Nebulosa planetária
Nebulosa da Aranha Vermelha
Uma nebulosa planetária com ondas de gás de quase cem bilhões de quilômetros de altura, geradas por uma das estrelas mais quentes conhecidas.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0
- Tipo
- Nebulosa planetáriaSIMBAD: PN
- Distância
- 5.772 anos-luz
- Constelação
- SagitárioSgr
- Tamanho no céu
- 15 segundos de arco
- Observado por
- James Webb Space Telescope, Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- outubro de 2025
- Original do acervo
- 4.745 × 4.756 px23 megapixels
NGC 6537 tem uma forma bipolar, com dois lóbulos saindo de um centro comum, e uma violência interna fora do comum. As paredes de gás dentro dela mostram ondas gigantescas, com dezenas de bilhões de quilômetros de altura, provocadas por um vento estelar que sopra a milhares de quilômetros por segundo.
A estrela central é uma anã branca com temperatura estimada em centenas de milhares de graus, o que a coloca entre as mais quentes já registradas. É essa temperatura que alimenta o vento responsável pelas estruturas.
A forma de dois lóbulos, comum em nebulosas planetárias, é um problema em aberto. A hipótese mais aceita é que uma estrela companheira ou um disco de material em torno da estrela moribunda canalize a ejeção para os polos, em vez de deixá-la sair em todas as direções.
O que reparar nesta imagem
- As ondas nas paredes de gásCristas com dezenas de bilhões de quilômetros de altura, formadas pelo choque entre o vento estelar e o gás mais lento.
- Os dois lóbulosA ejeção não saiu em todas as direções: foi canalizada para dois cones opostos.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulinfravermelho · NIRCam · Fe II1,64 µminvisível ao olho
- Cianoinfravermelho · NIRCam · molecular hydrogen2,12 µminvisível ao olho
- Laranjainfravermelho · NIRCam3,56 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · NIRCam · Br-alpha4,05 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 13 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,4 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 27.289 unidades astronômicas de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 5.772 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 48° de altura, na direção L.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 86 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Hubble e James Webb, lado a lado
Este objeto foi fotografado pelos dois telescópios. Como cada um enxerga faixas diferentes de luz, as imagens não são a mesma coisa em qualidade diferente: são informações diferentes.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESA & Garrelt Mellema (Leiden University, the Netherlands) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito ESA/Hubble & NASA, G. Mellema (Leiden University, the Netherlands) ESA/Webb CC BY 4.0

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa da Lagoa
- Nebulosa Ômega
- Aglomerado Messier 54
- Terzan 5
- Aglomerado Messier 18
- Centro da Via Láctea
Crédito ESO/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Nebulosa Hélix, o Olho de Deus
- Nebulosa do Anel do Sul
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, and the Webb ERO Production Team ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa Messier 76
Crédito NASA, ESA, STScI, A. Pagan (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa da Aranha Vermelha. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-aranha-vermelha. Consultado em: 23/08/2026.








