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Galáxia

Galáxia do Charuto

Uma galáxia fabricando estrelas num ritmo dez vezes acima do normal, expelindo gás quente pelos polos.

Galáxia do Charuto, galáxia registrada pelo James Webb Space Telescope
“The Cigar Galaxy: M82 (Webb and Hubble image)”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0

Tipo
GaláxiaSIMBAD: AGN
Distância
12,7 milhões de anos-luz
Constelação
Ursa MaiorUMa
Tamanho no céu
Classificação
S
Observado por
James Webb Space Telescope, Hubble Space Telescope
Imagem publicada
junho de 2026
Original do acervo
15.187 × 10.238 px155 megapixels

Messier 82 é o exemplo clássico do que os astrônomos chamam de galáxia com surto de formação estelar. Ela produz estrelas a um ritmo dezenas de vezes maior que a Via Láctea, e a causa provável é a vizinha Messier 81: as duas passaram perto uma da outra algumas centenas de milhões de anos atrás, e a perturbação gravitacional empurrou uma quantidade enorme de gás para o centro de M 82.

O resultado é violento. Tantas estrelas jovens e massivas nascendo e morrendo ao mesmo tempo criam um vento galáctico: gás aquecido a milhões de graus sendo soprado para fora, perpendicular ao disco, a centenas de quilômetros por segundo. Nas imagens do Hubble esse vento aparece como filamentos avermelhados saindo do centro, para cima e para baixo.

Esse processo tem consequência de longo prazo. Ao expulsar o próprio gás, a galáxia está gastando a matéria-prima de que precisaria para continuar formando estrelas. O surto atual não pode durar: em algumas dezenas de milhões de anos, ela vai ficar sem combustível.

O que reparar nesta imagem

  • Os filamentos vermelhosSão hidrogênio sendo expelido pelos polos da galáxia, empurrado por ventos estelares e supernovas. Não fazem parte do disco.
  • O disco atravessado por poeiraAs faixas escuras cruzando o corpo alongado são nuvens densas. É dentro delas que o surto de formação estelar está acontecendo.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Amareloluz visível · ACS · N II658 nmolho enxerga
  • Azulinfravermelho · NIRCam1,15 µminvisível ao olho
  • Cianoinfravermelho · NIRCam2 µminvisível ao olho
  • Laranjainfravermelho · NIRCam · PAH3,35 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · NIRCam4,44 µminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 3,3 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 9,5 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 12,7 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.

Dá para ver isso daqui?

Deste ponto do Brasil este objeto nunca sobe acima do horizonte: a latitude de São Paulo, SP deixa ele sempre abaixo da linha do chão.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Uma coisa que quase ninguém sabe

O apelido de Charuto vem da forma alongada, que é resultado de a vermos quase de perfil. Vista de frente, ela seria bem menos característica.

Hubble e James Webb, lado a lado

Este objeto foi fotografado pelos dois telescópios. Como cada um enxerga faixas diferentes de luz, as imagens não são a mesma coisa em qualidade diferente: são informações diferentes.

Outras imagens deste objeto

Galáxia do Charuto, galáxia registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.

Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA). Acknowledgment: J. Gallagher (University of Wisconsin), M. Mountain (STScI) and P. Puxley (NSF). ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia do Charuto, galáxia registrada pelo James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento NIRCam.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, A. Bolatto ESA/Webb CC BY 4.0

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Galáxia do Cata-vento

    Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia de Bode

    Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia de Andrômeda

    Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Sombrero

    Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Redemoinho

    Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia Fantasma

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, A. Adamo (Stockholm University) and the FEAST JWST team ESA/Webb CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Galáxia do Charuto. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-do-charuto. Consultado em: 23/08/2026.