Fernando Henrique Cardoso
A economia no governo FHC 1 (1995-1999)
O que 30 indicadores oficiais do IBGE e do Banco Central registraram de dezembro de 1994 a dezembro de 1998. A conta começa no último mês antes da posse, que foi em 01/01/1995, e vai até o último mês completo no cargo.
- 01/01/1995 a 01/01/1999: Posse em 01/01/1995.
PIB, crescimento no período
+6,2% (+2,2% ao ano)
1º tri/1996 a 4º tri/1998, cobertura parcial
PIB real em todos os governosDesemprego, do início ao fim
sem dado
A série começa em mar/2012, depois deste período.
Desemprego em todos os governosSalário mínimo, ganho real
+30,5%
R$ 70,00 em dez/1994 para R$ 130,00 em dez/1998
Salário mínimo em todos os governosSelic, do início ao fim
−22,01 p.p.
53,25% ao ano em dez/1994 para 31,24% ao ano em dez/1998
Selic efetiva em todos os governosDólar, variação em reais
+41,8%
R$ 0,85 em dez/1994 para R$ 1,21 em dez/1998
Dólar em todos os governosCompartilhe no WhatsApp ou por link
Em palavras simples
O que mudou no bolso durante o governo FHC 1?
São os números oficiais do começo e do fim do governo. Eles mostram o que aconteceu, de dezembro de 1994 a dezembro de 1998. Não dizem quem causou.
Preços
- Os preços subiram 43,5% no período, pelo IPCA.
- Isso dá 9,4% por ano, em média.
- O mês de maior alta foi maio de 1995, com 2,7% só naquele mês.
- O que custava R$ 100 no começo passou a custar R$ 143,46.
Trabalho e renda
- O salário mínimo passou a comprar 30,5% a mais do que no começo.
- A economia cresceu 2,2% por ano, em média.
Juros e dólar
- A Selic foi de 53,25% ao ano para 31,24% ao ano.
- O dólar foi de R$ 0,85 para R$ 1,21, na média do mês.
Todos os indicadores no governo FHC 1
Taxa de juros, desemprego e dívida mudam em pontos percentuais; inflação e PIB acumulam no período e também aparecem por ano. Cobertura parcial quer dizer que a série começa depois da posse.
Custo de vida e inflação
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Inflação oficial (IPCA) | Acumulado de dez/1994 a dez/1998 | +43,5% (+9,4% ao ano) | |
| Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA) | Acumulado de dez/1994 a dez/1998 | +13,8% (+3,3% ao ano) | |
| Inflação das famílias de menor renda (INPC) | Acumulado de dez/1994 a dez/1998 | +42,3% (+9,2% ao ano) | |
| Inflação dos preços livres (IPCA) | Acumulado de dez/1994 a dez/1998 | +37,0% (+8,2% ao ano) | |
| Inflação de habitação (IPCA) | Acumulado de dez/1994 a dez/1998 | +126,8% (+22,7% ao ano) | |
| Inflação de artigos de residência (IPCA) | Acumulado de dez/1994 a dez/1998 | +12,9% (+3,1% ao ano) | |
| Inflação de vestuário (IPCA) | Acumulado de dez/1994 a dez/1998 | +1,7% (+0,4% ao ano) | |
| Inflação de saúde e cuidados pessoais (IPCA) | Acumulado de dez/1994 a dez/1998 | +68,8% (+14,0% ao ano) | |
| Inflação de despesas pessoais (IPCA) | Acumulado de dez/1994 a dez/1998 | +61,6% (+12,8% ao ano) | |
| Inflação dos preços monitorados (IPCA) | Acumulado de dez/1994 a dez/1998 | +88,2% (+17,1% ao ano) | |
| Inflação de serviços (IPCA) | Acumulado de dez/1994 a dez/1998 | +81,3% (+16,0% ao ano) | |
Trabalho e renda
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Salário mínimo | R$ 70,00 dez/1994 | R$ 130,00 dez/1998 | +30,5% |
Economia e PIB
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| PIB (crescimento real da economia) | Acumulado de 1º tri/1996 a 4º tri/1998 | +6,2% (+2,2% ao ano)p | |
| PIB per capita (crescimento real por pessoa) | Acumulado de 1995 a 1998 | +1,5%p | |
| PIB da agropecuária | Acumulado de 1º tri/1996 a 4º tri/1998 | +12,8% (+4,5% ao ano)p | |
| PIB da indústria | Acumulado de 1º tri/1996 a 4º tri/1998 | −0,6% (−0,2% ao ano)p | |
| PIB dos serviços | Acumulado de 1º tri/1996 a 4º tri/1998 | +5,0% (+1,8% ao ano)p | |
| Consumo das famílias | Acumulado de 1º tri/1996 a 4º tri/1998 | +5,9% (+2,1% ao ano)p | |
| Consumo do governo | Acumulado de 1º tri/1996 a 4º tri/1998 | +4,0% (+1,4% ao ano)p | |
| Investimento (formação bruta de capital fixo) | Acumulado de 1º tri/1996 a 4º tri/1998 | +8,7% (+3,1% ao ano)p | |
| Exportações de bens e serviços | Acumulado de 1º tri/1996 a 4º tri/1998 | +14,7% (+5,1% ao ano)p | |
| Importações de bens e serviços | Acumulado de 1º tri/1996 a 4º tri/1998 | +25,6% (+8,6% ao ano)p | |
Juros, crédito e câmbio
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Taxa Selic efetiva | 53,25% ao ano dez/1994 | 31,24% ao ano dez/1998 | −22,01 p.p. |
| Dólar comercial (média do mês) | R$ 0,85 dez/1994 | R$ 1,21 dez/1998 | +41,8% |
| Reservas internacionais | US$ 38,8 bi dez/1994 | US$ 44,6 bi dez/1998 | +14,8% |
| Crédito total (% do PIB) | 36,6% do PIB jul/1995 | 27,6% do PIB dez/1998 | −9,0 p.p.p |
| Saldo em transações correntes (% do PIB) | 0,0% do PIB jan/1995 | −4,1% do PIB dez/1998 | −4,1 p.p.p |
| Balança comercial (% do PIB, 12 meses) | −0,6% do PIB dez/1995 | −0,9% do PIB dez/1998 | −0,3 p.p.p |
| Investimento estrangeiro direto no Brasil (% do PIB, 12 meses) | 0,6% do PIB dez/1995 | 3,3% do PIB dez/1998 | +2,8 p.p.p |
| Juros do cheque especial | 280,94% ao ano dez/1994 | 175,43% ao ano dez/1998 | −106 p.p. |
Sem leitura neste período (44 indicadores), porque a série oficial começa depois ou não cobre os dois marcos: renda real, desemprego, meta selic, juros do crédito, inadimplência, dívida bruta, dívida líquida, transportes, comunicação, educação, ibc-br, indústria, varejo, serviços, ocupados, nível da ocupação, participação, subutilização, subocupação, desalento, informalidade, contribuintes, massa de renda, resultado primário, resultado nominal, juros da dívida, crédito a pessoas, crédito a empresas, juros para pessoas, inadimplência de pessoas, juros de empresas, capital de giro, inadimplência de empresas, endividamento, comprometimento, gini, pobreza, extrema pobreza, dívida externa, cartão rotativo, consignado, crédito pessoal, veículos, imobiliário.
Ano a ano no governo FHC 1
Cada ano civil tocado pelo mandato. Inflação e PIB são o acumulado do ano; desemprego, Selic e dólar, a média dos meses publicados. Ano marcado com * ainda não terminou na série.
| Ano | Inflação (IPCA) | PIB | Selic média | Dólar médio |
|---|---|---|---|---|
| 1995 | +22,4% | 54,92% ao ano | R$ 0,92 | |
| 1996 | +9,6% | 27,60% ao ano | R$ 1,01 | |
| 1997 | +5,2% | +3,4% | 25,18% ao ano | R$ 1,08 |
| 1998 | +1,7% | +0,3% | 29,50% ao ano | R$ 1,16 |
O que mais e o que menos subiu no governo FHC 1
Variação de cada item do IPCA descontada a inflação geral do mesmo período. Positivo: subiu mais que os outros preços. Negativo: subiu menos, ou caiu.
Subiram mais que a inflação
- Aluguel residencial+98,5%
- Gás de botijão+54,2%
- Ônibus urbano+37,9%
- Energia elétrica+32,2%
- Feijão+29,3%
Comparar com outros governos
Comparar FHC 1 com Itamar no comparador, com a mesma régua de meses. Governo anterior: a economia no governo Itamar. Governo seguinte: a economia no governo FHC 2. Todos os presidentes estão no comparador de governos, e a regra dos meses está na metodologia.
Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.
Fontes oficiais
- IBGE, SIDRA: IPCA, PNAD Contínua e Contas Nacionaisórgão público
Inflação, preços por item, emprego, renda, PIB e desigualdade.
- Banco Central do Brasil, Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS)órgão público
Selic, dólar, crédito, juros, dívida pública, resultado fiscal e contas externas.
- Ipeadata, salário mínimo vigente (MTE12_SALMIN12)órgão público
Salário mínimo de cada mês.
- Biblioteca da Presidência, Galeria dos Ex-Presidentesórgão público
Datas de posse, afastamento e fim do exercício de cada presidente (uma ficha por presidente).
Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.
Perguntas sobre a economia no governo FHC 1
Quanto foi a inflação no governo FHC 1?
Pelo IPCA do IBGE, os preços subiram +43,5% de dezembro de 1994 a dezembro de 1998, o equivalente a +9,4% ao ano. A conta multiplica as taxas de cada mês, do último mês antes da posse ao último mês completo no cargo.
Como ficou o desemprego no governo FHC 1?
A taxa oficial de desemprego vem da PNAD Contínua, que começa em 2012. Para este período não há taxa nacional comparável, e a página não usa pesquisa antiga com outra cobertura.
O salário mínimo ganhou da inflação no governo FHC 1?
Descontada a inflação pelo INPC, o salário mínimo variou +30,5% em poder de compra de dezembro de 1994 a dezembro de 1998. Ou seja, no fim do período ele comprava mais do que no começo.
Quanto valia o dólar no governo FHC 1?
Pela média mensal do Banco Central (SGS 3698), o dólar foi de R$ 0,85 em dezembro de 1994 para R$ 1,21 em dezembro de 1998, uma variação de +41,8% em reais.
Os números mostram se o governo FHC 1 foi bom ou ruim?
Não. A página mostra o que os indicadores oficiais registraram no período, com a mesma régua de meses usada para todos os presidentes. Câmbio, preço de commodities, crises externas e decisões de governos anteriores pesam em qualquer mandato, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio.