Luiz Inácio Lula da Silva

A economia no governo Lula 2 (2007-2011)

O que 50 indicadores oficiais do IBGE e do Banco Central registraram de dezembro de 2006 a dezembro de 2010. A conta começa no último mês antes da posse, que foi em 01/01/2007, e vai até o último mês completo no cargo.

  • 01/01/2007 a 01/01/2011: Posse em 01/01/2007.

Inflação no período (IPCA)

+22,2% (+5,1% ao ano)

dez/2006 a dez/2010

IPCA em todos os governos

PIB, crescimento no período

+19,6% (+4,6% ao ano)

4º tri/2006 a 4º tri/2010

PIB real em todos os governos

Desemprego, do início ao fim

sem dado

A série começa em mar/2012, depois deste período.

Desemprego em todos os governos

Salário mínimo, ganho real

+17,4%

R$ 350,00 em dez/2006 para R$ 510,00 em dez/2010

Salário mínimo em todos os governos

Selic, do início ao fim

−2,53 p.p.

13,19% ao ano em dez/2006 para 10,66% ao ano em dez/2010

Selic efetiva em todos os governos

Dólar, variação em reais

−21,2%

R$ 2,15 em dez/2006 para R$ 1,69 em dez/2010

Dólar em todos os governos

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Em palavras simples

O que mudou no bolso durante o governo Lula 2?

São os números oficiais do começo e do fim do governo. Eles mostram o que aconteceu, de dezembro de 2006 a dezembro de 2010. Não dizem quem causou.

Preços

  • Os preços subiram 22,2% no período, pelo IPCA.
  • Isso dá 5,1% por ano, em média.
  • O mês de maior alta foi novembro de 2010, com 0,8% só naquele mês.
  • O que custava R$ 100 no começo passou a custar R$ 122,21.

Trabalho e renda

  • O salário mínimo passou a comprar 17,4% a mais do que no começo.
  • A economia cresceu 4,6% por ano, em média.

Juros e dólar

  • A Selic foi de 13,19% ao ano para 10,66% ao ano.
  • O dólar foi de R$ 2,15 para R$ 1,69, na média do mês.

Todos os indicadores no governo Lula 2

Taxa de juros, desemprego e dívida mudam em pontos percentuais; inflação e PIB acumulam no período e também aparecem por ano. Cobertura parcial quer dizer que a série começa depois da posse.

Custo de vida e inflação

Custo de vida e inflação no governo Lula 2
IndicadorInícioFimMudança
Inflação oficial (IPCA)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+22,2% (+5,1% ao ano)
Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+40,2% (+8,8% ao ano)
Inflação das famílias de menor renda (INPC)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+24,1% (+5,5% ao ano)
Inflação dos preços livres (IPCA)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+26,2% (+6,0% ao ano)
Inflação de habitação (IPCA)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+18,6% (+4,4% ao ano)
Inflação de artigos de residência (IPCA)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+6,1% (+1,5% ao ano)
Inflação de vestuário (IPCA)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+27,0% (+6,2% ao ano)
Inflação de transportes (IPCA)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+9,5% (+2,3% ao ano)
Inflação de comunicação (IPCA)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+4,5% (+1,1% ao ano)
Inflação de saúde e cuidados pessoais (IPCA)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+22,3% (+5,2% ao ano)
Inflação de despesas pessoais (IPCA)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+32,7% (+7,3% ao ano)
Inflação de educação (IPCA)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+22,8% (+5,3% ao ano)
Inflação dos preços monitorados (IPCA)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+13,4% (+3,2% ao ano)
Inflação de serviços (IPCA)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+31,4% (+7,1% ao ano)

Trabalho e renda

Trabalho e renda no governo Lula 2
IndicadorInícioFimMudança
Salário mínimoR$ 350,00 dez/2006R$ 510,00 dez/2010+17,4%

Economia e PIB

Economia e PIB no governo Lula 2
IndicadorInícioFimMudança
PIB (crescimento real da economia)Acumulado de 4º tri/2006 a 4º tri/2010+19,6% (+4,6% ao ano)
PIB per capita (crescimento real por pessoa)Acumulado de 2006 a 2010+15,3%
Atividade econômica mensal (IBC-Br)Acumulado de dez/2006 a dez/2010+15,2% (+3,6% ao ano)
Produção industrialAcumulado de dez/2006 a dez/2010+10,5% (+2,5% ao ano)
Vendas no comércio varejistaAcumulado de dez/2006 a dez/2010+39,4% (+8,7% ao ano)
PIB da agropecuáriaAcumulado de 4º tri/2006 a 4º tri/2010+10,0% (+2,4% ao ano)
PIB da indústriaAcumulado de 4º tri/2006 a 4º tri/2010+15,4% (+3,7% ao ano)
PIB dos serviçosAcumulado de 4º tri/2006 a 4º tri/2010+20,2% (+4,7% ao ano)
Consumo das famíliasAcumulado de 4º tri/2006 a 4º tri/2010+26,8% (+6,1% ao ano)
Consumo do governoAcumulado de 4º tri/2006 a 4º tri/2010+10,9% (+2,6% ao ano)
Investimento (formação bruta de capital fixo)Acumulado de 4º tri/2006 a 4º tri/2010+44,8% (+9,7% ao ano)
Exportações de bens e serviçosAcumulado de 4º tri/2006 a 4º tri/2010+6,5% (+1,6% ao ano)
Importações de bens e serviçosAcumulado de 4º tri/2006 a 4º tri/2010+69,0% (+14,0% ao ano)

Juros, crédito e câmbio

Juros, crédito e câmbio no governo Lula 2
IndicadorInícioFimMudança
Taxa Selic efetiva13,19% ao ano dez/200610,66% ao ano dez/2010−2,53 p.p.
Meta da Selic (Copom)13,25% ao ano dez/200610,75% ao ano dez/2010−2,50 p.p.
Dólar comercial (média do mês)R$ 2,15 dez/2006R$ 1,69 dez/2010−21,2%
Reservas internacionaisUS$ 85,8 bi dez/2006US$ 288,6 bi dez/2010+236,2%
Crédito total (% do PIB)30,4% do PIB dez/200644,1% do PIB dez/2010+13,7 p.p.
Crédito a pessoas físicas (% do PIB)14,0% do PIB mar/200720,0% do PIB dez/2010+6,0 p.p.p
Crédito a empresas (% do PIB)16,7% do PIB mar/200724,1% do PIB dez/2010+7,5 p.p.p
Juros do capital de giro das empresas25,37% ao ano dez/200621,40% ao ano dez/2010−3,97 p.p.
Endividamento das famílias22,0% da renda dez/200634,0% da renda dez/2010+12,0 p.p.
Comprometimento da renda das famílias19,5% da renda dez/200624,0% da renda dez/2010+4,5 p.p.
Saldo em transações correntes (% do PIB)1,0% do PIB dez/2006−3,9% do PIB dez/2010−4,9 p.p.
Balança comercial (% do PIB, 12 meses)4,1% do PIB dez/20060,8% do PIB dez/2010−3,2 p.p.
Investimento estrangeiro direto no Brasil (% do PIB, 12 meses)1,8% do PIB dez/20063,7% do PIB dez/2010+2,0 p.p.
Dívida externa bruta do paísUS$ 217,6 bi 4º tri/2006US$ 452,8 bi 4º tri/2010+108,1%
Juros do cheque especial142,04% ao ano dez/2006170,71% ao ano dez/2010+28,67 p.p.
Juros do crédito consignado33,30% ao ano dez/200627,70% ao ano dez/2010−5,60 p.p.
Juros do financiamento de veículos32,32% ao ano dez/200625,19% ao ano dez/2010−7,13 p.p.

Contas públicas

Contas públicas no governo Lula 2
IndicadorInícioFimMudança
Dívida bruta do governo geral (% do PIB)55,5% do PIB dez/200651,8% do PIB dez/2010−3,7 p.p.
Dívida líquida do setor público (% do PIB)46,5% do PIB dez/200638,0% do PIB dez/2010−8,5 p.p.
Resultado primário do setor público (% do PIB)3,2% do PIB dez/20062,6% do PIB dez/2010−0,5 p.p.
Resultado nominal do setor público (% do PIB)−3,6% do PIB dez/2006−2,4% do PIB dez/2010+1,2 p.p.
Juros da dívida pública (% do PIB)6,7% do PIB dez/20065,0% do PIB dez/2010−1,7 p.p.

Sem leitura neste período (24 indicadores), porque a série oficial começa depois ou não cobre os dois marcos: renda real, desemprego, juros do crédito, inadimplência, serviços, ocupados, nível da ocupação, participação, subutilização, subocupação, desalento, informalidade, contribuintes, massa de renda, juros para pessoas, inadimplência de pessoas, juros de empresas, inadimplência de empresas, gini, pobreza, extrema pobreza, cartão rotativo, crédito pessoal, imobiliário.

Ano a ano no governo Lula 2

Cada ano civil tocado pelo mandato. Inflação e PIB são o acumulado do ano; desemprego, Selic e dólar, a média dos meses publicados. Ano marcado com * ainda não terminou na série.

Indicadores por ano no governo Lula 2
AnoInflação (IPCA)PIBSelic médiaDólar médio
2007+4,5%+6,1%11,98% ao anoR$ 1,95
2008+5,9%+5,1%12,35% ao anoR$ 1,83
2009+4,3%−0,1%10,06% ao anoR$ 2,00
2010+5,9%+7,5%9,80% ao anoR$ 1,76

O que mais e o que menos subiu no governo Lula 2

Variação de cada item do IPCA descontada a inflação geral do mesmo período. Positivo: subiu mais que os outros preços. Negativo: subiu menos, ou caiu.

Subiram mais que a inflação

  1. Carnes+52,1%
  2. Feijão+48,0%
  3. Açúcar+33,5%
  4. Batata+32,8%
  5. Farinha de mandioca+32,1%

Subiram menos que a inflação

  1. Computador−48,1%
  2. Televisor−46,2%
  3. Celular−36,8%
  4. Automóvel novo−22,4%
  5. Energia elétrica−16,2%

Comparar com outros governos

Comparar Lula 2 com Lula 1 no comparador, com a mesma régua de meses. Governo anterior: a economia no governo Lula 1. Governo seguinte: a economia no governo Dilma 1. Todos os presidentes estão no comparador de governos, e a regra dos meses está na metodologia.

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre a economia no governo Lula 2

Quanto foi a inflação no governo Lula 2?

Pelo IPCA do IBGE, os preços subiram +22,2% de dezembro de 2006 a dezembro de 2010, o equivalente a +5,1% ao ano. A conta multiplica as taxas de cada mês, do último mês antes da posse ao último mês completo no cargo.

Como ficou o desemprego no governo Lula 2?

A taxa oficial de desemprego vem da PNAD Contínua, que começa em 2012. Para este período não há taxa nacional comparável, e a página não usa pesquisa antiga com outra cobertura.

O salário mínimo ganhou da inflação no governo Lula 2?

Descontada a inflação pelo INPC, o salário mínimo variou +17,4% em poder de compra de dezembro de 2006 a dezembro de 2010. Ou seja, no fim do período ele comprava mais do que no começo.

Quanto valia o dólar no governo Lula 2?

Pela média mensal do Banco Central (SGS 3698), o dólar foi de R$ 2,15 em dezembro de 2006 para R$ 1,69 em dezembro de 2010, uma variação de −21,2% em reais.

Os números mostram se o governo Lula 2 foi bom ou ruim?

Não. A página mostra o que os indicadores oficiais registraram no período, com a mesma régua de meses usada para todos os presidentes. Câmbio, preço de commodities, crises externas e decisões de governos anteriores pesam em qualquer mandato, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio.