Nebulosa de emissão
Nebulosa da Lagoa
Uma nuvem gigante de formação estelar em Sagitário, visível a olho nu, com estruturas em forma de funil no centro.

- Tipo
- Nebulosa de emissãoSIMBAD: OpC
- Distância
- 4.100 anos-luz
- Constelação
- SagitárioSgr
- Tamanho no céu
- Observado por
- MPG/ESO 2.2-metre telescope, Hubble Space Telescope, SPECULOOS Southern Observatory
- Imagem publicada
- setembro de 2009
- Original do acervo
- 7.856 × 5.261 px41 megapixels
A Nebulosa da Lagoa é uma das poucas regiões de formação estelar visíveis a olho nu, e do Brasil ela aparece alta no céu do inverno, na direção do centro da galáxia. O nome vem de uma faixa escura de poeira que atravessa a nebulosa e a divide em duas partes, lembrando uma lagoa.
No coração dela está um aglomerado de estrelas jovens, e a mais quente delas ioniza o gás em volta e produz o brilho avermelhado característico do hidrogênio. Perto dessa estrela existem estruturas em forma de funil, com cerca de meio ano-luz de comprimento, provavelmente moldadas pela diferença de temperatura entre o gás quente da superfície e o material frio no interior.
A região é grande: mais de cem anos-luz de extensão. O que aparece nas fotos costuma ser apenas a parte central e mais brilhante.
O que reparar nesta imagem
- A faixa escura que divide a nebulosaPoeira densa em primeiro plano. É ela que dá o nome de lagoa ao objeto.
- Os funis de gásEstruturas afuniladas perto da estrela central mais quente, esculpidas por diferenças extremas de temperatura.
- Os glóbulos escurosPequenas manchas pretas e arredondadas: nuvens densas onde estrelas podem estar se formando.
Por que esta imagem tem essas cores
As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · WFI · B456 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · WFI · V539 nmolho enxerga
- Laranjaluz visível · WFI · R651 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · WFI · H-alpha658 nmolho enxerga
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 3 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,6 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 4.100 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 49° de altura, na direção L.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 89 graus acima do horizonte.
Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Fica na direção do centro da Via Láctea, e é por isso que a região em volta dela nas fotos costuma estar coalhada de estrelas de fundo.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA, ESA, STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa Ômega
- Nebulosa da Aranha Vermelha
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0
- Aglomerado Messier 54
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- Aglomerado Messier 18
- Centro da Via Láctea
Crédito ESO/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
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- Glóbulos de Thackeray
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- Nebulosa NGC 3603
Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0
- Região de formação estelar N79
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa da Lagoa. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-da-lagoa. Consultado em: 23/08/2026.









