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ObservatórioAstronomia

Remanescente de supernova

Nebulosa do Caranguejo

Destroços de uma estrela que explodiu em 1054 e foi registrada por astrônomos chineses, com um pulsar girando 30 vezes por segundo no centro.

Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova, em imagem do Hubble Space Telescope
"Most detailed image of the Crab Nebula", como o acervo nomeou esta imagem.Esta imagem do Hubble oferece a vista mais detalhada já feita de toda a Nebulosa do Caranguejo. O Caranguejo está entre os objetos mais interessantes e mais bem estudados da astronomia. Esta é a maior imagem já feita com a câmera WFPC2 do Hubble.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA and Allison Loll/Jeff Hester (Arizona State University). Acknowledgement: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
Remanescente de supernovaSIMBAD: SNR
Distância
6.500 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2026
Constelação
TouroTau
Tamanho no céu
7,0 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
Observado por
Hubble Space Telescope, NSF Nicholas U. Mayall 4-meter Telescope, Very Large Array (VLA)
Imagem publicada
dezembro de 2005
Original do acervo
3.864 × 3.864 px15 megapixels
Dois telescópios, o mesmo objeto

Veja Nebulosa do Caranguejo pelo Hubble e pelo James Webb

Os dois fotografaram este objeto, e o resultado não é a mesma imagem em qualidade diferente. O Hubble registra sobretudo a luz que o olho enxerga; o Webb enxerga infravermelho, que atravessa a poeira e mostra o que estava escondido atrás dela. Arraste a divisória e veja a poeira sumir.

Comparar as duas imagens
Nebulosa do Caranguejo, em imagem do Hubble
Hubble

Crédito NASA, ESA, STScI, W. Blair (JHU). Image Processing: J. DePasquale (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa do Caranguejo, em imagem do James Webb
James Webb

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0

Em julho de 1054, astrônomos da corte chinesa anotaram o aparecimento de uma estrela convidada no céu do Touro. Ela ficou visível em pleno dia por 23 dias e continuou visível à noite por quase dois anos. Registros japoneses descrevem o mesmo evento, e há menções compatíveis no mundo árabe. Aquilo era uma supernova, e o que restou dela é a Nebulosa do Caranguejo.

A nebulosa está a cerca de 6.500 anos-luz e ocupa 7 minutos de arco no céu, um quarto do diâmetro aparente da Lua cheia. Convertido para tamanho real, isso dá algo em torno de 13 anos-luz de ponta a ponta. Não é um objeto especialmente grande nem brilhante, e mesmo assim é um dos mais estudados do céu inteiro, por um motivo simples: é o único resto de supernova cuja data de nascimento está escrita em documento. No SIMBAD ela é a entrada M 1, primeira do catálogo de Messier, nas coordenadas AR 83,6324 graus e Dec 22,0174 graus.

No centro há uma estrela de nêutrons, o núcleo colapsado da estrela original, com mais massa que o Sol comprimida numa esfera de cerca de vinte quilômetros de diâmetro, girando trinta vezes por segundo. Esse objeto não é apenas um sobrevivente: é o motor que mantém a nebulosa acesa quase mil anos depois da explosão.

Como uma estrela vira uma esfera de vinte quilômetros?

Uma estrela massiva passa a vida num empate. A gravidade puxa tudo para dentro, a energia da fusão nuclear empurra tudo para fora, e o equilíbrio dura enquanto houver combustível. O problema é que a fusão fabrica elementos cada vez mais pesados, e cada etapa dura menos que a anterior. Quando o núcleo vira ferro, a linha de produção acaba: fundir ferro consome energia em vez de liberar.

O núcleo colapsa em fração de segundo, prótons e elétrons são esmagados juntos e viram nêutrons, e a queda só para quando a matéria atinge densidade comparável à do interior de um núcleo atômico. O material que ainda caía bate nessa parede e é arremessado para fora: isso é a supernova. E, como o colapso preserva o momento angular, a rotação lenta da estrela original vira rotação absurda no núcleo comprimido, pelo mesmo princípio da patinadora que fecha os braços.

O mesmo raciocínio explica o campo magnético. Linhas de campo presas na matéria que colapsa ficam concentradas quando essa matéria encolhe até algumas dezenas de quilômetros, e a intensidade sobe em proporção brutal. Rotação rápida somada a campo intenso é a receita do pulsar.

Por que o miolo azulado intriga tanto?

A maioria das nebulosas brilha por recombinação: a radiação de estrelas quentes arranca elétrons dos átomos, e a luz aparece quando os elétrons voltam a se ligar, sempre em cores específicas. No Caranguejo, o brilho azulado difuso do centro tem outra origem. O pulsar gira um campo magnético colossal e lança um vento de partículas a velocidades próximas à da luz.

Ao percorrer trajetórias curvas nesse campo, os elétrons emitem em todas as cores de uma vez, sem linhas espectrais definidas. Isso é radiação síncrotron, assinatura de partículas aceleradas e não de gás aquecido. A diferença explica a longevidade da nebulosa: uma nuvem apenas aquecida pela explosão já teria esfriado em séculos. O freio é medido, e a energia que o pulsar perde ao desacelerar corresponde à energia que a nebulosa irradia.

Objetos assim têm nome próprio na literatura, nebulosa de vento de pulsar, e o Caranguejo é o exemplo de referência da categoria. Os filtros estreitos do Hubble separam bem as duas emissões: os filamentos aparecem nas linhas do oxigênio em 502 e 631 nanômetros e do enxofre em 673, enquanto o brilho síncrotron aparece em todas elas ao mesmo tempo.

A conta da expansão fecha com 1054?

A nebulosa se expande a cerca de 1.500 quilômetros por segundo, rápido o bastante para ser visto: fotografias separadas por décadas mostram os filamentos visivelmente mais afastados do centro. Rebobinando esse movimento em linha reta, todos convergem para um ponto único, o que confirma a origem numa explosão.

Só que a data devolvida pela conta não é 1054, e sim algumas décadas mais tarde. A discrepância é real e conhecida. A explicação aceita é que a nuvem acelerou depois da explosão, empurrada por dentro pela pressão do vento do pulsar. Um projétil que só desacelera daria data anterior; um que foi empurrado no caminho aparenta ter partido mais tarde. Aqui o registro chinês corrige a física, e não o contrário.

Essa medida só existe porque o objeto foi fotografado de forma consistente por muito tempo. O acervo tem uma demonstração disso: duas imagens do Hubble publicadas no mesmo dia de 2026, uma da câmera WFC3 e outra montada com dados de 1999 e 2000 da WFPC2, ambas cobrindo 6,4 por 6,4 minutos de arco. Quando campo e filtros se repetem, a comparação vira medida.

O mesmo objeto em cinco faixas do espectro

O acervo traz um conjunto raro: a mesma nebulosa registrada por cinco observatórios diferentes, todos apresentados no mesmo campo de 8,8 por 8,8 minutos de arco. Há a imagem em rádio do Very Large Array, a em infravermelho do Spitzer, a em luz visível do Hubble, a em ultravioleta do XMM-Newton e a em raios X do Chandra. Nenhuma delas é mais verdadeira que as outras. Cada uma seleciona uma população de partículas com energia diferente.

O padrão da comparação é instrutivo. Em rádio, a nebulosa é grande e difusa, porque os elétrons de menor energia duram muito e se espalham por todo o volume. Subindo para o ultravioleta e para os raios X, a estrutura encolhe e se concentra em volta do pulsar: elétrons de altíssima energia se esgotam depressa e não viajam longe antes de deixar de emitir naquela faixa. A nebulosa de raios X é a região que o pulsar alimenta agora.

É por isso que a astronomia moderna quase nunca trabalha com uma faixa só. Ver o Caranguejo apenas em luz visível daria uma casca de gás em expansão e pouco mais; apenas em raios X, um motor sem a nuvem que ele empurra.

O que o Webb acrescentou em 2023

A imagem do James Webb publicada em 2023 combina as câmeras NIRCam e MIRI e cobre 5,5 por 4,8 minutos de arco. O metadado lista faixas que vão de 1.620 nanômetros até 21 micrômetros, incluindo bandas escolhidas para alvos específicos: 11,3 micrômetros para hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e 18 micrômetros para emissão de silicatos. Não são filtros de estética. São endereços químicos.

Isso importa por causa de uma pergunta antiga. A massa ejetada que se consegue contabilizar no Caranguejo parece pequena demais para a explosão de uma estrela massiva comum, e uma das saídas propostas é que exista material frio que as observações anteriores não enxergavam. Poeira fria aparece justamente no infravermelho médio, e mapeá-la ataca o problema com dado em vez de suposição.

O infravermelho próximo mostra o brilho síncrotron do vento do pulsar com nitidez que o visível não alcança, porque sofre menos com a poeira interposta. As duas coisas na mesma imagem lembram que o Caranguejo segue em disputa entre o que a explosão jogou para fora e o que o pulsar continua empurrando.

Os números deste objeto

Identificação principalM 1SIMBAD
Distância6.500 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem
ConstelaçãoTouro (Tau)
Coordenadas J2000AR 83,6324 graus, Dec 22,0174 grausSIMBAD
Tiporesto de supernovaSIMBAD
Tamanho aparente7 minutos de arcoSIMBAD
Diâmetro estimadocerca de 13 anos-luzcalculado a partir do tamanho aparente e da distância
Explosão observada da Terrajulho de 1054registros astronômicos chineses
Observações no arquivo MAST1.107 do Hubble, 176 do James Webb e 1 do GALEXprodutos de observação num raio de 0,058 grau
Imagens no acervo12

O que reparar nesta imagem

  • A teia de filamentos avermelhadosMaterial arrancado da estrela na explosão, rico em hidrogênio e hélio, organizado numa casca em expansão.
  • O brilho azulado difuso do mioloRadiação síncrotron: elétrons acelerados a quase a velocidade da luz espiralando no campo magnético do pulsar.
  • O par de estrelas no centroA de baixo à direita é o pulsar. A outra está apenas na mesma direção do céu, sem relação com a explosão.
  • A mudança de tamanho entre as faixasCompare a imagem em rádio com a de raios X: a mesma nebulosa aparece bem menor em alta energia, porque os elétrons mais energéticos não sobrevivem tempo suficiente para chegar às bordas.

Por que esta imagem tem essas cores

Todos os filtros registraram luz visível, mas as cores foram redistribuídas no processamento para separar melhor o que a imagem mostra. O resultado é próximo do real, e não idêntico.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Vermelholuz visível · WFPC2 · OIII502 nmolho enxerga
  • Azulluz visível · WFPC2 · OI631 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · WFPC2 · SII673 nmolho enxerga

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 4,8 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 6,4 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 13,2 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 6.500 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 40° de altura, na direção NO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 44 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Quanto já se olhou para aqui

  • 1.107registros do Hubble
  • 176registros do James Webb
  • 1registros do GALEX

Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 3,5 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.

O que ainda não se sabe

A energia da explosão de 1054 parece baixa demais para uma supernova de colapso de núcleo comum, e a massa de material ejetado também é menor que o esperado. Uma hipótese é que a estrela original fosse relativamente leve e tenha explodido por captura de elétrons, mecanismo diferente do usual. Outra é que exista material frio ainda não contabilizado, o que faz das observações em infravermelho médio uma peça central da discussão. O tamanho exato e a estrutura interna da estrela de nêutrons também seguem sem resposta, porque dependem de como a matéria se comporta em densidades que nenhum laboratório reproduz.

Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.

Uma coisa que quase ninguém sabe

A emissão do Caranguejo é tão estável em raios X que virou unidade de medida informal na astronomia de altas energias, com fontes descritas em milicaranguejos de brilho. Ironia da história: em 2010, satélites detectaram clarões que mostraram que nem o Caranguejo é perfeitamente constante.

Outras imagens deste objeto

Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFC3.O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA capturou o detalhe intrincado da Nebulosa do Caranguejo com sua Wide Field Camera 3. As cores da imagem traçam a detecção pelo Hubble dos gases de oxigênio e enxofre na nebulosa, em densidades e energias variadas.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, STScI, W. Blair (JHU). Image Processing: J. DePasquale (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFPC2.Esta imagem recém-processada vem de dados originalmente captados pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA em 1999 e 2000. A tecnologia atualizada de processamento de imagem permite que esta imagem de arquivo seja mais bem comparada com dados mais recentes, incluindo os captados pelo próprio Hubble.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, STScI, W. Blair (JHU). Image Processing: J. DePasquale (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova, em imagem do NSF Nicholas U. Mayall 4-meter Telescope
NSF Nicholas U. Mayall 4-meter Telescope, instrumento Mosaic-3.A nebulosa que sempre tem algo novo a oferecer, Messier 1 (Nebulosa do Caranguejo) é captada aqui pelo Telescópio Nicholas U. Mayall de 4 metros do Kitt Peak National Observatory (KPNO), um Programa do NSF NOIRLab. A célebre história deste remanescente de supernova na astronomia moderna começa quando ele foi registrado em 1731 pelo astrônomo britânico John Bevis, que acreditava tratar-se de nada mais que uma mancha nebulosa.Descrição do acervo NOIRLab, traduzida.

Crédito KPNO/NOIRLab/NSF/AURA Image Processing: T.A. Rector (University of Alaska Anchorage/NSF NOIRLab) NOIRLab CC BY 4.0

Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova, em imagem do Very Large Array (VLA)
Very Large Array (VLA).Esta nova e cativante imagem mostra a Nebulosa do Caranguejo em cores de néon brilhantes. A imagem incomum foi produzida combinando dados de telescópios que abrangem quase todo o espectro eletromagnético, das ondas de rádio aos raios X. O Karl G.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, G. Dubner (IAFE, CONICET-University of Buenos Aires) et al.; A. Loll et al.; T. Temim et al.; F. Seward et al.; VLA/NRAO/AUI/NSF; Chandra/CXC; Spitzer/JPL-Caltech; XMM-Newton/ESA; and Hubble/STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova, em imagem do Very Large Array (VLA)
Very Large Array (VLA).O Karl G. Jansky Very Large Array (VLA) observou a Nebulosa do Caranguejo, um remanescente de supernova situado a 6.500 anos-luz da Terra, em comprimentos de onda de rádio.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NRAO/AUI/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova, em imagem do Spitzer Space Telescope
Spitzer Space Telescope.O Telescópio Espacial Spitzer da NASA observou a Nebulosa do Caranguejo, um remanescente de supernova situado a 6.500 anos-luz da Terra, no infravermelho.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito JPL/Caltech ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope.O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA observou a Nebulosa do Caranguejo, um remanescente de supernova situado a 6.500 anos-luz da Terra, em comprimentos de onda ópticos.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova, em imagem do XMM-Newton
XMM-Newton.O telescópio XMM-Newton da ESA observou a Nebulosa do Caranguejo, um remanescente de supernova situado a 6.500 anos-luz da Terra, no ultravioleta.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova, em imagem do Chandra
Chandra.O Observatório de raios X Chandra da NASA observou as emissões de raios X da Nebulosa do Caranguejo, um remanescente de supernova situado a 6.500 anos-luz da Terra.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito CXC ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova, em imagem do Very Large Telescope
Very Large Telescope, instrumento FORS2.Esta foto mostra um composto de três cores da conhecida Nebulosa do Caranguejo (também conhecida como Messier 1), observada com o instrumento FORS2 em modo de imageamento na manhã de 10 de novembro de 1999. É o remanescente de uma explosão de supernova a uma distância de cerca de 6.000 anos-luz, observada há quase 1.000 anos, no ano de 1054.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO CC BY 4.0

Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova, em imagem do James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento NIRCam.O Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA observou a Nebulosa do Caranguejo em busca de respostas sobre as origens do remanescente de supernova. A NIRCam (Câmera de Infravermelho Próximo) e o MIRI (Instrumento de Infravermelho Médio) do Webb revelaram novos detalhes em luz infravermelha.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0

Vídeo de Nebulosa do Caranguejo

O player do YouTube só carrega depois que você clica, e sem cookie de rastreio. Vídeo publicado por HubbleWebbESA; o conteúdo é do canal, e não do ValorFinal.

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Outros objetos em Touro

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nuvem escura L1527

    Crédito NASA, ESA, CSA, and STScI, J. DePasquale (STScI) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Cassiopeia A

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, D. Milisavljevic (Purdue University), T. Temim (Princeton University), I. De Looze (University of Gent) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Laço do Cisne

    Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration, and the Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: J. Hester (Arizona State University) and Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa do Lápis

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Supernova 1987A

    Crédito NASA, ESA and Pete Challis (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) ESA/Hubble CC BY 4.0

Perguntas frequentes

Por que a nebulosa se chama Caranguejo?
O nome vem de um desenho feito por Lord Rosse em 1844, a partir de observações com um telescópio grande da época. Na ilustração, os filamentos externos lembravam pernas de caranguejo. Fotografias modernas não sustentam bem a comparação, mas o apelido já havia pegado. A associação diz mais sobre os limites da observação visual do século 19 do que sobre a nebulosa em si.
Dá para ver a Nebulosa do Caranguejo com telescópio pequeno?
Não a olho nu, e com dificuldade em instrumento pequeno. Em céu escuro e abertura modesta, ela aparece como uma mancha pálida, oval e sem estrutura interna, na constelação do Touro. Os filamentos das fotos exigem aberturas grandes e, mesmo assim, raramente convencem no ocular. É um objeto muito melhor em fotografia de longa exposição do que em observação direta.
Como se sabe que a explosão de 1054 gerou justamente essa nebulosa?
Por três linhas de evidência que se encontram. A posição descrita nos registros chineses coincide com a da nebulosa no Touro. A expansão medida hoje, rebobinada para trás, aponta para um evento único ocorrido há cerca de mil anos. E o objeto central é uma estrela de nêutrons jovem, exatamente o tipo de resto que uma supernova de colapso de núcleo deixa. Nenhum outro remanescente conhecido reúne essa combinação.
O que é um pulsar, e por que ele parece piscar?
Um pulsar é uma estrela de nêutrons que gira rápido e tem campo magnético intenso, emitindo radiação em feixes estreitos alinhados com o eixo magnético. Como esse eixo é inclinado em relação ao eixo de rotação, o feixe varre o espaço como o facho de um farol, e a Terra recebe um pulso a cada volta em que o feixe passa por aqui. O pulsar do Caranguejo gira trinta vezes por segundo, então os pulsos chegam a cada 33 milésimos de segundo aproximadamente.
Por que a nebulosa parece diferente em cada telescópio?
Porque cada instrumento registra uma faixa do espectro, e cada faixa mostra partículas com energias diferentes. Nas imagens do acervo, a versão em rádio do Very Large Array mostra uma nuvem larga e difusa, enquanto a de raios X do Chandra mostra uma região compacta em volta do pulsar. A diferença não é de processamento: elétrons muito energéticos deixam de emitir depressa e não chegam longe do centro, então a nebulosa de alta energia é fisicamente menor.
O pulsar do Caranguejo vai parar de girar?
Vai desacelerando, e isso é medido com precisão. A rotação perde velocidade lentamente porque a energia do giro é convertida em vento de partículas e em radiação, que é o que mantém a nebulosa brilhando. Em escala de dezenas de milhares de anos, o pulsar ficará fraco demais para alimentar a nuvem, e a nebulosa vai se dissipar no meio interestelar. A estrela de nêutrons continuará lá, apenas silenciosa.
Uma supernova a 6.500 anos-luz oferece risco à Terra?
A essa distância, não. Estimativas de risco costumam considerar perigosas apenas supernovas a algumas dezenas de anos-luz, distância em que a radiação poderia afetar a camada de ozônio. Em 1054 a explosão ficou visível em pleno dia por semanas e não deixou marca detectável na biosfera terrestre. Também não há nenhuma estrela candidata a supernova perto o bastante da Terra para representar ameaça conhecida.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Nebulosa do Caranguejo. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-do-caranguejo. Consultado em: 23/08/2026.