Fernando Henrique Cardoso
A economia no governo FHC 2 (1999-2003)
O que 43 indicadores oficiais do IBGE e do Banco Central registraram de dezembro de 1998 a dezembro de 2002. A conta começa no último mês antes da posse, que foi em 01/01/1999, e vai até o último mês completo no cargo.
- 01/01/1999 a 01/01/2003: Posse em 01/01/1999.
PIB, crescimento no período
+11,7% (+2,8% ao ano)
4º tri/1998 a 4º tri/2002
PIB real em todos os governosDesemprego, do início ao fim
sem dado
A série começa em mar/2012, depois deste período.
Desemprego em todos os governosSalário mínimo, ganho real
+7,3%
R$ 130,00 em dez/1998 para R$ 200,00 em dez/2002
Salário mínimo em todos os governosSelic, do início ao fim
−8,21 p.p.
31,24% ao ano em dez/1998 para 23,03% ao ano em dez/2002
Selic efetiva em todos os governosDólar, variação em reais
+200,8%
R$ 1,21 em dez/1998 para R$ 3,63 em dez/2002
Dólar em todos os governosCompartilhe no WhatsApp ou por link
Em palavras simples
O que mudou no bolso durante o governo FHC 2?
São os números oficiais do começo e do fim do governo. Eles mostram o que aconteceu, de dezembro de 1998 a dezembro de 2002. Não dizem quem causou.
Preços
- Os preços subiram 39,9% no período, pelo IPCA.
- Isso dá 8,8% por ano, em média.
- O mês de maior alta foi novembro de 2002, com 3,0% só naquele mês.
- O que custava R$ 100 no começo passou a custar R$ 139,88.
Trabalho e renda
- O salário mínimo passou a comprar 7,3% a mais do que no começo.
- A economia cresceu 2,8% por ano, em média.
Juros e dólar
- A Selic foi de 31,24% ao ano para 23,03% ao ano.
- O dólar foi de R$ 1,21 para R$ 3,63, na média do mês.
Todos os indicadores no governo FHC 2
Taxa de juros, desemprego e dívida mudam em pontos percentuais; inflação e PIB acumulam no período e também aparecem por ano. Cobertura parcial quer dizer que a série começa depois da posse.
Custo de vida e inflação
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Inflação oficial (IPCA) | Acumulado de dez/1998 a dez/2002 | +39,9% (+8,8% ao ano) | |
| Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA) | Acumulado de dez/1998 a dez/2002 | +46,1% (+9,9% ao ano) | |
| Inflação das famílias de menor renda (INPC) | Acumulado de dez/1998 a dez/2002 | +43,3% (+9,4% ao ano) | |
| Inflação dos preços livres (IPCA) | Acumulado de dez/1998 a dez/2002 | +31,1% (+7,0% ao ano) | |
| Inflação de habitação (IPCA) | Acumulado de dez/1998 a dez/2002 | +37,0% (+8,2% ao ano) | |
| Inflação de artigos de residência (IPCA) | Acumulado de dez/1998 a dez/2002 | +35,0% (+7,8% ao ano) | |
| Inflação de vestuário (IPCA) | Acumulado de dez/1998 a dez/2002 | +23,8% (+5,5% ao ano) | |
| Inflação de transportes (IPCA) | Acumulado de jul/1999 a dez/2002 | +43,6% (+11,2% ao ano)p | |
| Inflação de comunicação (IPCA) | Acumulado de jul/1999 a dez/2002 | +34,6% (+9,1% ao ano)p | |
| Inflação de saúde e cuidados pessoais (IPCA) | Acumulado de dez/1998 a dez/2002 | +28,1% (+6,4% ao ano) | |
| Inflação de despesas pessoais (IPCA) | Acumulado de dez/1998 a dez/2002 | +25,8% (+5,9% ao ano) | |
| Inflação de educação (IPCA) | Acumulado de jul/1999 a dez/2002 | +23,3% (+6,3% ao ano)p | |
| Inflação dos preços monitorados (IPCA) | Acumulado de dez/1998 a dez/2002 | +74,4% (+14,9% ao ano) | |
| Inflação de serviços (IPCA) | Acumulado de dez/1998 a dez/2002 | +18,0% (+4,2% ao ano) | |
Trabalho e renda
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Salário mínimo | R$ 130,00 dez/1998 | R$ 200,00 dez/2002 | +7,3% |
Economia e PIB
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| PIB (crescimento real da economia) | Acumulado de 4º tri/1998 a 4º tri/2002 | +11,7% (+2,8% ao ano) | |
| PIB per capita (crescimento real por pessoa) | Acumulado de 1998 a 2002 | +3,1% | |
| Produção industrial | Acumulado de jan/2002 a dez/2002 | +2,3%p | |
| Vendas no comércio varejista | Acumulado de jan/2000 a dez/2002 | −3,9% (−1,4% ao ano)p | |
| PIB da agropecuária | Acumulado de 4º tri/1998 a 4º tri/2002 | +32,8% (+7,4% ao ano) | |
| PIB da indústria | Acumulado de 4º tri/1998 a 4º tri/2002 | +10,8% (+2,6% ao ano) | |
| PIB dos serviços | Acumulado de 4º tri/1998 a 4º tri/2002 | +11,8% (+2,8% ao ano) | |
| Consumo das famílias | Acumulado de 4º tri/1998 a 4º tri/2002 | +7,0% (+1,7% ao ano) | |
| Consumo do governo | Acumulado de 4º tri/1998 a 4º tri/2002 | +7,7% (+1,9% ao ano) | |
| Investimento (formação bruta de capital fixo) | Acumulado de 4º tri/1998 a 4º tri/2002 | +2,1% (+0,5% ao ano) | |
| Exportações de bens e serviços | Acumulado de 4º tri/1998 a 4º tri/2002 | +55,3% (+11,6% ao ano) | |
| Importações de bens e serviços | Acumulado de 4º tri/1998 a 4º tri/2002 | −14,9% (−4,0% ao ano) | |
Juros, crédito e câmbio
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Taxa Selic efetiva | 31,24% ao ano dez/1998 | 23,03% ao ano dez/2002 | −8,21 p.p. |
| Meta da Selic (Copom) | 42,00% ao ano mar/1999 | 25,00% ao ano dez/2002 | −17,00 p.p.p |
| Dólar comercial (média do mês) | R$ 1,21 dez/1998 | R$ 3,63 dez/2002 | +200,8% |
| Reservas internacionais | US$ 44,6 bi dez/1998 | US$ 37,8 bi dez/2002 | −15,1% |
| Crédito total (% do PIB) | 27,6% do PIB dez/1998 | 25,8% do PIB dez/2002 | −1,8 p.p. |
| Juros do capital de giro das empresas | 34,64% ao ano jun/2000 | 35,86% ao ano dez/2002 | +1,22 p.p.p |
| Saldo em transações correntes (% do PIB) | −4,1% do PIB dez/1998 | −1,9% do PIB dez/2002 | +2,2 p.p. |
| Balança comercial (% do PIB, 12 meses) | −0,9% do PIB dez/1998 | 2,4% do PIB dez/2002 | +3,2 p.p. |
| Investimento estrangeiro direto no Brasil (% do PIB, 12 meses) | 3,3% do PIB dez/1998 | 3,3% do PIB dez/2002 | −0,1 p.p. |
| Dívida externa bruta do país | US$ 228,5 bi 1º tri/2002 | US$ 230,1 bi 4º tri/2002 | +0,7%p |
| Juros do cheque especial | 175,43% ao ano dez/1998 | 163,93% ao ano dez/2002 | −11,50 p.p. |
| Juros do financiamento de veículos | 35,54% ao ano jun/2000 | 55,53% ao ano dez/2002 | +19,99 p.p.p |
Contas públicas
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Dívida líquida do setor público (% do PIB) | 51,5% do PIB dez/2001 | 59,9% do PIB dez/2002 | +8,4 p.p.p |
| Resultado primário do setor público (% do PIB) | 3,3% do PIB nov/2002 | 3,2% do PIB dez/2002 | −0,1 p.p.p |
| Resultado nominal do setor público (% do PIB) | −3,8% do PIB nov/2002 | −4,4% do PIB dez/2002 | −0,6 p.p.p |
| Juros da dívida pública (% do PIB) | 7,1% do PIB nov/2002 | 7,6% do PIB dez/2002 | +0,5 p.p.p |
Sem leitura neste período (31 indicadores), porque a série oficial começa depois ou não cobre os dois marcos: renda real, desemprego, juros do crédito, inadimplência, dívida bruta, ibc-br, serviços, ocupados, nível da ocupação, participação, subutilização, subocupação, desalento, informalidade, contribuintes, massa de renda, crédito a pessoas, crédito a empresas, juros para pessoas, inadimplência de pessoas, juros de empresas, inadimplência de empresas, endividamento, comprometimento, gini, pobreza, extrema pobreza, cartão rotativo, consignado, crédito pessoal, imobiliário.
Ano a ano no governo FHC 2
Cada ano civil tocado pelo mandato. Inflação e PIB são o acumulado do ano; desemprego, Selic e dólar, a média dos meses publicados. Ano marcado com * ainda não terminou na série.
| Ano | Inflação (IPCA) | PIB | Selic média | Dólar médio |
|---|---|---|---|---|
| 1999 | +8,9% | +0,5% | 26,26% ao ano | R$ 1,81 |
| 2000 | +6,0% | +4,4% | 17,59% ao ano | R$ 1,83 |
| 2001 | +7,7% | +1,4% | 17,47% ao ano | R$ 2,35 |
| 2002 | +12,5% | +3,1% | 19,11% ao ano | R$ 2,92 |
O que mais e o que menos subiu no governo FHC 2
Variação de cada item do IPCA descontada a inflação geral do mesmo período. Positivo: subiu mais que os outros preços. Negativo: subiu menos, ou caiu.
Subiram mais que a inflação
- Gás de botijão+114,3%
- Açúcar+97,0%
- Passagem aérea+93,2%
- Gasolina+70,7%
- Etanol+61,5%
Subiram menos que a inflação
- Aluguel residencial−30,9%
- Café−19,3%
- Banana−16,1%
- Condomínio−12,8%
- Batata−6,4%
Acontecimentos documentados no período
Datas com norma ou ato oficial. Estão aqui para situar os números, não como causa deles.
Câmbio flutuante (18/01/1999)
O Banco Central abandona as bandas cambiais e deixa o mercado definir a taxa de câmbio.
Banco Central, Comunicado nº 6.565/1999Metas de inflação (21/06/1999)
O país adota o regime de metas para a inflação, medida pelo IPCA.
Decreto nº 3.088/1999Lei de Responsabilidade Fiscal (04/05/2000)
Normas de finanças públicas para União, estados e municípios: metas fiscais, limites de gasto com pessoal e de dívida.
Lei Complementar nº 101/2000
Comparar com outros governos
Comparar FHC 2 com FHC 1 no comparador, com a mesma régua de meses. Governo anterior: a economia no governo FHC 1. Governo seguinte: a economia no governo Lula 1. Todos os presidentes estão no comparador de governos, e a regra dos meses está na metodologia.
Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.
Fontes oficiais
- IBGE, SIDRA: IPCA, PNAD Contínua e Contas Nacionaisórgão público
Inflação, preços por item, emprego, renda, PIB e desigualdade.
- Banco Central do Brasil, Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS)órgão público
Selic, dólar, crédito, juros, dívida pública, resultado fiscal e contas externas.
- Ipeadata, salário mínimo vigente (MTE12_SALMIN12)órgão público
Salário mínimo de cada mês.
- Biblioteca da Presidência, Galeria dos Ex-Presidentesórgão público
Datas de posse, afastamento e fim do exercício de cada presidente (uma ficha por presidente).
Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.
Perguntas sobre a economia no governo FHC 2
Quanto foi a inflação no governo FHC 2?
Pelo IPCA do IBGE, os preços subiram +39,9% de dezembro de 1998 a dezembro de 2002, o equivalente a +8,8% ao ano. A conta multiplica as taxas de cada mês, do último mês antes da posse ao último mês completo no cargo.
Como ficou o desemprego no governo FHC 2?
A taxa oficial de desemprego vem da PNAD Contínua, que começa em 2012. Para este período não há taxa nacional comparável, e a página não usa pesquisa antiga com outra cobertura.
O salário mínimo ganhou da inflação no governo FHC 2?
Descontada a inflação pelo INPC, o salário mínimo variou +7,3% em poder de compra de dezembro de 1998 a dezembro de 2002. Ou seja, no fim do período ele comprava mais do que no começo.
Quanto valia o dólar no governo FHC 2?
Pela média mensal do Banco Central (SGS 3698), o dólar foi de R$ 1,21 em dezembro de 1998 para R$ 3,63 em dezembro de 2002, uma variação de +200,8% em reais.
Os números mostram se o governo FHC 2 foi bom ou ruim?
Não. A página mostra o que os indicadores oficiais registraram no período, com a mesma régua de meses usada para todos os presidentes. Câmbio, preço de commodities, crises externas e decisões de governos anteriores pesam em qualquer mandato, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio.