Pular para o conteúdo
ObservatórioAstronomia

Nebulosa de emissão

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia

Colunas de gás frio sendo corroídas pela luz de estrelas recém-nascidas, na imagem que definiu o que o Hubble significou para o público.

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, nebulosa de emissão, em imagem do Digitized Sky Survey 2
"Digitized Sky Survey Image of the Eagle Nebula", como o acervo nomeou esta imagem.Esta imagem é um composto colorido da Nebulosa da Águia (M 16) feito a partir de exposições do Digitized Sky Survey 2 (DSS2). O campo de visão é de aproximadamente 3,8 x 3,3 graus.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin. ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
Nebulosa de emissãoSIMBAD: OpC
Distância
7.000 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2025
Constelação
SerpenteSer
Tamanho no céu
1,3 grausextensão catalogada no SIMBAD
Observado por
Digitized Sky Survey 2, VLT Survey Telescope, MPG/ESO 2.2-metre telescope
Imagem publicada
janeiro de 2015
Original do acervo
13.749 × 11.772 px162 megapixels
Dois telescópios, o mesmo objeto

Veja Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia pelo Hubble e pelo James Webb

Os dois fotografaram este objeto, e o resultado não é a mesma imagem em qualidade diferente. O Hubble registra sobretudo a luz que o olho enxerga; o Webb enxerga infravermelho, que atravessa a poeira e mostra o que estava escondido atrás dela. Arraste a divisória e veja a poeira sumir.

Comparar as duas imagens
Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, em imagem do Hubble
Hubble

Crédito NASA, ESA/Hubble and the Hubble Heritage Team ESA/Hubble CC BY 4.0

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, em imagem do James Webb
James Webb

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI; J. DePasquale, A. Koekemoer, A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0

Os Pilares da Criação são três colunas de gás e poeira dentro da Nebulosa da Águia, na constelação da Serpente, a cerca de 7.000 anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Elas não são estruturas sólidas nem nuvens paradas. São o que sobrou de uma nuvem molecular muito maior depois que um grupo de estrelas jovens e quentes começou a dissolvê-la de fora para dentro. Cada coluna é, ao mesmo tempo, um resto de matéria e um berçário: enquanto a radiação come as bordas, o interior denso continua desabando sobre si mesmo e formando estrelas novas.

A imagem de 1995 feita pelo Hubble transformou um objeto conhecido de especialistas em ícone popular. Antes dela, a Nebulosa da Águia aparecia em catálogos desde o século 18 como uma mancha difusa perto de um aglomerado de estrelas. Depois dela, a silhueta das três colunas passou a estampar capa de livro, cartaz de escola e camiseta. O nome Pilares da Criação nasceu desse momento e não é rótulo técnico: é uma descrição do que a estrutura faz, que pegou e ficou.

Em 2022 o telescópio James Webb refez o retrato em infravermelho, primeiro com a câmera NIRCam e depois com o instrumento MIRI, que enxerga ainda mais longe no infravermelho médio. As duas versões mostram a mesma região com aparência completamente diferente, e essa diferença é o assunto mais interessante da página: ela ensina que cor, em astronomia, é uma escolha informada sobre qual comprimento de onda mostrar, não uma fotografia do que o olho veria.

Por que uma nuvem de gás vira coluna?

O processo se chama fotoevaporação. Acima e fora do quadro da imagem clássica existe um aglomerado de estrelas jovens e muito massivas. Estrelas assim emitem a maior parte da energia no ultravioleta, e o ultravioleta tem energia suficiente para arrancar o elétron do átomo de hidrogênio. Quando essa radiação atinge a nuvem, ela ioniza e aquece a superfície, o gás aquecido se expande e escapa, e a nuvem vai sendo raspada camada por camada.

A erosão não é uniforme, e é aí que a forma aparece. Onde o gás é mais denso, ele resiste mais e ainda protege o que está atrás. O resultado tem a mesma lógica de uma formação rochosa esculpida pelo vento no deserto: o pedaço duro sobrevive e passa a fazer sombra, e o material atrás dele fica preservado numa esteira alongada. As colunas apontam todas para a mesma direção porque apontam para a fonte da radiação.

Isso significa que os Pilares são temporários por definição. Eles existem enquanto durar o desequilíbrio entre a densidade interna e a pressão da radiação de fora. A escala de tempo estimada para estruturas assim é de alguns milhões de anos, um piscar de olhos comparado à idade da galáxia.

O que são os glóbulos nas pontas das colunas?

Nas extremidades das colunas aparecem protuberâncias pequenas e mais densas, apelidadas de EGGs, sigla em inglês para glóbulos gasosos em evaporação. Elas foram batizadas justamente porque o telescópio VLT do ESO as investigou em 2001 com o instrumento ISAAC, em infravermelho próximo, para responder a uma pergunta direta: existe uma estrela em formação dentro de cada uma?

A resposta foi mais sóbria do que a expectativa. Boa parte dos glóbulos parece ser apenas gás denso, sem estrela dentro. Alguns têm, de fato, um objeto em formação no núcleo. A distinção importa porque muda a interpretação do que a radiação está fazendo: ela pode tanto comprimir o gás e ajudar o colapso quanto arrancar o material antes que a estrela consiga se montar. Os dois efeitos acontecem, e a proporção entre eles ainda é objeto de estudo.

Por que a mesma nebulosa aparece em cores tão diferentes?

A versão do Hubble de 2015 usa três filtros estreitos, cada um centrado numa linha de emissão específica. O azul corresponde a 502 nanômetros, do oxigênio duplamente ionizado. O verde corresponde a 657 nanômetros, a linha do hidrogênio conhecida como H-alfa. O vermelho corresponde a 673 nanômetros, do enxofre ionizado. Nenhuma dessas cores é a cor que a nebulosa teria para um olho humano: são etiquetas atribuídas a três gases distintos para que a química da nuvem fique visível de relance.

A linha H-alfa é a mais importante do conjunto. Ela nasce quando um elétron que estava solto é recapturado por um próton e cai de um nível de energia para outro dentro do átomo de hidrogênio. Como o hidrogênio é de longe o elemento mais abundante do universo, essa transição específica é a assinatura mais confiável de gás sendo ionizado por estrelas quentes. Onde há H-alfa forte, há estrela massiva por perto.

As imagens do Webb operam num terreno completamente diferente, entre 900 e 4.700 nanômetros na NIRCam e entre 7.700 e 15.000 nanômetros na MIRI. Comprimentos de onda longos atravessam poeira que bloqueia a luz visível, e por isso a versão infravermelha mostra estrelas que simplesmente não aparecem na versão do Hubble. A coluna que parece opaca no visível é semitransparente no infravermelho.

O que o infravermelho revelou que o visível escondia?

Nas imagens do Webb aparecem, nas pontas de algumas colunas, manchas avermelhadas com aspecto de material sendo expelido. Elas correspondem a matéria ejetada por estrelas ainda em formação. Uma estrela nascente não engole o gás em silêncio: parte do material que cai sobre ela é relançada em jatos colimados que batem na nuvem em volta e a aquecem por choque.

Esse detalhe é o argumento mais concreto de que a estrutura está viva. Não se trata de uma escultura antiga preservada, e sim de uma região onde a formação estelar está acontecendo agora, em objetos com poucas centenas de milhares de anos de idade. Em termos estelares, são recém-nascidos.

O infravermelho médio da MIRI acrescenta outra camada. Naquela faixa, quem brilha não é a estrela e sim a poeira aquecida, incluindo moléculas orgânicas grandes que absorvem ultravioleta e reemitem em infravermelho. O resultado é uma imagem em que as colunas quase somem e o que se destaca é a distribuição do próprio pó.

Onde os Pilares ficam dentro da Nebulosa da Águia?

É fácil confundir a parte com o todo. Os Pilares ocupam poucos minutos de arco no céu, e as imagens mais famosas do Hubble cobrem cerca de dois a quatro minutos de arco de lado. A Nebulosa da Águia inteira é muito maior, e o levantamento feito pelo telescópio VST do ESO no acervo cobre um campo de mais de 300 minutos de arco de largura, no qual a Águia aparece ao lado de outras nebulosas da mesma região da Via Láctea.

O aglomerado responsável pela ionização se chama NGC 6611 e é o que o SIMBAD registra como identificação principal do objeto, classificando M 16 como aglomerado aberto. A escolha editorial deste acervo é tratar a página como nebulosa de emissão, porque é a nuvem, e não o aglomerado, que aparece nas imagens. As duas classificações estão certas e descrevem coisas diferentes no mesmo lugar.

Os números deste objeto

Distância7.000 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens
ConstelaçãoSerpente (Ser)
Identificação principalM 16 (NGC 6611)SIMBAD
Classificaçãoaglomerado aberto no SIMBAD, tratado aqui como nebulosa de emissão
Coordenadas J2000AR 274,688 graus, Dec -13,792 graus
Desvio para o vermelhoz = 0,00006
Imagens no acervo10

O que reparar nesta imagem

  • As bordas iluminadas das colunasA franja mais clara no contorno de cada pilar é a frente de ionização, o ponto exato onde a radiação das estrelas está arrancando elétrons do gás. É ali que a erosão está acontecendo.
  • Os dedos nas extremidadesAs saliências pequenas na ponta das colunas são glóbulos densos que resistem melhor à radiação. Alguns abrigam uma estrela em formação, muitos não.
  • A direção comumTodas as colunas apontam para o mesmo lado. Isso não é acaso de composição: elas apontam para as estrelas massivas que estão esculpindo a nuvem, fora do quadro.
  • Quantas estrelas cada versão mostraCompare a contagem de pontos na imagem do Hubble e na do Webb. As estrelas a mais no infravermelho sempre estiveram lá; o que mudou foi a capacidade de enxergar através da poeira.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu é cerca de 7,5 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 3,9 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 162,9 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 7.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 8° de altura, na direção O.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 80 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Quanto já se olhou para aqui

  • 931registros do Hubble
  • 364registros do James Webb

Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 30 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.

O que ainda não se sabe

Existe uma hipótese, levantada a partir de dados em infravermelho, de que uma supernova próxima já tenha destruído as colunas há alguns milhares de anos e que a notícia ainda não tenha chegado até nós, por causa do tempo que a luz leva para viajar 7.000 anos-luz. A ideia se apoia na detecção de poeira quente na região, que poderia ter sido aquecida por uma onda de choque. Não há consenso: outras explicações para o mesmo aquecimento continuam na mesa, e o cenário segue em disputa.

Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.

Uma coisa que quase ninguém sabe

O nome Nebulosa da Águia veio da forma do conjunto maior de gás, que lembra uma ave de asas abertas. Os Pilares ficam bem no meio dela e ocupam uma fração minúscula do campo: a imagem de levantamento do VST no acervo é mais de cem vezes mais larga que o retrato clássico do Hubble.

Outras imagens deste objeto

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, nebulosa de emissão
O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA tornou os Pilares da Criação famosos com sua primeira imagem, em 1995, mas voltou à cena em 2014 para revelar uma vista mais nítida e mais ampla em luz visível, mostrada acima, à esquerda. Uma nova vista em luz do infravermelho próximo do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, à direita, nos ajuda a enxergar através de mais poeira nesta região de formação estelar.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI; J. DePasquale, A. Koekemoer, A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, nebulosa de emissão
Esta imagem dos Pilares da Criação, captada pelo Mid-Infrared Instrument (MIRI) do Webb, mostra setas de orientação, uma barra de escala e uma legenda de cores para referência. Os Pilares da Criação ficam dentro da Nebulosa da Águia, também conhecida como Messier 16 (M16).Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI; J. DePasquale (STScI), A. Pagan (STScI) ESA/Webb CC BY 4.0

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, nebulosa de emissão, em imagem do VLT Survey Telescope
VLT Survey Telescope, instrumento OmegaCAM.Dois dos moradores mais famosos do céu dividem o palco com um vizinho menos conhecido nesta enorme imagem de três gigapixels do VLT Survey Telescope (VST) do ESO. À direita fica a tênue nuvem de gás brilhante chamada Sharpless 2-54, a icônica Nebulosa da Águia (Messier 16) está no centro, e a Nebulosa Ômega (Messier 17), à esquerda.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO CC BY 4.0

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, nebulosa de emissão, em imagem do MPG/ESO 2.2-metre telescope
MPG/ESO 2.2-metre telescope, instrumento WFI.Imagem em mosaico composta em três cores da Nebulosa da Águia (Messier 16, ou NGC 6611), baseada em imagens obtidas com a câmera Wide-Field Imager no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, no Observatório de La Silla. No centro, podem ser vistos os chamados "Pilares da Criação".Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO CC BY 4.0

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, nebulosa de emissão, em imagem do Very Large Telescope
Very Large Telescope, instrumento ISAAC.Messier 16 (M16), também conhecida como Nebulosa da Águia, fica na constelação austral de Serpens (a Serpente). Usando o instrumento multimodo infravermelho ISAAC no telescópio VLT ANTU de 8,2 m, astrônomos europeus conseguiram fotografar a Nebulosa da Águia em comprimentos de onda do infravermelho próximo.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/M.McCaughrean & M.Andersen (AIP) ESO CC BY 4.0

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, nebulosa de emissão, em imagem do James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento NIRCam.Os Pilares da Criação aparecem realçados num caleidoscópio de cores na vista em luz do infravermelho próximo do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA. Os pilares parecem arcos e torres erguendo-se de uma paisagem desértica, mas são feitos de gás e poeira semitransparentes, e mudam o tempo todo.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI; J. DePasquale, A. Koekemoer, A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, nebulosa de emissão, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFC3.O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA revisitou uma de suas imagens mais icônicas e populares: os Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia. Esta imagem mostra os pilares como são vistos em luz visível, captando o brilho multicolorido das nuvens de gás, os finos tentáculos de poeira cósmica escura e as trombas de elefante cor de ferrugem dos famosos pilares da nebulosa.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA/Hubble and the Hubble Heritage Team ESA/Hubble CC BY 4.0

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, nebulosa de emissão, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.Esta estrutura imponente de gás ondulante e de poeira escura que obscurece pode ser apenas uma pequena porção da Nebulosa da Águia, mas nem por isso é menos majestosa na aparência. Com 9,5 anos-luz de altura e a 7.000 anos-luz da Terra, esta escultura poeirenta foi renovada com o uso de novas técnicas de processamento.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, nebulosa de emissão, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.Parecendo uma criatura alada de conto de fadas empoleirada num pedestal, este objeto é na verdade uma torre ondulante de gás e poeira frios que se ergue de um berçário estelar chamado Nebulosa da Águia. A torre imponente tem 9,5 anos-luz, ou cerca de 90 trilhões de quilômetros, de altura, cerca de duas vezes a distância do nosso Sol até a estrela mais próxima seguinte.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, nebulosa de emissão, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.Uma seção espetacular da conhecida Nebulosa da Águia foi mirada pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. Este conjunto de estrelas deslumbrantes se chama NGC 6611, um aglomerado estelar aberto que se formou há cerca de 5,5 milhões de anos e fica a aproximadamente 6.500 anos-luz da Terra.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0

Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, nebulosa de emissão, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.O aglomerado estelar é muito brilhante e foi descoberto em meados do século XVIII. A nebulosa, porém, é bem mais esquiva, e levou quase mais duas décadas para ser notada pela primeira vez por Charles Messier, em 1764. Embora seja comumente conhecida como Nebulosa da Águia, sua designação oficial é Messier 16, e o aglomerado também se chama NGC 6611.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Serpente

Continue explorando

Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa de Serpens

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, K. Pontoppidan (NASA’s Jet Propulsion Laboratory), J. Green (Space Telescope Science Institute) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 6604

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa de Órion

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa da Lagoa

    Crédito NSF–DOE Vera C. Rubin Observatory/NOIRLab/SLAC/AURA NOIRLab CC BY 4.0

  • Nebulosa Ômega

    Crédito NASA, H. Ford (JHU), G. Illingworth (UCSC/LO), M.Clampin (STScI), G. Hartig (STScI), the ACS Science Team, and ESAThe ACS Science Team: H. Ford, G. Illingworth, M. Clampin, G. Hartig, T. Allen, K. Anderson, F. Bartko, N. Benitez, J. Blakeslee, R. Bouwens, T. Broadhurst, R. Brown, C. Burrows, D. Campbell, E. Cheng, N. Cross, P. Feldman, M. Franx, D. Golimowski, C. Gronwall, R. Kimble, J. Krist, M. Lesser, D. Magee, A. Martel, W. J. McCann, G. Meurer, G. Miley, M. Postman, P. Rosati, M. Sirianni, W. Sparks, P. Sullivan, H. Tran, Z. Tsvetanov, R. White, and R. Woodruff. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Glóbulos de Thackeray

    Crédito ESO/VPHAS+ team. Acknowledgement: CASU ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa NGC 3603

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Região de formação estelar N79

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0

Perguntas frequentes

O que são exatamente os Pilares da Criação?
São colunas de gás molecular frio e poeira dentro da Nebulosa da Águia, a cerca de 7.000 anos-luz da Terra, na constelação da Serpente. Elas se formaram porque estrelas jovens e muito quentes das redondezas emitem radiação ultravioleta que evapora a nuvem original de fora para dentro. Onde o gás é mais denso, a erosão é mais lenta, e o material que sobra forma uma coluna alongada que aponta para a fonte da radiação. Dentro delas ainda nascem estrelas.
Por que a foto do James Webb é tão diferente da foto do Hubble?
Porque os dois telescópios registram faixas diferentes do espectro. O Hubble usou filtros na luz visível, centrados em linhas do oxigênio, do hidrogênio e do enxofre, e cada linha virou um canal de cor. O Webb observa em infravermelho, entre cerca de 900 e 15.000 nanômetros. Comprimentos de onda longos atravessam a poeira que bloqueia a luz visível, então o Webb enxerga estrelas escondidas dentro e atrás das colunas. Nenhuma das duas imagens é a cor real: as duas são mapas de cor construídos a partir dos filtros usados.
Que tamanho têm os Pilares da Criação?
A coluna maior tem alguns anos-luz de comprimento, ordem de grandeza semelhante à distância entre o Sol e a estrela mais próxima dele, que é de pouco mais de quatro anos-luz. No céu, porém, o conjunto ocupa apenas alguns minutos de arco, uma área muito pequena, o que explica por que só telescópios com boa resolução conseguem separar a forma das colunas em vez de mostrar uma mancha.
Os Pilares da Criação ainda existem?
Não há como saber com certeza. Tudo o que se observa hoje é a luz que saiu de lá há cerca de 7.000 anos. Existe uma hipótese de que uma supernova nas proximidades já tenha destruído as colunas e que essa informação ainda esteja a caminho, mas ela não é consenso. Mesmo sem supernova, as colunas são estruturas transitórias: a erosão pela radiação as dissolve na escala de alguns milhões de anos.
Qual a diferença entre a Nebulosa da Águia e os Pilares da Criação?
A Nebulosa da Águia, catalogada como Messier 16 e associada ao aglomerado NGC 6611, é a região inteira: uma nuvem de gás ionizado com muitos minutos de arco de extensão, um aglomerado de estrelas jovens e várias estruturas escuras. Os Pilares da Criação são um detalhe dentro dela, um grupo pequeno de colunas perto do centro. A confusão é comum porque a imagem famosa mostra só o detalhe, não a nebulosa toda.
Dá para ver os Pilares da Criação com telescópio amador?
As colunas em si, não. O que um telescópio amador de bom porte mostra, em céu escuro, é a Nebulosa da Águia como uma névoa fraca em volta de um aglomerado de estrelas, sem a estrutura interna que aparece nas imagens do Hubble. Separar os pilares exige resolução angular e tempo de exposição fora do alcance de equipamento comum. A região fica na constelação da Serpente, perto da faixa central da Via Láctea.
Por que a imagem do Hubble usa verde para o hidrogênio?
Por convenção de processamento, não por observação. A linha H-alfa do hidrogênio fica em torno de 657 nanômetros, que corresponde ao vermelho para o olho humano. Quando se combinam três filtros estreitos numa mesma imagem, o costume é atribuir as cores em ordem de comprimento de onda: o filtro mais curto vira azul, o intermediário vira verde e o mais longo vira vermelho. Como o enxofre em 673 nanômetros é mais longo que o hidrogênio em 657, o hidrogênio acaba no canal verde.

Fontes oficiais

Continue explorando

Como citar esta página

ValorFinal. Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/pilares-da-criacao. Consultado em: 23/08/2026.