Galáxia
Galáxia do Redemoinho
A galáxia espiral que praticamente definiu o que é um braço espiral, flagrada no ato de deformar uma vizinha menor.

Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: Sy2
- Distância
- 26,2 milhões de anos-luz
- Constelação
- Cães de CaçaCVn
- Tamanho no céu
- 9,0 minutos de arco
- Classificação
- SA
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- abril de 2005
- Original do acervo
- 11.477 × 7.965 px91 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,002
Messier 51 foi a primeira galáxia em que alguém percebeu estrutura espiral. Em 1845, Lord Rosse a desenhou com o telescópio de 1,8 metro que havia construído na Irlanda, e o desenho mostrava claramente braços enrolados. Na época ninguém sabia o que aquilo era, mas o desenho circulou e virou uma das imagens mais influentes da astronomia do século 19.
Ela está de frente para nós, o que é sorte pura e a razão de ser tão fotogênica. Os braços aparecem inteiros, sem sobreposição, e neles dá para acompanhar a sequência da formação estelar: nuvens escuras de poeira na borda interna, regiões rosadas de hidrogênio ionizado logo adiante, e aglomerados azuis de estrelas recém-formadas depois.
A companheira menor, NGC 5195, está passando por ela e é parte do espetáculo. A gravidade desse encontro comprime o gás nos braços e dispara formação estelar, o que explica por que os braços do Redemoinho são tão bem desenhados e brilhantes. O que parece uma ponte ligando as duas é material real sendo puxado, e a pequena está mais atrás do que aparenta, não encostada.
O que reparar nesta imagem
- A sequência de cores nos braçosPoeira escura, depois rosa, depois azul. Essa ordem não é decoração: é a linha de montagem de estrelas, do gás bruto até a estrela acesa.
- A companheira alaranjadaNGC 5195 quase não tem gás e por isso não forma estrelas novas. A cor amarelada denuncia uma população estelar velha.
- A ponte de matériaO filete que parece ligar as duas galáxias é gás e estrelas arrancados pela maré gravitacional do encontro.
Por que esta imagem tem essas cores
As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · B435 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · ACS · V555 nmolho enxerga
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 3,2 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 9,6 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 68.908 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 26,2 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 16° de altura, na direção N.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 19 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
O Redemoinho já hospedou três supernovas observadas em pouco mais de vinte anos, em 1994, 2005 e 2011. Para uma galáxia só, é uma frequência bem acima da média.
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Galáxia Messier 106
- Galáxia de Andrômeda
Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia Fantasma
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, A. Adamo (Stockholm University) and the FEAST JWST team ESA/Webb CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia do Redemoinho. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-do-redemoinho. Consultado em: 23/08/2026.






