Nebulosa escura
Barnard 86, o buraco no céu
Uma nuvem tão densa e tão escura que parece um buraco recortado no meio da Via Láctea.

- Tipo
- Nebulosa escuraSIMBAD: DNe
- Distância
- 6.000 anos-luz
- Constelação
- SagitárioSgr
- Tamanho no céu
- 5,0 minutos de arco
- Observado por
- MPG/ESO 2.2-metre telescope
- Imagem publicada
- fevereiro de 2013
- Original do acervo
- 8.473 × 8.233 px70 megapixels
Barnard 86 é uma nebulosa escura na direção do centro da galáxia, e o contraste dela é espetacular justamente por causa disso: ela está recortada contra um dos campos estelares mais densos do céu. O astrônomo E. E. Barnard, que catalogou centenas dessas nuvens, a descreveu como um buraco no céu.
Não é buraco nenhum. É uma nuvem de gás molecular e poeira, fria e densa o bastante para absorver praticamente toda a luz das estrelas atrás dela. Nuvens assim são o estágio anterior à formação de estrelas.
Ao lado dela existe um aglomerado aberto de estrelas, e a proximidade sugere que os dois se formaram do mesmo material, em épocas diferentes.
Edward Barnard catalogou centenas dessas nuvens escuras no começo do século 20, usando fotografia de longa exposição numa época em que a técnica era nova. Antes disso, muitos astrônomos realmente acreditavam que aquelas manchas eram vazios reais no céu, e não nuvens bloqueando a luz. A fotografia foi o que resolveu a questão.
O que reparar nesta imagem
- O contraste com o fundoA quantidade de estrelas em volta mostra o quanto a nuvem está bloqueando. Ali atrás há tantas estrelas quanto em qualquer outro lugar do campo.
- O aglomerado vizinhoProvavelmente formado do mesmo complexo de nuvens, só que antes.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 34 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 8,7 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 6.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 50° de altura, na direção L.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 86 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa da Lagoa
- Nebulosa Ômega
- Nebulosa da Aranha Vermelha
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0
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- Aglomerado Messier 18
- Nebulosa de Órion
Crédito NASA, ESA, M. Robberto ( Space Telescope Science Institute/ESA) and the Hubble Space Telescope Orion Treasury Project Team ESA/Hubble CC BY 4.0
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Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa Cabeça de Cavalo
- Nebulosa do Caranguejo
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Barnard 86, o buraco no céu. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nuvem-escura-barnard-86. Consultado em: 23/08/2026.









