Aglomerado globular
Aglomerado Messier 54
Um aglomerado globular que não é da Via Láctea: pertence a uma galáxia anã que estamos engolindo.

- Tipo
- Aglomerado globularSIMBAD: GlC
- Distância
- 89.366 anos-luz
- Constelação
- SagitárioSgr
- Tamanho no céu
- 9,1 minutos de arco
- Observado por
- VLT Survey Telescope, Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- setembro de 2014
- Original do acervo
- 17.208 × 16.310 px281 megapixels
Messier 54 foi catalogado no século 18 como mais um aglomerado globular da Via Láctea. Em 1994 descobriu-se que ele não é nosso: pertence à galáxia anã elíptica de Sagitário, uma galáxia satélite que está sendo dilacerada e absorvida pela nossa.
Isso o torna o primeiro aglomerado globular extragaláctico identificado, mesmo que por acidente de catálogo. Ele fica no núcleo dessa galáxia anã, e provavelmente é o próprio núcleo dela.
O processo de canibalismo galáctico que está acontecendo ali é o mesmo que construiu a Via Láctea. Boa parte do halo da nossa galáxia é feita de estrelas roubadas de galáxias menores ao longo de bilhões de anos.
A galáxia anã de Sagitário, à qual ele pertence, já deu várias voltas em torno da Via Láctea e está sendo esticada num rastro de estrelas que envolve toda a nossa galáxia. Esse rastro foi mapeado por levantamentos de céu e é uma das evidências mais visíveis de que a Via Láctea cresceu, e continua crescendo, engolindo vizinhas menores.
O que reparar nesta imagem
- A densidade centralUm dos globulares mais densos conhecidos, o que reforça a hipótese de ser um núcleo galáctico.
- As estrelas de fundoBoa parte do campo em volta pertence à galáxia anã de Sagitário, não à nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 2 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,0 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 236,6 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 89.366 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 39° de altura, na direção L.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 83 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
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- Nebulosa da Lagoa
- Nebulosa Ômega
- Nebulosa da Aranha Vermelha
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0
- Terzan 5
- Aglomerado Messier 18
- Centro da Via Láctea
Crédito ESO/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Ômega Centauri
Crédito ESA/Hubble & NASA, M. Häberle (MPIA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- 47 Tucanae
Crédito ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey.Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Aglomerado NGC 6388
Crédito NASA, ESA, F. Ferraro (University of Bologna) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Aglomerado Messier 54. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-messier-54. Consultado em: 23/08/2026.








