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ObservatórioAstronomia

Aglomerado aberto

Aglomerado Messier 18

Aglomerado aberto jovem em Sagitário, com poucas dezenas de estrelas, retratado num campo tão largo que a vizinhança ocupa quase todo o quadro.

Aglomerado Messier 18, aglomerado aberto, em imagem do VLT Survey Telescope
"The star cluster Messier 18 and its surroundings", como o acervo nomeou esta imagem.O pequeno punhado de estrelas azuis brilhantes acima e à esquerda do centro desta enorme imagem do ESO de 615 megapixels é o laboratório cósmico perfeito para estudar a vida e a morte das estrelas. Conhecido como Messier 18, este aglomerado estelar aberto contém estrelas que se formaram juntas a partir da mesma nuvem massiva de gás e poeira.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO CC BY 4.0

Tipo
Aglomerado abertoSIMBAD: OpC
Constelação
SagitárioSgr
Tamanho no céu
5,0 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
Observado por
VLT Survey Telescope, Digitized Sky Survey 2
Imagem publicada
agosto de 2016
Original do acervo
30.577 × 20.108 px615 megapixels

Messier 18 é um aglomerado aberto na constelação de Sagitário, registrado no SIMBAD com a identificação principal M 18 e o código de tipo OpC, que designa exatamente essa classe de objeto. Charles Messier o catalogou em 1764, no mesmo esforço em que listava manchas difusas que podiam ser confundidas com cometas. O tamanho aparente anotado no catálogo é de 5 minutos de arco, algo em torno de um sexto do diâmetro da Lua cheia vista da Terra.

A posição explica boa parte do que se vê. Com ascensão reta de 274,9875 graus e declinação de -17,0883 graus, o aglomerado fica na direção do centro da Via Láctea, num trecho do céu onde a densidade de estrelas de fundo é altíssima e onde ficam alguns dos objetos mais fotografados do catálogo Messier. Messier 18 tem vizinhos ilustres a poucos graus de distância, e é comum que o observador passe direto por ele a caminho de outro alvo.

A única imagem deste acervo é do OmegaCAM, a câmera de campo largo instalada no telescópio de levantamento do ESO no Chile. O título original do publicador não esconde a intenção: a foto é do aglomerado e de seus arredores. O campo cobre 109,1 por 71,7 minutos de arco, mais de vinte vezes a largura registrada para o próprio aglomerado, e essa desproporção é o assunto mais instrutivo da página.

O que define um aglomerado aberto?

Um aglomerado aberto é um grupo de estrelas que nasceram juntas, da mesma nuvem molecular, e que ainda viajam pela galáxia em conjunto. A ligação gravitacional entre elas é fraca. Não há um núcleo denso que segure o grupo, e sim uma associação frouxa que a maré da própria Via Láctea vai desmanchando aos poucos, estrela por estrela, à medida que o conjunto orbita o centro galáctico.

A comparação com aglomerados globulares ajuda a fixar a diferença. Um globular reúne centenas de milhares de estrelas velhas numa bola compacta e vive no halo da galáxia há bilhões de anos. Um aberto reúne dezenas ou algumas centenas de estrelas jovens, fica no disco, perto do plano da Via Láctea, e dura muito menos: a escala típica de sobrevivência é de dezenas a poucas centenas de milhões de anos antes da dispersão completa.

Messier 18 é um exemplar modesto dessa família. Os 5 minutos de arco anotados no SIMBAD descrevem um grupo pequeno e pouco povoado, o que torna a identificação dos membros um problema real: separar quem pertence ao aglomerado de quem está apenas na mesma linha de visada exige medir movimento e distância, não basta olhar.

Por que o desvio para o vermelho aparece negativo?

O valor registrado para Messier 18 é z = -0,00005. O sinal de menos não é erro de digitação: significa desvio para o azul, ou seja, o objeto está se aproximando de nós, e não se afastando. Multiplicando esse número pela velocidade da luz, cerca de 299.792 quilômetros por segundo, chega-se a aproximadamente 15 quilômetros por segundo de aproximação.

Esse detalhe expõe uma confusão comum. Desvio para o vermelho só mede expansão do universo em escalas muito maiores que uma galáxia. Para qualquer objeto dentro da Via Láctea, como um aglomerado aberto, o número reflete outra coisa: a combinação entre a órbita do objeto em torno do centro galáctico e o movimento do próprio Sistema Solar, que também está orbitando. O resultado pode dar positivo ou negativo conforme a geometria do momento.

Quinze quilômetros por segundo é uma velocidade banal em termos galácticos. O Sol se move a mais de 200 quilômetros por segundo em torno do centro da Via Láctea. O que a medida de Messier 18 registra é a diferença entre dois movimentos parecidos, e não uma corrida cósmica.

Por que a foto mostra tanto além do aglomerado?

O OmegaCAM foi construído para levantamentos, não para retratos. A imagem deste acervo cobre 109,1 por 71,7 minutos de arco, uma área de quase 7.800 minutos de arco quadrados. O disco de 5 minutos de arco atribuído a Messier 18 ocupa menos de um quarto de um por cento dessa área. O aglomerado que dá nome à imagem é, em superfície, quase invisível dentro do próprio quadro.

A escolha faz sentido para quem produz a foto. Nessa direção do céu, o interesse está no conjunto: nuvens de gás ionizado, faixas escuras de poeira e campos estelares densos que só aparecem quando o campo é largo o bastante para mostrar como as peças se relacionam. Um recorte fechado em Messier 18 mostraria um punhado de estrelas contra um fundo indistinguível de qualquer outro trecho da Via Láctea.

Para o leitor, a lição prática é de leitura de imagem: antes de procurar o objeto na foto, vale conferir quanto do céu a foto cobre. O metadado do publicador informa esse número, e ele muda completamente o que se deve esperar enxergar.

Como as quatro faixas viraram cores?

O publicador declarou quatro filtros para esta imagem. A faixa em 480 nanômetros, do filtro G, virou azul. A faixa em 625 nanômetros, do filtro R, virou verde. A faixa em 770 nanômetros, do filtro I, também foi atribuída ao verde. E uma faixa estreita em 852 nanômetros virou vermelho. São quatro registros distintos combinados em três canais de cor.

Duas dessas faixas já estão fora do alcance da visão humana. O olho perde sensibilidade acima de mais ou menos 700 nanômetros, então os canais em 770 e em 852 nanômetros registram luz que ninguém enxergaria estando no lugar do telescópio. Isso não é truque: é a forma padrão de mostrar informação que existe e que seria descartada se a imagem se limitasse ao visível.

Trabalhar no infravermelho próximo tem um motivo específico nessa região do céu. A poeira interestelar espalha a luz azul com muito mais eficiência que a vermelha, e a direção do centro galáctico é justamente a mais empoeirada. Comprimentos de onda maiores atravessam melhor esse véu e revelam estrelas que os filtros azuis simplesmente não alcançam.

Dá para achar Messier 18 do Brasil?

A declinação de -17,0883 graus é excelente para o observador brasileiro. De uma cidade a 23 graus de latitude sul, o aglomerado culmina a mais de 80 graus acima do horizonte, praticamente no zênite. Nenhuma parte do país tem dificuldade com esse alvo, ao contrário do que acontece com objetos do extremo norte celeste.

A melhor época é o inverno e o começo da primavera do hemisfério sul, quando Sagitário sobe alto na madrugada e depois no início da noite. Em binóculo, sob céu escuro e longe de iluminação urbana, Messier 18 aparece como um punhado frouxo de pontos, sem a densidade que faria alguém parar. O prêmio da região não é ele isolado, e sim o conjunto que a imagem do OmegaCAM tenta capturar.

Os números deste objeto

Identificação principalM 18SIMBAD
Classificaçãoaglomerado aberto (OpC)SIMBAD
ConstelaçãoSagitário (Sgr)
Coordenadas J2000AR 274,9875 graus, Dec -17,0883 graus
Tamanho aparente5 minutos de arcoSIMBAD
Desvio para o vermelhoz = -0,00005
Campo da imagem109,1 x 71,7 minutos de arcometadado do publicador
InstrumentoOmegaCAM (ESO)
Imagens no acervo1

O que reparar nesta imagem

  • O grupo que dá nome à imagemMessier 18 é apenas um adensamento discreto de estrelas em algum ponto do campo. Ele ocupa menos de um quarto de um por cento da área da foto, então procure um agrupamento pequeno, não uma estrutura dominante.
  • As faixas escuras de poeiraAs regiões sem estrelas não são buracos no céu. São nuvens de poeira interestelar entre nós e o campo estelar de fundo, bloqueando a luz visível. A poeira está na frente, não faltando estrelas atrás.
  • A densidade do fundo estelarRepare em quantas estrelas preenchem o quadro inteiro. Essa direção aponta para o centro da Via Láctea, e a maioria desses pontos não tem relação nenhuma com o aglomerado: estão apenas na mesma linha de visada.
  • As cores das estrelas individuaisOs pontos azulados são estrelas mais quentes; os alaranjados, mais frias ou avermelhadas pela poeira no caminho. Como dois dos quatro filtros são infravermelhos, o avermelhamento aparece com força.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · OmegaCAM · G480 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · OmegaCAM · R625 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · OmegaCAM · I770 nminvisível ao olho
  • Vermelholuz visível · OmegaCAM · NB852 nminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu é cerca de 3,5 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,8 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 84° de altura daqui.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 84 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

O que ainda não se sabe

A composição real de Messier 18 continua incerta. Em aglomerados abertos pobres e projetados contra o campo denso de Sagitário, decidir quais estrelas são membros de verdade depende de comparar movimentos próprios e paralaxes com precisão, e mesmo assim sobram casos ambíguos. Como distância e idade do aglomerado são derivadas justamente da lista de membros, uma lista diferente produz números diferentes. A poeira interestelar agrava o problema: a correção pelo avermelhamento não é uniforme ao longo do campo, e erros nela se propagam direto para a estimativa de distância. Este acervo não registra distância declarada para o objeto, e essa ausência é honesta em vez de acidental.

Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.

Uma coisa que quase ninguém sabe

A imagem do OmegaCAM cobre uma área de quase 7.800 minutos de arco quadrados. O aglomerado que batiza a foto, com 5 minutos de arco de diâmetro, ocupa cerca de 20 minutos de arco quadrados. Em outras palavras, mais de 99,7 por cento do que se vê na imagem é vizinhança, não Messier 18.

Outras imagens deste objeto

Aglomerado Messier 18, aglomerado aberto, em imagem do Digitized Sky Survey 2
Digitized Sky Survey 2.O pequeno punhado de estrelas brilhantes no centro desta imagem de campo amplo é Messier 18, um aglomerado estelar aberto que contém estrelas formadas juntas a partir da mesma nuvem massiva de gás e poeira. Esta imagem, que também mostra parte da brilhante Nebulosa Ômega (Messier 17) no topo, foi criada a partir de imagens que fazem parte do Digitized Sky Survey 2.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin ESO CC BY 4.0

Ilustração artística de Aglomerado Messier 18, aglomerado abertoIlustração artística
Esta carta celeste mostra a rica constelação de Sagittarius. Entre os muitos aglomerados estelares desta parte da Via Láctea está Messier 18, um agrupamento brilhante de estrelas não muito longe da Nebulosa Ômega (Messier 17). A imagem representa a maior parte das estrelas visíveis a olho nu numa noite escura e limpa.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/IAU and Sky & Telescope ESO CC BY 4.0

Vídeo de Aglomerado Messier 18

O player do YouTube só carrega depois que você clica, e sem cookie de rastreio. Vídeo publicado por European Southern Observatory (ESO); o conteúdo é do canal, e não do ValorFinal.

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Sagitário

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa da Lagoa

    Crédito NSF–DOE Vera C. Rubin Observatory/NOIRLab/SLAC/AURA NOIRLab CC BY 4.0

  • Nebulosa Ômega

    Crédito NASA, H. Ford (JHU), G. Illingworth (UCSC/LO), M.Clampin (STScI), G. Hartig (STScI), the ACS Science Team, and ESAThe ACS Science Team: H. Ford, G. Illingworth, M. Clampin, G. Hartig, T. Allen, K. Anderson, F. Bartko, N. Benitez, J. Blakeslee, R. Bouwens, T. Broadhurst, R. Brown, C. Burrows, D. Campbell, E. Cheng, N. Cross, P. Feldman, M. Franx, D. Golimowski, C. Gronwall, R. Kimble, J. Krist, M. Lesser, D. Magee, A. Martel, W. J. McCann, G. Meurer, G. Miley, M. Postman, P. Rosati, M. Sirianni, W. Sparks, P. Sullivan, H. Tran, Z. Tsvetanov, R. White, and R. Woodruff. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa da Aranha Vermelha

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Aglomerado Messier 54

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Terzan 5

    Crédito NASA/ESA/Hubble/F. Ferraro ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Centro da Via Láctea

    Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) Acknowledgment: NASA, ESA, T. Do and A. Ghez (UCLA), and V. Bajaj (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Caixa de Joias

    Crédito ESO ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Westerlund 1

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, M. Zamani (ESA/Webb), M. G. Guarcello (INAF-OAPA) and the EWOCS team ESA/Webb CC BY 4.0

  • Westerlund 2

    Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3293

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3532

    Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 6604

    Crédito ESO CC BY 4.0

Perguntas frequentes

O que é o aglomerado Messier 18?
Messier 18 é um aglomerado aberto na constelação de Sagitário, catalogado por Charles Messier em 1764 e registrado no SIMBAD como M 18, com o código de tipo OpC. Trata-se de um grupo pouco povoado de estrelas nascidas da mesma nuvem molecular, com tamanho aparente de 5 minutos de arco no céu. Fica na direção do centro da Via Láctea, numa região onde a densidade de estrelas de fundo dificulta separar quem é membro do aglomerado de quem apenas está na mesma linha de visada.
Qual a diferença entre aglomerado aberto e aglomerado globular?
Aglomerados abertos, como Messier 18, reúnem de dezenas a algumas centenas de estrelas jovens, ficam no disco da galáxia e se desmancham em dezenas ou poucas centenas de milhões de anos por causa das marés galácticas. Aglomerados globulares reúnem centenas de milhares de estrelas velhas numa bola compacta, orbitam no halo e sobrevivem por bilhões de anos. A diferença aparece na aparência: o aberto é frouxo e irregular, o globular é denso e esférico.
Por que o desvio para o vermelho de Messier 18 é negativo?
O valor registrado é z = -0,00005, e o sinal negativo indica desvio para o azul, ou seja, aproximação. Multiplicando pela velocidade da luz, dá cerca de 15 quilômetros por segundo em direção a nós. Para objetos dentro da Via Láctea o desvio não mede expansão do universo: mede a diferença entre a órbita do objeto em torno do centro galáctico e o movimento do próprio Sistema Solar. Conforme a geometria, o resultado pode dar positivo ou negativo.
A que distância fica Messier 18?
Este acervo não registra distância declarada para Messier 18, e a omissão tem razão de ser. Distâncias de aglomerados abertos pobres saem da lista de estrelas consideradas membros e da correção pela poeira interestelar no caminho, dois ingredientes que na direção de Sagitário são especialmente difíceis. Estimativas publicadas ficam na casa de alguns milhares de anos-luz, mas o valor exato depende dos critérios adotados e varia entre trabalhos diferentes.
Dá para ver Messier 18 com binóculo?
Sim, com céu escuro. A declinação de -17 graus faz o aglomerado passar quase pelo zênite no Brasil, o que elimina qualquer problema de altura no horizonte. Em binóculo ele aparece como um punhado frouxo de estrelas, sem estrutura marcante, e é fácil passar direto por ele. A melhor época é o inverno e o começo da primavera do hemisfério sul, quando Sagitário fica alto no céu durante a noite.
Por que a imagem mostra tantas estrelas que não são do aglomerado?
Porque o campo é enorme e a direção é a pior possível para isolar um objeto. A foto do OmegaCAM cobre 109,1 por 71,7 minutos de arco, mais de vinte vezes a largura do aglomerado, e aponta para a região do centro da Via Láctea, onde há estrelas em profusão a todas as distâncias. A maioria dos pontos visíveis está muito à frente ou muito atrás de Messier 18 e não tem relação física nenhuma com ele.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Aglomerado Messier 18. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-messier-18. Consultado em: 23/08/2026.