Reservas, dívida externa, balança comercial e investimento estrangeiro por governo
Quanto o Brasil tinha em reservas internacionais, quanto devia em dólares, quanto vendeu de mercadorias a mais do que comprou e quanto investimento estrangeiro entrou, no começo e no fim de cada governo desde 1994. Todas as séries são do Banco Central; balança comercial e investimento estrangeiro aparecem em proporção do PIB de 12 meses, a mesma conta das transações correntes.
Reservas internacionais, setembro de 2026
US$ 362,8 bi
Banco Central, SGS 3546 · coleta de 27/10/2026
- Doze meses antes
- US$ 356,6 bi
- No mandato atual
- +11,7%
- Máxima desde 1995
- US$ 388,1 bi
- jun/2019
- Mínima desde 1995
- US$ 28,3 bi
- jun/2000
Quanto o Brasil tem guardado em moeda estrangeira e ouro, no Banco Central.
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Governo a governo
Por ano
- FHC 1+3,5%
- FHC 2−4,0%
- Lula 1+22,7%
- Lula 2+35,4%
- Dilma 1+5,9%
- Dilma 2−0,3%
- Temer+1,3%
- Bolsonaro−3,5%
- Lula 3*+3,0%
* em andamento. p = cobertura parcial. Mesma régua de meses para todos; variação no período, não causa. Ver a tabela completa
Em palavras simples
O que as contas com o exterior mostram sobre o Brasil?
As reservas são os dólares guardados pelo Banco Central, como uma poupança do país. A dívida externa é o que o Brasil deve para fora, em dólares. As transações correntes mostram se entra ou sai mais dinheiro nas trocas com o mundo.
No seu dia a dia
- A balança comercial mostra se o país vende mais do que compra de outros países.
- O investimento estrangeiro é o dinheiro que empresas de fora trazem para produzir aqui.
- Reservas altas ajudam a segurar o dólar em momentos de crise.
- A dívida externa inclui o que empresas e governo devem lá fora.
- Quando o país gasta mais do que recebe de fora, precisa atrair investimento.
Quando sobe
- Reservas maiores deixam o país mais protegido de crises.
- Dívida externa maior pesa mais quando o dólar sobe.
- Déficit maior deixa o país mais dependente de dinheiro de fora.
Quando cai
- Reservas menores deixam o país menos protegido.
- Dívida externa menor reduz o risco em crises.
- Déficit menor deixa o país menos dependente de fora.
Reservas e dívida externa por governo: a série inteira com os governos
Toque num governo da linha do tempo para ver o resumo do período. Os acontecimentos marcados são datas documentadas, não causas.
set/2026 · Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato)
US$ 362,8 bi
Banco Central · SGS 3546
Série desde jul/1994 · 387 meses · Open Database License (ODbL), Banco Central do Brasil: uso e redistribuição com atribuição e mesma licença para a base derivada.
Reservas e dívida externa por governo, mandato por mandato
Cada linha vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. Governo sem dado aparece com o motivo, e nenhum número é estimado.
Reservas internacionais
| Governo | Mudança | Por ano | Início | Fim |
|---|---|---|---|---|
| Sarneyfev/1985 a fev/1990 | A série começa em jul/1994, depois deste período. | |||
| Collorfev/1990 a set/1992 | A série começa em jul/1994, depois deste período. | |||
| Itamarjul/1994 a dez/1994 | −9,9%cobertura parcial | - | US$ 43,1 bi | US$ 38,8 bi |
| FHC 1dez/1994 a dez/1998 | +14,8% | +3,5% | US$ 38,8 bi | US$ 44,6 bi |
| FHC 2dez/1998 a dez/2002 | −15,1% | −4,0% | US$ 44,6 bi | US$ 37,8 bi |
| Lula 1dez/2002 a dez/2006 | +126,9% | +22,7% | US$ 37,8 bi | US$ 85,8 bi |
| Lula 2dez/2006 a dez/2010 | +236,2% | +35,4% | US$ 85,8 bi | US$ 288,6 bi |
| Dilma 1dez/2010 a dez/2014 | +26,0% | +5,9% | US$ 288,6 bi | US$ 363,6 bi |
| Dilma 2dez/2014 a abr/2016 | −0,4% | −0,3% | US$ 363,6 bi | US$ 362,2 bi |
| Temerabr/2016 a dez/2018 | +3,5% | +1,3% | US$ 362,2 bi | US$ 374,7 bi |
| Bolsonarodez/2018 a dez/2022 | −13,3% | −3,5% | US$ 374,7 bi | US$ 324,7 bi |
| Lula 3*dez/2022 a set/2026 | +11,7% | +3,0% | US$ 324,7 bi | US$ 362,8 bi |
Banco Central, SGS 3546 (reservas internacionais, total, mensal). Mudança: variação no período. * mandato em andamento.
Dívida externa bruta do país
| Governo | Mudança | Por ano | Início | Fim |
|---|---|---|---|---|
| Sarneyfev/1985 a fev/1990 | A série começa em 1º tri/2002, depois deste período. | |||
| Collorfev/1990 a set/1992 | A série começa em 1º tri/2002, depois deste período. | |||
| Itamarset/1992 a dez/1994 | A série começa em 1º tri/2002, depois deste período. | |||
| FHC 1dez/1994 a dez/1998 | A série começa em 1º tri/2002, depois deste período. | |||
| FHC 21º tri/2002 a 4º tri/2002 | +0,7%cobertura parcial | - | US$ 228,5 bi | US$ 230,1 bi |
| Lula 14º tri/2002 a 4º tri/2006 | −5,4% | −1,4% | US$ 230,1 bi | US$ 217,6 bi |
| Lula 24º tri/2006 a 4º tri/2010 | +108,1% | +20,1% | US$ 217,6 bi | US$ 452,8 bi |
| Dilma 14º tri/2010 a 4º tri/2014 | +57,4% | +12,0% | US$ 452,8 bi | US$ 712,7 bi |
| Dilma 24º tri/2014 a 1º tri/2016 | −5,3% | −4,2% | US$ 712,7 bi | US$ 675,2 bi |
| Temer1º tri/2016 a 4º tri/2018 | −1,4% | −0,5% | US$ 675,2 bi | US$ 665,8 bi |
| Bolsonaro4º tri/2018 a 4º tri/2022 | +2,0% | +0,5% | US$ 665,8 bi | US$ 679,4 bi |
| Lula 3*4º tri/2022 a 2º tri/2026 | +28,0% | +7,3% | US$ 679,4 bi | US$ 869,5 bi |
Banco Central, SGS 25563 (dívida externa bruta total, BPM6). Mudança: variação no período. * mandato em andamento.
Saldo em transações correntes (% do PIB)
| Governo | Mudança | Início | Fim | Média | Máx. e mín. |
|---|---|---|---|---|---|
| Sarneyfev/1985 a fev/1990 | A série começa em jan/1995, depois deste período. | ||||
| Collorfev/1990 a set/1992 | A série começa em jan/1995, depois deste período. | ||||
| Itamarset/1992 a dez/1994 | A série começa em jan/1995, depois deste período. | ||||
| FHC 1jan/1995 a dez/1998 | −4,1 p.p.cobertura parcial | 0,0% do PIB | −4,1% do PIB | −2,4% do PIB | 0,0% do PIB (fev/1995)−4,1% do PIB (out/1998) |
| FHC 2dez/1998 a dez/2002 | +2,2 p.p. | −4,1% do PIB | −1,9% do PIB | −4,1% do PIB | −1,9% do PIB (dez/2002)−4,9% do PIB (ago/1999) |
| Lula 1dez/2002 a dez/2006 | +2,8 p.p. | −1,9% do PIB | 1,0% do PIB | 0,7% do PIB | 1,6% do PIB (abr/2005)−1,6% do PIB (jan/2003) |
| Lula 2dez/2006 a dez/2010 | −4,9 p.p. | 1,0% do PIB | −3,9% do PIB | −1,5% do PIB | 1,0% do PIB (jan/2007)−4,1% do PIB (nov/2010) |
| Dilma 1dez/2010 a dez/2014 | −0,6 p.p. | −3,9% do PIB | −4,5% do PIB | −3,7% do PIB | −3,1% do PIB (nov/2011)−4,5% do PIB (dez/2014) |
| Dilma 2dez/2014 a abr/2016 | +2,1 p.p. | −4,5% do PIB | −2,4% do PIB | −3,9% do PIB | −2,4% do PIB (abr/2016)−4,5% do PIB (mar/2015) |
| Temerabr/2016 a dez/2018 | −0,4 p.p. | −2,4% do PIB | −2,8% do PIB | −1,8% do PIB | −1,2% do PIB (out/2017)−2,8% do PIB (dez/2018) |
| Bolsonarodez/2018 a dez/2022 | +0,7 p.p. | −2,8% do PIB | −2,2% do PIB | −2,4% do PIB | −1,4% do PIB (nov/2020)−3,7% do PIB (mar/2020) |
| Lula 3*dez/2022 a set/2026 | −0,2 p.p. | −2,2% do PIB | −2,3% do PIB | −2,4% do PIB | −1,0% do PIB (fev/2024)−3,7% do PIB (mai/2025) |
Banco Central, SGS 23079 (transações correntes em 12 meses, % do PIB). Mudança: diferença em pontos percentuais. * mandato em andamento.
Balança comercial (% do PIB, 12 meses)
| Governo | Mudança | Início | Fim | Média | Máx. e mín. |
|---|---|---|---|---|---|
| Sarneyfev/1985 a fev/1990 | A série começa em dez/1995, depois deste período. | ||||
| Collorfev/1990 a set/1992 | A série começa em dez/1995, depois deste período. | ||||
| Itamarset/1992 a dez/1994 | A série começa em dez/1995, depois deste período. | ||||
| FHC 1dez/1995 a dez/1998 | −0,3 p.p.cobertura parcial | −0,6% do PIB | −0,9% do PIB | −0,7% do PIB | −0,1% do PIB (jun/1996)−1,1% do PIB (jan/1998) |
| FHC 2dez/1998 a dez/2002 | +3,2 p.p. | −0,9% do PIB | 2,4% do PIB | 0,0% do PIB | 2,4% do PIB (dez/2002)−0,9% do PIB (jan/1999) |
| Lula 1dez/2002 a dez/2006 | +1,7 p.p. | 2,4% do PIB | 4,1% do PIB | 4,4% do PIB | 5,1% do PIB (abr/2005)2,6% do PIB (jan/2003) |
| Lula 2dez/2006 a dez/2010 | −3,2 p.p. | 4,1% do PIB | 0,8% do PIB | 2,0% do PIB | 4,0% do PIB (jan/2007)0,7% do PIB (nov/2010) |
| Dilma 1dez/2010 a dez/2014 | −1,1 p.p. | 0,8% do PIB | −0,3% do PIB | 0,5% do PIB | 1,1% do PIB (nov/2011)−0,3% do PIB (dez/2014) |
| Dilma 2dez/2014 a abr/2016 | +2,4 p.p. | −0,3% do PIB | 2,1% do PIB | 0,5% do PIB | 2,1% do PIB (abr/2016)−0,3% do PIB (fev/2015) |
| Temerabr/2016 a dez/2018 | +0,2 p.p. | 2,1% do PIB | 2,3% do PIB | 2,5% do PIB | 2,9% do PIB (out/2017)2,1% do PIB (ago/2018) |
| Bolsonarodez/2018 a dez/2022 | +0,3 p.p. | 2,3% do PIB | 2,6% do PIB | 2,3% do PIB | 3,2% do PIB (mar/2022)1,3% do PIB (mar/2020) |
| Lula 3*dez/2022 a set/2026 | +0,2 p.p. | 2,6% do PIB | 2,9% do PIB | 3,1% do PIB | 4,4% do PIB (fev/2024)2,4% do PIB (set/2025) |
Banco Central, SGS 22707 e SGS 4192 (balança comercial e PIB em US$). Mudança: diferença em pontos percentuais. * mandato em andamento.
Investimento estrangeiro direto no Brasil (% do PIB, 12 meses)
| Governo | Mudança | Início | Fim | Média | Máx. e mín. |
|---|---|---|---|---|---|
| Sarneyfev/1985 a fev/1990 | A série começa em dez/1995, depois deste período. | ||||
| Collorfev/1990 a set/1992 | A série começa em dez/1995, depois deste período. | ||||
| Itamarset/1992 a dez/1994 | A série começa em dez/1995, depois deste período. | ||||
| FHC 1dez/1995 a dez/1998 | +2,8 p.p.cobertura parcial | 0,6% do PIB | 3,3% do PIB | 1,8% do PIB | 3,3% do PIB (dez/1998)0,6% do PIB (jan/1996) |
| FHC 2dez/1998 a dez/2002 | −0,1 p.p. | 3,3% do PIB | 3,3% do PIB | 4,4% do PIB | 5,1% do PIB (mai/2001)3,3% do PIB (dez/2002) |
| Lula 1dez/2002 a dez/2006 | −1,5 p.p. | 3,3% do PIB | 1,8% do PIB | 2,1% do PIB | 3,2% do PIB (fev/2003)1,4% do PIB (ago/2006) |
| Lula 2dez/2006 a dez/2010 | +2,0 p.p. | 1,8% do PIB | 3,7% do PIB | 2,7% do PIB | 3,7% do PIB (dez/2010)1,9% do PIB (jan/2010) |
| Dilma 1dez/2010 a dez/2014 | −0,2 p.p. | 3,7% do PIB | 3,6% do PIB | 3,7% do PIB | 4,4% do PIB (jul/2011)3,0% do PIB (jun/2014) |
| Dilma 2dez/2014 a abr/2016 | +1,0 p.p. | 3,6% do PIB | 4,6% do PIB | 3,5% do PIB | 4,6% do PIB (abr/2016)3,0% do PIB (ago/2015) |
| Temerabr/2016 a dez/2018 | −0,5 p.p. | 4,6% do PIB | 4,1% do PIB | 3,8% do PIB | 4,6% do PIB (mai/2016)3,0% do PIB (mai/2018) |
| Bolsonarodez/2018 a dez/2022 | −0,2 p.p. | 4,1% do PIB | 3,9% do PIB | 3,4% do PIB | 4,3% do PIB (mai/2019)2,6% do PIB (dez/2020) |
| Lula 3*dez/2022 a set/2026 | −0,4 p.p. | 3,9% do PIB | 3,4% do PIB | 3,4% do PIB | 4,0% do PIB (nov/2025)2,9% do PIB (mar/2024) |
Banco Central, SGS 22885 e SGS 4192 (investimento direto no país e PIB em US$). Mudança: diferença em pontos percentuais. * mandato em andamento.
Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.
Reservas ano a ano
Valor no fim de cada ano e média dos meses do ano; no ano corrente, até o último dado, marcado como parcial.
| Ano | Fim do ano | Média do ano | Variação |
|---|---|---|---|
| 2026 (parcial) | US$ 362,8 bi | US$ 367,6 bi | +1,3% |
| 2025 | US$ 358,2 bi | US$ 346,0 bi | +8,6% |
| 2024 | US$ 329,7 bi | US$ 357,6 bi | −7,1% |
| 2023 | US$ 355,0 bi | US$ 342,2 bi | +9,3% |
| 2022 | US$ 324,7 bi | US$ 341,5 bi | −10,4% |
| 2021 | US$ 362,2 bi | US$ 359,1 bi | +1,9% |
| 2020 | US$ 355,6 bi | US$ 352,7 bi | −0,4% |
| 2019 | US$ 356,9 bi | US$ 378,3 bi | −4,8% |
| 2018 | US$ 374,7 bi | US$ 379,2 bi | +0,2% |
| 2017 | US$ 374,0 bi | US$ 376,2 bi | +2,5% |
| 2016 | US$ 365,0 bi | US$ 364,3 bi | +2,4% |
| 2015 | US$ 356,5 bi | US$ 363,3 bi | −1,9% |
| 2014 | US$ 363,6 bi | US$ 370,2 bi | +1,3% |
| 2013 | US$ 358,8 bi | US$ 370,0 bi | −3,8% |
| 2012 | US$ 373,1 bi | US$ 371,6 bi | +6,0% |
| 2011 | US$ 352,0 bi | US$ 335,5 bi | +22,0% |
| 2010 | US$ 288,6 bi | US$ 260,7 bi | +21,0% |
| 2009 | US$ 238,5 bi | US$ 208,6 bi | +23,1% |
| 2008 | US$ 193,8 bi | US$ 197,6 bi | +7,5% |
| 2007 | US$ 180,3 bi | US$ 142,7 bi | +110,1% |
| 2006 | US$ 85,8 bi | US$ 68,0 bi | +59,6% |
| 2005 | US$ 53,8 bi | US$ 58,5 bi | +1,6% |
| 2004 | US$ 52,9 bi | US$ 50,8 bi | +7,4% |
| 2003 | US$ 49,3 bi | US$ 46,5 bi | +30,3% |
| 2002 | US$ 37,8 bi | US$ 36,8 bi | +5,5% |
| 2001 | US$ 35,9 bi | US$ 36,3 bi | +8,6% |
| 2000 | US$ 33,0 bi | US$ 32,4 bi | −9,2% |
| 1999 | US$ 36,3 bi | US$ 40,1 bi | −18,4% |
| 1998 | US$ 44,6 bi | US$ 59,2 bi | −14,6% |
| 1997 | US$ 52,2 bi | US$ 57,8 bi | −13,2% |
| 1996 | US$ 60,1 bi | US$ 58,2 bi | +16,0% |
| 1995 | US$ 51,8 bi | US$ 41,7 bi | +33,6% |
| 1994 (parcial) | US$ 38,8 bi | US$ 42,2 bi | sem dado |
Como ler estes números
As reservas estão em dólares correntes. A tabela mostra a variação em % e a diferença em bilhões de dólares entre os marcos.
A dívida externa bruta é o que o país inteiro, governo, bancos e empresas, deve a credores no exterior, em dólares, desde 2002. Ela não é a dívida pública (que tem página própria). Comparar a dívida externa com as reservas, que estão na mesma página, mostra quanto dela o Banco Central teria em dólares para cobrir.
O saldo em transações correntes está em % do PIB e se compara em pontos percentuais. Negativo é o normal para o Brasil na maior parte da série: o país recebe menos do que paga em bens, serviços e rendas, e cobre a diferença com investimento estrangeiro ou empréstimo.
O que costuma mover reservas
- Acúmulo de reservas
- O Banco Central compra dólares no mercado para formar reservas e vende em momentos de estresse cambial. Fonte: Banco Central, estatísticas do setor externo
- Comércio e rendas
- Superávit comercial forte melhora o saldo; remessa de lucros e juros ao exterior piora. Fonte: Banco Central, estatísticas do setor externo
O que cada série mede
Reservas internacionais
Reservas internacionais, total, posição no fim do mês, em milhões de dólares (Banco Central, SGS 3546).
Regra de comparação: Estoque em US$: variação em % e diferença em bilhões de dólares entre o fim do mês anterior à posse e o fim do último mês completo no cargo.
- Valores em dólares correntes, sem correção pela inflação americana. A série é mostrada a partir do Plano Real.
- Série desde jul/1994, último dado em set/2026. Calendário da fonte: publicada nos primeiros dias do mês seguinte.
Dívida externa bruta do país
Dívida externa bruta total, inclusive operações intercompanhia e títulos de dívida negociados no mercado doméstico, posição no fim do trimestre, em milhões de dólares, metodologia do sexto manual de balanço de pagamentos (Banco Central, SGS 25563). Não é a dívida pública: inclui empresas e bancos, e só o que é devido a não residentes.
Regra de comparação: Estoque em dólares: variação em % e diferença em bilhões entre o fim do trimestre anterior à posse e o fim do último trimestre completo no cargo.
- Série trimestral desde o 1º trimestre de 2002 na metodologia atual: FHC 2 tem cobertura parcial e os governos anteriores ficam sem leitura.
- Valores em dólares correntes. Parte da dívida é em reais (títulos negociados no mercado doméstico), e o câmbio muda o valor dela em dólares.
- Série desde 1º tri/2002, último dado em 2º tri/2026. Calendário da fonte: cerca de 90 dias depois do fim do trimestre.
Saldo em transações correntes (% do PIB)
Transações correntes acumuladas em 12 meses em relação ao PIB, em % (Banco Central, SGS 23079), metodologia do Manual de Balanço de Pagamentos (BPM6).
Regra de comparação: Saldo em % do PIB: diferença em pontos percentuais.
- Série desde janeiro de 1995, na metodologia BPM6 (o Banco Central reprocessou o histórico).
- Série desde jan/1995, último dado em set/2026. Calendário da fonte: cerca de 25 dias depois do fim do mês.
Balança comercial (% do PIB, 12 meses)
Saldo da balança comercial de bens no balanço de pagamentos (Banco Central, SGS 22707, US$ milhões por mês), somado em 12 meses e dividido pelo PIB de 12 meses em US$ (SGS 4192), em %. É a mesma conta da série oficial de transações correntes em % do PIB.
Regra de comparação: Fluxo de 12 meses em % do PIB: diferença em pontos percentuais.
- Série desde janeiro de 1995 (BPM6); a soma de 12 meses começa em dezembro de 1995, e FHC 1 tem cobertura parcial.
- Série desde dez/1995, último dado em set/2026. Calendário da fonte: cerca de 25 dias depois do fim do mês.
Investimento estrangeiro direto no Brasil (% do PIB, 12 meses)
Investimentos diretos no país, líquido (Banco Central, SGS 22885, US$ milhões por mês), somado em 12 meses e dividido pelo PIB de 12 meses em US$ (SGS 4192), em %.
Regra de comparação: Fluxo de 12 meses em % do PIB: diferença em pontos percentuais.
- Série desde janeiro de 1995 (BPM6); a soma de 12 meses começa em dezembro de 1995, e FHC 1 tem cobertura parcial.
- Série desde dez/1995, último dado em set/2026. Calendário da fonte: cerca de 25 dias depois do fim do mês.
Para continuar
No mesmo tema: selic por governo, juros do crédito e inadimplência por governo, juros do cartão e empréstimos por governo, endividamento das famílias por governo, dólar por governo. Todos os indicadores lado a lado no comparador de governos, o código e o download de cada série no catálogo de indicadores e as fórmulas na metodologia.
Como citar esta página
Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. Fonte do número: Banco Central (SGS 3546), cálculo ValorFinal, versão 77bee443; a página é atualizada a cada divulgação mensal.
ValorFinal. Reservas e dívida externa por governo (referência: setembro de 2026): Reservas internacionais: US$ 362,8 bi, set/2026, Brasil. Disponível em: https://valorfinal.com.br/custo-de-vida/contas-externas-por-governo. Fonte do dado: Banco Central (SGS 3546), cálculo ValorFinal, versão 77bee443.
Os números desta versão dos dados (77bee443) ficam guardados e não mudam quando o IBGE ou o Banco Central publicam um período novo ou revisam um antigo: valorfinal.com.br/api/custo-de-vida/v1/versao/77bee443. O cálculo é do ValorFinal; as instituições publicam as séries, não estes resultados.
Fontes oficiais
- Banco Central, SGS 3546 (reservas internacionais, total, mensal)órgão público
Reservas internacionais: SGS 3546, mensal.
- Banco Central, SGS 25563 (dívida externa bruta total, BPM6)órgão público
Dívida externa bruta do país: SGS 25563, trimestral.
- Banco Central, SGS 23079 (transações correntes em 12 meses, % do PIB)órgão público
Saldo em transações correntes (% do PIB): SGS 23079, mensal.
- Banco Central, SGS 22707 e SGS 4192 (balança comercial e PIB em US$)órgão público
Balança comercial (% do PIB, 12 meses): SGS 22707, mensal.
- Banco Central, SGS 22885 e SGS 4192 (investimento direto no país e PIB em US$)órgão público
Investimento estrangeiro direto no Brasil (% do PIB, 12 meses): SGS 22885, mensal.
- Biblioteca da Presidência, Galeria dos Ex-Presidentesórgão público
Datas de posse, afastamento e fim do exercício de cada presidente (uma ficha por presidente).
Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.
Perguntas sobre reservas e dívida externa por governo
O que as contas com o exterior mostram sobre o Brasil?
As reservas são os dólares guardados pelo Banco Central, como uma poupança do país. A dívida externa é o que o Brasil deve para fora, em dólares. As transações correntes mostram se entra ou sai mais dinheiro nas trocas com o mundo. Quando sobe: Reservas maiores deixam o país mais protegido de crises. Dívida externa maior pesa mais quando o dólar sobe. Déficit maior deixa o país mais dependente de dinheiro de fora. Quando cai: Reservas menores deixam o país menos protegido. Dívida externa menor reduz o risco em crises. Déficit menor deixa o país menos dependente de fora.
Qual é o último dado de reservas?
Reservas internacionais, setembro de 2026: US$ 362,8 bi, pela série SGS 3546 (Banco Central). Doze meses antes: US$ 356,6 bi. Calendário da fonte: publicada nos primeiros dias do mês seguinte.
Reservas internacionais: em qual governo mais mudou?
Entre os mandatos encerrados com a série completa, a maior variação por ano foi no de Luiz Inácio Lula da Silva (2º mandato): +236,2% (+35,4% por ano), de dez/2006 a dez/2010. A menor foi no de Fernando Henrique Cardoso (2º mandato): −15,1% (−4,0% por ano), de dez/1998 a dez/2002. A comparação mede o que a série registrou no período e não indica que o governo causou a mudança.
Reservas: como mudou no governo atual?
Até o último dado, Luiz Inácio Lula da Silva (3º mandato): +11,7% (+3,0% por ano), de dez/2022 a set/2026. O mandato está em andamento, então o número ainda vai mudar; a página é atualizada a cada nova divulgação.
Desde quando existe a série de reservas?
Desde jul/1994. Valores em dólares correntes, sem correção pela inflação americana. A série é mostrada a partir do Plano Real.
Qual a diferença entre variação nominal e real?
A nominal é a mudança do valor em reais (ou dólares). A real desconta a inflação do período e diz se o poder de compra mudou. Esta série já vem descontada da inflação pelo IBGE ou é uma quantidade, então a variação mostrada é a própria variação real.
Posso baixar os dados?
Sim. O botão abaixo do gráfico baixa a série inteira em CSV, com a fonte e o código oficial. Open Database License (ODbL), Banco Central do Brasil: uso e redistribuição com atribuição e mesma licença para a base derivada. O catálogo de indicadores reúne todas as séries do observatório num arquivo só.