Fernando Collor de Mello
A economia no governo Collor (1990-1992)
O que 13 indicadores oficiais do IBGE e do Banco Central registraram de fevereiro de 1990 a setembro de 1992. A conta começa no último mês antes da posse, que foi em 15/03/1990, e vai até o último mês completo no cargo. O exercício termina no afastamento de 02/10/1992, e não na renúncia: a partir dali quem governou foi Itamar Franco.
- 15/03/1990 a 02/10/1992: Afastado em 02/10/1992 com a abertura do processo de impedimento; renunciou em 29/12/1992.
PIB, crescimento no período
sem dado
A série começa em 1º tri/1996, depois deste período.
PIB real em todos os governosDesemprego, do início ao fim
sem dado
A série começa em mar/2012, depois deste período.
Desemprego em todos os governosSalário mínimo, ganho real
+22,5%
R$ 0,00 em fev/1990 para R$ 0,19 em set/1992
Salário mínimo em todos os governosSelic, do início ao fim
−437.126 p.p.
438.899% ao ano em fev/1990 para 1.773% ao ano em set/1992
Selic efetiva em todos os governosDólar, variação em reais
sem dado
A série começa em jul/1994, depois deste período.
Dólar em todos os governosCompartilhe no WhatsApp ou por link
Em palavras simples
O que mudou no bolso durante o governo Collor?
São os números oficiais do começo e do fim do governo. Eles mostram o que aconteceu, de fevereiro de 1990 a setembro de 1992. Não dizem quem causou.
Preços
- Os preços subiram 21.140% no período, pelo IPCA.
- Isso dá 695,9% por ano, em média.
- O mês de maior alta foi março de 1990, com 82,4% só naquele mês.
- Foi um tempo de inflação muito alta, antes do Plano Real.
Trabalho e renda
- O salário mínimo passou a comprar 22,5% a mais do que no começo.
Todos os indicadores no governo Collor
Taxa de juros, desemprego e dívida mudam em pontos percentuais; inflação e PIB acumulam no período e também aparecem por ano. Cobertura parcial quer dizer que a série começa depois da posse.
Custo de vida e inflação
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Inflação oficial (IPCA) | Acumulado de fev/1990 a set/1992 | +21.140% (+695,9% ao ano) | |
| Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA) | Acumulado de dez/1990 a set/1992 | +3.494,3% (+674,3% ao ano)p | |
| Inflação das famílias de menor renda (INPC) | Acumulado de fev/1990 a set/1992 | +21.162% (+696,2% ao ano) | |
| Inflação dos preços livres (IPCA) | Acumulado de dez/1990 a set/1992 | +3.472,1% (+671,6% ao ano)p | |
| Inflação de habitação (IPCA) | Acumulado de set/1991 a set/1992 | +925,1% (+925,1% ao ano)p | |
| Inflação de artigos de residência (IPCA) | Acumulado de set/1991 a set/1992 | +998,5% (+998,5% ao ano)p | |
| Inflação de vestuário (IPCA) | Acumulado de set/1991 a set/1992 | +761,0% (+761,0% ao ano)p | |
| Inflação de saúde e cuidados pessoais (IPCA) | Acumulado de set/1991 a set/1992 | +1.311,0% (+1.311,0% ao ano)p | |
| Inflação de despesas pessoais (IPCA) | Acumulado de set/1991 a set/1992 | +1.091,7% (+1.091,7% ao ano)p | |
| Inflação dos preços monitorados (IPCA) | Acumulado de dez/1990 a set/1992 | +3.908,7% (+724,1% ao ano)p | |
| Inflação de serviços (IPCA) | Acumulado de dez/1990 a set/1992 | +3.492,3% (+674,1% ao ano)p | |
Trabalho e renda
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Salário mínimo | R$ 0,00 fev/1990 | R$ 0,19 set/1992 | +22,5% |
Juros, crédito e câmbio
| Indicador | Início | Fim | Mudança |
|---|---|---|---|
| Taxa Selic efetiva | 438.899% ao ano fev/1990 | 1.773% ao ano set/1992 | −437.126 p.p. |
Sem leitura neste período (61 indicadores), porque a série oficial começa depois ou não cobre os dois marcos: renda real, desemprego, pib real, meta selic, dólar, reservas, juros do crédito, inadimplência, dívida bruta, dívida líquida, transportes, comunicação, educação, pib per capita, ibc-br, indústria, varejo, serviços, ocupados, nível da ocupação, participação, subutilização, subocupação, desalento, informalidade, contribuintes, massa de renda, resultado primário, resultado nominal, juros da dívida, crédito/pib, crédito a pessoas, crédito a empresas, juros para pessoas, inadimplência de pessoas, juros de empresas, capital de giro, inadimplência de empresas, endividamento, comprometimento, transações correntes, balança comercial, investimento estrangeiro, gini, pobreza, extrema pobreza, dívida externa, cartão rotativo, cheque especial, consignado, crédito pessoal, veículos, imobiliário, agropecuária, indústria (pib), serviços (pib), consumo das famílias, consumo do governo, investimento, exportações, importações.
Ano a ano no governo Collor
Cada ano civil tocado pelo mandato. Inflação e PIB são o acumulado do ano; desemprego, Selic e dólar, a média dos meses publicados. Ano marcado com * ainda não terminou na série.
| Ano | Inflação (IPCA) | Selic média |
|---|---|---|
| 1990 | +1.621,0% | 40.290% ao ano |
| 1991 | +472,7% | 854,87% ao ano |
| 1992 | +1.119,1% | 1.625% ao ano |
Acontecimentos documentados no período
Datas com norma ou ato oficial. Estão aqui para situar os números, não como causa deles.
Plano Collor (16/03/1990)
Volta do cruzeiro (NCz$ 1 = Cr$ 1) e bloqueio de depósitos e aplicações.
Lei nº 8.024/1990
Comparar com outros governos
Comparar Collor com Sarney no comparador, com a mesma régua de meses. Governo anterior: a economia no governo Sarney. Governo seguinte: a economia no governo Itamar. Todos os presidentes estão no comparador de governos, e a regra dos meses está na metodologia.
Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.
Fontes oficiais
- IBGE, SIDRA: IPCA, PNAD Contínua e Contas Nacionaisórgão público
Inflação, preços por item, emprego, renda, PIB e desigualdade.
- Banco Central do Brasil, Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS)órgão público
Selic, dólar, crédito, juros, dívida pública, resultado fiscal e contas externas.
- Ipeadata, salário mínimo vigente (MTE12_SALMIN12)órgão público
Salário mínimo de cada mês.
- Biblioteca da Presidência, Galeria dos Ex-Presidentesórgão público
Datas de posse, afastamento e fim do exercício de cada presidente (uma ficha por presidente).
Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.
Perguntas sobre a economia no governo Collor
Quanto foi a inflação no governo Collor?
Pelo IPCA do IBGE, os preços subiram +21.140% de fevereiro de 1990 a setembro de 1992, o equivalente a +695,9% ao ano. A conta multiplica as taxas de cada mês, do último mês antes da posse ao último mês completo no cargo. Período com hiperinflação, antes do Plano Real (jul/1994): a taxa é a oficial, mas não se compara com as de depois.
Como ficou o desemprego no governo Collor?
A taxa oficial de desemprego vem da PNAD Contínua, que começa em 2012. Para este período não há taxa nacional comparável, e a página não usa pesquisa antiga com outra cobertura.
O salário mínimo ganhou da inflação no governo Collor?
Descontada a inflação pelo INPC, o salário mínimo variou +22,5% em poder de compra de fevereiro de 1990 a setembro de 1992. Ou seja, no fim do período ele comprava mais do que no começo.
Quanto valia o dólar no governo Collor?
A série do dólar em reais começa em julho de 1994, com o Plano Real, e não cobre este período.
Os números mostram se o governo Collor foi bom ou ruim?
Não. A página mostra o que os indicadores oficiais registraram no período, com a mesma régua de meses usada para todos os presidentes. Câmbio, preço de commodities, crises externas e decisões de governos anteriores pesam em qualquer mandato, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio.