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ObservatórioAstronomia

Região de hidrogênio ionizado

Nebulosa de Carina

Um dos maiores berçários de estrelas conhecidos, no céu do sul, onde uma estrela instável quase explodiu no século 19 e sobreviveu.

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Other
"Star birth in the extreme", como o acervo nomeou esta imagem.A vista do Hubble da Nebulosa de Carina mostra o nascimento de estrelas num novo nível de detalhe. A paisagem de fantasia da nebulosa é esculpida pela ação dos ventos que sopram para fora e pela escaldante radiação ultravioleta das estrelas monstruosas que habitam este inferno.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
Região de hidrogênio ionizadoSIMBAD: HII
Distância
7.500 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2012
Constelação
QuilhaCar
Observado por
Other, Hubble Space Telescope, VLT Survey Telescope
Imagem publicada
abril de 2007
Original do acervo
29.566 × 14.321 px423 megapixels
Dois telescópios, o mesmo objeto

Veja Nebulosa de Carina pelo Hubble e pelo James Webb

Os dois fotografaram este objeto, e o resultado não é a mesma imagem em qualidade diferente. O Hubble registra sobretudo a luz que o olho enxerga; o Webb enxerga infravermelho, que atravessa a poeira e mostra o que estava escondido atrás dela. Arraste a divisória e veja a poeira sumir.

Comparar as duas imagens
Nebulosa de Carina, em imagem do Hubble
Hubble

Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage Project (STScI/AURA). Acknowledgment: M. Livio (STScI) and N. Smith (University of California, Berkeley, USA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, em imagem do James Webb
James Webb

Crédito NASA, ESA, CSA, and STScI ESA/Webb CC BY 4.0

A Nebulosa de Carina, catalogada como NGC 3372, fica na constelação da Quilha, a cerca de 7.500 anos-luz segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Ela é uma região H II, ou seja, uma nuvem enorme de hidrogênio mantida ionizada pela radiação de estrelas jovens e massivas nascidas dentro dela. Em escala e em quantidade de estrelas gigantes, ela supera com folga a Nebulosa de Órion, que é a mais conhecida no hemisfério norte. A fama menor tem explicação geográfica: Carina fica bem ao sul e nunca sobe no céu da Europa e de boa parte dos Estados Unidos.

Do Brasil a situação se inverte. Ela passa alto no céu e, em noites escuras longe de cidade, aparece a olho nu como um trecho notavelmente mais brilhante da faixa da Via Láctea. É um dos poucos objetos deste acervo que estão ao alcance da vista sem instrumento, ainda que sem nenhuma das cores e estruturas das imagens de telescópio.

Dentro dela existe uma estrela que atrapalha qualquer tentativa de resumo tranquilo: Eta Carinae. Por volta de 1843 ela passou por uma erupção violenta, ficou por um tempo entre as estrelas mais brilhantes de todo o céu noturno, e depois desapareceu da visão a olho nu sem ter explodido de vez. O material lançado naquele episódio ainda está lá, em expansão, formando duas bolhas em torno da estrela.

Por que essa nuvem brilha?

Nebulosas como Carina não refletem luz nem são iluminadas como um objeto de cena. Elas emitem luz própria, e o mecanismo é bem definido. As estrelas mais quentes da região, de tipo espectral O e B, produzem grande quantidade de fótons ultravioleta. Esses fótons carregam energia suficiente para arrancar o elétron de um átomo de hidrogênio, deixando o gás ionizado.

O gás não fica assim para sempre. Elétrons livres e prótons se reencontram, e quando o elétron é recapturado ele desce pelos níveis de energia do átomo emitindo luz em comprimentos de onda muito específicos. A transição mais visível é a H-alfa, perto de 656 nanômetros, no vermelho. É por isso que regiões de formação estelar aparecem avermelhadas em imagens de campo largo com filtro adequado: não é poeira colorida, é hidrogênio devolvendo em cores discretas a energia que recebeu em ultravioleta.

O mesmo raciocínio explica os outros filtros usados no acervo. O oxigênio duplamente ionizado, que exige fótons ainda mais energéticos, emite perto de 501 nanômetros e denuncia as regiões mais próximas das estrelas quentes. O enxofre ionizado, perto de 672 nanômetros, se concentra em zonas de choque e em bordas comprimidas. Combinar essas três linhas é uma forma de mapear temperatura e densidade sem medir nenhuma delas diretamente.

O que aconteceu com Eta Carinae no século 19?

O episódio ficou conhecido como Grande Erupção. Ao longo de alguns anos do século 19, com pico por volta de 1843, Eta Carinae aumentou tanto de brilho que passou a rivalizar com as estrelas mais brilhantes do céu. Depois voltou a desaparecer da vista desarmada. Nenhuma explosão terminal aconteceu: a estrela continua lá.

O que ela expeliu naquele evento é hoje uma nebulosa própria, em forma de duas bolhas simétricas separadas por uma cintura de material. A estrutura recebeu o apelido de Homúnculo e continua se expandindo, o que permite calcular para trás a data aproximada do lançamento e conferir com os registros históricos de brilho. É um dos raros casos em que um evento astronômico do século 19 pode ser auditado por medição direta.

Eta Carinae é um sistema com mais de uma estrela e está entre os objetos estelares mais massivos e mais luminosos conhecidos na Via Láctea. Estrelas nessa faixa de massa vivem pouco, na casa de alguns milhões de anos, e perdem massa continuamente em ventos intensos. Na mesma região existem estrelas do tipo Wolf-Rayet, como WR 22, que estão num estágio ainda mais avançado desse processo de despir as camadas externas.

O que são os Penhascos Cósmicos fotografados pelo Webb?

A imagem do Webb de 2022 que circulou pelo mundo inteiro mostra o que parece uma cadeia de montanhas alaranjadas contra um fundo escuro salpicado de estrelas. Não é uma paisagem sólida. É a borda de uma cavidade aberta dentro do complexo de Carina, na área catalogada como NGC 3324, onde a radiação e os ventos de estrelas massivas escavaram a nuvem molecular.

A aparência de penhasco vem do contraste entre duas regiões vizinhas com propriedades opostas. Acima da linha, gás quente e rarefeito, já ionizado, praticamente transparente. Abaixo, gás frio e denso ainda não dissolvido. A fronteira entre os dois é uma frente de erosão, e as pontas que sobem acima dela são as partes mais densas resistindo, exatamente como acontece nos Pilares da Criação.

As mesmas cavidades aparecem sob outra luz nas observações submilimétricas do acervo, feitas em 870 micrômetros. Nesse comprimento de onda quem brilha é a poeira fria, e o mapa resultante mostra onde está o material que ainda não virou estrela. Somar o mapa do gás quente com o mapa do gás frio é o que permite estimar quanto combustível resta na região.

O que os jatos HH 901 e HH 902 revelam?

Objetos Herbig-Haro são um fenômeno associado a estrelas em formação. Enquanto uma protoestrela acumula material de um disco em volta dela, parte da matéria não cai: é lançada em dois jatos estreitos e opostos, alinhados com o eixo de rotação. Esses jatos viajam a centenas de quilômetros por segundo, batem no gás ao redor e o aquecem, produzindo manchas brilhantes com forma de arco.

Em Carina existem exemplos claros disso, identificados como HH 901 e HH 902 nos metadados das imagens do Hubble. Eles aparecem como pares de feixes saindo dos dois lados de uma protuberância escura. A protuberância é a nuvem densa que envolve a estrela nascente; a estrela em si continua invisível na luz visível.

A importância vai além do visual. A existência de jatos é a prova observacional de que há disco de acreção e campo magnético organizados, e a direção deles registra o eixo de rotação do sistema. Contar jatos numa região é uma forma indireta de contar estrelas nascendo nela.

Por que a mesma região aparece azul, laranja ou cinza?

O acervo reúne registros de instrumentos muito diferentes apontados para o mesmo alvo, e comparar é a melhor aula disponível. As câmeras de campo largo em luz visível, como a WFI e a OmegaCAM, mostram a nebulosa como uma estrutura vermelha e rendada, porque o filtro H-alfa domina. As mesmas nuvens observadas em infravermelho próximo pelo HAWK-I, entre 1.250 e 2.200 nanômetros, ficam quase transparentes e revelam milhares de estrelas escondidas atrás da poeira.

Os registros do Hubble mudam de novo o resultado, porque combinam filtros estreitos de oxigênio, hidrogênio e enxofre num esquema de cores que privilegia diferenças químicas. E a imagem submilimétrica não tem nada parecido com cor: é um mapa de intensidade em que a escala é escolhida por quem publica.

Nada disso é manipulação. Cada imagem é uma medição honesta de uma faixa específica do espectro, com o mapeamento declarado no metadado. O erro seria tratar qualquer uma delas como a aparência verdadeira do objeto, porque a maior parte do que a nebulosa emite está fora do alcance do olho humano.

Os números deste objeto

Distância7.500 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens
ConstelaçãoQuilha (Car)
Identificação principalNGC 3372SIMBAD
Classificaçãoregião H IISIMBAD
Coordenadas J2000AR 161,2593 graus, Dec -59,6999 graus
Imagens no acervo12

O que reparar nesta imagem

  • A região escura em forma de fechaduraA mancha escura recortada perto do centro não é um buraco na nebulosa. É uma nuvem densa de poeira à frente do gás brilhante, bloqueando a luz que vem de trás.
  • As colunas apontando para dentroCada ponta que sobe acima da frente de erosão é gás denso resistindo à radiação. A direção em que apontam indica onde estão as estrelas que estão dissolvendo a nuvem.
  • Os pares de jatos finosFeixes estreitos e simétricos saindo de uma protuberância escura são objetos Herbig-Haro: material expelido por uma estrela ainda em formação, invisível dentro do casulo.
  • A quantidade de estrelas no infravermelhoNas versões em infravermelho o fundo fica coberto de pontos. Essas estrelas estão presentes nas imagens em luz visível também, escondidas atrás da poeira.

Por que esta imagem tem essas cores

As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · Oiii501 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · H-alpha + Nii658 nmolho enxerga
  • Luminâncialuz visível · ACS · H-alpha + Nii658 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · Sii672 nmolho enxerga

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 1,3 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 25 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 7.500 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 36° de altura, na direção SE.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 54 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Quanto já se olhou para aqui

  • 4.294registros do Hubble
  • 712registros do James Webb

Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 1,2 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.

O que ainda não se sabe

Ninguém sabe como Eta Carinae vai terminar nem quando. Ela é massiva o bastante para acabar como supernova, e existem cenários em que o núcleo colapsa diretamente em buraco negro com pouca ou nenhuma explosão visível. A Grande Erupção do século 19 não se encaixa bem em nenhum modelo consolidado de perda de massa, e o papel da companheira no sistema segue em discussão. Também há divergência sobre a distância exata do complexo de Carina, o que afeta o cálculo da massa e da luminosidade da estrela.

Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.

Uma coisa que quase ninguém sabe

Durante a Grande Erupção, Eta Carinae ficou brevemente entre as estrelas mais brilhantes do céu noturno e depois sumiu da visão a olho nu, sem ter explodido. A quantidade de energia liberada foi comparável à de uma supernova, mas a estrela sobreviveu ao próprio evento.

Outras imagens deste objeto

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado, em imagem do VLT Survey Telescope
VLT Survey Telescope, instrumento OmegaCAM.A espetacular Nebulosa de Carina, região de formação estelar, foi captada em grande detalhe pelo VLT Survey Telescope, no Observatório do Paranal do ESO. Esta imagem foi obtida com a ajuda de Sebastián Piñera, presidente do Chile, durante sua visita ao observatório em 5 de junho de 2012, e divulgada por ocasião da inauguração do novo telescópio em Nápoles, em 6 de dezembro de 2012.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO. Acknowledgement: VPHAS+ Consortium/Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Very Large Telescope
Very Large Telescope, instrumento HAWK-I.Esta ampla imagem da Nebulosa de Carina, uma região de formação estelar massiva nos céus do sul, foi obtida em luz infravermelha com a câmera HAWK-I no Very Large Telescope do ESO. Muitas características antes ocultas, espalhadas por uma espetacular paisagem celeste de gás, poeira e estrelas jovens, vieram à tona.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/T. Preibisch ESO CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFC3.Este topo de montanha escarpado e fantástico, envolto por nuvens tênues, parece uma paisagem bizarra de O Senhor dos Anéis, de Tolkien. A fotografia do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, mais estranha que a ficção, capta a atividade caótica no alto de um pilar de gás e poeira, com três anos-luz de altura, que está sendo corroído pela luz brilhante de estrelas brilhantes próximas.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA and M. Livio and the Hubble 20th Anniversary Team (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.WR 25 e Tr16-244, na parte de baixo da imagem, ficam dentro do aglomerado aberto Trumpler 16. Este aglomerado está embutido na Nebulosa de Carina, um imenso caldeirão de gás e poeira que fica a aproximadamente 7.500 anos-luz da Terra, na constelação de Carina, a Quilha.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA and Jesús Maíz Apellániz (Instituto de Astrofísica de Andalucía, Spain) ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.Saborear uma guloseima congelada num dia quente de verão pode deixar uma bagunça pegajosa à medida que ela derrete ao Sol e se deforma. No vácuo frio do espaço não há sorvete comestível, mas há radiação de estrelas massivas que vai desgastando nuvens moleculares frias, criando estruturas bizarras, de fantasia.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage Project (STScI/AURA). Acknowledgment: M. Livio (STScI) and N. Smith (University of California, Berkeley, USA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFC3.Composto de gás e poeira, o pilar retratado fica num tempestuoso berçário estelar chamado Nebulosa de Carina, a 7.500 anos-luz de distância, na constelação austral de Carina. Obtida em luz visível, a imagem mostra a ponta do pilar de três anos-luz de comprimento, banhada pelo brilho da luz de estrelas quentes e massivas situadas acima do topo da imagem.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA and the Hubble SM4 ERO Team ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFC3.Composto de gás e poeira, o pilar retratado fica num tempestuoso berçário estelar chamado Nebulosa de Carina, a 7.500 anos-luz de distância, na constelação austral de Carina. Obtida em luz infravermelha, a imagem mostra a coluna densa e o gás esverdeado ao redor praticamente desaparecerem.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA and the Hubble SM4 ERO Team ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFC3.O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA captou esta nuvem ondulante de gás e poeira interestelares frios que se ergue de um tempestuoso berçário estelar situado na Nebulosa de Carina, a 7.500 anos-luz de distância, na constelação austral de Carina.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, and M. Livio, The Hubble Heritage Team and the Hubble 20th Anniversary Team (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Gemini South
Gemini South, instrumento GSAOI.Um trecho de 50 trilhões de km (33 trilhões de milhas, ou 5 anos-luz) de comprimento da parede oeste da Nebulosa de Carina, observado com ótica adaptativa no telescópio Gemini South.Descrição do acervo NOIRLab, traduzida.

Crédito International Gemini Observatory/NOIRLab/NSF/AURA/P. Hartigan (Rice University) Acknowledgment: Image processing: Patrick Hartigan (Rice University), Travis Rector (University of Alaska Anchorage), Mahdi Zamani & Davide de Martin NOIRLab CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado, em imagem do NSF Víctor M. Blanco 4-meter Telescope
NSF Víctor M. Blanco 4-meter Telescope, instrumento NEWFIRM.Um trecho de 50 trilhões de km (33 trilhões de milhas, ou 5 anos-luz) de comprimento da parede oeste da Nebulosa de Carina, observado sem ótica adaptativa.Descrição do acervo NOIRLab, traduzida.

Crédito International Gemini Observatory/NOIRLab/NSF/AURAAcknowledgment: PI: Patrick Hartigan (Rice University) Image processing: Patrick Hartigan (Rice University), Travis Rector (University of Alaska Anchorage), Mahdi Zamani & Davide de Martin NOIRLab CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado, em imagem do Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFPC2.Detalhes nunca antes vistos de uma estrutura misteriosa e complexa dentro da Nebulosa de Carina (NGC 3372) são revelados por esta imagem da 'Nebulosa do Buraco da Fechadura', obtida com o Telescópio Espacial Hubble. A figura é uma montagem feita a partir de quatro apontamentos diferentes do telescópio, em abril de 1999, com a Wide Field Planetary Camera 2 do Hubble, que usou seis filtros de cor diferentes.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA/ESA, The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado, em imagem do James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento NIRCam.O que parece muito com montanhas escarpadas numa noite de luar é na verdade a borda de NGC 3324, uma região próxima e jovem de formação estelar na Nebulosa de Carina. Captada em luz infravermelha pela Near-Infrared Camera (NIRCam) do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, esta imagem revela áreas de nascimento de estrelas antes obscurecidas.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.Recorte de uma região a 1,5 graus do centro do objeto, e não uma vista do objeto inteiro.

Crédito NASA, ESA, CSA, and STScI ESA/Webb CC BY 4.0

Vídeo de Nebulosa de Carina

O player do YouTube só carrega depois que você clica, e sem cookie de rastreio. Vídeo publicado por HubbleWebbESA; o conteúdo é do canal, e não do ValorFinal.

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Quilha

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa NGC 3603

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Westerlund 2

    Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3293

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3532

    Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin ESO CC BY 4.0

  • Eta Carinae

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of Arizona, Tucson), and J. Morse (BoldlyGo Institute, New York) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • AG Carinae

    Crédito ESA/Hubble and NASA, A. Nota, C. Britt ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa Pata de Gato

    Crédito ESO/J. Emerson/VISTA Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa Monoceros R2

    Crédito ESO/J. Emerson/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa Gum 15

    Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa da Bolha

    Crédito NASA, ESA, Digitized Sky Survey 2 Acknowledgement: Davide De Martin ESA/Hubble CC BY 4.0

Perguntas frequentes

Dá para ver a Nebulosa de Carina a olho nu no Brasil?
Sim, em céu escuro e longe de iluminação urbana. Ela fica na constelação da Quilha, alta no céu para observadores do hemisfério sul, e aparece como um trecho mais brilhante e ligeiramente difuso da faixa da Via Láctea. A olho nu não há cor nem estrutura: o que se vê é uma mancha esbranquiçada. Um binóculo já separa parte do campo em estrelas e mostra o contorno da nebulosa.
A Nebulosa de Carina é maior que a Nebulosa de Órion?
É bem maior e contém muito mais estrelas massivas. Carina está a cerca de 7.500 anos-luz, várias vezes mais longe que Órion, e mesmo assim ocupa uma área grande do céu, o que indica dimensão física considerável. A diferença de fama vem da posição: Carina fica muito ao sul e é inacessível de boa parte do hemisfério norte, onde se concentrou historicamente a maior parte dos observatórios e do público de astronomia.
Eta Carinae vai explodir?
É o desfecho esperado para uma estrela dessa massa, mas não há previsão de data. Ela é instável, perde massa continuamente e já passou por pelo menos uma erupção violenta no século 19. Uma supernova a 7.500 anos-luz seria um evento espetacular no céu do sul e inofensivo para a Terra a essa distância. Existe também a possibilidade de o núcleo colapsar sem uma explosão brilhante. Nenhum modelo atual permite cravar quando.
O que são os Penhascos Cósmicos da imagem do James Webb?
São a borda de uma cavidade de gás dentro do complexo de Carina, na área catalogada como NGC 3324. Estrelas jovens e massivas acima da região escavaram a nuvem com radiação e ventos, e o que parece uma cadeia de montanhas é a fronteira entre o gás já dissolvido, acima, e o gás frio e denso que ainda resiste, abaixo. A aparência de relevo vem do contraste, não de qualquer superfície sólida.
Por que a nebulosa parece vermelha em algumas imagens e laranja em outras?
Porque as imagens vêm de instrumentos e filtros diferentes. Em luz visível com filtro H-alfa, o hidrogênio ionizado domina e a nebulosa fica avermelhada. Em infravermelho próximo, entre 1.250 e 2.200 nanômetros, a poeira fica semitransparente e o processamento costuma resultar em tons alaranjados e dourados. Em imagens submilimétricas não há cor nenhuma: existe um mapa de intensidade com escala escolhida por quem publica.
Onde fica a Nebulosa de Carina no céu?
Na constelação da Quilha, com coordenadas J2000 de ascensão reta 161,26 graus e declinação -59,70 graus. Essa declinação bem negativa significa que ela é circumpolar ou muito alta para observadores do sul do Brasil e praticamente invisível acima de latitudes médias do hemisfério norte. Ela fica dentro da faixa mais densa da Via Láctea, cercada de aglomerados estelares.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Nebulosa de Carina. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-de-carina. Consultado em: 23/08/2026.