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Galáxia

Galáxia do Cata-vento

Uma espiral vista de frente, quase o dobro do tamanho da Via Láctea, com braços visivelmente tortos por encontros com vizinhas.

Galáxia do Cata-vento, galáxia registrada pelo Hubble Space Telescope
“Largest ever galaxy portrait - stunning HD image of Pinwheel Galaxy”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
GaláxiaSIMBAD: GiP
Distância
23,3 milhões de anos-luz
Constelação
Ursa MaiorUMa
Tamanho no céu
22 minutos de arco
Classificação
S_AB
Observado por
Hubble Space Telescope
Imagem publicada
fevereiro de 2006
Original do acervo
15.852 × 12.392 px196 megapixels

Messier 101 tem cerca de 170 mil anos-luz de diâmetro, quase o dobro da Via Láctea, e está posicionada de frente para nós. A combinação faz dela uma das melhores galáxias para estudar como braços espirais funcionam, porque nada fica escondido atrás de nada.

Ela é assimétrica, e isso salta aos olhos: o núcleo não está no centro geométrico, e os braços de um lado são mais extensos e mais brilhantes que os do outro. A explicação aceita é interação gravitacional com galáxias companheiras, que puxou o disco para fora do eixo. Encontros assim comprimem gás, e o resultado é uma taxa de formação de estrelas bem alta para uma galáxia desse porte.

Os pontos rosados espalhados pelos braços são regiões de hidrogênio ionizado, nuvens onde estrelas jovens e quentes estão arrancando elétrons do gás em volta. Messier 101 tem um número enorme delas, e algumas são grandes o suficiente para receberem nome e número próprios em catálogos.

O que reparar nesta imagem

  • O núcleo deslocadoRepare que o centro brilhante não está no meio exato do disco. É a marca de um encontro gravitacional recente.
  • As manchas rosadasCada uma é uma nuvem de hidrogênio brilhando por causa da luz ultravioleta de estrelas jovens dentro dela. Aqui há centenas.
  • A borda difusaO disco não termina numa linha: ele vai se diluindo. A borda que você vê é só onde a luz ficou fraca demais para o telescópio.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · B435 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · V555 nmolho enxerga
  • Vermelhoinfravermelho · I814 nminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 2,3 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 13 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 148.445 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 23,3 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 11° de altura, na direção N.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 12 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Uma coisa que quase ninguém sabe

Em 2011 uma supernova do tipo Ia explodiu nela e virou uma das mais próximas e mais bem estudadas em décadas. Esse tipo de supernova é usado como régua para medir distâncias no universo.

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Galáxia do Charuto

    Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0

  • Galáxia de Bode

    Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia de Andrômeda

    Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Sombrero

    Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Redemoinho

    Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia Fantasma

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, A. Adamo (Stockholm University) and the FEAST JWST team ESA/Webb CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Galáxia do Cata-vento. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-do-cata-vento. Consultado em: 23/08/2026.