Dilma Rousseff

A economia no governo Dilma 2 (2015-2016)

O que 70 indicadores oficiais do IBGE e do Banco Central registraram de dezembro de 2014 a abril de 2016. A conta começa no último mês antes da posse, que foi em 01/01/2015, e vai até o último mês completo no cargo. O exercício termina no afastamento de 12/05/2016, e não na decisão final de 31/08/2016: a partir do afastamento quem governou foi Michel Temer.

  • 01/01/2015 a 12/05/2016: Afastada em 12/05/2016; o Senado concluiu o impeachment em 31/08/2016.

Inflação no período (IPCA)

+14,3% (+10,5% ao ano)

dez/2014 a abr/2016

IPCA em todos os governos

PIB, crescimento no período

−6,8% (−5,5% ao ano)

4º tri/2014 a 1º tri/2016

PIB real em todos os governos

Desemprego, do início ao fim

+4,7 p.p.

6,6% em dez/2014 para 11,3% em abr/2016

Desemprego em todos os governos

Salário mínimo, ganho real

+5,5%

R$ 724,00 em dez/2014 para R$ 880,00 em abr/2016

Salário mínimo em todos os governos

Selic, do início ao fim

+2,57 p.p.

11,58% ao ano em dez/2014 para 14,15% ao ano em abr/2016

Selic efetiva em todos os governos

Dólar, variação em reais

+35,1%

R$ 2,64 em dez/2014 para R$ 3,57 em abr/2016

Dólar em todos os governos

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Em palavras simples

O que mudou no bolso durante o governo Dilma 2?

São os números oficiais do começo e do fim do governo. Eles mostram o que aconteceu, de dezembro de 2014 a abril de 2016. Não dizem quem causou.

Preços

  • Os preços subiram 14,3% no período, pelo IPCA.
  • Isso dá 10,5% por ano, em média.
  • O mês de maior alta foi março de 2015, com 1,3% só naquele mês.
  • O que custava R$ 100 no começo passou a custar R$ 114,27.

Trabalho e renda

  • O desemprego foi de 6,6% para 11,3%.
  • O salário mínimo passou a comprar 5,5% a mais do que no começo.
  • A economia encolheu 5,5% por ano, em média.

Juros e dólar

  • A Selic foi de 11,58% ao ano para 14,15% ao ano.
  • O dólar foi de R$ 2,64 para R$ 3,57, na média do mês.

Todos os indicadores no governo Dilma 2

Taxa de juros, desemprego e dívida mudam em pontos percentuais; inflação e PIB acumulam no período e também aparecem por ano. Cobertura parcial quer dizer que a série começa depois da posse.

Custo de vida e inflação

Custo de vida e inflação no governo Dilma 2
IndicadorInícioFimMudança
Inflação oficial (IPCA)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+14,3% (+10,5% ao ano)
Inflação dos alimentos e bebidas (IPCA)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+18,5% (+13,6% ao ano)
Inflação das famílias de menor renda (INPC)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+15,3% (+11,2% ao ano)
Inflação dos preços livres (IPCA)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+12,3% (+9,1% ao ano)
Inflação de habitação (IPCA)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+17,9% (+13,1% ao ano)
Inflação de artigos de residência (IPCA)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+8,0% (+5,9% ao ano)
Inflação de vestuário (IPCA)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+5,6% (+4,2% ao ano)
Inflação de transportes (IPCA)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+13,0% (+9,6% ao ano)
Inflação de comunicação (IPCA)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+2,8% (+2,1% ao ano)
Inflação de saúde e cuidados pessoais (IPCA)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+14,6% (+10,8% ao ano)
Inflação de despesas pessoais (IPCA)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+12,6% (+9,3% ao ano)
Inflação de educação (IPCA)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+17,0% (+12,5% ao ano)
Inflação dos preços monitorados (IPCA)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+21,0% (+15,4% ao ano)
Inflação de serviços (IPCA)Acumulado de dez/2014 a abr/2016+10,9% (+8,1% ao ano)

Trabalho e renda

Trabalho e renda no governo Dilma 2
IndicadorInícioFimMudança
Salário mínimoR$ 724,00 dez/2014R$ 880,00 abr/2016+5,5%
Renda média real de quem trabalhaR$ 3.348 dez/2014R$ 3.229 abr/2016−3,6%
Taxa de desemprego6,6% dez/201411,3% abr/2016+4,7 p.p.
Pessoas ocupadas92,3 milhões dez/201489,7 milhões abr/2016−2,8%
Nível da ocupação58,2% dez/201455,7% abr/2016−2,5 p.p.
Taxa de participação na força de trabalho62,3% dez/201462,9% abr/2016+0,6 p.p.
Subutilização da força de trabalho17,4% dez/201520,1% abr/2016+2,7 p.p.p
Subocupação por insuficiência de horas4,4% dez/20154,9% abr/2016+0,5 p.p.p
Desalento1,5% dez/20142,8% abr/2016+1,3 p.p.
Taxa de informalidade38,3% dez/201538,5% abr/2016+0,2 p.p.p
Ocupados que contribuem para a Previdência65,1% dez/201465,8% abr/2016+0,7 p.p.
Massa de rendimento real do trabalhoR$ 299,8 bi dez/2014R$ 282,5 bi abr/2016−5,8%

Economia e PIB

Economia e PIB no governo Dilma 2
IndicadorInícioFimMudança
PIB (crescimento real da economia)Acumulado de 4º tri/2014 a 1º tri/2016−6,8% (−5,5% ao ano)
Atividade econômica mensal (IBC-Br)Acumulado de dez/2014 a abr/2016−8,0% (−6,1% ao ano)
Produção industrialAcumulado de dez/2014 a abr/2016−10,8% (−8,2% ao ano)
Vendas no comércio varejistaAcumulado de dez/2014 a abr/2016−9,3% (−7,1% ao ano)
Volume de serviçosAcumulado de dez/2014 a abr/2016−7,2% (−5,4% ao ano)
PIB da agropecuáriaAcumulado de 4º tri/2014 a 1º tri/2016−6,5% (−5,2% ao ano)
PIB da indústriaAcumulado de 4º tri/2014 a 1º tri/2016−8,6% (−7,0% ao ano)
PIB dos serviçosAcumulado de 4º tri/2014 a 1º tri/2016−4,3% (−3,4% ao ano)
Consumo das famíliasAcumulado de 4º tri/2014 a 1º tri/2016−7,2% (−5,8% ao ano)
Consumo do governoAcumulado de 4º tri/2014 a 1º tri/2016−0,5% (−0,4% ao ano)
Investimento (formação bruta de capital fixo)Acumulado de 4º tri/2014 a 1º tri/2016−21,2% (−17,4% ao ano)
Exportações de bens e serviçosAcumulado de 4º tri/2014 a 1º tri/2016+14,3% (+11,3% ao ano)
Importações de bens e serviçosAcumulado de 4º tri/2014 a 1º tri/2016−24,2% (−19,9% ao ano)

Juros, crédito e câmbio

Juros, crédito e câmbio no governo Dilma 2
IndicadorInícioFimMudança
Taxa Selic efetiva11,58% ao ano dez/201414,15% ao ano abr/2016+2,57 p.p.
Meta da Selic (Copom)11,75% ao ano dez/201414,25% ao ano abr/2016+2,50 p.p.
Dólar comercial (média do mês)R$ 2,64 dez/2014R$ 3,57 abr/2016+35,1%
Reservas internacionaisUS$ 363,6 bi dez/2014US$ 362,2 bi abr/2016−0,4%
Juros médios do crédito23,39% ao ano dez/201432,13% ao ano abr/2016+8,74 p.p.
Inadimplência do crédito2,8% dez/20143,7% abr/2016+1,0 p.p.
Crédito total (% do PIB)52,2% do PIB dez/201452,0% do PIB abr/2016−0,3 p.p.
Crédito a pessoas físicas (% do PIB)24,5% do PIB dez/201425,2% do PIB abr/2016+0,7 p.p.
Crédito a empresas (% do PIB)27,7% do PIB dez/201426,8% do PIB abr/2016−0,9 p.p.
Juros médios do crédito às pessoas físicas30,02% ao ano dez/201441,03% ao ano abr/2016+11,01 p.p.
Inadimplência das pessoas físicas3,7% dez/20144,4% abr/2016+0,6 p.p.
Juros médios dos empréstimos a empresas16,60% ao ano dez/201422,01% ao ano abr/2016+5,41 p.p.
Juros do capital de giro das empresas22,02% ao ano dez/201427,10% ao ano abr/2016+5,08 p.p.
Inadimplência das empresas1,9% dez/20143,1% abr/2016+1,2 p.p.
Endividamento das famílias39,2% da renda dez/201439,3% da renda abr/20160,0 p.p.
Comprometimento da renda das famílias23,5% da renda dez/201423,7% da renda abr/2016+0,2 p.p.
Saldo em transações correntes (% do PIB)−4,5% do PIB dez/2014−2,4% do PIB abr/2016+2,1 p.p.
Balança comercial (% do PIB, 12 meses)−0,3% do PIB dez/20142,1% do PIB abr/2016+2,4 p.p.
Investimento estrangeiro direto no Brasil (% do PIB, 12 meses)3,6% do PIB dez/20144,6% do PIB abr/2016+1,0 p.p.
Dívida externa bruta do paísUS$ 712,7 bi 4º tri/2014US$ 675,2 bi 1º tri/2016−5,3%
Juros do cartão de crédito rotativo320,55% ao ano dez/2014463,14% ao ano abr/2016+143 p.p.
Juros do cheque especial174,61% ao ano dez/2014268,98% ao ano abr/2016+94,37 p.p.
Juros do crédito consignado25,98% ao ano dez/201429,80% ao ano abr/2016+3,82 p.p.
Juros do crédito pessoal não consignado101,94% ao ano dez/2014130,70% ao ano abr/2016+28,76 p.p.
Juros do financiamento de veículos22,34% ao ano dez/201426,77% ao ano abr/2016+4,43 p.p.
Juros do financiamento imobiliário8,96% ao ano dez/201410,55% ao ano abr/2016+1,59 p.p.

Contas públicas

Contas públicas no governo Dilma 2
IndicadorInícioFimMudança
Dívida bruta do governo geral (% do PIB)56,3% do PIB dez/201466,6% do PIB abr/2016+10,3 p.p.
Dívida líquida do setor público (% do PIB)32,6% do PIB dez/201438,9% do PIB abr/2016+6,3 p.p.
Resultado primário do setor público (% do PIB)−0,6% do PIB dez/2014−2,3% do PIB abr/2016−1,7 p.p.
Resultado nominal do setor público (% do PIB)−6,0% do PIB dez/2014−10,0% do PIB abr/2016−4,0 p.p.
Juros da dívida pública (% do PIB)5,4% do PIB dez/20147,7% do PIB abr/2016+2,3 p.p.

Sem leitura neste período (4 indicadores), porque a série oficial começa depois ou não cobre os dois marcos: pib per capita, gini, pobreza, extrema pobreza.

Ano a ano no governo Dilma 2

Cada ano civil tocado pelo mandato. Inflação e PIB são o acumulado do ano; desemprego, Selic e dólar, a média dos meses publicados. Ano marcado com * ainda não terminou na série.

Indicadores por ano no governo Dilma 2
AnoInflação (IPCA)PIBDesemprego médioSelic médiaDólar médio
2015+10,7%−3,5%8,4%13,37% ao anoR$ 3,33
2016+6,3%−3,3%11,4%14,08% ao anoR$ 3,49

O que mais e o que menos subiu no governo Dilma 2

Variação de cada item do IPCA descontada a inflação geral do mesmo período. Positivo: subiu mais que os outros preços. Negativo: subiu menos, ou caiu.

Subiram mais que a inflação

  1. Batata+48,8%
  2. Feijão+41,5%
  3. Açúcar+34,0%
  4. Manteiga+29,3%
  5. Banana+26,2%

Subiram menos que a inflação

  1. Passagem aérea−47,0%
  2. Celular−8,8%
  3. Automóvel novo−7,6%
  4. Aluguel residencial−4,1%
  5. Condomínio−2,6%

Comparar com outros governos

Comparar Dilma 2 com Dilma 1 no comparador, com a mesma régua de meses. Governo anterior: a economia no governo Dilma 1. Governo seguinte: a economia no governo Temer. Todos os presidentes estão no comparador de governos, e a regra dos meses está na metodologia.

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre a economia no governo Dilma 2

Quanto foi a inflação no governo Dilma 2?

Pelo IPCA do IBGE, os preços subiram +14,3% de dezembro de 2014 a abril de 2016, o equivalente a +10,5% ao ano. A conta multiplica as taxas de cada mês, do último mês antes da posse ao último mês completo no cargo.

Como ficou o desemprego no governo Dilma 2?

Pela PNAD Contínua do IBGE, a taxa de desocupação foi de 6,6% no trimestre terminado em dezembro de 2014 para 11,3% no terminado em abril de 2016, uma diferença de +4,7 p.p..

O salário mínimo ganhou da inflação no governo Dilma 2?

Descontada a inflação pelo INPC, o salário mínimo variou +5,5% em poder de compra de dezembro de 2014 a abril de 2016. Ou seja, no fim do período ele comprava mais do que no começo.

Quanto valia o dólar no governo Dilma 2?

Pela média mensal do Banco Central (SGS 3698), o dólar foi de R$ 2,64 em dezembro de 2014 para R$ 3,57 em abril de 2016, uma variação de +35,1% em reais.

Os números mostram se o governo Dilma 2 foi bom ou ruim?

Não. A página mostra o que os indicadores oficiais registraram no período, com a mesma régua de meses usada para todos os presidentes. Câmbio, preço de commodities, crises externas e decisões de governos anteriores pesam em qualquer mandato, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio.