Aglomerado globular
Terzan 5
Um aglomerado perto do centro da galáxia que provavelmente é o resto de uma galáxia primitiva.

- Tipo
- Aglomerado globularSIMBAD: Cl*
- Constelação
- SagitárioSgr
- Tamanho no céu
- 2,8 minutos de arco
- Observado por
- Hubble Space Telescope, Very Large Telescope
- Imagem publicada
- setembro de 2016
- Original do acervo
- 4.002 × 1.958 px8 megapixels
Terzan 5 fica na direção do bojo central da Via Láctea, atrás de tanta poeira que quase não aparece em luz visível. Ele foi catalogado como aglomerado globular comum, e depois se revelou bem mais estranho que isso.
Diferente de um globular típico, ele tem duas populações de estrelas com idades e composições químicas claramente distintas, separadas por bilhões de anos. Aglomerados normais formam suas estrelas todas de uma vez.
A hipótese mais aceita é que Terzan 5 seja o remanescente de uma estrutura primordial: um fragmento das nuvens que se juntaram para formar o bojo da Via Láctea, sobrevivendo até hoje. Seria, nesse caso, um fóssil das primeiras etapas da montagem da nossa galáxia.
Ele abriga o maior número de pulsares de milissegundo já encontrado num único aglomerado. São estrelas de nêutrons girando centenas de vezes por segundo, aceleradas por matéria roubada de uma companheira. A densidade extrema do aglomerado é o que torna esses encontros possíveis: em ambientes normais, duas estrelas quase nunca chegam perto o bastante.
O que reparar nesta imagem
- A densidade extremaÉ um dos aglomerados mais densos conhecidos, com um número enorme de pulsares detectados.
- O campo estelar de fundoEle está na direção do centro da galáxia, então quase todo ponto na imagem é uma estrela.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · ACS · I814 nminvisível ao olho
- Laranjaluz visível · ACS · I814 nminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · J1,25 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · H1,6 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 9,3 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 3,3 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 52° de altura, na direção L.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 89 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa da Lagoa
- Nebulosa Ômega
- Nebulosa da Aranha Vermelha
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0
- Aglomerado Messier 54
- Aglomerado Messier 18
- Centro da Via Láctea
Crédito ESO/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Ômega Centauri
Crédito ESA/Hubble & NASA, M. Häberle (MPIA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- 47 Tucanae
Crédito ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey.Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Aglomerado NGC 6388
Crédito NASA, ESA, F. Ferraro (University of Bologna) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Terzan 5. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/terzan-5. Consultado em: 23/08/2026.








