Dilma x Bolsonaro em números: inflação, PIB, desemprego, juros e dívida

O primeiro mandato de Dilma Rousseff (2011 a 2014), o segundo (de 2015 ao afastamento, em maio de 2016) e o de Jair Bolsonaro (2019 a 2022), nos mesmos indicadores oficiais. O segundo mandato de Dilma é curto, e a coluna por ano é a comparação justa entre períodos de durações diferentes.

Fontes: IBGE, Banco Central, ANP, INPE e Ipea. Inflação até setembro de 2026; cada série até o último dado publicado. Coleta de 05/11/2026.

Resposta rápida: Dilma x Bolsonaro nos números mais procurados

  • IPCA (variação por ano): Dilma 1 +6,2% por ano; Dilma 2 +10,5% por ano; Bolsonaro +6,1% por ano.
  • PIB real (crescimento por ano): Dilma 1 +1,9% por ano; Dilma 2 −5,5% por ano; Bolsonaro +1,6% por ano.
  • Desemprego (mudança em pontos percentuais): Dilma 1 −1,4 p.p.; Dilma 2 +4,7 p.p.; Bolsonaro −3,8 p.p.
  • Salário mínimo (variação real por ano): Dilma 1 +3,0% por ano; Dilma 2 +4,1% por ano; Bolsonaro −0,3% por ano.

* mandato em andamento, até o último dado publicado.

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Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Dilma x Bolsonaro: os indicadores lado a lado

O número grande é a mudança no mandato inteiro; embaixo, o equivalente por ano, que é a comparação justa entre mandatos de durações diferentes. Taxas mudam em pontos percentuais. Toque no indicador para ver a série inteira e todos os governos.

Dilma x Bolsonaro: mudança de cada indicador em cada mandato
IndicadorDilma 1Dilma 2Bolsonaro
IPCAvariação por ano+27,0%+6,2% por ano+14,3%+10,5% por ano+26,9%+6,1% por ano
Alimentos (IPCA)variação por ano+38,0%+8,4% por ano+18,5%+13,6% por ano+46,2%+10,0% por ano
PIB realcrescimento por ano+7,8%+1,9% por ano−6,8%−5,5% por ano+6,7%+1,6% por ano
Desempregomudança em pontos percentuais−1,4 p.p.cobertura parcial+4,7 p.p.−3,8 p.p.
Renda realvariação por ano+5,5%+2,0% por anocobertura parcial−3,5%−2,7% por ano−1,0%−0,2% por ano
Salário mínimovariação real por ano+12,4% real+3,0% por ano+5,5% real+4,1% por ano−1,2% real−0,3% por ano
Saldo do Novo Cagedmédia por anosem dadosem dado+4,61 milhões de empregos+1,54 milhão de empregos por anocobertura parcial
Saldo do Caged antigomédia por ano+3,32 milhões de empregos+829,4 mil empregos por ano−2,01 milhões de empregos−1,51 milhão de empregos por ano+559,6 mil empregos+559,6 mil empregos por anocobre só 12 dos 48 meses do período (dez/2018 a dez/2019)
Dólarvariação por ano+55,9%+11,7% por ano+35,1%+25,3% por ano+34,9%+7,8% por ano
Selic efetivamudança em pontos percentuais+0,92 p.p.+2,57 p.p.+7,25 p.p.
Gasolinavariação real por ano−8,3% real−2,1% por ano+7,3% real+5,4% por ano−10,3% real−2,7% por ano
Gás de cozinhavariação real por ano−7,8% real−2,0% por ano+5,1% real+3,8% por ano+24,0% real+5,5% por ano
Dívida brutamudança em pontos percentuais+4,5 p.p.+10,3 p.p.−3,6 p.p.
Resultado primáriomudança em pontos percentuais−3,2 p.p.−1,7 p.p.+2,8 p.p.
Arrecadação federalmudança em pontos percentuais−0,7 p.p.−0,3 p.p.+1,2 p.p.
Gini desde 1995mudança em pontos do índicesem dado−0,002−0,028
Extrema pobreza desde 1995mudança em pontos percentuaissem dado+0,6 p.p.−1,8 p.p.
Famílias no Bolsa Famíliavariação por ano+10,0%+2,4% por ano−0,5%−0,5% por ano+47,8%+10,3% por ano
Homicídiosmudança em por 100 mil habitantes+2,4 por 100 mil habitantes−0,9 por 100 mil habitantes−6,1 por 100 mil habitantes
Desmatamento na Amazôniavariação por ano−28,4%−8,0% por ano+23,8%+23,8% por ano+53,8%+11,4% por ano

* mandato em andamento, até o último dado. Cobertura parcial: a série começa depois da posse. Sem dado: a fonte não publica a série no período.

Em qual mandato cada número foi o maior e o menor

Maior e menor não querem dizer melhor e pior: inflação alta pesa no bolso, desemprego em queda é mudança negativa em pontos percentuais. A lista só ordena os números, entre os mandatos desta página com a série completa.

  • IPCA (variação por ano): maior no mandato Dilma 2 (+14,3%, +10,5% por ano), menor no mandato Bolsonaro (+26,9%, +6,1% por ano).
  • Alimentos (IPCA) (variação por ano): maior no mandato Dilma 2 (+18,5%, +13,6% por ano), menor no mandato Dilma 1 (+38,0%, +8,4% por ano).
  • PIB real (crescimento por ano): maior no mandato Dilma 1 (+7,8%, +1,9% por ano), menor no mandato Dilma 2 (−6,8%, −5,5% por ano).
  • Desemprego (mudança em pontos percentuais): maior no mandato Dilma 2 (+4,7 p.p.), menor no mandato Bolsonaro (−3,8 p.p.).
  • Renda real (variação por ano): maior no mandato Bolsonaro (−1,0%, −0,2% por ano), menor no mandato Dilma 2 (−3,5%, −2,7% por ano).
  • Salário mínimo (variação real por ano): maior no mandato Dilma 2 (+5,5% real, +4,1% por ano), menor no mandato Bolsonaro (−1,2% real, −0,3% por ano).
  • Saldo do Caged antigo (média por ano): maior no mandato Dilma 1 (+3,32 milhões de empregos, +829,4 mil empregos por ano), menor no mandato Dilma 2 (−2,01 milhões de empregos, −1,51 milhão de empregos por ano).
  • Dólar (variação por ano): maior no mandato Dilma 2 (+35,1%, +25,3% por ano), menor no mandato Bolsonaro (+34,9%, +7,8% por ano).
  • Selic efetiva (mudança em pontos percentuais): maior no mandato Bolsonaro (+7,25 p.p.), menor no mandato Dilma 1 (+0,92 p.p.).
  • Gasolina (variação real por ano): maior no mandato Dilma 2 (+7,3% real, +5,4% por ano), menor no mandato Bolsonaro (−10,3% real, −2,7% por ano).
  • Gás de cozinha (variação real por ano): maior no mandato Bolsonaro (+24,0% real, +5,5% por ano), menor no mandato Dilma 1 (−7,8% real, −2,0% por ano).
  • Dívida bruta (mudança em pontos percentuais): maior no mandato Dilma 2 (+10,3 p.p.), menor no mandato Bolsonaro (−3,6 p.p.).
  • Resultado primário (mudança em pontos percentuais): maior no mandato Bolsonaro (+2,8 p.p.), menor no mandato Dilma 1 (−3,2 p.p.).
  • Arrecadação federal (mudança em pontos percentuais): maior no mandato Bolsonaro (+1,2 p.p.), menor no mandato Dilma 1 (−0,7 p.p.).
  • Gini desde 1995 (mudança em pontos do índice): maior no mandato Dilma 2 (−0,002), menor no mandato Bolsonaro (−0,028).
  • Extrema pobreza desde 1995 (mudança em pontos percentuais): maior no mandato Dilma 2 (+0,6 p.p.), menor no mandato Bolsonaro (−1,8 p.p.).
  • Famílias no Bolsa Família (variação por ano): maior no mandato Bolsonaro (+47,8%, +10,3% por ano), menor no mandato Dilma 2 (−0,5%, −0,5% por ano).
  • Homicídios (mudança em por 100 mil habitantes): maior no mandato Dilma 1 (+2,4 por 100 mil habitantes), menor no mandato Bolsonaro (−6,1 por 100 mil habitantes).
  • Desmatamento na Amazônia (variação por ano): maior no mandato Dilma 2 (+23,8%, +23,8% por ano), menor no mandato Dilma 1 (−28,4%, −8,0% por ano).

Atos oficiais de cada mandato que entram na leitura

Planos econômicos, mudanças de regra e decisões com ato publicado dentro do período de cada governo. Dois fatos no mesmo mês não provam que um causou o outro.

Dilma Rousseff (1º mandato) (01/01/2011 a 01/01/2015)
Regra do salário mínimo (25/02/2011): Lei fixa o reajuste do salário mínimo pelo INPC mais o crescimento do PIB de dois anos antes, de 2012 a 2015.
Dilma Rousseff (2º mandato) (01/01/2015 a 12/05/2016)
Nenhum ato do registro de acontecimentos do observatório cai neste período.
Jair Bolsonaro (01/01/2019 a 01/01/2023)
Reforma da Previdência (12/11/2019): Emenda muda as regras de aposentadoria do INSS e dos servidores federais. Emergência de covid-19 (06/02/2020): Lei das medidas de enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional. Autonomia do Banco Central (24/02/2021): Lei dá mandato fixo, não coincidente com o do presidente da República, à diretoria do Banco Central.

Comparar com outros indicadores e outros governos

O comparador de governos abre com estes mandatos marcados e mostra todos os indicadores do observatório, inclusive em igual número de meses. Também há a régua de qual presidente teve o maior e o menor número em cada indicador e a lista de em qual governo foi criado cada programa. Outras comparações prontas: Lula x Bolsonaro em números e Lula x FHC em números.

Mandatos nesta página: Dilma Rousseff (1º mandato), de 01/01/2011 a 01/01/2015; Dilma Rousseff (2º mandato), de 01/01/2015 a 12/05/2016; Jair Bolsonaro, de 01/01/2019 a 01/01/2023. Dilma teve 2 mandatos nesta comparação.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre Dilma x Bolsonaro

Inflação: foi maior no governo Dilma ou no governo Bolsonaro?

Dilma Rousseff (1º mandato): +27,0% (+6,2% por ano), de dez/2010 a dez/2014. Dilma Rousseff (2º mandato): +14,3% (+10,5% por ano), de dez/2014 a abr/2016. Jair Bolsonaro: +26,9% (+6,1% por ano), de dez/2018 a dez/2022. Fonte: IBGE, SGS 433. O número mede o que a série registrou no período, sem dizer o que causou a mudança.

PIB: a economia cresceu mais com Dilma ou com Bolsonaro?

Dilma Rousseff (1º mandato): +7,8% (+1,9% por ano), de 4º tri/2010 a 4º tri/2014. Dilma Rousseff (2º mandato): −6,8% (−5,5% por ano), de 4º tri/2014 a 1º tri/2016. Jair Bolsonaro: +6,7% (+1,6% por ano), de 4º tri/2018 a 4º tri/2022. Fonte: IBGE, SIDRA 1621 / v584 e 1620 / v583. O número mede o que a série registrou no período, sem dizer o que causou a mudança.

Desemprego: como ficou com Dilma e com Bolsonaro?

Dilma Rousseff (1º mandato): 8,0% para 6,6% (−1,4 p.p., de mar/2012 a dez/2014) (a série cobre só 33 dos 48 meses do período (mar/2012 a dez/2014)). Dilma Rousseff (2º mandato): 6,6% para 11,3% (+4,7 p.p., de dez/2014 a abr/2016). Jair Bolsonaro: 11,7% para 7,9% (−3,8 p.p., de dez/2018 a dez/2022). Fonte: IBGE, SIDRA 6381 / v4099. O número mede o que a série registrou no período, sem dizer o que causou a mudança.

Salário mínimo: quanto subiu acima da inflação com Dilma e com Bolsonaro?

Dilma Rousseff (1º mandato): +12,4% real (+3,0% por ano), de dez/2010 a dez/2014. Dilma Rousseff (2º mandato): +5,5% real (+4,1% por ano), de dez/2014 a abr/2016. Jair Bolsonaro: −1,2% real (−0,3% por ano), de dez/2018 a dez/2022. Fonte: Ipeadata e Banco Central, MTE12_SALMIN12 / SGS 1619. O número mede o que a série registrou no período, sem dizer o que causou a mudança.

Dólar: quanto mudou com Dilma e com Bolsonaro?

Dilma Rousseff (1º mandato): +55,9% (+11,7% por ano), de dez/2010 a dez/2014. Dilma Rousseff (2º mandato): +35,1% (+25,3% por ano), de dez/2014 a abr/2016. Jair Bolsonaro: +34,9% (+7,8% por ano), de dez/2018 a dez/2022. Fonte: Banco Central, SGS 3698. O número mede o que a série registrou no período, sem dizer o que causou a mudança.

Gasolina: subiu mais com Dilma ou com Bolsonaro, descontada a inflação?

Dilma Rousseff (1º mandato): −8,3% real (−2,1% por ano), de dez/2010 a dez/2014. Dilma Rousseff (2º mandato): +7,3% real (+5,4% por ano), de dez/2014 a abr/2016. Jair Bolsonaro: −10,3% real (−2,7% por ano), de dez/2018 a dez/2022. Fonte: ANP, LPC mensal Brasil, gasolina comum. O número mede o que a série registrou no período, sem dizer o que causou a mudança.

Dívida pública: como ficou com Dilma e com Bolsonaro?

Dilma Rousseff (1º mandato): 51,8% do PIB para 56,3% do PIB (+4,5 p.p., de dez/2010 a dez/2014). Dilma Rousseff (2º mandato): 56,3% do PIB para 66,6% do PIB (+10,3 p.p., de dez/2014 a abr/2016). Jair Bolsonaro: 75,3% do PIB para 71,7% do PIB (−3,6 p.p., de dez/2018 a dez/2022). Fonte: Banco Central, SGS 13762. O número mede o que a série registrou no período, sem dizer o que causou a mudança.

Extrema pobreza: como ficou com Dilma e com Bolsonaro?

Dilma Rousseff (2º mandato): 7,0% para 7,6% (+0,6 p.p., de 2014 a 2015). Jair Bolsonaro: 9,4% para 7,6% (−1,8 p.p., de 2018 a 2022). Fonte: Ipea, Ipeadata PNADS_PERCPOBRE300. O número mede o que a série registrou no período, sem dizer o que causou a mudança.

Desmatamento da Amazônia: como ficou com Dilma e com Bolsonaro?

Dilma Rousseff (1º mandato): −28,4% (−8,0% por ano), de 2010 a 2014. Dilma Rousseff (2º mandato): +23,8% (+23,8% por ano), de 2014 a 2015. Jair Bolsonaro: +53,8% (+11,4% por ano), de 2018 a 2022. Fonte: INPE, PRODES Amazônia Legal, taxa anual. O número mede o que a série registrou no período, sem dizer o que causou a mudança.

Quem foi melhor, Dilma ou Bolsonaro?

Os números oficiais não dão essa resposta sozinhos. Cada indicador mostra o que aconteceu no período de cada governo, e o resultado depende do critério: inflação, crescimento, emprego, renda, dívida ou meio ambiente apontam em direções diferentes. Câmbio, preço do petróleo e dos alimentos no mundo, crises externas e a pandemia de 2020 pesam em qualquer mandato. Esta página põe Dilma e Bolsonaro lado a lado com a mesma régua de meses, sem nota e sem ranking geral, para que cada pessoa compare pelo critério que considera mais importante.

Por que os mandatos têm durações diferentes na comparação?

Porque cada governo vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo, e alguns mandatos foram mais curtos (afastamento) ou ainda estão em andamento. Para períodos de duração diferente, a comparação justa é a coluna por ano, que transforma o total do mandato numa taxa anual equivalente. Taxas como desemprego, juros e dívida mudam em pontos percentuais entre o começo e o fim do período.