Custo do funcionário CLT: encargos, provisões e quanto custa de verdade (2026)

Guia completo do custo de um funcionário CLT: além do salário, os encargos (INSS patronal, FGTS 8%), as provisões de 13º, férias e terço, os benefícios e por que o custo real supera o salário em 60% a 100%.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalCLT / Lei 8.212/1991 (INSS) / Lei 8.036/1990 (FGTS)

O salário que aparece no contrato é só uma parte do que um funcionário CLT custa para a empresa. Encargos, FGTS, provisões de 13º e férias e benefícios elevam o valor real, muitas vezes para o dobro do salário. Neste guia detalhamos cada componente e damos um exemplo. Para a conta automática, use a calculadora de custo do funcionário.

Resposta rápida

O custo real de um funcionário CLT costuma ficar 60% a 100% acima do salário.

  • FGTS: 8% do salário, todo mês.
  • Encargos patronais (INSS, RAT, terceiros): variam com o regime.
  • Provisão de 13º: ~1/12 (8,33%) do salário.
  • Provisão de férias + 1/3: ~11% do salário.
  • Benefícios (vale-transporte, refeição, saúde) somam ao custo.

Os componentes do custo

O custo de um empregado CLT é a soma de quatro blocos:

Exemplo passo a passo

Para um salário de R$ 2.000,00:

ComponenteCálculoValor
Salário brutobaseR$ 2.000,00
FGTS8% × salárioR$ 160,00
Provisão de 13ºsalário ÷ 12R$ 166,67
Provisão de fériassalário ÷ 12R$ 166,67
Terço de fériasprovisão de férias ÷ 3R$ 55,56

Somando ainda os encargos patronais (que variam com o regime) e os benefícios, o custo mensal cresce bem acima do salário. A calculadora de custo do funcionário deixa você informar o percentual de encargos e os benefícios para chegar ao total.

O peso do regime tributário

No Simples Nacional, parte da contribuição previdenciária patronal está embutida no DAS, o que reduz os encargos diretos sobre a folha. No Lucro Presumido ou Real, há 20% de INSS patronal sobre a folha, além de RAT e terceiros. Por isso o mesmo salário pode ter custos diferentes conforme a empresa.

Benefícios e o FGTS

O FGTS de 8% é depósito mensal obrigatório. Os benefícios, como o vale-transporte, somam a parte custeada pela empresa. Já o que o empregado efetivamente recebe é o salário líquido, bem menor que o custo para a empresa: é a diferença entre o que a empresa paga e o que cai na conta do trabalhador.

Erros comuns

Limitações

Esta é uma estimativa educacional. Os percentuais de encargos dependem do regime tributário, da atividade (RAT) e de eventuais desonerações. O cálculo não substitui a apuração contábil da empresa.

Fontes oficiais

Conclusão

O custo de um funcionário CLT é o salário mais FGTS, encargos patronais, provisões de 13º e férias e benefícios, chegando a 60% ou 100% acima do bruto. Para simular, use a calculadora de custo do funcionário, veja o FGTS, o vale-transporte, o salário líquido e todas as calculadoras trabalhistas, além de como validamos os cálculos.

Calculadoras deste guia

Como validamos os cálculos

Os valores citados neste guia são estimativos e baseados em fontes oficiais (CLT / Lei 8.212/1991 (INSS) / Lei 8.036/1990 (FGTS)). Eles podem variar conforme convenção coletiva, situação individual e atualizações da legislação. Entenda nossa metodologia em como validamos os cálculos.

Perguntas frequentes

Quanto custa um funcionário CLT de verdade?
Bem mais que o salário. Somando encargos (INSS patronal, FGTS de 8%), provisões de 13º, férias e o terço, e os benefícios, o custo total costuma ficar entre 60% e 100% acima do salário bruto, dependendo do regime tributário e dos benefícios oferecidos.
Quais são os principais encargos sobre a folha?
O FGTS de 8%, a contribuição patronal ao INSS (em regra 20% no Lucro Real/Presumido, podendo ser desonerada), o RAT e as contribuições a terceiros (sistema S). No Simples Nacional, parte desses encargos está embutida na alíquota do DAS.
O FGTS faz parte do custo?
Sim. O empregador deposita 8% do salário no FGTS do empregado todo mês. É um custo direto da contratação. Veja a calculadora de FGTS para o valor do depósito.
Por que 13º e férias entram no custo mensal?
Porque são direitos que se acumulam mês a mês. Mesmo pagos uma vez por ano, é boa prática provisionar 1/12 do salário por mês para o 13º e 1/12 mais o terço para as férias, distribuindo o custo ao longo do ano.
Quanto provisionar de 13º e férias por mês?
Cerca de 1/12 do salário (8,33%) para o 13º e 1/12 mais 1/3 desse valor para as férias e o terço constitucional. Juntas, as provisões somam por volta de 20% do salário, antes de FGTS e encargos.
O custo muda conforme o regime tributário?
Muda bastante. No Simples Nacional, a contribuição previdenciária patronal costuma estar no DAS; no Lucro Presumido/Real, há 20% de INSS patronal sobre a folha. Por isso a calculadora usa um percentual de encargos que você ajusta ao seu caso.
Vale-transporte e vale-refeição entram no custo?
Sim, a parte paga pela empresa. O vale-transporte tem regra própria (a empresa cobre o que passar de 6% do salário). Benefícios como plano de saúde e vale-refeição somam ao custo total. Veja a calculadora de vale-transporte.
Contratar PJ é mais barato que CLT?
Em valor de fatura, costuma parecer mais barato porque não há encargos e provisões. Mas há riscos de vínculo e perda de proteções. Compare cenários na calculadora CLT vs PJ antes de decidir.
O custo anual é só o custo mensal vezes 12?
É uma boa aproximação quando o custo mensal já inclui as provisões de 13º e férias. Sem provisionar, o 13º e as férias apareceriam como picos em meses específicos, distorcendo o fluxo de caixa.
Como reduzir o custo sem demitir?
Revisar benefícios, avaliar o regime tributário, controlar horas extras e adotar banco de horas são caminhos legais. Cortar direitos trabalhistas não é opção. A simulação ajuda a enxergar onde o custo se concentra.