Galáxia
Galáxia de Barnard
Uma galáxia anã irregular do nosso grupo local, tão próxima que estrelas individuais aparecem com facilidade.

- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: G
- Distância
- 1,6 milhões de anos-luz
- Constelação
- SagitárioSgr
- Tamanho no céu
- 14 minutos de arco
- Classificação
- IBm
- Observado por
- MPG/ESO 2.2-metre telescope
- Imagem publicada
- outubro de 2009
- Original do acervo
- 6.480 × 5.868 px38 megapixels
NGC 6822 é uma galáxia anã irregular e faz parte do Grupo Local, o mesmo conjunto ao qual a Via Láctea e Andrômeda pertencem. Foi descoberta por Edward Barnard em 1884, e leva o nome dele.
Ela não tem braços espirais nem estrutura organizada: é um aglomerado irregular de estrelas, gás e regiões de formação estelar. Galáxias assim são as mais comuns do universo, embora sejam bem menos fotogênicas que as espirais.
A proximidade faz dela um laboratório. Estrelas individuais são facilmente resolvidas, o que permite estudar como a formação estelar funciona num ambiente com pouca massa e pouca metalicidade, mais parecido com o das primeiras galáxias.
Galáxias anãs irregulares são a forma mais comum de galáxia no universo, embora quase não apareçam em livros de divulgação. Elas não têm braços espirais nem núcleo definido, e boa parte delas nunca recebeu nome popular. A predominância delas importa: o universo é feito majoritariamente de galáxias pequenas e desorganizadas, e não das espirais fotogênicas.
O que reparar nesta imagem
- As nuvens de hidrogênioManchas avermelhadas espalhadas pela galáxia, cada uma uma região de formação estelar ativa.
- A falta de estruturaSem braços, sem barra, sem núcleo definido. É o que caracteriza uma galáxia irregular.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 1,2 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 26 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 6.423 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 1,6 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros Homo sapiens surgiam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 24° de altura, na direção L.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 81 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESO, ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/A. Schruba, VLA (NRAO)/Y. Bagetakos/Little THINGS ESO CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa da Lagoa
- Nebulosa Ômega
- Nebulosa da Aranha Vermelha
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0
- Aglomerado Messier 54
- Terzan 5
- Aglomerado Messier 18
- Galáxia de Andrômeda
Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia de Barnard. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-de-barnard. Consultado em: 23/08/2026.











