Michel Temer
A economia no governo Temer (2016-2019)
O que 70 indicadores oficiais do IBGE e do Banco Central registraram de abril de 2016 a dezembro de 2018. A conta começa no último mês antes da posse, que foi em 12/05/2016, e vai até o último mês completo no cargo. Exercício contado desde o início da interinidade, 12/05/2016.
- 12/05/2016 a 31/08/2016: Presidente interino durante o afastamento de Dilma Rousseff.
- 31/08/2016 a 01/01/2019: Empossado em 31/08/2016 para completar o mandato 2015-2018.
PIB, crescimento no período
+3,5% (+1,3% ao ano)
1º tri/2016 a 4º tri/2018
PIB real em todos os governosDesemprego, do início ao fim
+0,4 p.p.
11,3% em abr/2016 para 11,7% em dez/2018
Desemprego em todos os governosSalário mínimo, ganho real
−0,2%
R$ 880,00 em abr/2016 para R$ 954,00 em dez/2018
Salário mínimo em todos os governosSelic, do início ao fim
−7,75 p.p.
14,15% ao ano em abr/2016 para 6,40% ao ano em dez/2018
Selic efetiva em todos os governosCompartilhe no WhatsApp ou por link
Em palavras simples
O que mudou no bolso durante o governo Temer?
São os números oficiais do começo e do fim do governo. Eles mostram o que aconteceu, de abril de 2016 a dezembro de 2018. Não dizem quem causou.
Preços
- Os preços subiram 9,9% no período, pelo IPCA.
- Isso dá 3,6% por ano, em média.
- O mês de maior alta foi junho de 2018, com 1,3% só naquele mês.
- O que custava R$ 100 no começo passou a custar R$ 109,95.
Trabalho e renda
- O desemprego foi de 11,3% para 11,7%.
- O salário mínimo passou a comprar 0,2% a menos do que no começo.
- A economia cresceu 1,3% por ano, em média.
Juros e dólar
- A Selic foi de 14,15% ao ano para 6,40% ao ano.
- O dólar foi de R$ 3,57 para R$ 3,89, na média do mês.
Todos os indicadores no governo Temer
Taxa de juros, desemprego e dívida mudam em pontos percentuais; inflação e PIB acumulam no período e também aparecem por ano. Cobertura parcial quer dizer que a série começa depois da posse.
Custo de vida e inflação
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Inflação oficial (IPCA) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +9,9% (+3,6% ao ano) | |
| Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +4,8% (+1,8% ao ano) | |
| Inflação das famílias de menor renda (INPC) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +8,6% (+3,2% ao ano) | |
| Inflação dos preços livres (IPCA) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +7,4% (+2,7% ao ano) | |
| Inflação de habitação (IPCA) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +14,9% (+5,3% ao ano) | |
| Inflação de artigos de residência (IPCA) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +3,2% (+1,2% ao ano) | |
| Inflação de vestuário (IPCA) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +6,0% (+2,2% ao ano) | |
| Inflação de transportes (IPCA) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +10,2% (+3,7% ao ano) | |
| Inflação de comunicação (IPCA) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +2,3% (+0,8% ao ano) | |
| Inflação de saúde e cuidados pessoais (IPCA) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +17,2% (+6,1% ao ano) | |
| Inflação de despesas pessoais (IPCA) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +12,9% (+4,7% ao ano) | |
| Inflação de educação (IPCA) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +14,6% (+5,2% ao ano) | |
| Inflação dos preços monitorados (IPCA) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +18,1% (+6,4% ao ano) | |
| Inflação de serviços (IPCA) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +12,2% (+4,4% ao ano) | |
Trabalho e renda
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Salário mínimo | R$ 880,00 abr/2016 | R$ 954,00 dez/2018 | −0,2% |
| Renda média real de quem trabalha | R$ 3.229 abr/2016 | R$ 3.351 dez/2018 | +3,8% |
| Taxa de desemprego | 11,3% abr/2016 | 11,7% dez/2018 | +0,4 p.p. |
| Pessoas ocupadas | 89,7 milhões abr/2016 | 92,2 milhões dez/2018 | +2,7% |
| Nível da ocupação | 55,7% abr/2016 | 55,8% dez/2018 | +0,1 p.p. |
| Taxa de participação na força de trabalho | 62,9% abr/2016 | 63,2% dez/2018 | +0,3 p.p. |
| Subutilização da força de trabalho | 20,1% abr/2016 | 23,9% dez/2018 | +3,8 p.p. |
| Subocupação por insuficiência de horas | 4,9% abr/2016 | 7,4% dez/2018 | +2,5 p.p. |
| Desalento | 2,8% abr/2016 | 4,2% dez/2018 | +1,4 p.p. |
| Taxa de informalidade | 38,5% abr/2016 | 40,8% dez/2018 | +2,3 p.p. |
| Ocupados que contribuem para a Previdência | 65,8% abr/2016 | 63,4% dez/2018 | −2,4 p.p. |
| Massa de rendimento real do trabalho | R$ 282,5 bi abr/2016 | R$ 301,5 bi dez/2018 | +6,7% |
Economia e PIB
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| PIB (crescimento real da economia) | Acumulado de 1º tri/2016 a 4º tri/2018 | +3,5% (+1,3% ao ano) | |
| Atividade econômica mensal (IBC-Br) | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +3,3% (+1,2% ao ano) | |
| Produção industrial | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +2,4% (+0,9% ao ano) | |
| Vendas no comércio varejista | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | +3,7% (+1,4% ao ano) | |
| Volume de serviços | Acumulado de abr/2016 a dez/2018 | −2,2% (−0,8% ao ano) | |
| PIB da agropecuária | Acumulado de 1º tri/2016 a 4º tri/2018 | +20,8% (+7,1% ao ano) | |
| PIB da indústria | Acumulado de 1º tri/2016 a 4º tri/2018 | −1,4% (−0,5% ao ano) | |
| PIB dos serviços | Acumulado de 1º tri/2016 a 4º tri/2018 | +2,4% (+0,9% ao ano) | |
| Consumo das famílias | Acumulado de 1º tri/2016 a 4º tri/2018 | +4,1% (+1,5% ao ano) | |
| Consumo do governo | Acumulado de 1º tri/2016 a 4º tri/2018 | −1,1% (−0,4% ao ano) | |
| Investimento (formação bruta de capital fixo) | Acumulado de 1º tri/2016 a 4º tri/2018 | +2,2% (+0,8% ao ano) | |
| Exportações de bens e serviços | Acumulado de 1º tri/2016 a 4º tri/2018 | +10,7% (+3,8% ao ano) | |
| Importações de bens e serviços | Acumulado de 1º tri/2016 a 4º tri/2018 | +20,5% (+7,0% ao ano) | |
Juros, crédito e câmbio
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Taxa Selic efetiva | 14,15% ao ano abr/2016 | 6,40% ao ano dez/2018 | −7,75 p.p. |
| Meta da Selic (Copom) | 14,25% ao ano abr/2016 | 6,50% ao ano dez/2018 | −7,75 p.p. |
| Dólar comercial (média do mês) | R$ 3,57 abr/2016 | R$ 3,89 dez/2018 | +9,0% |
| Reservas internacionais | US$ 362,2 bi abr/2016 | US$ 374,7 bi dez/2018 | +3,5% |
| Juros médios do crédito | 32,13% ao ano abr/2016 | 23,04% ao ano dez/2018 | −9,09 p.p. |
| Inadimplência do crédito | 3,7% abr/2016 | 2,9% dez/2018 | −0,8 p.p. |
| Crédito total (% do PIB) | 52,0% do PIB abr/2016 | 46,6% do PIB dez/2018 | −5,4 p.p. |
| Crédito a pessoas físicas (% do PIB) | 25,2% do PIB abr/2016 | 25,7% do PIB dez/2018 | +0,6 p.p. |
| Crédito a empresas (% do PIB) | 26,8% do PIB abr/2016 | 20,9% do PIB dez/2018 | −5,9 p.p. |
| Juros médios do crédito às pessoas físicas | 41,03% ao ano abr/2016 | 28,63% ao ano dez/2018 | −12,40 p.p. |
| Inadimplência das pessoas físicas | 4,4% abr/2016 | 3,3% dez/2018 | −1,0 p.p. |
| Juros médios dos empréstimos a empresas | 22,01% ao ano abr/2016 | 14,84% ao ano dez/2018 | −7,17 p.p. |
| Juros do capital de giro das empresas | 27,10% ao ano abr/2016 | 16,69% ao ano dez/2018 | −10,41 p.p. |
| Inadimplência das empresas | 3,1% abr/2016 | 2,5% dez/2018 | −0,6 p.p. |
| Endividamento das famílias | 39,3% da renda abr/2016 | 39,0% da renda dez/2018 | −0,2 p.p. |
| Comprometimento da renda das famílias | 23,7% da renda abr/2016 | 22,6% da renda dez/2018 | −1,1 p.p. |
| Saldo em transações correntes (% do PIB) | −2,4% do PIB abr/2016 | −2,8% do PIB dez/2018 | −0,4 p.p. |
| Balança comercial (% do PIB, 12 meses) | 2,1% do PIB abr/2016 | 2,3% do PIB dez/2018 | +0,2 p.p. |
| Investimento estrangeiro direto no Brasil (% do PIB, 12 meses) | 4,6% do PIB abr/2016 | 4,1% do PIB dez/2018 | −0,5 p.p. |
| Dívida externa bruta do país | US$ 675,2 bi 1º tri/2016 | US$ 665,8 bi 4º tri/2018 | −1,4% |
| Juros do cartão de crédito rotativo | 463,14% ao ano abr/2016 | 292,86% ao ano dez/2018 | −170 p.p. |
| Juros do cheque especial | 268,98% ao ano abr/2016 | 261,83% ao ano dez/2018 | −7,15 p.p. |
| Juros do crédito consignado | 29,80% ao ano abr/2016 | 24,27% ao ano dez/2018 | −5,53 p.p. |
| Juros do crédito pessoal não consignado | 130,70% ao ano abr/2016 | 107,42% ao ano dez/2018 | −23,28 p.p. |
| Juros do financiamento de veículos | 26,77% ao ano abr/2016 | 21,68% ao ano dez/2018 | −5,09 p.p. |
| Juros do financiamento imobiliário | 10,55% ao ano abr/2016 | 7,85% ao ano dez/2018 | −2,70 p.p. |
Contas públicas
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Dívida bruta do governo geral (% do PIB) | 66,6% do PIB abr/2016 | 75,3% do PIB dez/2018 | +8,6 p.p. |
| Dívida líquida do setor público (% do PIB) | 38,9% do PIB abr/2016 | 52,8% do PIB dez/2018 | +13,9 p.p. |
| Resultado primário do setor público (% do PIB) | −2,3% do PIB abr/2016 | −1,6% do PIB dez/2018 | +0,7 p.p. |
| Resultado nominal do setor público (% do PIB) | −10,0% do PIB abr/2016 | −7,0% do PIB dez/2018 | +3,0 p.p. |
| Juros da dívida pública (% do PIB) | 7,7% do PIB abr/2016 | 5,4% do PIB dez/2018 | −2,3 p.p. |
Sem leitura neste período (4 indicadores), porque a série oficial começa depois ou não cobre os dois marcos: pib per capita, gini, pobreza, extrema pobreza.
Ano a ano no governo Temer
Cada ano civil tocado pelo mandato. Inflação e PIB são o acumulado do ano; desemprego, Selic e dólar, a média dos meses publicados. Ano marcado com * ainda não terminou na série.
| Ano | Inflação (IPCA) | PIB | Desemprego médio | Selic média | Dólar médio |
|---|---|---|---|---|---|
| 2016 | +6,3% | −3,3% | 11,4% | 14,08% ao ano | R$ 3,49 |
| 2017 | +2,9% | +1,3% | 12,9% | 10,08% ao ano | R$ 3,19 |
| 2018 | +3,7% | +1,8% | 12,4% | 6,48% ao ano | R$ 3,65 |
O que mais e o que menos subiu no governo Temer
Variação de cada item do IPCA descontada a inflação geral do mesmo período. Positivo: subiu mais que os outros preços. Negativo: subiu menos, ou caiu.
Subiram mais que a inflação
- Passagem aérea+45,9%
- Plano de saúde+25,0%
- Tomate+23,8%
- Água e esgoto+21,5%
- Manteiga+21,4%
Acontecimentos documentados no período
Datas com norma ou ato oficial. Estão aqui para situar os números, não como causa deles.
Teto de gastos (15/12/2016)
Emenda limita o crescimento da despesa primária federal à inflação do ano anterior por 20 anos.
Emenda Constitucional nº 95/2016Reforma trabalhista (13/07/2017)
Lei altera a CLT; as novas regras entram em vigor em novembro de 2017.
Lei nº 13.467/2017
Comparar com outros governos
Comparar Temer com Dilma 2 no comparador, com a mesma régua de meses. Governo anterior: a economia no governo Dilma 2. Governo seguinte: a economia no governo Bolsonaro. Todos os presidentes estão no comparador de governos, e a regra dos meses está na metodologia.
Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.
Fontes oficiais
- IBGE, SIDRA: IPCA, PNAD Contínua e Contas Nacionaisórgão público
Inflação, preços por item, emprego, renda, PIB e desigualdade.
- Banco Central do Brasil, Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS)órgão público
Selic, dólar, crédito, juros, dívida pública, resultado fiscal e contas externas.
- Ipeadata, salário mínimo vigente (MTE12_SALMIN12)órgão público
Salário mínimo de cada mês.
- Biblioteca da Presidência, Galeria dos Ex-Presidentesórgão público
Datas de posse, afastamento e fim do exercício de cada presidente (uma ficha por presidente).
Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.
Perguntas sobre a economia no governo Temer
Quanto foi a inflação no governo Temer?
Pelo IPCA do IBGE, os preços subiram +9,9% de abril de 2016 a dezembro de 2018, o equivalente a +3,6% ao ano. A conta multiplica as taxas de cada mês, do último mês antes da posse ao último mês completo no cargo.
Como ficou o desemprego no governo Temer?
Pela PNAD Contínua do IBGE, a taxa de desocupação foi de 11,3% no trimestre terminado em abril de 2016 para 11,7% no terminado em dezembro de 2018, uma diferença de +0,4 p.p..
O salário mínimo ganhou da inflação no governo Temer?
Descontada a inflação pelo INPC, o salário mínimo variou −0,2% em poder de compra de abril de 2016 a dezembro de 2018. Ou seja, no fim do período ele comprava menos do que no começo.
Quanto valia o dólar no governo Temer?
Pela média mensal do Banco Central (SGS 3698), o dólar foi de R$ 3,57 em abril de 2016 para R$ 3,89 em dezembro de 2018, uma variação de +9,0% em reais.
Os números mostram se o governo Temer foi bom ou ruim?
Não. A página mostra o que os indicadores oficiais registraram no período, com a mesma régua de meses usada para todos os presidentes. Câmbio, preço de commodities, crises externas e decisões de governos anteriores pesam em qualquer mandato, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio.