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ObservatórioAstronomia

Galáxia

Galáxia do Sombrero

Uma galáxia vista quase de perfil, com bojo enorme e uma faixa de poeira cortando o disco, a 30 milhões de anos-luz em Virgem.

Galáxia do Sombrero, galáxia, em imagem do Hubble Space Telescope
"Sombrero Galaxy", como o acervo nomeou esta imagem.Situada a cerca de 30 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Virgem, a Galáxia do Sombrero é reconhecível de imediato. Vista quase de perfil, o bojo suavemente luminoso e o disco de contornos nítidos da galáxia lembram a copa arredondada e a aba larga do chapéu mexicano que deu nome à galáxia.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
GaláxiaSIMBAD: LIN
Distância
30 milhões de anos-luzpublicadores declaram de 28 milhões de a 35 milhões de anos-luz; aqui vale o comunicado de 2025
Constelação
VirgemVir
Tamanho no céu
8,5 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
Índice T
1escala de de Vaucouleurs: quanto menor, mais fechados os braços e maior o bojo
Observado por
Hubble Space Telescope, NSF Víctor M. Blanco 4-meter Telescope, Spitzer Space Telescope
Imagem publicada
abril de 2025
Original do acervo
14.319 × 8.477 px121 megapixels
Desvio para o vermelho
z = 0,004
Dois telescópios, o mesmo objeto

Veja Galáxia do Sombrero pelo Hubble e pelo James Webb

Os dois fotografaram este objeto, e o resultado não é a mesma imagem em qualidade diferente. O Hubble registra sobretudo a luz que o olho enxerga; o Webb enxerga infravermelho, que atravessa a poeira e mostra o que estava escondido atrás dela. Arraste a divisória e veja a poeira sumir.

Comparar as duas imagens
Galáxia do Sombrero, em imagem do Hubble
Hubble

Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia do Sombrero, em imagem do James Webb
James Webb

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI ESA/Webb CC BY 4.0

A Galáxia do Sombrero foi identificada por Pierre Méchain em 1781 e é uma das poucas que quase qualquer pessoa reconhece numa imagem. O motivo é geométrico: o disco está voltado para nós quase exatamente de lado, e a faixa escura de poeira que corre pelo plano desse disco aparece recortada contra um bojo central muito luminoso.

Ela fica na constelação de Virgem, nas coordenadas AR 189,9976 graus e Dec -11,6231 graus, a cerca de 30 milhões de anos-luz segundo o publicador das imagens. O catálogo registra 8,51 minutos de arco de extensão aparente, o que nessa distância corresponde a algo em torno de 70 mil anos-luz de ponta a ponta, comparável à Via Láctea.

O que faz dela objeto de pesquisa é a dificuldade de classificá-la. O bojo é grande e liso demais para uma espiral comum, o halo de estrelas velhas se estende muito além do esperado, e ainda assim existe um disco fino com poeira e formação estelar embutido no meio disso tudo. O acervo reúne oito imagens dela, feitas ao longo de vinte e cinco anos por telescópios em solo e no espaço, e nenhuma mostra a mesma galáxia: cada faixa do espectro devolve um objeto diferente.

Por que a faixa escura aparece tão nítida?

A faixa não é um vazio. É um anel de poeira interestelar, grãos sólidos de silicatos e carbono com frações de micrômetro, concentrados no plano do disco. Grãos desse tamanho absorvem e espalham luz visível com muita eficiência, e quando ficam entre nós e as estrelas do outro lado produzem uma silhueta.

A nitidez vem do ângulo. Vista de frente, a mesma poeira daria só um avermelhamento difuso espalhado pela galáxia inteira. Vista de perfil, cada linha de visada atravessa uma coluna longa de material e a opacidade se acumula. Em infravermelho médio a poeira deixa de bloquear e passa a brilhar, e a faixa escura vira um anel aceso.

Vale reparar em como isso aparece nos filtros usados pelo Hubble. A imagem de 2025 combina 435, 555 e 625 nanômetros, todas dentro da janela visível, e nas três a faixa é escura. A opacidade cai um pouco do azul para o vermelho, comportamento esperado de grãos pequenos, mas nenhuma dessas cores chega perto de atravessar a poeira.

O que há no centro dessa galáxia?

No núcleo existe um buraco negro supermassivo, com massa estimada em torno de um bilhão de vezes a do Sol. O buraco negro central da Via Láctea tem cerca de quatro milhões de massas solares, então a diferença passa de duzentas vezes. Buraco negro central e bojo crescem juntos, e a razão entre as duas massas é aproximadamente constante nas galáxias observadas.

O núcleo é classificado como LINER, sigla em inglês para região nuclear com linhas de emissão de baixa ionização. Na prática, é um núcleo ativo fraco: há gás sendo ionizado perto do buraco negro, mas nada parecido com o brilho de um quasar. Um buraco negro só acende quando tem material caindo nele em quantidade.

O código que o SIMBAD registra para este objeto é justamente LIN, e ele diz mais sobre o espectro do núcleo do que sobre a galáxia inteira. É um lembrete útil de como catálogos funcionam: o tipo guardado no banco costuma descrever o fenômeno que dominou o estudo de referência, e não o retrato completo do que está ali.

Por que ela tem tantos aglomerados globulares?

Aglomerados globulares são bolas compactas de centenas de milhares de estrelas antigas, orbitando a galáxia no halo. A Via Láctea tem cerca de 150 conhecidos. Levantamentos do Sombrero apontam para algo perto de dois mil, uma das maiores populações já contadas numa galáxia desse porte.

Esse número é um registro histórico. Globulares se formam em episódios de formação estelar intensa, e muitos são capturados quando uma galáxia maior absorve galáxias menores. Um halo rico em globulares indica um passado de fusões, o que combina com a suspeita de que o Sombrero seja uma elíptica que reteve um disco de gás.

Contar globulares exige distinguir cada pontinho de uma estrela do primeiro plano e de galáxias distantes ao fundo, o que só é possível com resolução alta e campo largo ao mesmo tempo. É por isso que uma galáxia a 30 milhões de anos-luz continua rendendo trabalho: perto o bastante para separar os objetos, longe o bastante para que todos caibam numa imagem só.

O que o infravermelho fez com a aba do chapéu

Uma das imagens mais antigas do acervo, de 2003, combina o Hubble com dados do instrumento IRAC em 3.600 e 8.000 nanômetros. É a primeira vez que a barreira escura da luz visível aparece invertida: onde o olho vê ausência, o infravermelho vê emissão. A poeira absorve a radiação das estrelas do disco e devolve essa energia em comprimentos de onda longos, e a aba do chapéu vira um anel aceso.

Em novembro de 2024 o Webb voltou ao objeto com a câmera MIRI, em 7.700, 11.300 e 12.800 nanômetros, num campo de 7,2 por 2,4 minutos de arco. Os dois primeiros filtros são escolhidos para a emissão de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, moléculas grandes de carbono que revestem os grãos e brilham quando são atingidas por radiação ultravioleta. Essa emissão marca exatamente as bordas onde poeira e luz estelar se encontram.

O efeito é que o bojo, tão dominante em luz visível, quase some, e sobra a estrutura do disco. Nenhuma das versões é a fotografia verdadeira do Sombrero. Cada faixa do espectro seleciona uma população de matéria diferente, e o objeto completo só aparece quando as versões são lidas juntas.

Como o campo de visão muda o retrato

A galáxia ocupa 8,51 minutos de arco no céu. As imagens deste acervo vão de 63,6 por 40,3 minutos de arco, feita com a câmera DECam, até os 7,2 por 2,4 minutos de arco do MIRI. A primeira cabe a galáxia inteira com folga enorme e ainda mostra o campo em volta. A segunda não cobre nem o eixo maior do objeto.

As imagens do Hubble ficam num meio-termo apertado: 9,5 por 5,6 e 9,6 por 5,4 minutos de arco. O eixo maior entra por pouco, o eixo menor sobra, e é por isso que o Sombrero costuma aparecer atravessando o quadro de ponta a ponta nessas versões. Não é escolha estética, é o tamanho do detector.

A consequência é direta na hora de escolher qual imagem abre uma página. Um recorte de campo estreito pode ser a melhor foto do acervo em detalhe e ainda assim ser a pior escolha para quem clicou querendo ver a galáxia. Por isso o critério aqui é o dado, e não o gosto: campo da foto contra tamanho aparente do objeto.

Os números deste objeto

Identificação principalM 104SIMBAD
Distância30 milhões de anos-luzdeclarada pelo publicador
ConstelaçãoVirgem (Vir)
Coordenadas J2000AR 189,9976 graus, Dec -11,6231 graus
Tipo no catálogoLIN (núcleo com linhas de emissão de baixa ionização)SIMBAD
Tamanho aparente8,51 minutos de arcoSIMBAD
Desvio para o vermelhoz = 0,00366SIMBAD
Imagens no acervo8
Produtos de observação no arquivo MAST286 do Hubble, 69 do James Webb, 14 do GALEXconsulta num raio de 0,071 grau; produto de observação não equivale a noite de telescópio
Outras designaçõesM 104, NGC 4594

O que reparar nesta imagem

  • O bojo luminosoA bola de luz central é feita de bilhões de estrelas velhas e amareladas, sem gás e sem formação estelar recente.
  • A borda irregular da poeiraA linha escura não é lisa. As irregularidades são nuvens moleculares individuais, e é dentro delas que ainda nascem estrelas.
  • Os pontos espalhados no haloBoa parte dos pontinhos ao redor do bojo não são estrelas: são aglomerados globulares inteiros.
  • O anel aceso nas versões infravermelhasCompare com a foto em luz visível. A mesma faixa que bloqueia a luz do disco é a que mais brilha em 8.000 nanômetros, porque ali a poeira emite em vez de absorver.

Por que esta imagem tem essas cores

As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · ACS · B435 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · ACS · V555 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · ACS · r625 nmolho enxerga

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 3,2 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 9,5 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 74.264 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 30 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 78° de altura daqui.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 78 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Quanto já se olhou para aqui

  • 286registros do Hubble
  • 69registros do James Webb
  • 14registros do GALEX

Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 4,3 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.

O que ainda não se sabe

A classificação continua em disputa. Não há consenso sobre se o Sombrero é uma espiral com bojo exagerado, uma elíptica que capturou um disco de gás depois de formada, ou o produto de uma fusão antiga. Também segue em aberto por que um buraco negro tão massivo está tão apagado: a taxa com que ele recebe material hoje é baixíssima, e as explicações propostas dependem de saber quanto gás sobrou no núcleo, número que ainda não está fechado.

Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.

Uma coisa que quase ninguém sabe

O disco está inclinado poucos graus em relação à nossa linha de visada. Alguns graus fora dessa posição e veríamos a poeira como um anel aberto, e o apelido de chapéu provavelmente nunca teria surgido.

Outras imagens deste objeto

Galáxia do Sombrero, galáxia, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA voltou seu olhar afiadíssimo para uma das galáxias mais imponentes e fotogênicas do universo, a galáxia do Sombrero, Messier 104 (M104). A marca registrada da galáxia é um núcleo bulboso, branco e brilhante, cercado pelas espessas faixas de poeira que compõem a estrutura espiral da galáxia.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA/ESA and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia do Sombrero, galáxia, em imagem do NSF Víctor M. Blanco 4-meter Telescope
NSF Víctor M. Blanco 4-meter Telescope, instrumento DECam.Messier 104, apelidada de galáxia do Sombrero, é um alvo popular para a observação amadora e para a pesquisa astronômica. Seu reconhecível halo extenso e seu disco cheio de poeira aparecem nesta imagem da Dark Energy Camera (DECam), fabricada pelo Departamento de Energia e instalada no U.S.Descrição do acervo NOIRLab, traduzida.

Crédito CTIO/NOIRLab/DOE/NSF/AURAImage Processing: T.A. Rector (University of Alaska Anchorage/NSF NOIRLab), D. de Martin & M. Zamani (NSF NOIRLab) NOIRLab CC BY 4.0

Galáxia do Sombrero, galáxia, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e o Telescópio Espacial Spitzer da NASA uniram forças para criar esta impressionante imagem composta de uma das paisagens mais populares do universo. Messier 104 é comumente conhecida como a galáxia do Sombrero porque, em luz visível, lembra o chapéu mexicano de aba larga.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA/JPL-Caltech and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Galáxia do Sombrero, galáxia, em imagem do James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento MIRI.O Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA fotografou recentemente a galáxia do Sombrero com seu MIRI (Mid-Infrared Instrument), resolvendo a natureza grumosa da poeira ao longo do anel externo da galáxia. A luz do infravermelho médio destaca o gás e a poeira que fazem parte da formação de estrelas em curso no disco externo da galáxia do Sombrero.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI ESA/Webb CC BY 4.0

Galáxia do Sombrero, galáxia, em imagem do Very Large Telescope
Very Large Telescope, instrumento FORS1.Imagem da famosa galáxia espiral de tipo inicial Messier 104, amplamente conhecida como "Sombrero" (o chapéu mexicano) por causa de seu formato peculiar. O "Sombrero" fica na constelação de Virgem (A Virgem), a uma distância de cerca de 50 milhões de anos-luz.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/P. BarthelAcknowledgments: Mark Neeser (Kapteyn Institute, Groningen) and Richard Hook (ST/ECF, Garching, Germany). ESO CC BY 4.0

Galáxia do Sombrero, galáxia, em imagem do NSF Víctor M. Blanco 4-meter Telescope
NSF Víctor M. Blanco 4-meter Telescope, instrumento DECam.Messier 104, apelidada de galáxia do Sombrero, é um alvo popular para a observação amadora e para a pesquisa astronômica. Seu reconhecível halo extenso e seu disco cheio de poeira aparecem nesta imagem da Dark Energy Camera (DECam), fabricada pelo Departamento de Energia e instalada no U.S.Descrição do acervo NOIRLab, traduzida.

Crédito CTIO/NOIRLab/DOE/NSF/AURAImage Processing: T.A. Rector (University of Alaska Anchorage/NSF NOIRLab), D. de Martin & M. Zamani (NSF NOIRLab) NOIRLab CC BY 4.0

Montagem de várias imagens de Galáxia do Sombrero, galáxiaMontagem de várias imagens
Esta imagem compara a vista da famosa Galáxia do Sombrero em luz do infravermelho médio (em cima) e em luz visível (embaixo). O MIRI (Mid-Infrared Instrument) do Telescópio Espacial James Webb revela o disco interno liso da galáxia, enquanto a imagem em luz visível do Telescópio Espacial Hubble mostra o brilho grande e extenso do bojo central de estrelas.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Webb CC BY 4.0

Montagem de várias imagens de Galáxia do Sombrero, galáxiaMontagem de várias imagens
Os astrônomos usaram o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA para investigar a história da massiva galáxia do Sombrero (M104), resolvendo dezenas de milhares de estrelas individuais no vasto halo da galáxia e medindo sua metalicidade, a presença de elementos pesados, que pode fornecer pistas forenses sobre a origem da galáxia.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, Digital Sky Survey, and P. Goudfrooij (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Vídeo de Galáxia do Sombrero

O player do YouTube só carrega depois que você clica, e sem cookie de rastreio. Vídeo publicado por NOIRLabAstro; o conteúdo é do canal, e não do ValorFinal.

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Galáxia Messier 61

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Galáxia Messier 87

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Galáxia de Andrômeda

    Crédito ESA/Hubble & Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Redemoinho

    Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Cata-vento

    Crédito NASA, ESA, CXC, SSC and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Charuto

    Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0

  • Galáxia de Bode

    Crédito ESA/INT/DSS2 ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia Fantasma

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, A. Adamo (Stockholm University) and the FEAST JWST team ESA/Webb CC BY 4.0

Perguntas frequentes

Dá para ver a Galáxia do Sombrero com um telescópio amador?
Um telescópio de abertura média, a partir de uns 15 centímetros, mostra a Galáxia do Sombrero como uma mancha alongada com núcleo mais brilhante. A faixa de poeira exige céu escuro e ar estável, e mesmo assim aparece como um risco tênue. As imagens coloridas vêm de exposições longas, algo que o olho humano não faz.
Por que essa galáxia parece um chapéu?
A aparência vem de dois elementos combinados: o bojo central grande e luminoso, que forma a copa, e o disco visto quase de perfil, atravessado por um anel de poeira escura que desenha a aba. Se a mesma galáxia estivesse voltada de frente para nós, veríamos um núcleo redondo cercado por um disco, e a silhueta de chapéu desapareceria.
Qual a diferença entre M 104, NGC 4594 e Sombrero?
São três nomes para o mesmo objeto. Sombrero é o apelido popular. M 104 é a entrada no catálogo de Charles Messier, lista do século 18 feita para registrar objetos difusos que não deviam ser confundidos com cometas. NGC 4594 é a entrada no New General Catalogue, publicado no fim do século 19 e muito mais extenso.
A que distância fica a Galáxia do Sombrero?
A distância declarada pelo publicador das imagens do acervo é de 30 milhões de anos-luz. Medidas de distância a galáxias desse tipo se apoiam em indicadores como o brilho de estrelas gigantes e a flutuação de brilho superficial, com margens de erro de alguns por cento. A luz que chega hoje partiu de lá muito antes de existirem seres humanos.
O buraco negro do Sombrero pode engolir a galáxia?
Não. Um buraco negro supermassivo domina apenas a região próxima ao núcleo, onde a atração dele supera a das estrelas em volta. Fora desse raio, minúsculo comparado ao tamanho da galáxia, as estrelas orbitam respondendo à massa combinada de todo o resto. Ele representa uma fração pequena da massa total e não tem como consumi-la.
O que significa dizer que o núcleo do Sombrero é um LINER?
LINER é a sigla inglesa para região nuclear com linhas de emissão de baixa ionização, e é o código que o SIMBAD registra para o Sombrero. Significa que o espectro do centro da galáxia mostra gás excitado por radiação relativamente branda: há atividade em torno do buraco negro, mas em ritmo baixo. É a categoria mais discreta de núcleo ativo, muito distante do brilho de um quasar, e a mais comum entre galáxias próximas de bojo grande.
A Galáxia do Sombrero está se afastando de nós?
Sim. O desvio para o vermelho registrado no catálogo é z = 0,00366, o que corresponde a algo em torno de 1.100 quilômetros por segundo de afastamento. Parte disso é a expansão do universo e parte é o movimento próprio da galáxia dentro do agrupamento a que pertence, na região de Virgem. A distâncias tão modestas os dois efeitos têm peso comparável, e por isso o desvio para o vermelho sozinho não serve como régua de distância aqui.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Galáxia do Sombrero. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-do-sombrero. Consultado em: 23/08/2026.