4,8%−5,0%
2023+11,2%+4,6%+6,3%
2022−2,3%+5,8%−7,7%
2021+47,9%+10,1%+34,4%
2020+12,1%+4,5%+7,2%
2019+10,2%+4,3%+5,6%
2018−5,9%+3,7%−9,3%
2017−18,2%+2,9%−20,6%
2016+23,6%+6,3%+16,3%
2015+30,3%+10,7%+17,7%
2014−2,3%+6,4%−8,2%
2013−14,5%+5,9%−19,2%
2012−3,2%+5,8%−8,6%
2011+2,8%+6,5%−3,5%
2010+22,0%+5,9%+15,2%
2009+53,0%+4,3%+46,7%
2008+13,1%+5,9%+6,8%
2007−22,7%+4,5%−26,0%
2006+15,8%+3,1%+12,2%
2005+3,1%+5,7%−2,4%
2004+8,8%+7,6%+1,1%
2003−17,3%+9,3%−24,3%
2002+66,3%+12,5%+47,8%
2001−8,2%+7,7%−14,7%
2000+37,2%+6,0%+29,5%
1999+31,5%+8,9%+20,7%
1998−6,5%+1,7%−8,0%
1997−3,1%+5,2%−7,9%
1996−18,8%+9,6%−25,9%
1995+7,9%+22,4%−11,8%
1994+806,6%+916,4%−10,8%
1993+2.534,3%+2.477,1%+2,2%
1992+1.294,8%+1.119,1%+14,4%
1991+491,9%+472,7%+3,3%

IBGE, IPCA por subitem e IPCA geral. Acima da inflação = (1 + item) / (1 + IPCA) - 1.

Os 12 meses em que o açúcar mais subiu e mais caiu

Entre as 418 janelas de 12 meses da série, as três de maior alta e as três de maior queda em relação ao IPCA geral. Janelas vizinhas se sobrepõem, então um mesmo choque pode aparecer mais de uma vez.

Maiores altas acima da inflação

  1. ago/1999 a ago/2000índice do item +78,1%+65,2%
  2. fev/2009 a fev/2010índice do item +72,0%+64,1%
  3. jul/1999 a jul/2000índice do item +75,4%+63,8%

Maiores quedas em relação à inflação

  1. abr/2003 a abr/2004índice do item −40,8%−43,8%
  2. mar/2003 a mar/2004índice do item −39,4%−42,8%
  3. jun/1994 a jun/1995índice do item −21,9%−41,3%

O que move o preço do açúcar

O subitem do índice é o açúcar refinado. O Brasil é o maior exportador mundial de açúcar, e o preço aqui dentro conversa com o mercado internacional.

Açúcar ou etanol
A mesma cana vira açúcar ou etanol, e a usina escolhe o que paga mais. Etanol valorizado tira cana do açúcar, e o contrário também vale. Fonte: Conab, acompanhamento da safra de cana-de-açúcar
Câmbio
Quando o real perde valor frente ao dólar, produtos negociados no mercado internacional ficam mais caros em reais, e insumos importados (fertilizantes, defensivos, trigo) também. O Banco Central acompanha esse repasse do câmbio aos preços nos seus relatórios trimestrais. Fonte: Banco Central, Relatório de Política Monetária

O que esta série mede, e o que ela não mede

  • IPCA (IBGE), Açúcar refinado, média das regiões metropolitanas e capitais pesquisadas. Índice de preço, não preço em reais.
  • É a média nacional do IPCA (regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE), não o preço de uma cidade. O IPCA mede variação de preço: o valor em reais depende da cidade, da marca e do modelo, e por isso esta página não mostra preço.
  • Em agosto de 1999 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 1995-1996 e a série muda de tabela no SIDRA (58 para 655); o subitem continua, com nova ponderação.
  • Em julho de 2006 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2002-2003.
  • Em janeiro de 2012 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2008-2009.
  • Em janeiro de 2020 o IPCA passou a usar a estrutura da POF 2017-2018.

Como citar esta página

Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: IBGE, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.

ValorFinal. Açúcar por governo (referência: setembro de 2026): −12,5% acima da inflação desde dez/1994. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/alimentos/acucar. Fonte do dado: IBGE, cálculo ValorFinal.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre açúcar

Quanto o açúcar subiu desde o Plano Real?

Pelo IPCA do IBGE, o índice do açúcar variou +562,7% de dezembro de 1994 a setembro de 2026. Descontada a inflação geral do mesmo período, a variação foi de −12,5%, ou −0,4% ao ano: subiu menos que os preços em geral.

Em qual governo o açúcar mais subiu acima da inflação?

Pela taxa anual descontado o IPCA geral, a maior alta foi no período de Dilma Rousseff (2º mandato) (+24,6% ao ano, de dez/2014 a abr/2016) e a menor no de Fernando Henrique Cardoso (1º mandato) (−13,7% ao ano). Variação num governo não indica que ele a causou.

O salário mínimo paga mais ou menos o açúcar do que antes?

De dezembro de 1994 a setembro de 2026, o salário mínimo passou a pagar +249,4% a mais do mesmo item, pela relação entre o reajuste do salário e a variação do índice. O governo com maior perda nessa conta foi o de Fernando Henrique Cardoso (2º mandato) (−44,2%).

Em 12 meses, quanto o açúcar subiu?

De setembro de 2025 a setembro de 2026, o índice do item variou −15,5%, contra +4,6% do IPCA geral no mesmo período.

Desde quando há dado de açúcar?

A série encadeada começa em janeiro de 1991. Até julho de 1999 o IBGE publicava o IPCA por subitem numa tabela com outros códigos (tabela 58 do SIDRA); a emenda com a tabela seguinte é contínua, sem mês faltando. Agosto de 1991 não tem dado separado: setembro traz os dois meses.

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