Galáxia
Galáxia de Andrômeda
A galáxia grande mais próxima da nossa, e a coisa mais distante que um olho humano consegue enxergar sem ajuda nenhuma.

Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: AGN
- Distância
- 2,5 milhões de anos-luz
- Constelação
- AndrômedaAnd
- Tamanho no céu
- 3,3 graus
- Classificação
- SA(s)b
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- janeiro de 2015
- Original do acervo
- 69.536 × 22.230 px1546 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = -0,001
Andrômeda é a vizinha. Em escala de universo isso quer dizer dois milhões e meio de anos-luz, mas entre galáxias do tamanho dela é praticamente ao lado. Numa noite escura, longe de cidade, ela aparece a olho nu como uma mancha oval fraca na constelação de Andrômeda. É o objeto mais distante que o olho humano alcança sem instrumento, e a luz que chega à sua retina saiu de lá quando os primeiros parentes do gênero Homo caminhavam pela África.
Por muito tempo ela foi chamada de nebulosa, porque ninguém sabia o que era. A discussão sobre o tamanho do universo dependia disso: aquelas espirais eram nuvens dentro da Via Láctea ou sistemas independentes? Em 1924 Edwin Hubble encontrou nela uma estrela variável cefeida, cujo brilho verdadeiro pode ser deduzido do ritmo com que ela pisca, e usou isso para medir a distância. O resultado colocou Andrômeda muito além de qualquer coisa da nossa galáxia, e o universo ficou subitamente enorme.
Ela e a Via Láctea estão se aproximando a cerca de 110 quilômetros por segundo e devem se fundir daqui a alguns bilhões de anos. Não é uma colisão no sentido comum: as estrelas estão tão distantes umas das outras que praticamente nenhuma vai bater em outra. O que vai colidir é o gás, e o resultado provável é uma galáxia elíptica única, sem os braços espirais que as duas têm hoje.
Esta imagem do Hubble é a maior já montada da galáxia: mais de um bilhão e meio de pixels, costurados a partir de centenas de exposições. Nela, o que em qualquer outra foto é uma mancha suave se resolve em estrelas individuais, uma a uma, às centenas de milhões.
O que reparar nesta imagem
- O bojo central, amareladoO centro concentra estrelas velhas, que já queimaram o hidrogênio mais rápido e ficaram avermelhadas. É a região mais antiga da galáxia.
- As faixas escuras de poeiraAs linhas escuras que cortam o disco não são vazios: são nuvens de poeira densas o bastante para bloquear a luz das estrelas atrás delas. É matéria-prima de estrelas futuras.
- Os pontos azuis nos braçosAzul significa quente, e quente significa jovem e massiva. Estrelas assim vivem poucos milhões de anos, então só existem onde a formação estelar está acontecendo agora.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Cianoluz visível · ACS · b475 nmolho enxerga
- Laranjainfravermelho · ACS · I814 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 1,9 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 58 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 145.102 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 2,5 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 25° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 25 graus acima do horizonte.
Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Andrômeda tem cerca de um trilhão de estrelas, o dobro da Via Láctea, mas pesa mais ou menos o mesmo. A explicação está na matéria escura: a nossa galáxia parece ter proporcionalmente mais dela.
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Arp 273, a rosa de galáxias
Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0
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- Galáxia de Bode
Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia Fantasma
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, A. Adamo (Stockholm University) and the FEAST JWST team ESA/Webb CC BY 4.0
Perguntas frequentes
Dá para ver a Galáxia de Andrômeda a olho nu do Brasil?
Dá, mas é difícil. Ela fica no hemisfério celeste norte, então do Brasil aparece baixa no horizonte, e quanto mais ao sul você estiver, mais baixa. Do Nordeste e do Centro-Oeste é viável entre setembro e dezembro, em céu bem escuro, olhando para o norte. Vai parecer uma mancha oval pálida, não um redemoinho colorido.
Quando a Via Láctea e Andrômeda vão colidir?
As estimativas atuais ficam na casa de quatro a cinco bilhões de anos. O Sol já será uma estrela bem diferente do que é hoje, e a Terra provavelmente inabitável muito antes disso por outros motivos.
Por que a imagem tem tantas estrelas se galáxias parecem lisas?
Porque a resolução é alta o suficiente para separar estrelas individuais. Em imagens de menor resolução, essas mesmas estrelas se somam num brilho contínuo, e a galáxia parece uma mancha suave.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia de Andrômeda. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-de-andromeda. Consultado em: 23/08/2026.






