Jair Bolsonaro
A economia no governo Bolsonaro (2019-2023)
O que 74 indicadores oficiais do IBGE e do Banco Central registraram de dezembro de 2018 a dezembro de 2022. A conta começa no último mês antes da posse, que foi em 01/01/2019, e vai até o último mês completo no cargo.
- 01/01/2019 a 01/01/2023: Posse em 01/01/2019.
PIB, crescimento no período
+6,7% (+1,6% ao ano)
4º tri/2018 a 4º tri/2022
PIB real em todos os governosDesemprego, do início ao fim
−3,8 p.p.
11,7% em dez/2018 para 7,9% em dez/2022
Desemprego em todos os governosSalário mínimo, ganho real
−1,2%
R$ 954,00 em dez/2018 para R$ 1.212 em dez/2022
Salário mínimo em todos os governosSelic, do início ao fim
+7,25 p.p.
6,40% ao ano em dez/2018 para 13,65% ao ano em dez/2022
Selic efetiva em todos os governosDólar, variação em reais
+34,9%
R$ 3,89 em dez/2018 para R$ 5,24 em dez/2022
Dólar em todos os governosCompartilhe no WhatsApp ou por link
Em palavras simples
O que mudou no bolso durante o governo Bolsonaro?
São os números oficiais do começo e do fim do governo. Eles mostram o que aconteceu, de dezembro de 2018 a dezembro de 2022. Não dizem quem causou.
Preços
- Os preços subiram 26,9% no período, pelo IPCA.
- Isso dá 6,1% por ano, em média.
- O mês de maior alta foi março de 2022, com 1,6% só naquele mês.
- O que custava R$ 100 no começo passou a custar R$ 126,93.
Trabalho e renda
- O desemprego foi de 11,7% para 7,9%.
- O salário mínimo passou a comprar 1,2% a menos do que no começo.
- A economia cresceu 1,6% por ano, em média.
Juros e dólar
- A Selic foi de 6,40% ao ano para 13,65% ao ano.
- O dólar foi de R$ 3,89 para R$ 5,24, na média do mês.
Todos os indicadores no governo Bolsonaro
Taxa de juros, desemprego e dívida mudam em pontos percentuais; inflação e PIB acumulam no período e também aparecem por ano. Cobertura parcial quer dizer que a série começa depois da posse.
Custo de vida e inflação
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Inflação oficial (IPCA) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +26,9% (+6,1% ao ano) | |
| Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +46,2% (+10,0% ao ano) | |
| Inflação das famílias de menor renda (INPC) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +28,6% (+6,5% ao ano) | |
| Inflação dos preços livres (IPCA) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +28,7% (+6,5% ao ano) | |
| Inflação de habitação (IPCA) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +23,7% (+5,5% ao ano) | |
| Inflação de artigos de residência (IPCA) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +27,7% (+6,3% ao ano) | |
| Inflação de vestuário (IPCA) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +29,7% (+6,7% ao ano) | |
| Inflação de transportes (IPCA) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +25,0% (+5,7% ao ano) | |
| Inflação de comunicação (IPCA) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +4,9% (+1,2% ao ano) | |
| Inflação de saúde e cuidados pessoais (IPCA) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +23,6% (+5,4% ao ano) | |
| Inflação de despesas pessoais (IPCA) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +19,4% (+4,5% ao ano) | |
| Inflação de educação (IPCA) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +17,1% (+4,0% ao ano) | |
| Inflação dos preços monitorados (IPCA) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +21,8% (+5,0% ao ano) | |
| Inflação de serviços (IPCA) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +18,7% (+4,4% ao ano) | |
Trabalho e renda
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Salário mínimo | R$ 954,00 dez/2018 | R$ 1.212 dez/2022 | −1,2% |
| Renda média real de quem trabalha | R$ 3.351 dez/2018 | R$ 3.317 dez/2022 | −1,0% |
| Taxa de desemprego | 11,7% dez/2018 | 7,9% dez/2022 | −3,8 p.p. |
| Pessoas ocupadas | 92,2 milhões dez/2018 | 97,5 milhões dez/2022 | +5,8% |
| Nível da ocupação | 55,8% dez/2018 | 57,1% dez/2022 | +1,3 p.p. |
| Taxa de participação na força de trabalho | 63,2% dez/2018 | 62,0% dez/2022 | −1,2 p.p. |
| Subutilização da força de trabalho | 23,9% dez/2018 | 18,5% dez/2022 | −5,4 p.p. |
| Subocupação por insuficiência de horas | 7,4% dez/2018 | 5,5% dez/2022 | −1,9 p.p. |
| Desalento | 4,2% dez/2018 | 3,6% dez/2022 | −0,6 p.p. |
| Taxa de informalidade | 40,8% dez/2018 | 38,9% dez/2022 | −1,9 p.p. |
| Ocupados que contribuem para a Previdência | 63,4% dez/2018 | 64,6% dez/2022 | +1,2 p.p. |
| Massa de rendimento real do trabalho | R$ 301,5 bi dez/2018 | R$ 318,0 bi dez/2022 | +5,5% |
Desigualdade e pobreza
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Desigualdade de renda (índice de Gini) | 0,545 2018 | 0,517 2022 | −0,028 |
| População abaixo da linha de pobreza | 35,5% 2018 | 33,7% 2022 | −1,8 p.p. |
| População em extrema pobreza | 9,3% 2018 | 7,6% 2022 | −1,7 p.p. |
Economia e PIB
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| PIB (crescimento real da economia) | Acumulado de 4º tri/2018 a 4º tri/2022 | +6,7% (+1,6% ao ano) | |
| PIB per capita (crescimento real por pessoa) | Acumulado de 2018 a 2022 | +3,5% | |
| Atividade econômica mensal (IBC-Br) | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +3,5% (+0,9% ao ano) | |
| Produção industrial | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | −2,0% (−0,5% ao ano) | |
| Vendas no comércio varejista | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +4,3% (+1,1% ao ano) | |
| Volume de serviços | Acumulado de dez/2018 a dez/2022 | +15,3% (+3,6% ao ano) | |
| PIB da agropecuária | Acumulado de 4º tri/2018 a 4º tri/2022 | +6,8% (+1,7% ao ano) | |
| PIB da indústria | Acumulado de 4º tri/2018 a 4º tri/2022 | +3,2% (+0,8% ao ano) | |
| PIB dos serviços | Acumulado de 4º tri/2018 a 4º tri/2022 | +7,8% (+1,9% ao ano) | |
| Consumo das famílias | Acumulado de 4º tri/2018 a 4º tri/2022 | +6,3% (+1,5% ao ano) | |
| Consumo do governo | Acumulado de 4º tri/2018 a 4º tri/2022 | +2,8% (+0,7% ao ano) | |
| Investimento (formação bruta de capital fixo) | Acumulado de 4º tri/2018 a 4º tri/2022 | +16,7% (+3,9% ao ano) | |
| Exportações de bens e serviços | Acumulado de 4º tri/2018 a 4º tri/2022 | +5,0% (+1,2% ao ano) | |
| Importações de bens e serviços | Acumulado de 4º tri/2018 a 4º tri/2022 | +8,6% (+2,1% ao ano) | |
Juros, crédito e câmbio
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Taxa Selic efetiva | 6,40% ao ano dez/2018 | 13,65% ao ano dez/2022 | +7,25 p.p. |
| Meta da Selic (Copom) | 6,50% ao ano dez/2018 | 13,75% ao ano dez/2022 | +7,25 p.p. |
| Dólar comercial (média do mês) | R$ 3,89 dez/2018 | R$ 5,24 dez/2022 | +34,9% |
| Reservas internacionais | US$ 374,7 bi dez/2018 | US$ 324,7 bi dez/2022 | −13,3% |
| Juros médios do crédito | 23,04% ao ano dez/2018 | 29,64% ao ano dez/2022 | +6,60 p.p. |
| Inadimplência do crédito | 2,9% dez/2018 | 3,1% dez/2022 | +0,1 p.p. |
| Crédito total (% do PIB) | 46,6% do PIB dez/2018 | 53,2% do PIB dez/2022 | +6,6 p.p. |
| Crédito a pessoas físicas (% do PIB) | 25,7% do PIB dez/2018 | 31,6% do PIB dez/2022 | +5,9 p.p. |
| Crédito a empresas (% do PIB) | 20,9% do PIB dez/2018 | 21,6% do PIB dez/2022 | +0,7 p.p. |
| Juros médios do crédito às pessoas físicas | 28,63% ao ano dez/2018 | 34,86% ao ano dez/2022 | +6,23 p.p. |
| Inadimplência das pessoas físicas | 3,3% dez/2018 | 3,9% dez/2022 | +0,6 p.p. |
| Juros médios dos empréstimos a empresas | 14,84% ao ano dez/2018 | 20,04% ao ano dez/2022 | +5,20 p.p. |
| Juros do capital de giro das empresas | 16,69% ao ano dez/2018 | 23,19% ao ano dez/2022 | +6,50 p.p. |
| Inadimplência das empresas | 2,5% dez/2018 | 1,8% dez/2022 | −0,7 p.p. |
| Endividamento das famílias | 39,0% da renda dez/2018 | 49,1% da renda dez/2022 | +10,1 p.p. |
| Comprometimento da renda das famílias | 22,6% da renda dez/2018 | 27,6% da renda dez/2022 | +5,0 p.p. |
| Saldo em transações correntes (% do PIB) | −2,8% do PIB dez/2018 | −2,2% do PIB dez/2022 | +0,7 p.p. |
| Balança comercial (% do PIB, 12 meses) | 2,3% do PIB dez/2018 | 2,6% do PIB dez/2022 | +0,3 p.p. |
| Investimento estrangeiro direto no Brasil (% do PIB, 12 meses) | 4,1% do PIB dez/2018 | 3,9% do PIB dez/2022 | −0,2 p.p. |
| Dívida externa bruta do país | US$ 665,8 bi 4º tri/2018 | US$ 679,4 bi 4º tri/2022 | +2,0% |
| Juros do cartão de crédito rotativo | 292,86% ao ano dez/2018 | 411,93% ao ano dez/2022 | +119 p.p. |
| Juros do cheque especial | 261,83% ao ano dez/2018 | 132,12% ao ano dez/2022 | −130 p.p. |
| Juros do crédito consignado | 24,27% ao ano dez/2018 | 26,51% ao ano dez/2022 | +2,24 p.p. |
| Juros do crédito pessoal não consignado | 107,42% ao ano dez/2018 | 81,94% ao ano dez/2022 | −25,48 p.p. |
| Juros do financiamento de veículos | 21,68% ao ano dez/2018 | 28,68% ao ano dez/2022 | +7,00 p.p. |
| Juros do financiamento imobiliário | 7,85% ao ano dez/2018 | 10,47% ao ano dez/2022 | +2,62 p.p. |
Contas públicas
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Dívida bruta do governo geral (% do PIB) | 75,3% do PIB dez/2018 | 71,7% do PIB dez/2022 | −3,6 p.p. |
| Dívida líquida do setor público (% do PIB) | 52,8% do PIB dez/2018 | 56,1% do PIB dez/2022 | +3,4 p.p. |
| Resultado primário do setor público (% do PIB) | −1,6% do PIB dez/2018 | 1,3% do PIB dez/2022 | +2,8 p.p. |
| Resultado nominal do setor público (% do PIB) | −7,0% do PIB dez/2018 | −4,6% do PIB dez/2022 | +2,4 p.p. |
| Juros da dívida pública (% do PIB) | 5,4% do PIB dez/2018 | 5,8% do PIB dez/2022 | +0,4 p.p. |
Ano a ano no governo Bolsonaro
Cada ano civil tocado pelo mandato. Inflação e PIB são o acumulado do ano; desemprego, Selic e dólar, a média dos meses publicados. Ano marcado com * ainda não terminou na série.
| Ano | Inflação (IPCA) | PIB | Desemprego médio | Selic média | Dólar médio |
|---|---|---|---|---|---|
| 2019 | +4,3% | +1,2% | 12,0% | 5,94% ao ano | R$ 3,95 |
| 2020 | +4,5% | −3,3% | 13,5% | 2,79% ao ano | R$ 5,16 |
| 2021 | +10,1% | +4,8% | 13,5% | 4,42% ao ano | R$ 5,40 |
| 2022 | +5,8% | +3,0% | 9,5% | 12,43% ao ano | R$ 5,16 |
O que mais e o que menos subiu no governo Bolsonaro
Variação de cada item do IPCA descontada a inflação geral do mesmo período. Positivo: subiu mais que os outros preços. Negativo: subiu menos, ou caiu.
Subiram mais que a inflação
- Óleo de soja+89,6%
- Feijão+67,7%
- Banana+56,4%
- Batata+51,1%
- Açúcar+40,5%
Subiram menos que a inflação
- Celular−17,1%
- Televisor−14,7%
- Ônibus urbano−11,5%
- Energia elétrica−11,4%
- Gasolina−10,5%
Acontecimentos documentados no período
Datas com norma ou ato oficial. Estão aqui para situar os números, não como causa deles.
Reforma da Previdência (12/11/2019)
Emenda muda as regras de aposentadoria do INSS e dos servidores federais.
Emenda Constitucional nº 103/2019Emergência de covid-19 (06/02/2020)
Lei das medidas de enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional.
Lei nº 13.979/2020Autonomia do Banco Central (24/02/2021)
Lei dá mandato fixo, não coincidente com o do presidente da República, à diretoria do Banco Central.
Lei Complementar nº 179/2021
Comparar com outros governos
Comparar Bolsonaro com Temer no comparador, com a mesma régua de meses. Governo anterior: a economia no governo Temer. Governo seguinte: a economia no governo Lula 3. Todos os presidentes estão no comparador de governos, e a regra dos meses está na metodologia.
Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.
Fontes oficiais
- IBGE, SIDRA: IPCA, PNAD Contínua e Contas Nacionaisórgão público
Inflação, preços por item, emprego, renda, PIB e desigualdade.
- Banco Central do Brasil, Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS)órgão público
Selic, dólar, crédito, juros, dívida pública, resultado fiscal e contas externas.
- Ipeadata, salário mínimo vigente (MTE12_SALMIN12)órgão público
Salário mínimo de cada mês.
- Biblioteca da Presidência, Galeria dos Ex-Presidentesórgão público
Datas de posse, afastamento e fim do exercício de cada presidente (uma ficha por presidente).
Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.
Perguntas sobre a economia no governo Bolsonaro
Quanto foi a inflação no governo Bolsonaro?
Pelo IPCA do IBGE, os preços subiram +26,9% de dezembro de 2018 a dezembro de 2022, o equivalente a +6,1% ao ano. A conta multiplica as taxas de cada mês, do último mês antes da posse ao último mês completo no cargo.
Como ficou o desemprego no governo Bolsonaro?
Pela PNAD Contínua do IBGE, a taxa de desocupação foi de 11,7% no trimestre terminado em dezembro de 2018 para 7,9% no terminado em dezembro de 2022, uma diferença de −3,8 p.p..
O salário mínimo ganhou da inflação no governo Bolsonaro?
Descontada a inflação pelo INPC, o salário mínimo variou −1,2% em poder de compra de dezembro de 2018 a dezembro de 2022. Ou seja, no fim do período ele comprava menos do que no começo.
Quanto valia o dólar no governo Bolsonaro?
Pela média mensal do Banco Central (SGS 3698), o dólar foi de R$ 3,89 em dezembro de 2018 para R$ 5,24 em dezembro de 2022, uma variação de +34,9% em reais.
Os números mostram se o governo Bolsonaro foi bom ou ruim?
Não. A página mostra o que os indicadores oficiais registraram no período, com a mesma régua de meses usada para todos os presidentes. Câmbio, preço de commodities, crises externas e decisões de governos anteriores pesam em qualquer mandato, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio.