Galáxia
Galáxia de Bode
Uma espiral de braços impecavelmente desenhados, e a parceira do encontro que desregulou a Galáxia do Charuto.

Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: Sy2
- Distância
- 11 milhões de anos-luz
- Constelação
- Ursa MaiorUMa
- Tamanho no céu
- 21 minutos de arco
- Classificação
- SA
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- setembro de 2014
- Original do acervo
- 10.555 × 7.223 px76 megapixels
Messier 81 é o que se costuma imaginar quando alguém diz galáxia espiral: núcleo brilhante, braços simétricos e bem definidos, poeira desenhando as bordas internas de cada braço. É grande, próxima e está numa inclinação favorável, o que fez dela um dos alvos mais fotografados do céu norte.
Ela não está sozinha. Faz parte de um grupo que inclui Messier 82, a Galáxia do Charuto, e as duas se aproximaram o bastante no passado para se afetarem mutuamente. M 81 é a mais massiva e saiu quase intacta do encontro; a companheira, menor, teve o gás bagunçado e entrou no surto de formação estelar em que se encontra até hoje.
O núcleo de M 81 é ativo, o que significa que o buraco negro central está consumindo matéria e emitindo energia por isso. É um caso brando, nada perto de um quasar, mas suficiente para ser estudado como laboratório de como esses núcleos funcionam quando estão em marcha lenta.
O que reparar nesta imagem
- A poeira na borda interna dos braçosA faixa escura sempre aparece do lado de dentro do braço. É onde o gás é comprimido antes de virar estrela, e a ordem é sempre essa.
- O núcleo amareladoEstrelas velhas, e um buraco negro supermassivo em atividade discreta no meio delas.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · B435 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · ACS · I814 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 3,5 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 8,8 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 68.411 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 11 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Deste ponto do Brasil este objeto nunca sobe acima do horizonte: a latitude de São Paulo, SP deixa ele sempre abaixo da linha do chão.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Uma supernova explodiu nela em 1993 e foi tão bem observada que virou referência para um tipo inteiro de explosão estelar, a classe IIb.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Galáxia do Cata-vento
Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Andrômeda
Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia Fantasma
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, A. Adamo (Stockholm University) and the FEAST JWST team ESA/Webb CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia de Bode. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-de-bode. Consultado em: 23/08/2026.





