Reservas, dívida externa, balança comercial e investimento estrangeiro por governo

Quanto o Brasil tinha em reservas internacionais, quanto devia em dólares, quanto vendeu de mercadorias a mais do que comprou e quanto investimento estrangeiro entrou, no começo e no fim de cada governo desde 1994. Todas as séries são do Banco Central; balança comercial e investimento estrangeiro aparecem em proporção do PIB de 12 meses, a mesma conta das transações correntes.

Reservas internacionais, setembro de 2026

US$ 362,8 bi

Banco Central, SGS 3546 · coleta de 27/10/2026

Doze meses antes
US$ 356,6 bi
No mandato atual
+11,7%
Máxima desde 1995
US$ 388,1 bi
jun/2019
Mínima desde 1995
US$ 28,3 bi
jun/2000

Quanto o Brasil tem guardado em moeda estrangeira e ouro, no Banco Central.

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Governo a governo

Por ano

  • FHC 1+3,5%
  • FHC 2−4,0%
  • Lula 1+22,7%
  • Lula 2+35,4%
  • Dilma 1+5,9%
  • Dilma 2−0,3%
  • Temer+1,3%
  • Bolsonaro−3,5%
  • Lula 3*+3,0%

* em andamento. p = cobertura parcial. Mesma régua de meses para todos; variação no período, não causa. Ver a tabela completa

Em palavras simples

O que as contas com o exterior mostram sobre o Brasil?

As reservas são os dólares guardados pelo Banco Central, como uma poupança do país. A dívida externa é o que o Brasil deve para fora, em dólares. As transações correntes mostram se entra ou sai mais dinheiro nas trocas com o mundo.

No seu dia a dia

  • A balança comercial mostra se o país vende mais do que compra de outros países.
  • O investimento estrangeiro é o dinheiro que empresas de fora trazem para produzir aqui.
  • Reservas altas ajudam a segurar o dólar em momentos de crise.
  • A dívida externa inclui o que empresas e governo devem lá fora.
  • Quando o país gasta mais do que recebe de fora, precisa atrair investimento.

Quando sobe

  • Reservas maiores deixam o país mais protegido de crises.
  • Dívida externa maior pesa mais quando o dólar sobe.
  • Déficit maior deixa o país mais dependente de dinheiro de fora.

Quando cai

  • Reservas menores deixam o país menos protegido.
  • Dívida externa menor reduz o risco em crises.
  • Déficit menor deixa o país menos dependente de fora.

Reservas e dívida externa por governo: a série inteira com os governos

Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Os acontecimentos marcados são datas documentadas, não causas.

set/2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)

US$ 362,8 bi

Banco Central · SGS 3546

Reservas internacionais, por mês. Fonte: Banco Central, SGS 3546 (reservas internacionais, total, mensal).Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Cada governo vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. * Mandato em andamento, período parcial.Último mês com dado: set/2026.

Série desde jul/1994 · 387 meses · Open Database License (ODbL), Banco Central do Brasil: uso e redistribuição com atribuição e mesma licença para a base derivada.

Reservas e dívida externa por governo, mandato por mandato

Cada linha vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. Governo sem dado aparece com o motivo, e nenhum número é estimado.

Reservas internacionais

Reservas internacionais: mudança em cada mandato, variação no período
GovernoMudançaPor anoInícioFim
Sarneyfev/1985 a fev/1990A série começa em jul/1994, depois deste período.
Collorfev/1990 a set/1992A série começa em jul/1994, depois deste período.
Itamarjul/1994 a dez/1994−9,9%cobertura parcial-US$ 43,1 biUS$ 38,8 bi
FHC 1dez/1994 a dez/1998+14,8%+3,5%US$ 38,8 biUS$ 44,6 bi
FHC 2dez/1998 a dez/2002−15,1%−4,0%US$ 44,6 biUS$ 37,8 bi
Lula 1dez/2002 a dez/2006+126,9%+22,7%US$ 37,8 biUS$ 85,8 bi
Lula 2dez/2006 a dez/2010+236,2%+35,4%US$ 85,8 biUS$ 288,6 bi
Dilma 1dez/2010 a dez/2014+26,0%+5,9%US$ 288,6 biUS$ 363,6 bi
Dilma 2dez/2014 a abr/2016−0,4%−0,3%US$ 363,6 biUS$ 362,2 bi
Temerabr/2016 a dez/2018+3,5%+1,3%US$ 362,2 biUS$ 374,7 bi
Bolsonarodez/2018 a dez/2022−13,3%−3,5%US$ 374,7 biUS$ 324,7 bi
Lula 3*dez/2022 a set/2026+11,7%+3,0%US$ 324,7 biUS$ 362,8 bi

Banco Central, SGS 3546 (reservas internacionais, total, mensal). Mudança: variação no período. * mandato em andamento.

Dívida externa bruta do país

Dívida externa bruta do país: mudança em cada mandato, variação no período
GovernoMudançaPor anoInícioFim
Sarneyfev/1985 a fev/1990A série começa em 1º tri/2002, depois deste período.
Collorfev/1990 a set/1992A série começa em 1º tri/2002, depois deste período.
Itamarset/1992 a dez/1994A série começa em 1º tri/2002, depois deste período.
FHC 1dez/1994 a dez/1998A série começa em 1º tri/2002, depois deste período.
FHC 21º tri/2002 a 4º tri/2002+0,7%cobertura parcial-US$ 228,5 biUS$ 230,1 bi
Lula 14º tri/2002 a 4º tri/2006−5,4%−1,4%US$ 230,1 biUS$ 217,6 bi
Lula 24º tri/2006 a 4º tri/2010+108,1%+20,1%US$ 217,6 biUS$ 452,8 bi
Dilma 14º tri/2010 a 4º tri/2014+57,4%+12,0%US$ 452,8 biUS$ 712,7 bi
Dilma 24º tri/2014 a 1º tri/2016−5,3%−4,2%US$ 712,7 biUS$ 675,2 bi
Temer1º tri/2016 a 4º tri/2018−1,4%−0,5%US$ 675,2 biUS$ 665,8 bi
Bolsonaro4º tri/2018 a 4º tri/2022+2,0%+0,5%US$ 665,8 biUS$ 679,4 bi
Lula 3*4º tri/2022 a 2º tri/2026+28,0%+7,3%US$ 679,4 biUS$ 869,5 bi

Banco Central, SGS 25563 (dívida externa bruta total, BPM6). Mudança: variação no período. * mandato em andamento.

Saldo em transações correntes (% do PIB)

Saldo em transações correntes (% do PIB): mudança em cada mandato, diferença em pontos percentuais
GovernoMudançaInícioFimMédiaMáx. e mín.
Sarneyfev/1985 a fev/1990A série começa em jan/1995, depois deste período.
Collorfev/1990 a set/1992A série começa em jan/1995, depois deste período.
Itamarset/1992 a dez/1994A série começa em jan/1995, depois deste período.
FHC 1jan/1995 a dez/1998−4,1 p.p.cobertura parcial0,0% do PIB−4,1% do PIB−2,4% do PIB0,0% do PIB (fev/1995)−4,1% do PIB (out/1998)
FHC 2dez/1998 a dez/2002+2,2 p.p.−4,1% do PIB−1,9% do PIB−4,1% do PIB−1,9% do PIB (dez/2002)−4,9% do PIB (ago/1999)
Lula 1dez/2002 a dez/2006+2,8 p.p.−1,9% do PIB1,0% do PIB0,7% do PIB1,6% do PIB (abr/2005)−1,6% do PIB (jan/2003)
Lula 2dez/2006 a dez/2010−4,9 p.p.1,0% do PIB−3,9% do PIB−1,5% do PIB1,0% do PIB (jan/2007)−4,1% do PIB (nov/2010)
Dilma 1dez/2010 a dez/2014−0,6 p.p.−3,9% do PIB−4,5% do PIB−3,7% do PIB−3,1% do PIB (nov/2011)−4,5% do PIB (dez/2014)
Dilma 2dez/2014 a abr/2016+2,1 p.p.−4,5% do PIB−2,4% do PIB−3,9% do PIB−2,4% do PIB (abr/2016)−4,5% do PIB (mar/2015)
Temerabr/2016 a dez/2018−0,4 p.p.−2,4% do PIB−2,8% do PIB−1,8% do PIB−1,2% do PIB (out/2017)−2,8% do PIB (dez/2018)
Bolsonarodez/2018 a dez/2022+0,7 p.p.−2,8% do PIB−2,2% do PIB−2,4% do PIB−1,4% do PIB (nov/2020)−3,7% do PIB (mar/2020)
Lula 3*dez/2022 a set/2026−0,2 p.p.−2,2% do PIB−2,3% do PIB−2,4% do PIB−1,0% do PIB (fev/2024)−3,7% do PIB (mai/2025)

Banco Central, SGS 23079 (transações correntes em 12 meses, % do PIB). Mudança: diferença em pontos percentuais. * mandato em andamento.

Balança comercial (% do PIB, 12 meses)

Balança comercial (% do PIB, 12 meses): mudança em cada mandato, diferença em pontos percentuais
GovernoMudançaInícioFimMédiaMáx. e mín.
Sarneyfev/1985 a fev/1990A série começa em dez/1995, depois deste período.
Collorfev/1990 a set/1992A série começa em dez/1995, depois deste período.
Itamarset/1992 a dez/1994A série começa em dez/1995, depois deste período.
FHC 1dez/1995 a dez/1998−0,3 p.p.cobertura parcial−0,6% do PIB−0,9% do PIB−0,7% do PIB−0,1% do PIB (jun/1996)−1,1% do PIB (jan/1998)
FHC 2dez/1998 a dez/2002+3,2 p.p.−0,9% do PIB2,4% do PIB0,0% do PIB2,4% do PIB (dez/2002)−0,9% do PIB (jan/1999)
Lula 1dez/2002 a dez/2006+1,7 p.p.2,4% do PIB4,1% do PIB4,4% do PIB5,1% do PIB (abr/2005)2,6% do PIB (jan/2003)
Lula 2dez/2006 a dez/2010−3,2 p.p.4,1% do PIB0,8% do PIB2,0% do PIB4,0% do PIB (jan/2007)0,7% do PIB (nov/2010)
Dilma 1dez/2010 a dez/2014−1,1 p.p.0,8% do PIB−0,3% do PIB0,5% do PIB1,1% do PIB (nov/2011)−0,3% do PIB (dez/2014)
Dilma 2dez/2014 a abr/2016+2,4 p.p.−0,3% do PIB2,1% do PIB0,5% do PIB2,1% do PIB (abr/2016)−0,3% do PIB (fev/2015)
Temerabr/2016 a dez/2018+0,2 p.p.2,1% do PIB2,3% do PIB2,5% do PIB2,9% do PIB (out/2017)2,1% do PIB (ago/2018)
Bolsonarodez/2018 a dez/2022+0,3 p.p.2,3% do PIB2,6% do PIB2,3% do PIB3,2% do PIB (mar/2022)1,3% do PIB (mar/2020)
Lula 3*dez/2022 a set/2026+0,2 p.p.2,6% do PIB2,9% do PIB3,1% do PIB4,4% do PIB (fev/2024)2,4% do PIB (set/2025)

Banco Central, SGS 22707 e SGS 4192 (balança comercial e PIB em US$). Mudança: diferença em pontos percentuais. * mandato em andamento.

Investimento estrangeiro direto no Brasil (% do PIB, 12 meses)

Investimento estrangeiro direto no Brasil (% do PIB, 12 meses): mudança em cada mandato, diferença em pontos percentuais
GovernoMudançaInícioFimMédiaMáx. e mín.
Sarneyfev/1985 a fev/1990A série começa em dez/1995, depois deste período.
Collorfev/1990 a set/1992A série começa em dez/1995, depois deste período.
Itamarset/1992 a dez/1994A série começa em dez/1995, depois deste período.
FHC 1dez/1995 a dez/1998+2,8 p.p.cobertura parcial0,6% do PIB3,3% do PIB1,8% do PIB3,3% do PIB (dez/1998)0,6% do PIB (jan/1996)
FHC 2dez/1998 a dez/2002−0,1 p.p.3,3% do PIB3,3% do PIB4,4% do PIB5,1% do PIB (mai/2001)3,3% do PIB (dez/2002)
Lula 1dez/2002 a dez/2006−1,5 p.p.3,3% do PIB1,8% do PIB2,1% do PIB3,2% do PIB (fev/2003)1,4% do PIB (ago/2006)
Lula 2dez/2006 a dez/2010+2,0 p.p.1,8% do PIB3,7% do PIB2,7% do PIB3,7% do PIB (dez/2010)1,9% do PIB (jan/2010)
Dilma 1dez/2010 a dez/2014−0,2 p.p.3,7% do PIB3,6% do PIB3,7% do PIB4,4% do PIB (jul/2011)3,0% do PIB (jun/2014)
Dilma 2dez/2014 a abr/2016+1,0 p.p.3,6% do PIB4,6% do PIB3,5% do PIB4,6% do PIB (abr/2016)3,0% do PIB (ago/2015)
Temerabr/2016 a dez/2018−0,5 p.p.4,6% do PIB4,1% do PIB3,8% do PIB4,6% do PIB (mai/2016)3,0% do PIB (mai/2018)
Bolsonarodez/2018 a dez/2022−0,2 p.p.4,1% do PIB3,9% do PIB3,4% do PIB4,3% do PIB (mai/2019)2,6% do PIB (dez/2020)
Lula 3*dez/2022 a set/2026−0,4 p.p.3,9% do PIB3,4% do PIB3,4% do PIB4,0% do PIB (nov/2025)2,9% do PIB (mar/2024)

Banco Central, SGS 22885 e SGS 4192 (investimento direto no país e PIB em US$). Mudança: diferença em pontos percentuais. * mandato em andamento.

Comparar governos lado a lado

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Reservas ano a ano

Valor no fim de cada ano e média dos meses do ano; no ano corrente, até o último dado, marcado como parcial.

Reservas internacionais, ano a ano
AnoFim do anoMédia do anoVariação
2026 (parcial)US$ 362,8 biUS$ 367,6 bi+1,3%
2025US$ 358,2 biUS$ 346,0 bi+8,6%
2024US$ 329,7 biUS$ 357,6 bi−7,1%
2023US$ 355,0 biUS$ 342,2 bi+9,3%
2022US$ 324,7 biUS$ 341,5 bi−10,4%
2021US$ 362,2 biUS$ 359,1 bi+1,9%
2020US$ 355,6 biUS$ 352,7 bi−0,4%
2019US$ 356,9 biUS$ 378,3 bi−4,8%
2018US$ 374,7 biUS$ 379,2 bi+0,2%
2017US$ 374,0 biUS$ 376,2 bi+2,5%
2016US$ 365,0 biUS$ 364,3 bi+2,4%
2015US$ 356,5 biUS$ 363,3 bi−1,9%
2014US$ 363,6 biUS$ 370,2 bi+1,3%
2013US$ 358,8 biUS$ 370,0 bi−3,8%
2012US$ 373,1 biUS$ 371,6 bi+6,0%
2011US$ 352,0 biUS$ 335,5 bi+22,0%
2010US$ 288,6 biUS$ 260,7 bi+21,0%
2009US$ 238,5 biUS$ 208,6 bi+23,1%
2008US$ 193,8 biUS$ 197,6 bi+7,5%
2007US$ 180,3 biUS$ 142,7 bi+110,1%
2006US$ 85,8 biUS$ 68,0 bi+59,6%
2005US$ 53,8 biUS$ 58,5 bi+1,6%
2004US$ 52,9 biUS$ 50,8 bi+7,4%
2003US$ 49,3 biUS$ 46,5 bi+30,3%
2002US$ 37,8 biUS$ 36,8 bi+5,5%
2001US$ 35,9 biUS$ 36,3 bi+8,6%
2000US$ 33,0 biUS$ 32,4 bi−9,2%
1999US$ 36,3 biUS$ 40,1 bi−18,4%
1998US$ 44,6 biUS$ 59,2 bi−14,6%
1997US$ 52,2 biUS$ 57,8 bi−13,2%
1996US$ 60,1 biUS$ 58,2 bi+16,0%
1995US$ 51,8 biUS$ 41,7 bi+33,6%
1994 (parcial)US$ 38,8 biUS$ 42,2 bisem dado

Como ler estes números

As reservas estão em dólares correntes. A tabela mostra a variação em % e a diferença em bilhões de dólares entre os marcos.

A dívida externa bruta é o que o país inteiro, governo, bancos e empresas, deve a credores no exterior, em dólares, desde 2002. Ela não é a dívida pública (que tem página própria). Comparar a dívida externa com as reservas, que estão na mesma página, mostra quanto dela o Banco Central teria em dólares para cobrir.

O saldo em transações correntes está em % do PIB e se compara em pontos percentuais. Negativo é o normal para o Brasil na maior parte da série: o país recebe menos do que paga em bens, serviços e rendas, e cobre a diferença com investimento estrangeiro ou empréstimo.

O que costuma mover reservas

Acúmulo de reservas
O Banco Central compra dólares no mercado para formar reservas e vende em momentos de estresse cambial. Fonte: Banco Central, estatísticas do setor externo
Comércio e rendas
Superávit comercial forte melhora o saldo; remessa de lucros e juros ao exterior piora. Fonte: Banco Central, estatísticas do setor externo

O que cada série mede

Reservas internacionais

Reservas internacionais, total, posição no fim do mês, em milhões de dólares (Banco Central, SGS 3546).

Regra de comparação: Estoque em US$: variação em % e diferença em bilhões de dólares entre o fim do mês anterior à posse e o fim do último mês completo no cargo.

  • Valores em dólares correntes, sem correção pela inflação americana. A série é mostrada a partir do Plano Real.
  • Série desde jul/1994, último dado em set/2026. Calendário da fonte: publicada nos primeiros dias do mês seguinte.

Dívida externa bruta do país

Dívida externa bruta total, inclusive operações intercompanhia e títulos de dívida negociados no mercado doméstico, posição no fim do trimestre, em milhões de dólares, metodologia do sexto manual de balanço de pagamentos (Banco Central, SGS 25563). Não é a dívida pública: inclui empresas e bancos, e só o que é devido a não residentes.

Regra de comparação: Estoque em dólares: variação em % e diferença em bilhões entre o fim do trimestre anterior à posse e o fim do último trimestre completo no cargo.

  • Série trimestral desde o 1º trimestre de 2002 na metodologia atual: FHC 2 tem cobertura parcial e os governos anteriores ficam sem leitura.
  • Valores em dólares correntes. Parte da dívida é em reais (títulos negociados no mercado doméstico), e o câmbio muda o valor dela em dólares.
  • Série desde 1º tri/2002, último dado em 2º tri/2026. Calendário da fonte: cerca de 90 dias depois do fim do trimestre.

Saldo em transações correntes (% do PIB)

Transações correntes acumuladas em 12 meses em relação ao PIB, em % (Banco Central, SGS 23079), metodologia do Manual de Balanço de Pagamentos (BPM6).

Regra de comparação: Saldo em % do PIB: diferença em pontos percentuais.

  • Série desde janeiro de 1995, na metodologia BPM6 (o Banco Central reprocessou o histórico).
  • Série desde jan/1995, último dado em set/2026. Calendário da fonte: cerca de 25 dias depois do fim do mês.

Balança comercial (% do PIB, 12 meses)

Saldo da balança comercial de bens no balanço de pagamentos (Banco Central, SGS 22707, US$ milhões por mês), somado em 12 meses e dividido pelo PIB de 12 meses em US$ (SGS 4192), em %. É a mesma conta da série oficial de transações correntes em % do PIB.

Regra de comparação: Fluxo de 12 meses em % do PIB: diferença em pontos percentuais.

  • Série desde janeiro de 1995 (BPM6); a soma de 12 meses começa em dezembro de 1995, e FHC 1 tem cobertura parcial.
  • Série desde dez/1995, último dado em set/2026. Calendário da fonte: cerca de 25 dias depois do fim do mês.

Investimento estrangeiro direto no Brasil (% do PIB, 12 meses)

Investimentos diretos no país, líquido (Banco Central, SGS 22885, US$ milhões por mês), somado em 12 meses e dividido pelo PIB de 12 meses em US$ (SGS 4192), em %.

Regra de comparação: Fluxo de 12 meses em % do PIB: diferença em pontos percentuais.

  • Série desde janeiro de 1995 (BPM6); a soma de 12 meses começa em dezembro de 1995, e FHC 1 tem cobertura parcial.
  • Série desde dez/1995, último dado em set/2026. Calendário da fonte: cerca de 25 dias depois do fim do mês.

Para continuar

No mesmo tema: selic por governo, juros do crédito e inadimplência por governo, juros do cartão e empréstimos por governo, endividamento das famílias por governo, dólar por governo. Todos os indicadores lado a lado no comparador de governos, o código e o download de cada série no catálogo de indicadores e as fórmulas na metodologia.

Como citar esta página

Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: Banco Central (SGS 3546), cálculo ValorFinal, versão 77bee443; a página é atualizada a cada divulgação mensal.

ValorFinal. Reservas e dívida externa por governo (referência: setembro de 2026): Reservas internacionais: US$ 362,8 bi, set/2026, Brasil. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/contas-externas-por-governo. Fonte do dado: Banco Central (SGS 3546), cálculo ValorFinal, versão 77bee443.

Os números desta versão dos dados (77bee443) ficam guardados e não mudam quando o IBGE ou o Banco Central publicam um período novo ou revisam um antigo: valorfinal.com.br/api/custo-de-vida/v1/versao/77bee443. O cálculo é do ValorFinal; as instituições publicam as séries, não estes resultados.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre reservas e dívida externa por governo

O que as contas com o exterior mostram sobre o Brasil?

As reservas são os dólares guardados pelo Banco Central, como uma poupança do país. A dívida externa é o que o Brasil deve para fora, em dólares. As transações correntes mostram se entra ou sai mais dinheiro nas trocas com o mundo. Quando sobe: Reservas maiores deixam o país mais protegido de crises. Dívida externa maior pesa mais quando o dólar sobe. Déficit maior deixa o país mais dependente de dinheiro de fora. Quando cai: Reservas menores deixam o país menos protegido. Dívida externa menor reduz o risco em crises. Déficit menor deixa o país menos dependente de fora.

Qual é o último dado de reservas?

Reservas internacionais, setembro de 2026: US$ 362,8 bi, pela série SGS 3546 (Banco Central). Doze meses antes: US$ 356,6 bi. Calendário da fonte: publicada nos primeiros dias do mês seguinte.

Reservas internacionais: em qual governo mais mudou?

Entre os mandatos encerrados com a série completa, a maior variação por ano foi no de Luiz Inácio Lula da Silva (2º mandato): +236,2% (+35,4% por ano), de dez/2006 a dez/2010. A menor foi no de Fernando Henrique Cardoso (2º mandato): −15,1% (−4,0% por ano), de dez/1998 a dez/2002. A comparação mede o que a série registrou no período e não indica que o governo causou a mudança.

Reservas: como mudou no governo atual?

Até o último dado, Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato): +11,7% (+3,0% por ano), de dez/2022 a set/2026. O mandato está em andamento, então o número ainda vai mudar; a página é atualizada a cada nova divulgação.

Desde quando existe a série de reservas?

Desde jul/1994. Valores em dólares correntes, sem correção pela inflação americana. A série é mostrada a partir do Plano Real.

Qual a diferença entre variação nominal e real?

A nominal é a mudança do valor em reais (ou dólares). A real desconta a inflação do período e diz se o poder de compra mudou. Esta série já vem descontada da inflação pelo IBGE ou é uma quantidade, então a variação mostrada é a própria variação real.

Posso baixar os dados?

Sim. O botão abaixo do gráfico baixa a série inteira em CSV, com a fonte e o código oficial. Open Database License (ODbL), Banco Central do Brasil: uso e redistribuição com atribuição e mesma licença para a base derivada. O catálogo de indicadores reúne todas as séries do observatório num arquivo só.