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Galáxia

Galáxia do Sombrero

Uma galáxia vista quase exatamente de perfil, com um anel de poeira tão nítido que rendeu a ela o nome de um chapéu.

Galáxia do Sombrero, galáxia registrada pelo Hubble Space Telescope
“Sombrero Galaxy”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
GaláxiaSIMBAD: LIN
Distância
30 milhões de anos-luz
Constelação
VirgemVir
Tamanho no céu
8,5 minutos de arco
Classificação
1
Observado por
Hubble Space Telescope, Very Large Telescope
Imagem publicada
abril de 2025
Original do acervo
14.319 × 8.477 px121 megapixels
Desvio para o vermelho
z = 0,004

A Galáxia do Sombrero deve a fama a um acidente de perspectiva. Ela está inclinada apenas seis graus em relação à nossa linha de visão, ou seja, nós a vemos quase exatamente de lado. Esse ângulo transforma o disco de poeira, que numa galáxia de frente seria um emaranhado de faixas espalhadas, numa única linha escura e afiada cortando um bojo brilhante.

O bojo é grande demais para uma espiral comum, e essa é a parte interessante. Por décadas ela foi classificada como espiral, mas observações em infravermelho mostraram um halo enorme de estrelas velhas em volta, do tipo que se espera de uma galáxia elíptica. A discussão sobre o que ela realmente é continua aberta, e a hipótese mais aceita hoje é que seja um híbrido, resultado de uma fusão antiga.

Em volta dela existe uma quantidade fora do comum de aglomerados globulares, aquelas bolas compactas com centenas de milhares de estrelas velhas. Estimativas apontam quase dois mil deles, dez vezes mais que a Via Láctea. É mais um indício de que a história dessa galáxia envolveu engolir vizinhas.

O que reparar nesta imagem

  • A linha escura de poeiraÉ o disco da galáxia visto de perfil. A poeira ali é densa o bastante para bloquear a luz das estrelas atrás, e é onde a formação de estrelas ainda acontece.
  • O bojo brilhante e lisoBilhões de estrelas velhas, sem gás para formar novas. A ausência de pontos azuis nessa região não é falta de detalhe: é falta de estrelas jovens mesmo.
  • Os pontinhos espalhados no haloMuitos deles não são estrelas: são aglomerados globulares inteiros, cada um com centenas de milhares de estrelas, orbitando a galáxia.

Por que esta imagem tem essas cores

As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · ACS · B435 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · ACS · V555 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · ACS · r625 nmolho enxerga

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 3,2 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 9,5 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 74.264 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 30 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 54° de altura, na direção O.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 78 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Uma coisa que quase ninguém sabe

No centro há um buraco negro supermassivo com cerca de um bilhão de vezes a massa do Sol, um dos mais pesados já medidos em uma galáxia próxima. O de Sagittarius A*, no centro da Via Láctea, tem quatro milhões.

Outras imagens deste objeto

Galáxia do Sombrero, galáxia registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.

Crédito NASA/ESA and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia do Sombrero, galáxia registrada pelo Very Large Telescope
Very Large Telescope, instrumento FORS1.

Crédito ESO/P. BarthelAcknowledgments: Mark Neeser (Kapteyn Institute, Groningen) and Richard Hook (ST/ECF, Garching, Germany). ESO CC BY 4.0

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Galáxia Messier 61

    Crédito ESA/Hubble & NASA, ESO, J. Lee and the PHANGS-HST Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia de Andrômeda

    Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Redemoinho

    Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Cata-vento

    Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Charuto

    Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0

  • Galáxia de Bode

    Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia Fantasma

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, A. Adamo (Stockholm University) and the FEAST JWST team ESA/Webb CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Galáxia do Sombrero. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-do-sombrero. Consultado em: 23/08/2026.