O salário que aparece no contrato é só uma parte do que um funcionário CLT custa para a empresa. Encargos, FGTS, provisões de 13º e férias e benefícios elevam o valor real, muitas vezes para o dobro do salário. Neste guia detalhamos cada componente e damos um exemplo. Para a conta automática, use a calculadora de custo do funcionário.
Resposta rápida
O custo real de um funcionário CLT costuma ficar 60% a 100% acima do salário.
- FGTS: 8% do salário, todo mês.
- Encargos patronais (INSS, RAT, terceiros): variam com o regime.
- Provisão de 13º: ~1/12 (8,33%) do salário.
- Provisão de férias + 1/3: ~11% do salário.
- Benefícios (vale-transporte, refeição, saúde) somam ao custo.
Os componentes do custo
O custo de um empregado CLT é a soma de quatro blocos:
- Salário bruto: a base de tudo.
- Encargos: FGTS de 8% e a parte patronal (INSS de até 20%, RAT, terceiros), que depende do regime tributário.
- Provisões: 13º (1/12), férias (1/12) e o terço constitucional.
- Benefícios: a parte da empresa em vale-transporte, vale-refeição, plano de saúde, etc.
Exemplo passo a passo
Para um salário de R$ 2.000,00:
| Componente | Cálculo | Valor |
|---|---|---|
| Salário bruto | base | R$ 2.000,00 |
| FGTS | 8% × salário | R$ 160,00 |
| Provisão de 13º | salário ÷ 12 | R$ 166,67 |
| Provisão de férias | salário ÷ 12 | R$ 166,67 |
| Terço de férias | provisão de férias ÷ 3 | R$ 55,56 |
Somando ainda os encargos patronais (que variam com o regime) e os benefícios, o custo mensal cresce bem acima do salário. A calculadora de custo do funcionário deixa você informar o percentual de encargos e os benefícios para chegar ao total.
O peso do regime tributário
No Simples Nacional, parte da contribuição previdenciária patronal está embutida no DAS, o que reduz os encargos diretos sobre a folha. No Lucro Presumido ou Real, há 20% de INSS patronal sobre a folha, além de RAT e terceiros. Por isso o mesmo salário pode ter custos diferentes conforme a empresa.
Benefícios e o FGTS
O FGTS de 8% é depósito mensal obrigatório. Os benefícios, como o vale-transporte, somam a parte custeada pela empresa. Já o que o empregado efetivamente recebe é o salário líquido, bem menor que o custo para a empresa: é a diferença entre o que a empresa paga e o que cai na conta do trabalhador.
Erros comuns
- Considerar só o salário. Encargos e provisões dobram o valor.
- Esquecer o FGTS e o terço de férias. São custos certos.
- Usar o mesmo percentual para todo regime. Simples e Lucro Presumido diferem muito.
- Comparar fatura de PJ com salário de CLT. Use a comparação CLT vs PJ.
Limitações
Esta é uma estimativa educacional. Os percentuais de encargos dependem do regime tributário, da atividade (RAT) e de eventuais desonerações. O cálculo não substitui a apuração contábil da empresa.
Fontes oficiais
- Lei 8.212/1991 (Planalto): custeio da Previdência e contribuição patronal.
- Lei 8.036/1990 (Planalto): FGTS e a alíquota de 8%.
Conclusão
O custo de um funcionário CLT é o salário mais FGTS, encargos patronais, provisões de 13º e férias e benefícios, chegando a 60% ou 100% acima do bruto. Para simular, use a calculadora de custo do funcionário, veja o FGTS, o vale-transporte, o salário líquido e todas as calculadoras trabalhistas, além de como validamos os cálculos.