Nebulosa de emissão
Nebulosa Ômega
Uma das regiões de formação estelar mais brilhantes da galáxia, esculpida por estrelas jovens escondidas na poeira.

- Tipo
- Nebulosa de emissãoSIMBAD: OpC
- Distância
- 5.500 anos-luz
- Constelação
- SagitárioSgr
- Tamanho no céu
- 1,6 minutos de arco
- Observado por
- VLT Survey Telescope, MPG/ESO 2.2-metre telescope, New Technology Telescope
- Imagem publicada
- junho de 2017
- Original do acervo
- 93.031 × 35.412 px3294 megapixels
Messier 17 tem vários nomes: Ômega, Cisne, Ferradura. Todos vêm de tentativas de descrever a forma vista em telescópios pequenos. É uma das regiões de formação estelar mais ativas e mais brilhantes conhecidas na Via Láctea.
As estrelas responsáveis pelo brilho ficam escondidas atrás da poeira e não aparecem em luz visível. O que se vê é o efeito delas: gás aquecido, ionizado e esculpido em ondas e cavidades. Estimativas apontam algumas dezenas de estrelas muito massivas por trás dessa fachada.
As cores nas imagens processadas costumam representar elementos diferentes: hidrogênio, oxigênio e enxofre, cada um emitindo numa linha específica do espectro. Combinar essas linhas separa quimicamente a nebulosa e mostra onde cada elemento está.
Ela fica a cerca de cinco mil anos-luz, na direção do centro da galáxia, e é vizinha de céu da Nebulosa da Águia. As duas pertencem ao mesmo braço espiral da Via Láctea e provavelmente ao mesmo complexo de nuvens moleculares, o que explica por que tantas regiões de formação estelar aparecem alinhadas naquele trecho do céu de inverno brasileiro.
O que reparar nesta imagem
- As ondas de gásA superfície parece agitada porque o gás quente está expandindo contra material mais frio e denso.
- As bolhas e cavidadesEscavadas pelos ventos das estrelas massivas escondidas dentro da nuvem.
Por que esta imagem tem essas cores
As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · OmegaCAM · g480 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · OmegaCAM · g480 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · OmegaCAM · r625 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · OmegaCAM · r625 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · OmegaCAM · H-alpha659 nmolho enxerga
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 11 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 5,5 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 2,6 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 5.500 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 43° de altura, na direção L.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 83 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESO/INAF-VST/OmegaCAM. Acknowledgement: OmegaCen/Astro-WISE/Kapteyn Institute ESO CC BY 4.0




Crédito European Space Agency, NASA, and J. Hester (Arizona State University) ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
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Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0
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- Centro da Via Láctea
Crédito ESO/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
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Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa Ômega. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-omega. Consultado em: 23/08/2026.










