Endividamento das famílias por governo desde 2005

Quanto as famílias deviam aos bancos e quanto da renda ia todo mês para pagar juros e parcelas, no começo e no fim de cada governo desde 2005. As duas séries são do Banco Central.

Endividamento das famílias, julho de 2026

49,9% da renda

Banco Central, SGS 29037 · coleta de 27/10/2026

Doze meses antes
48,8% da renda
No mandato atual
+0,7 p.p.
Máxima desde 2005
49,9% da renda
jan/2026
Mínima desde 2005
16,5% da renda
jan/2005

Quanto as famílias devem aos bancos, em proporção de tudo o que ganham em um ano.

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Governo a governo

Mudança em pontos percentuais

  • Lula 1p+5,5 p.p.
  • Lula 2+12,0 p.p.
  • Dilma 1+5,3 p.p.
  • Dilma 20,0 p.p.
  • Temer−0,2 p.p.
  • Bolsonaro+10,1 p.p.
  • Lula 3*+0,7 p.p.

* em andamento. p = cobertura parcial. Mesma régua de meses para todos; variação no período, não causa. Ver a tabela completa

Em palavras simples

O que o endividamento das famílias mostra sobre a sua vida?

Mostra quanto as famílias devem aos bancos em relação ao que ganham em um ano. O comprometimento mostra quanto da renda do mês vai para pagar parcelas e juros.

No seu dia a dia

  • Dívida de casa e carro entra na conta.
  • Cartão, cheque especial e empréstimo também.
  • Quanto mais da renda vai para dívida, menos sobra para o resto.

Quando sobe

  • Sobra menos dinheiro no fim do mês.
  • Fica mais difícil pegar crédito novo.
  • Aumenta o risco de atrasar contas.

Quando cai

  • As famílias têm mais folga no orçamento.
  • Sobra dinheiro para consumir ou guardar.
  • Fica mais fácil conseguir crédito.

Endividamento das famílias por governo: a série inteira com os governos

Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Os acontecimentos marcados são datas documentadas, não causas.

jul/2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)

49,9% da renda

Banco Central · SGS 29037

Acontecimentos marcados no gráfico

Endividamento das famílias, por mês. Fonte: Banco Central, SGS 29037 (endividamento das famílias com o SFN, % da renda de 12 meses).Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Cada governo vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. * Mandato em andamento, período parcial.Último mês com dado: jul/2026.

Série desde jan/2005 · 259 meses · Open Database License (ODbL), Banco Central do Brasil: uso e redistribuição com atribuição e mesma licença para a base derivada.

Endividamento das famílias por governo, mandato por mandato

Cada linha vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. Governo sem dado aparece com o motivo, e nenhum número é estimado.

Endividamento das famílias

Endividamento das famílias: mudança em cada mandato, diferença em pontos percentuais
GovernoMudançaInícioFimMédiaMáx. e mín.
Sarneyfev/1985 a fev/1990A série começa em jan/2005, depois deste período.
Collorfev/1990 a set/1992A série começa em jan/2005, depois deste período.
Itamarset/1992 a dez/1994A série começa em jan/2005, depois deste período.
FHC 1dez/1994 a dez/1998A série começa em jan/2005, depois deste período.
FHC 2dez/1998 a dez/2002A série começa em jan/2005, depois deste período.
Lula 1jan/2005 a dez/2006+5,5 p.p.cobertura parcial16,5% da renda22,0% da renda19,9% da renda22,1% da renda (nov/2006)16,8% da renda (fev/2005)
Lula 2dez/2006 a dez/2010+12,0 p.p.22,0% da renda34,0% da renda27,5% da renda34,0% da renda (dez/2010)22,0% da renda (mar/2007)
Dilma 1dez/2010 a dez/2014+5,3 p.p.34,0% da renda39,2% da renda37,4% da renda39,2% da renda (dez/2014)34,1% da renda (jan/2011)
Dilma 2dez/2014 a abr/20160,0 p.p.39,2% da renda39,3% da renda40,1% da renda40,8% da renda (out/2015)39,3% da renda (abr/2016)
Temerabr/2016 a dez/2018−0,2 p.p.39,3% da renda39,0% da renda37,9% da renda39,2% da renda (mai/2016)37,2% da renda (dez/2017)
Bolsonarodez/2018 a dez/2022+10,1 p.p.39,0% da renda49,1% da renda44,0% da renda49,9% da renda (jul/2022)39,2% da renda (ago/2020)
Lula 3*dez/2022 a jul/2026+0,7 p.p.49,1% da renda49,9% da renda48,7% da renda49,9% da renda (jan/2026)47,6% da renda (mai/2024)

Banco Central, SGS 29037 (endividamento das famílias com o SFN, % da renda de 12 meses). Mudança: diferença em pontos percentuais. * mandato em andamento.

Comprometimento da renda das famílias

Comprometimento da renda das famílias: mudança em cada mandato, diferença em pontos percentuais
GovernoMudançaInícioFimMédiaMáx. e mín.
Sarneyfev/1985 a fev/1990A série começa em mar/2005, depois deste período.
Collorfev/1990 a set/1992A série começa em mar/2005, depois deste período.
Itamarset/1992 a dez/1994A série começa em mar/2005, depois deste período.
FHC 1dez/1994 a dez/1998A série começa em mar/2005, depois deste período.
FHC 2dez/1998 a dez/2002A série começa em mar/2005, depois deste período.
Lula 1mar/2005 a dez/2006+2,5 p.p.cobertura parcial17,0% da renda19,5% da renda18,8% da renda19,7% da renda (ago/2006)17,2% da renda (abr/2005)
Lula 2dez/2006 a dez/2010+4,5 p.p.19,5% da renda24,0% da renda21,0% da renda24,0% da renda (dez/2010)18,6% da renda (mai/2007)
Dilma 1dez/2010 a dez/2014−0,5 p.p.24,0% da renda23,5% da renda23,4% da renda24,7% da renda (out/2011)22,2% da renda (jul/2013)
Dilma 2dez/2014 a abr/2016+0,2 p.p.23,5% da renda23,7% da renda23,9% da renda24,6% da renda (set/2015)23,0% da renda (dez/2015)
Temerabr/2016 a dez/2018−1,1 p.p.23,7% da renda22,6% da renda22,7% da renda24,0% da renda (jun/2016)21,9% da renda (fev/2018)
Bolsonarodez/2018 a dez/2022+5,0 p.p.22,6% da renda27,6% da renda23,8% da renda27,6% da renda (dez/2022)19,8% da renda (ago/2020)
Lula 3*dez/2022 a jul/2026+1,1 p.p.27,6% da renda28,7% da renda27,2% da renda28,7% da renda (jul/2026)25,7% da renda (jan/2024)

Banco Central, SGS 29034 (comprometimento de renda com o serviço da dívida, com ajuste sazonal). Mudança: diferença em pontos percentuais. * mandato em andamento.

Comparar governos lado a lado

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Endividamento ano a ano

Valor no fim de cada ano e média dos meses do ano; no ano corrente, até o último dado.

Endividamento das famílias, ano a ano
AnoFim do anoMédia do ano
2026 (parcial)49,9% da renda49,8% da renda
202549,7% da renda49,0% da renda
202448,5% da renda48,0% da renda
202347,8% da renda48,4% da renda
202249,1% da renda49,6% da renda
202149,5% da renda45,3% da renda
202041,8% da renda40,5% da renda
201941,5% da renda40,5% da renda
201839,0% da renda37,9% da renda
201737,2% da renda37,5% da renda
201638,1% da renda38,9% da renda
201540,1% da renda40,2% da renda
201439,2% da renda38,6% da renda
201338,2% da renda38,4% da renda
201238,0% da renda37,4% da renda
201136,6% da renda35,5% da renda
201034,0% da renda31,7% da renda
200929,5% da renda28,2% da renda
200827,4% da renda26,8% da renda
200725,0% da renda23,4% da renda
200622,0% da renda21,2% da renda
200519,6% da renda18,3% da renda

Como ler estes números

O endividamento compara a dívida total com a renda das famílias em 12 meses. Ele inclui o financiamento imobiliário, que é longo e explica boa parte da alta desde 2005.

O comprometimento de renda mede o peso das prestações no orçamento mensal. Dívida maior com juros menores pode pesar menos; por isso as duas medidas ficam lado a lado.

O que costuma mover endividamento

Crédito imobiliário
A expansão do financiamento habitacional aumenta o endividamento com prazos longos e prestações relativamente baixas. Fonte: Banco Central, estatísticas monetárias e de crédito
Juros e renda
Juros altos aumentam a prestação de quem tem dívida com taxa pós-fixada; renda em queda aumenta o comprometimento mesmo sem dívida nova. Fonte: Banco Central, estatísticas monetárias e de crédito

O que cada série mede

Endividamento das famílias

Endividamento das famílias com o Sistema Financeiro Nacional em relação à renda nacional disponível bruta das famílias acumulada em 12 meses, em % (Banco Central, SGS 29037).

Regra de comparação: Proporção da renda: diferença em pontos percentuais.

  • Série desde janeiro de 2005. Inclui financiamento imobiliário, que é dívida longa e explica boa parte da alta.
  • Série desde jan/2005, último dado em jul/2026; a fonte publica com cerca de 60 dias depois do fim do mês.

Comprometimento da renda das famílias

Comprometimento de renda das famílias com o serviço da dívida (juros e amortização) com o Sistema Financeiro Nacional, com ajuste sazonal, em % da renda (Banco Central, SGS 29034).

Regra de comparação: Proporção da renda: diferença em pontos percentuais.

  • Série desde março de 2005.
  • Série desde mar/2005, último dado em jul/2026; a fonte publica com cerca de 60 dias depois do fim do mês.

Calcule e entenda no ValorFinal

Ferramentas e guias do portal sobre o mesmo assunto, para levar o número para a sua conta.

Para continuar

No mesmo tema: selic por governo, juros do crédito e inadimplência por governo, juros do cartão e empréstimos por governo, dólar por governo, reservas e dívida externa por governo. Em outras áreas do portal: calculadora de comprometimento de renda. Todos os indicadores lado a lado no comparador de governos, o código e o download de cada série no catálogo de indicadores e as fórmulas na metodologia.

Como citar esta página

Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: Banco Central, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.

ValorFinal. Endividamento das famílias por governo (referência: julho de 2026): Endividamento das famílias: 49,9% da renda em jul/2026. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/endividamento-das-familias-por-governo. Fonte do dado: Banco Central, cálculo ValorFinal.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre endividamento das famílias por governo

O que o endividamento das famílias mostra sobre a sua vida?

Mostra quanto as famílias devem aos bancos em relação ao que ganham em um ano. O comprometimento mostra quanto da renda do mês vai para pagar parcelas e juros. Quando sobe: Sobra menos dinheiro no fim do mês. Fica mais difícil pegar crédito novo. Aumenta o risco de atrasar contas. Quando cai: As famílias têm mais folga no orçamento. Sobra dinheiro para consumir ou guardar. Fica mais fácil conseguir crédito.

Qual é o último dado de endividamento?

Endividamento das famílias, julho de 2026: 49,9% da renda, pela série SGS 29037 (Banco Central). Doze meses antes: 48,8% da renda. A fonte costuma publicar com cerca de 60 dias depois do fim do mês.

Em qual governo endividamento mais mudou?

Entre os mandatos encerrados com a série completa, a maior alta em pontos percentuais foi no de Luiz Inácio Lula da Silva (2º mandato): 22,0% da renda para 34,0% da renda (+12,0 p.p., de dez/2006 a dez/2010). A maior queda foi no de Michel Temer: 39,3% da renda para 39,0% da renda (−0,2 p.p., de abr/2016 a dez/2018). A comparação mede o que a série registrou no período e não indica que o governo causou a mudança.

Como endividamento mudou no governo atual?

Até o último dado, Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato): 49,1% da renda para 49,9% da renda (+0,7 p.p., de dez/2022 a jul/2026). O mandato está em andamento, então o número ainda vai mudar; a página é atualizada a cada nova divulgação.

Desde quando existe a série de endividamento?

Desde jan/2005. Série desde janeiro de 2005. Inclui financiamento imobiliário, que é dívida longa e explica boa parte da alta.

Por que endividamento se compara em pontos percentuais?

Porque é uma taxa. Se ela vai de 10% para 15%, subiu 5 pontos percentuais; dizer que subiu 50% mistura duas grandezas e exagera a mudança de taxas baixas. Esta página mostra a diferença em pontos percentuais entre o mês anterior à posse e o último mês completo de cada governo, e a média, a máxima e a mínima do período.

Posso baixar os dados?

Sim. O botão abaixo do gráfico baixa a série inteira em CSV, com a fonte e o código oficial. Open Database License (ODbL), Banco Central do Brasil: uso e redistribuição com atribuição e mesma licença para a base derivada. O catálogo de indicadores reúne todas as séries do observatório num arquivo só.