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ObservatórioAstronomia

NOAA e NASA · agora e últimos 7 dias

Atividade solar hoje

O campo magnético da Terra está calmo, com índice Kp em 0, o vento solar sopra a 491 km por segundo e o fluxo de raios X está na classe B6.1.

O registro de eventos da NASA não respondeu agora. As contagens de erupções, ejeções e tempestades dos últimos 7 dias ficam de fora até a fonte voltar. O que a página mostra abaixo continua valendo: o estado atual do campo magnético e do vento solar, as regiões ativas no disco e a previsão da NOAA. Nenhum desses números vem do registro que faltou.

Sol agora

Índice Kp
0
campo magnético calmo, sem aurora fora das regiões polares
Vento solar
491 km/s
dentro da faixa comum
Campo Bz
+4,0 nT
apontando para o norte, que dificulta a entrada de energia. Intensidade total de 5,0 nT.
Raios X
B6.1
Abaixo da escala de apagão de rádio: sem consequência prática. Fluxo de 10,7 cm em 123.

Estado corrente do Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA. O Kp mede a agitação do campo magnético da Terra e vai de 0 a 9; a escala G de tempestade só começa em Kp 5. Nada aqui é previsão de efeito sobre saúde: não existe base científica estabelecida para isso.

Resposta rápida

  • O campo magnético da Terra está calmo, com índice Kp em 0, o vento solar sopra a 491 km por segundo e o fluxo de raios X está na classe B6.1.
  • O registro de eventos da NASA não respondeu agora, então esta página não afirma quantas erupções ou tempestades houve nos últimos dias.
  • O painel acima é medição do momento, do Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA, e não depende da fonte que faltou.
  • A escala de erupções é logarítmica: cada letra, de A a X, é dez vezes mais forte que a anterior.

Publicado sob responsabilidade editorial de Cesar GargiuloFontes: NASA DONKI e Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA

O que pode acontecer nas próximas horas

O maior índice Kp previsto até o fim do horizonte da NOAA é 3, em 15/10/2026 às 03:00. A escala G de tempestade só começa em Kp 5, então a previsão é de campo magnético sem tempestade.

  1. 2,715:00
  2. 2,718:00
  3. 221:00
  4. 3,300:00
  5. 303:00
  6. 2,306:00
  7. 1,709:00
  8. 112:00
  9. 1,315:00
  10. 2,318:00
  11. 2,321:00
  12. 2,700:00
  13. 203:00
  14. 1,706:00
  15. 1,709:00
  16. 212:00
  17. 215:00
  18. 2,718:00
  19. 1,721:00
  20. 1,700:00
  21. 1,303:00
  22. 1,306:00
  23. 1,309:00
  24. 1,312:00
  25. 1,315:00
  26. 1,718:00
  27. 1,721:00

Cada coluna é um bloco de três horas. As colunas cheias já foram medidas; as vazadas são previsão do Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA.

Erupção classe C
75%
Abaixo da escala de apagão de rádio da NOAA
Erupção classe M
20%
A partir de M1 o evento vira R1 na escala da NOAA, e a partir de M5, R2
Erupção classe X
5%
R3 ou mais: apagão de rádio de alta frequência em área extensa
Tempestade de prótons
5%
É o que faz voo polar mudar de rota

Probabilidade de pelo menos uma erupção de cada classe nas próximas 24 horas, para o disco solar inteiro. É previsão de modelo, não medição, e a NOAA a reemite todo dia.

Vai dar para ver aurora?

Em São Paulo, SP

Não, e não é questão de esperar

São Paulo, SP está a 15,1 graus de latitude geomagnética, e mesmo a tempestade mais forte da escala, Kp 9, leva o oval de aurora só até 48,1 graus. Não é uma questão de esperar a noite certa: a geometria não fecha.

Avaliado com Kp 3, que é o maior entre o valor de agora e o previsto para os próximos dias.

Por que a latitude do mapa não decide

A aurora acontece num anel em volta do polo magnético, e ele não coincide com o geográfico. O Brasil fica sobre a Anomalia Magnética do Atlântico Sul, onde a latitude geomagnética é bem menor que a do mapa: São Paulo, SP está a 15,1 graus geomagnéticos, contra 23,5 graus de latitude comum.

Aurora visível do Brasil é raríssima e só acontece em tempestade extrema. O registro mais recente é o de maio de 2024, quando o céu do Rio Grande do Sul ficou avermelhado durante uma tempestade de nível G5. Fora desse tipo de evento, o oval de aurora não chega ao país.

Local

O Sol nos últimos 7 dias

Registro de eventos indisponível; o disco e as regiões continuam atuais.

AR 4551AR 4557AR 4548AR 4556AR 4555AR 4558AR 4554AR 4553AR 4552← lesteoeste →

Arraste para girar o Sol

erupção X no períodoerupção Merupção Csem erupção no períodoanel duplo: aponta para a Terra

Regiões ativas no disco solar, posição, tamanho e chance de erupção
RegiãoOnde estáManchasCampoChance de M / XNo período
AR 4551
aponta para cá
15° S · 7° leste23BGD25% / 10%nenhuma erupção
AR 45577° N · 43° leste8B5% / 1%nenhuma erupção
AR 454813° S · 79° oeste1A1% / 1%nenhuma erupção
AR 45563° N · 45° leste4B1% / 1%nenhuma erupção
AR 45557° S · 43° oeste5B1% / 1%nenhuma erupção
AR 45588° S · 34° oeste1A1% / 1%nenhuma erupção
AR 45547° N · 33° leste1A1% / 1%nenhuma erupção
AR 4553
aponta para cá
6° N · 20° leste1A1% / 1%nenhuma erupção
AR 455223° N · 87° oeste--1% / 1%nenhuma erupção

Arrastando, o Sol vira um corpo e dá para ver a face oculta. Ela não é fotografada por instrumento nenhum: o que a página mostra ali são as regiões conhecidas de quando estavam do lado de cá, sobre uma superfície neutra, de propósito - inventar textura para a face escondida seria inventar observação. O giro automático também não é em tempo real; o Sol leva 27 dias para dar uma volta.

Imagem do Sol em 193 ångström, do Solar Dynamics Observatory da NASA, atualizada a cada poucos minutos. Cada anel é uma região ativa; a cor diz se ela produziu erupção nos últimos 7 dias e de que classe, e o tamanho vem da área do grupo de manchas. As posições, o número de manchas, a classe do campo magnético e a chance de erupção são a leitura do Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA de 13/10/2026. Região que explodiu no período mas que a NOAA não lista hoje entra com a posição PROJETADA, girando o Sol a 13,2 graus por dia a partir de onde a erupção foi observada; a tabela marca essas com "projetada". Uma região do período já girou para a face oculta e não aparece: AR 4549.

O que é uma erupção solar

É a liberação súbita de energia magnética acumulada na atmosfera do Sol, normalmente sobre uma região ativa, aquelas áreas onde aparecem as manchas solares. A energia sai como radiação em todo o espectro, e a parte em raios X é o que dá nome à classificação. A luz da erupção chega à Terra em oito minutos, à velocidade da luz, e não há como avisar antes.

A escala vai de A a X, e cada letra vale dez vezes a anterior. O número ao lado da letra é o multiplicador dentro da faixa: M8.1 é cinco vezes mais intensa que M1.6, e X1.0 é dez vezes mais intensa que M1.0. Uma erupção de classe C é rotina do Sol ativo e não produz efeito perceptível na superfície.

A partir de M1, a erupção passa a ter um nível oficial de apagão de rádio, numa segunda escala mantida pelo Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA. Ela vai de R1 a R5, e é essa escala, e não a letra da erupção, que descreve o efeito na Terra. A tabela abaixo é a tradução do texto oficial da NOAA.

Escala de apagão de rádio da NOAA, do nível mais fraco ao mais forte
NívelA partir deEfeito no rádio de alta frequênciaFrequência
R1 MenorM1Degradação fraca do rádio de alta frequência no lado iluminado do planeta, com perda ocasional de contato.cerca de duas mil vezes/ciclo
R2 ModeradoM5Apagão limitado do rádio de alta frequência no lado iluminado, com perda de contato por dezenas de minutos.cerca de 350 vezes/ciclo
R3 ForteX1Apagão de rádio de alta frequência em área extensa, com perda de contato por cerca de uma hora no lado iluminado do planeta.cerca de 175 vezes/ciclo
R4 SeveroX10Apagão do rádio de alta frequência em quase todo o lado iluminado do planeta, por uma a duas horas.cerca de oito vezes/ciclo
R5 ExtremoX20Apagão total do rádio de alta frequência em todo o lado iluminado do planeta, por várias horas.menos de uma vez/ciclo

Frequência: quantos eventos de cada nível a NOAA espera num ciclo solar de onze anos. Fonte: NOAA Space Weather Scales.

O que é uma ejeção de massa coronal

É diferente da erupção, embora as duas costumem acontecer juntas. Na ejeção, o Sol arremessa ao espaço uma nuvem de bilhões de toneladas de plasma magnetizado. Ela não viaja à velocidade da luz: leva de um a três dias para atravessar a distância até a Terra, e é justamente esse atraso que permite prever a chegada e emitir alertas.

Quando a nuvem atinge o campo magnético terrestre, ele se deforma e oscila, o que caracteriza a tempestade geomagnética. É esse fenômeno que produz auroras em latitudes mais baixas que o normal, induz correntes em redes elétricas longas e degrada a precisão de sistemas de navegação por satélite.

Isso afeta o Brasil?

Menos que os países de alta latitude, mas não é irrelevante. O Brasil está sob a Anomalia Magnética do Atlântico Sul, uma região onde o campo magnético terrestre é mais fraco e a radiação de partículas chega mais perto da superfície. Satélites que cruzam essa área recebem dose maior e costumam ser configurados para modo de proteção na passagem.

Na prática, o efeito mais comum aqui é degradação temporária de comunicação de rádio de alta frequência e de precisão de GPS durante eventos fortes. Auroras visíveis no Brasil são raríssimas e só acontecem em tempestades extremas, e mesmo assim no extremo sul do país.

Perguntas frequentes

Vem tempestade solar nos próximos dias?

O maior índice Kp previsto pelo Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA até o fim do horizonte publicado é 3, em 15/10/2026 às 03:00. A escala G de tempestade só começa em Kp 5, então não há tempestade geomagnética prevista nesse período. É previsão de modelo, não medição, e a NOAA a reemite de hora em hora.

Vai dar para ver aurora em São Paulo, SP?

São Paulo, SP está a 15,1 graus de latitude geomagnética, e mesmo a tempestade mais forte da escala, Kp 9, leva o oval de aurora só até 48,1 graus. Não é uma questão de esperar a noite certa: a geometria não fecha. Aurora visível do Brasil é raríssima e só acontece em tempestade extrema. O registro mais recente é o de maio de 2024, quando o céu do Rio Grande do Sul ficou avermelhado durante uma tempestade de nível G5. Fora desse tipo de evento, o oval de aurora não chega ao país.

Está tendo tempestade solar hoje?

O campo magnético da Terra está calmo, com índice Kp em 0, o vento solar sopra a 491 km por segundo e o fluxo de raios X está na classe B6.1. O registro de eventos dos últimos 7 dias não respondeu agora, então esta página não afirma quantas tempestades houve no período. O painel do topo é medição do momento e não depende dessa fonte.

O que significa erupção classe X, M ou C?

A letra é a intensidade do pico em raios X medido pelos satélites GOES, numa escala logarítmica em que cada letra vale dez vezes a anterior, e o número ao lado é o multiplicador dentro da faixa: X1 é dez vezes M1, e M8 é oito vezes M1. Classe C é rotina do Sol ativo e não tem efeito perceptível na Terra. O efeito só aparece a partir de M1, e quem o descreve é outra escala, a de apagão de rádio da NOAA, que vai de R1 a R5.

Uma erupção classe M é forte?

Depende de qual M, e a palavra tem dono. Na escala oficial de apagão de rádio da NOAA, uma M1 é R1, o nível mais fraco dos cinco, descrito como degradação fraca do rádio de alta frequência no lado iluminado do planeta. A partir de M5 o evento vira R2, moderado. O rótulo Forte só aparece no R3, que começa em X1, dez vezes acima de M1. Então classe M cobre desde o degrau mais fraco da escala até a véspera do terceiro, e chamar toda ela de forte é exagero.

Erupção solar de hoje é comum ou é rara?

Nenhuma erupção dos últimos 7 dias alcançou a classe M1, que é o piso da escala oficial de apagão de rádio da NOAA. Isso é o estado mais comum do Sol: mesmo em anos de máximo solar, a maior parte dos dias passa sem nenhum evento que chegue à escala.

Tempestade solar pode derrubar a internet ou a energia?

Eventos extremos podem causar problemas reais, mas o cenário de apagão global que circula na internet é exagero. O caso de referência é o de 1989, quando uma tempestade geomagnética derrubou a rede elétrica de Quebec por nove horas. Redes elétricas longas em alta latitude são as mais expostas, porque a variação do campo magnético induz correntes nos condutores. Operadores de rede e de satélite recebem alertas com antecedência e adotam procedimentos de proteção.

Dá para ver aurora no Brasil?

É raríssimo. Auroras acontecem perto dos polos magnéticos, e só descem para latitudes baixas em tempestades geomagnéticas extremas. Nesses casos excepcionais, já houve registro no extremo sul do Brasil, geralmente como um brilho avermelhado baixo no horizonte, bem diferente das cortinas verdes das fotos de países nórdicos.

Quanto tempo leva para uma ejeção solar chegar à Terra?

De um a três dias, dependendo da velocidade da nuvem de plasma. A luz e os raios X da erupção, esses sim, chegam em cerca de oito minutos e não dão tempo de aviso. É esse atraso da nuvem que torna possível prever a chegada e emitir alertas com antecedência útil.

De onde vêm estes dados?

Da base DONKI, mantida pelo Community Coordinated Modeling Center da NASA, que cataloga eventos de clima espacial a partir de observações de várias missões. As descrições de intensidade seguem as escalas oficiais do Space Weather Prediction Center da NOAA.

Guias sobre atividade solar

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Para entender o que esta página mostra, e o que fazer com isso.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Atividade solar hoje. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/atividade-solar-hoje. Consultado em: 15/10/2026.