Inflação dos alimentos por governo desde 1991

Quanto subiu a comida em cada governo desde 1991, pelo grupo Alimentação e bebidas do IPCA, e quanto isso ficou acima ou abaixo da inflação geral. Inclui o que se compra no mercado e o que se come fora de casa.

Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA), 12 meses até setembro de 2026

+4,6%

IBGE, SGS 1635 · acumulado em 12 meses · coleta de 27/10/2026

Doze meses antes
+6,6%
No mandato atual
+16,9%
Máxima desde jul/1995
+27,0%
mai/2003
Mínima desde jul/1995
−2,3%
nov/2017

Quanto subiram, em média, os preços da comida e da bebida, dentro e fora de casa.

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Governo a governo

Por ano

  • Collorp+674,3%
  • FHC 1+3,3%
  • FHC 2+9,9%
  • Lula 1+3,6%
  • Lula 2+8,8%
  • Dilma 1+8,4%
  • Dilma 2+13,6%
  • Temer+1,8%
  • Bolsonaro+10,0%
  • Lula 3*+4,2%

* em andamento. p = cobertura parcial. Mesma régua de meses para todos; variação no período, não causa. Ver a tabela completa

Em palavras simples

O que a inflação da comida muda na sua vida?

É quanto subiu o preço da comida. Ela pesa mais para quem ganha pouco, porque uma parte maior do salário vai para o mercado.

No seu dia a dia

  • A cesta do mercado fica mais cara ou mais barata.
  • Comer fora de casa também entra na conta.
  • Famílias de renda baixa sentem primeiro.

Quando sobe

  • Arroz, feijão, carne e leite pesam mais no bolso.
  • Sobra menos dinheiro para outras contas.
  • Muita gente troca de marca ou compra menos.

Quando cai

  • A compra do mês fica mais leve.
  • Sobra mais dinheiro para outras despesas.
  • O salário compra mais comida.

Inflação dos alimentos por governo desde 1991: a série inteira com os governos

Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Os acontecimentos marcados são datas documentadas, não causas.

12 meses até set/2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)

+4,6% em 12 meses

IBGE · SGS 1635

Acontecimentos marcados no gráfico

Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA): acumulado em 12 meses, em %. Fonte: IBGE, IPCA, grupo Alimentação e bebidas, distribuído pelo Banco Central (SGS 1635).Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Cada governo vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. * Mandato em andamento, período parcial.Último mês com dado: set/2026.

Série desde jan/1991 · 429 meses · IBGE: uso livre com citação da fonte (Termos de uso do IBGE).

Inflação dos alimentos por governo desde 1991, mandato por mandato

Cada linha vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. Governo sem dado aparece com o motivo, e nenhum número é estimado.

Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA): mudança em cada mandato, acumulado no período
GovernoMudançaPor ano
Sarneyfev/1985 a fev/1990A série começa em jan/1991, depois deste período.
Collordez/1990 a set/1992+3.494,3%cobertura parcial+674,3%
Itamarset/1992 a dez/1994+57.403%+1.584,7%
FHC 1dez/1994 a dez/1998+13,8%+3,3%
FHC 2dez/1998 a dez/2002+46,1%+9,9%
Lula 1dez/2002 a dez/2006+15,3%+3,6%
Lula 2dez/2006 a dez/2010+40,2%+8,8%
Dilma 1dez/2010 a dez/2014+38,0%+8,4%
Dilma 2dez/2014 a abr/2016+18,5%+13,6%
Temerabr/2016 a dez/2018+4,8%+1,8%
Bolsonarodez/2018 a dez/2022+46,2%+10,0%
Lula 3*dez/2022 a set/2026+16,9%+4,2%

IBGE, IPCA, grupo Alimentação e bebidas, distribuído pelo Banco Central (SGS 1635). Mudança: acumulado no período. * mandato em andamento.

Comparar governos lado a lado

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Alimentos (IPCA) ano a ano

Acumulado de janeiro a dezembro de cada ano; no ano corrente, até o último mês publicado.

Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA), ano a ano
AnoNo ano
2026 (parcial)+4,4%
2025+2,9%
2024+7,7%
2023+1,0%
2022+11,6%
2021+7,9%
2020+14,1%
2019+6,4%
2018+4,0%
2017−1,9%
2016+8,6%
2015+12,0%
2014+8,0%
2013+8,5%
2012+9,9%
2011+7,2%
2010+10,4%
2009+3,2%
2008+11,1%
2007+10,8%
2006+1,2%
2005+2,0%
2004+3,9%
2003+7,5%
2002+19,5%
2001+9,6%
2000+3,2%
1999+8,1%
1998+1,9%
1997+1,2%
1996+1,7%
1995+8,4%
1994+1.023,9%
1993+2.468,1%
1992+1.152,3%
1991+471,8%

Como ler estes números

A taxa acumulada mostra quanto o preço médio da comida subiu no período. A comparação com o IPCA geral, na página de cada governo, diz se a comida pesou mais ou menos que o resto do orçamento.

Alimento oscila muito de um ano para outro por causa da safra. Um governo pode ter um ano de alta forte e outro de queda; a tabela ano a ano mostra esse caminho, que o acumulado esconde.

Agosto de 1991 não tem dado separado (o IBGE publicou setembro com os dois meses somados). A conta trata agosto como zero para o acumulado continuar certo; período que começa ou termina exatamente ali não é publicado.

O que costuma mover alimentos (ipca)

Safra e clima
Seca, geada e excesso de chuva reduzem a oferta e encarecem hortaliças, frutas, leite e grãos. O efeito costuma ser concentrado em poucos meses. Fonte: IBGE, IPCA: o que é e como é feito
Cotações internacionais e câmbio
Soja, milho, trigo, carne e café têm preço formado no mercado internacional, em dólar. Real mais fraco ou cotação mais alta lá fora encarecem o produto aqui. Fonte: Banco Central, metas para a inflação
Custos de produção
Fertilizante, diesel e frete entram no custo do alimento. Alta desses insumos chega à prateleira com atraso. Fonte: IBGE, IPCA: o que é e como é feito

O que cada série mede

Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA)

Grupo Alimentação e bebidas do IPCA, do IBGE: alimentação no domicílio (supermercado, feira) e fora do domicílio (restaurante, lanche). Variação mensal em %.

Regra de comparação: Mesma regra do IPCA: acumulado multiplicativo e taxa anual equivalente. A diferença para o IPCA geral mostra se a comida subiu mais ou menos que o resto.

  • Agosto de 1991 não foi publicado separadamente (greve no IBGE): setembro traz os dois meses somados, e a conta trata agosto como 0% para o acumulado continuar certo.
  • Série desde jan/1991, último dado em set/2026; a fonte publica com cerca de 10 dias depois do fim do mês.

Calcule e entenda no ValorFinal

Ferramentas e guias do portal sobre o mesmo assunto, para levar o número para a sua conta.

Para continuar

No mesmo tema: inflação por governo, inflação por grupo do ipca em cada governo. Em outras áreas do portal: comida comprada para casa, item a item. Todos os indicadores lado a lado no comparador de governos, o código e o download de cada série no catálogo de indicadores e as fórmulas na metodologia.

Como citar esta página

Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: IBGE, cálculo ValorFinal; a página é atualizada a cada divulgação mensal.

ValorFinal. Inflação dos alimentos por governo desde 1991 (referência: setembro de 2026): Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA): +4,6% em set/2026. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/inflacao-dos-alimentos-por-governo. Fonte do dado: IBGE, cálculo ValorFinal.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre inflação dos alimentos por governo desde 1991

O que a inflação da comida muda na sua vida?

É quanto subiu o preço da comida. Ela pesa mais para quem ganha pouco, porque uma parte maior do salário vai para o mercado. Quando sobe: Arroz, feijão, carne e leite pesam mais no bolso. Sobra menos dinheiro para outras contas. Muita gente troca de marca ou compra menos. Quando cai: A compra do mês fica mais leve. Sobra mais dinheiro para outras despesas. O salário compra mais comida.

Qual é a inflação em 12 meses?

Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA), 12 meses até setembro de 2026: +4,6%, pela série SGS 1635 (IBGE). Doze meses antes: +6,6%. A fonte costuma publicar com cerca de 10 dias depois do fim do mês.

Em qual governo alimentos (ipca) mais mudou?

Entre os mandatos encerrados com a série completa, a maior variação por ano foi no de Itamar Franco: +57.403% (+1.584,7% por ano), de set/1992 a dez/1994. A menor foi no de Michel Temer: +4,8% (+1,8% por ano), de abr/2016 a dez/2018. A comparação mede o que a série registrou no período e não indica que o governo causou a mudança.

Como alimentos (ipca) mudou no governo atual?

Até o último dado, Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato): +16,9% (+4,2% por ano), de dez/2022 a set/2026. O mandato está em andamento, então o número ainda vai mudar; a página é atualizada a cada nova divulgação.

Desde quando existe a série de alimentos (ipca)?

Desde jan/1991. Agosto de 1991 não foi publicado separadamente (greve no IBGE): setembro traz os dois meses somados, e a conta trata agosto como 0% para o acumulado continuar certo.

Por que não somar as taxas de cada mês?

Porque a inflação de um mês incide sobre os preços já reajustados no mês anterior. Dois meses de 10% dão 21% no acumulado, e não 20%. A diferença cresce com taxas altas: nos anos da hiperinflação, somar as taxas daria um número várias vezes menor que o real. O acumulado desta página multiplica (1 + taxa) mês a mês.

Posso baixar os dados?

Sim. O botão abaixo do gráfico baixa a série inteira em CSV, com a fonte e o código oficial. IBGE: uso livre com citação da fonte (Termos de uso do IBGE). O catálogo de indicadores reúne todas as séries do observatório num arquivo só.