Módulo 14 - Políticas, bloqueios e anúncios seguros

Atributos pessoais: o que não falar no anúncio

12 min de leitura · por Equipe ValorFinal, conteúdo da equipe ValorFinal · Atualizado em 29/06/2026

O que você vai aprender

  • Entender o que a Meta chama de atributos pessoais.
  • Saber por que afirmar ou insinuar essas características reprova.
  • Reconhecer a diferença entre falar com a pessoa e falar sobre a pessoa.
  • Reescrever uma frase pessoal em uma frase geral e aprovada.

A regra dos atributos pessoais

Essa é uma das regras que mais pega pequenos negócios de surpresa, porque a frase parece inofensiva. A Meta proíbe anúncios que afirmem ou insinuem atributos pessoais de quem está vendo. Atributo pessoal é qualquer característica da pessoa: raça, etnia, religião, crença, idade, orientação sexual, identidade de gênero, situação financeira, saúde, condição física ou mental, e até o nome.

O ponto delicado é a palavra insinuar. Você não precisa dizer a característica de forma direta para violar a regra. Basta a frase dar a entender que você sabe algo sobre aquela pessoa. Você que está endividado, você que tem diabetes, você que está acima do peso. Mesmo que a intenção seja boa, a Meta lê isso como expor a pessoa para si mesma e para quem está ao lado dela na tela.

Atributo pessoal
Uma característica da pessoa, como saúde, religião, raça, idade ou situação financeira, que a Meta não permite afirmar nem insinuar no anúncio, para proteger a privacidade e a dignidade de quem vê.

Por que a regra é tão dura? Porque um anúncio é público. Quando ele diz você que tem uma dívida, qualquer pessoa que estiver olhando a tela junto pode supor que aquilo se aplica a quem segura o celular. A regra protege a privacidade e evita que a publicidade exponha condições íntimas. A boa notícia é que dá para vender exatamente o mesmo produto sem apontar o dedo para ninguém.

Falar do problema, não da pessoa

A virada de chave é simples: pare de falar sobre a pessoa e passe a falar sobre o problema ou a solução. Em vez de afirmar que a pessoa tem uma condição, descreva o produto, o serviço ou a situação de forma geral. Quem se identificar vai entender que o anúncio é para ela, sem que você precise apontar a característica dela.

Copy reprovada (atributo pessoal)

  • Você que está endividado, quite as suas dívidas agora.
  • Você que tem diabetes precisa deste produto.
  • Está acima do peso? Resolva isso hoje.
  • Você que é evangélico vai amar este curso.

Copy aprovada (frase geral)

  • Conheça formas de organizar e renegociar dívidas.
  • Produtos pensados para uma alimentação com baixo teor de açúcar.
  • Programa de hábitos para apoiar a sua rotina de saúde.
  • Curso com conteúdo de base cristã para quem tem interesse no tema.

Veja como a mensagem sobrevive. A versão aprovada não diz nada sobre quem está vendo. Ela descreve o serviço de renegociação, o produto sem açúcar, o programa de hábitos, o conteúdo do curso. Quem tem dívida, quem cuida da alimentação, quem busca saúde ou quem segue aquela fé reconhece o anúncio como relevante sozinho. Você atrai o mesmo público sem fazer nenhuma afirmação proibida sobre ele.

Teste rápido

Uma clínica quer anunciar um tratamento e escreveu: Você que sofre de ansiedade, agende sua consulta. Por que isso pode reprovar?

Perguntas frequentes

Posso segmentar por interesse mesmo sem citar o atributo?
A segmentação por interesses disponíveis na plataforma é uma coisa, e o texto do anúncio é outra. Você pode escolher públicos pelas opções que a Meta oferece, mas o texto não pode afirmar nem insinuar a característica pessoal de quem vê.
Falar você no anúncio já é proibido?
Não. O problema não é a palavra você, e sim usá-la para atribuir uma característica à pessoa. Você vai gostar deste produto é diferente de você que está endividado. A primeira fala do produto, a segunda fala sobre a pessoa.
Como anuncio um produto para diabéticos sem violar a regra?
Descreva o produto, não a pessoa. Em vez de você que tem diabetes, escreva algo como opções com baixo teor de açúcar ou produtos sem adição de açúcar. Quem busca isso encontra o anúncio sem ser apontado pela condição.
Vale a regra para idade e religião também?
Sim. Idade, religião, raça, etnia, orientação sexual e identidade de gênero estão na lista de atributos pessoais. O texto não pode afirmar nem insinuar nenhuma dessas características como sendo de quem vê o anúncio.
E se a pessoa realmente faz parte daquele público?
Mesmo que o público seja real, o anúncio é exibido publicamente e a regra protege a privacidade. Por isso você fala do produto ou da solução de forma geral, deixando que a própria pessoa se reconheça, em vez de apontá-la.
O Google tem a mesma regra de atributos pessoais?
O Google também tem políticas de publicidade personalizada que restringem o uso de categorias sensíveis para segmentar e direcionar anúncios. A formulação é diferente da Meta, mas a ideia de não explorar características pessoais sensíveis aparece nas duas plataformas.

Fontes

Seu progresso fica salvo neste aparelho. Assinantes sincronizam entre os aparelhos.