Aglomerado globular
Terzan 5
Um aglomerado no coração da Via Láctea que talvez não seja um aglomerado comum: tem estrelas de idades diferentes e uma colônia densa de pulsares.

Crédito NASA/ESA/Hubble/F. Ferraro ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Aglomerado globularSIMBAD: Cl*
- Distância
- 18.000 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2011
- Constelação
- SagitárioSgr
- Tamanho no céu
- 2,8 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
- Observado por
- Hubble Space Telescope, James Webb Space Telescope, Digitized Sky Survey 2
- Imagem publicada
- setembro de 2016
- Original do acervo
- 4.002 × 1.958 px8 megapixels
Veja Terzan 5 pelo Hubble e pelo James Webb
Os dois fotografaram este objeto, e o resultado não é a mesma imagem em qualidade diferente. O Hubble registra sobretudo a luz que o olho enxerga; o Webb enxerga infravermelho, que atravessa a poeira e mostra o que estava escondido atrás dela. Arraste a divisória e veja a poeira sumir.
Comparar as duas imagens
Crédito NASA/ESA/Hubble/F. Ferraro ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, G. Zullo (University of Bologna), F. R. Ferraro (University of Bologna). Image Processing: A. Pagan (STScI) ESA/Webb CC BY 4.0
Terzan 5 fica na constelação de Sagitário, nas coordenadas AR 267,02 graus e Dec -24,78 graus, direção que aponta para a região central da Via Láctea. O SIMBAD registra o objeto com o código de aglomerado estelar, e o acervo adota a classificação editorial de aglomerado globular, que é como ele foi tratado por décadas. A ressalva importa, porque justamente essa classificação é o ponto em disputa.
O objeto é pequeno no céu, 2,82 minutos de arco, e sofre de um problema que define quase tudo o que se sabe sobre ele: está atrás de uma quantidade enorme de poeira interestelar. A linha de visada até o centro galáctico atravessa o disco inteiro da Via Láctea, e a poeira absorve e avermelha a luz visível de forma severa. É por isso que o acervo não traz distância declarada pelo publicador para este objeto.
As duas imagens disponíveis são do Hubble, publicadas no mesmo dia de 2016, e ambas dependem de comprimentos de onda longos para atravessar a poeira. Uma cobre 3,3 por 1,6 minutos de arco e combina seis canais, do visível em 606 nanômetros ao infravermelho em 1.600 nanômetros. A outra cobre apenas 1 por 0,6 minuto de arco e incorpora dados obtidos com óptica adaptativa em solo, técnica que corrige em tempo real a distorção causada pela atmosfera.
Por que Terzan 5 é considerado estranho?
A definição clássica de aglomerado globular inclui uma condição forte: todas as estrelas se formaram praticamente ao mesmo tempo, a partir do mesmo material, e por isso compartilham idade e composição química. É essa uniformidade que faz do globular um laboratório tão útil, porque elimina variáveis.
Terzan 5 não cumpre a condição. Observações identificaram nele grupos de estrelas com composições químicas distintas e idades distintas, separadas por bilhões de anos. Um aglomerado que formou estrelas em episódios muito afastados no tempo precisa ter conseguido reter gás por um período longuíssimo, ou capturar gás novo depois, e nenhuma das duas coisas é fácil para um objeto da massa de um globular comum.
A hipótese mais discutida para explicar isso é que Terzan 5 não seja um globular, e sim o resto de uma estrutura maior: um fragmento sobrevivente das nuvens massivas que formaram o bojo da Via Láctea nos primeiros tempos da galáxia. Se estiver correta, o objeto seria uma amostra preservada de um estágio da formação galáctica que normalmente não deixa vestígios reconhecíveis.
O que são pulsares de milissegundo?
Um pulsar é uma estrela de nêutrons em rotação, o núcleo colapsado que sobra quando uma estrela massiva explode. Ela concentra massa comparável à do Sol num objeto de poucos quilômetros de raio, tem campo magnético extremo e emite feixes de radiação pelos polos magnéticos. Se o feixe varre a Terra a cada rotação, o que se detecta é um pulso periódico, e daí o nome.
Pulsares de milissegundo giram centenas de vezes por segundo. Essa rotação absurda não é herdada da explosão: ela é adquirida depois, quando a estrela de nêutrons puxa matéria de uma companheira em órbita próxima. O material que cai carrega momento angular e acelera a rotação, num processo conhecido como reciclagem. Um pulsar de milissegundo é, portanto, sinal de que houve um sistema binário interagindo.
Terzan 5 abriga a maior população conhecida desses objetos em um único aglomerado. Isso é consequência direta da densidade: num ambiente onde as estrelas passam perto umas das outras com frequência, sistemas binários se formam, se trocam e se rearranjam muito mais que no campo comum da galáxia. Alta densidade produz binárias, binárias produzem pulsares reciclados.
Por que foi preciso óptica adaptativa?
A atmosfera terrestre é turbulenta, e camadas de ar com temperaturas diferentes desviam a luz de forma variável. O efeito é o mesmo que faz as estrelas cintilarem a olho nu, e num telescópio grande ele borra a imagem, limitando a resolução a um valor muito abaixo do que a óptica do instrumento permitiria.
Óptica adaptativa corrige isso em tempo real. Um sensor mede a distorção centenas de vezes por segundo e um espelho deformável muda de forma na mesma velocidade para compensar. O resultado, em condições boas, aproxima a imagem do limite teórico do telescópio. Uma das imagens do acervo usou um demonstrador dessa técnica, o instrumento MAD, combinado com dados do Hubble.
No caso de Terzan 5 a necessidade é dupla. Primeiro, o aglomerado é denso e compacto, e separar estrelas individuais exige resolução alta. Segundo, a poeira obriga a observar em infravermelho, faixa em que a óptica adaptativa funciona especialmente bem, porque comprimentos de onda mais longos são menos afetados pela turbulência e mais fáceis de corrigir.
Por que não há distância declarada?
O metadado das imagens deste acervo não traz distância para Terzan 5, e a razão é a extinção interestelar. A poeira entre nós e o objeto absorve parte da luz e espalha preferencialmente os comprimentos de onda mais curtos, o que apaga e avermelha tudo o que está atrás. Como quase todo método de distância depende de comparar brilho aparente com brilho intrínseco, e o brilho aparente está adulterado, a medida fica frágil.
Corrigir esse efeito exige saber quanta poeira existe no caminho, e isso varia de direção para direção em escalas pequenas. Perto do plano da galáxia, a variação é grande e desigual. Diferentes trabalhos adotam correções diferentes e chegam a distâncias diferentes, o que é uma razão legítima para o publicador não fixar um número.
O que o catálogo registra é o desvio para o vermelho, z igual a -0,00027. O valor negativo indica aproximação, com velocidade radial da ordem de oitenta quilômetros por segundo. Como em qualquer objeto da própria galáxia, esse número mede movimento orbital, não expansão cósmica, e não serve para estimar distância.
O que a densidade extrema provoca?
Em ambientes estelares densos, encontros próximos entre estrelas deixam de ser eventos raros e passam a ser parte da rotina. Isso muda a evolução dos objetos ali dentro de maneiras que não acontecem no campo aberto da galáxia, onde as estrelas praticamente nunca se aproximam o suficiente para interagir.
Uma consequência é a troca de companheiras em sistemas binários: uma estrela passando perto pode expulsar um dos membros de um par e tomar seu lugar. Outra é a formação de binárias por captura, quando duas estrelas que não nasceram juntas acabam ligadas. Outra ainda é a colisão direta, que produz objetos que não caberiam na história evolutiva normal daquela população.
Terzan 5 exibe as marcas desse processo. A grande população de pulsares reciclados, os sistemas de raios X e a mistura de populações estelares fazem dele um caso de estudo sobre o que a densidade faz com a evolução estelar. Nesse sentido, ele é interessante independentemente de como a disputa sobre sua classificação venha a terminar.
Os números deste objeto
| Identificação principal | Cl Terzan 5SIMBAD |
|---|---|
| Classificação | aglomerado estelar no SIMBAD, tratado aqui como aglomerado globular |
| Constelação | Sagitário (Sgr) |
| Coordenadas J2000 | AR 267,0208 graus, Dec -24,78 graus |
| Tamanho aparente | 2,82 minutos de arcoSIMBAD |
| Desvio para o vermelho | z = -0,00027SIMBAD |
| Distância | não declarada pelo publicador das imagens |
| Imagens no acervo | 2 |
O que reparar nesta imagem
- A cor avermelhada geral do campoQuase todas as estrelas aparecem alaranjadas ou avermelhadas. Não é característica da população: é a poeira interposta absorvendo o azul e deixando passar preferencialmente os comprimentos de onda longos.
- A densidade do núcleoNo centro, as estrelas quase se encostam no quadro. É essa aglomeração que torna frequentes os encontros próximos responsáveis pela população incomum de sistemas binários do aglomerado.
- A diferença entre as duas imagensUma cobre 3,3 por 1,6 minutos de arco e a outra apenas 1 por 0,6. A segunda usa dados de óptica adaptativa e mostra até onde é possível separar estrelas num campo tão apertado.
- Os canais em infravermelhoOs canais de 1.250 e 1.600 nanômetros existem para atravessar a poeira. Compare o que aparece neles com o canal visível de 606 nanômetros para ver o que a poeira estava escondendo.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · ACS · I814 nminvisível ao olho
- Laranjaluz visível · ACS · I814 nminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · J1,25 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · H1,6 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 9,3 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 3,3 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 14,8 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 18.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 89° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 89 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Quanto já se olhou para aqui
- 288registros do Hubble
- 14registros do James Webb
- 3registros do GALEX
Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 1,4 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.
O que ainda não se sabe
A natureza de Terzan 5 continua sem definição aceita. A presença de populações estelares com idades e composições químicas diferentes contraria a definição clássica de aglomerado globular, e as explicações concorrentes levam a histórias muito distintas: ou o objeto é o fragmento sobrevivente de uma estrutura massiva que ajudou a formar o bojo da Via Láctea, ou é um aglomerado que conseguiu reter ou recapturar gás e formar uma segunda geração de estrelas, algo difícil de conciliar com sua massa. A distância também segue sem valor consensual, por causa da extinção severa da poeira interposta, e o número total de pulsares no aglomerado continua subindo conforme os levantamentos ficam mais sensíveis, o que significa que a contagem atual é um piso, não um total.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
O nome vem de Agop Terzan, astrônomo que na década de 1960 vasculhou placas fotográficas em busca de aglomerados escondidos atrás da poeira na direção do centro da Via Láctea. Vários dos objetos que ele catalogou são invisíveis em luz visível comum e só apareceram porque alguém foi procurar exatamente onde a poeira torna a busca mais difícil.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, G. Zullo (University of Bologna), F. R. Ferraro (University of Bologna). Image Processing: A. Pagan (STScI) ESA/Webb CC BY 4.0

Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2 ESA/Hubble CC BY 4.0


Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, G. Zullo (University of Bologna), F. R. Ferraro (University of Bologna). Image Processing: A. Pagan (STScI) ESA/Webb CC BY 4.0
Vídeo de Terzan 5
O player do YouTube só carrega depois que você clica, e sem cookie de rastreio. Vídeo publicado por European Southern Observatory (ESO); o conteúdo é do canal, e não do ValorFinal.
Baixar esta imagem
A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
Outros objetos em Sagitário
Continue explorando
Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa da Lagoa
Crédito NSF–DOE Vera C. Rubin Observatory/NOIRLab/SLAC/AURA NOIRLab CC BY 4.0
- Nebulosa Ômega
Crédito NASA, H. Ford (JHU), G. Illingworth (UCSC/LO), M.Clampin (STScI), G. Hartig (STScI), the ACS Science Team, and ESAThe ACS Science Team: H. Ford, G. Illingworth, M. Clampin, G. Hartig, T. Allen, K. Anderson, F. Bartko, N. Benitez, J. Blakeslee, R. Bouwens, T. Broadhurst, R. Brown, C. Burrows, D. Campbell, E. Cheng, N. Cross, P. Feldman, M. Franx, D. Golimowski, C. Gronwall, R. Kimble, J. Krist, M. Lesser, D. Magee, A. Martel, W. J. McCann, G. Meurer, G. Miley, M. Postman, P. Rosati, M. Sirianni, W. Sparks, P. Sullivan, H. Tran, Z. Tsvetanov, R. White, and R. Woodruff. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa da Aranha Vermelha
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0
- Aglomerado Messier 54
- Aglomerado Messier 18
- Centro da Via Láctea
Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) Acknowledgment: NASA, ESA, T. Do and A. Ghez (UCLA), and V. Bajaj (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Ômega Centauri
Crédito ESO/INAF-VST/OmegaCAM. Acknowledgement: A. Grado, L. Limatola/INAF-Capodimonte Observatory ESO CC BY 4.0
- 47 Tucanae
Crédito ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey.Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Aglomerado NGC 6388
Crédito ESO, F. Ferraro (University of Bologna) ESA/Hubble CC BY 4.0
Perguntas frequentes
- O que é Terzan 5?
- Terzan 5 é um aglomerado estelar denso na direção do centro da Via Láctea, na constelação de Sagitário, tratado por décadas como aglomerado globular. Ocupa 2,82 minutos de arco no céu e está encoberto por muita poeira interestelar, o que dificulta qualquer medida. O que o torna incomum é conter estrelas com idades e composições químicas diferentes, o que não deveria acontecer num globular clássico, e abrigar a maior população conhecida de pulsares de milissegundo em um único aglomerado.
- Por que Terzan 5 pode não ser um aglomerado globular?
- Porque aglomerados globulares clássicos são definidos por conterem estrelas de mesma idade e mesma composição química, formadas num único episódio. Terzan 5 apresenta grupos estelares separados por bilhões de anos de idade e com químicas distintas. Reter gás por tanto tempo, ou capturar gás novo, é difícil para um objeto dessa massa. A hipótese mais discutida é que ele seja o fragmento sobrevivente de uma estrutura muito maior, ligada à formação do bojo da Via Láctea.
- O que é um pulsar de milissegundo?
- Um pulsar de milissegundo é uma estrela de nêutrons que gira centenas de vezes por segundo e emite feixes de radiação pelos polos magnéticos. A rotação extrema não vem da explosão que criou a estrela: ela é adquirida depois, quando o objeto puxa matéria de uma companheira próxima e o material que cai transfere momento angular. Por isso esses pulsares são chamados de reciclados, e por isso são muito mais comuns em ambientes densos, onde sistemas binários se formam e se rearranjam o tempo todo.
- Por que Terzan 5 não tem distância declarada aqui?
- Terzan 5 está atrás de uma quantidade grande de poeira interestelar, porque a linha de visada até ele atravessa o disco da Via Láctea em direção ao centro galáctico. A poeira absorve e avermelha a luz de forma desigual, e como quase todo método de distância compara brilho aparente com brilho intrínseco, o resultado fica sensível à correção adotada. Trabalhos diferentes chegam a valores diferentes, e o publicador das imagens deste acervo não fixou um número.
- Por que as imagens de Terzan 5 são tão avermelhadas?
- A cor não é uma característica das estrelas do aglomerado, é efeito da poeira no caminho. Grãos de poeira interestelar espalham a luz azul com muito mais eficiência do que a vermelha, então o que chega até nós é sistematicamente empobrecido em comprimentos de onda curtos. O mesmo fenômeno deixa o Sol avermelhado no horizonte. Por isso as imagens do acervo incluem canais em 1.250 e 1.600 nanômetros, no infravermelho, que atravessam a poeira melhor.
- Para que serve a óptica adaptativa nessas observações?
- A óptica adaptativa corrige em tempo real a distorção que a turbulência atmosférica provoca nas imagens de telescópios em solo. Um sensor mede a deformação da frente de onda centenas de vezes por segundo e um espelho deformável compensa na mesma velocidade. Em Terzan 5 isso é decisivo por dois motivos: o aglomerado é compacto e denso, exigindo alta resolução para separar estrelas individuais, e precisa ser observado em infravermelho, faixa em que a técnica funciona particularmente bem.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
Continue explorando
Como citar esta página
ValorFinal. Terzan 5. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/terzan-5. Consultado em: 23/08/2026.








