Pular para o conteúdo
ValorFinalObservatório← portal

Região de hidrogênio ionizado

Nebulosa de Carina

Uma das maiores regiões de formação estelar da galáxia, visível a olho nu do Brasil, e o palco de Eta Carinae.

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado registrada pelo Other
“Star birth in the extreme”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
Região de hidrogênio ionizadoSIMBAD: HII
Distância
7.500 anos-luz
Constelação
QuilhaCar
Tamanho no céu
Observado por
Other, Hubble Space Telescope, VLT Survey Telescope
Imagem publicada
abril de 2007
Original do acervo
29.566 × 14.321 px423 megapixels

A Nebulosa de Carina é maior e mais brilhante que a de Órion, mas é bem menos conhecida no hemisfério norte por um motivo simples: ela fica no céu do sul, e boa parte da astronomia amadora e da divulgação científica nasceu na Europa e nos Estados Unidos. Do Brasil ela é fácil de encontrar e aparece a olho nu como uma mancha brilhante na Via Láctea.

A região abriga várias das estrelas mais massivas conhecidas na nossa galáxia, incluindo Eta Carinae, que quase se destruiu numa erupção observada em 1843. Estrelas assim vivem poucos milhões de anos e terminam em supernova, e a nebulosa inteira é esculpida pela radiação e pelos ventos que elas produzem.

Uma das primeiras imagens divulgadas do James Webb, em julho de 2022, mostrou a borda de uma cavidade nesta nebulosa, apelidada de Penhascos Cósmicos. O infravermelho revelou dezenas de estrelas jovens que a luz visível não mostrava, além de jatos saindo de protoestrelas escondidas.

O que reparar nesta imagem

  • A parede erodidaO que parece uma cordilheira é a borda de uma cavidade sendo escavada no gás pela radiação de estrelas massivas acima dela.
  • Os pilares e glóbulosEstruturas densas que resistem à erosão. Dentro de várias delas há estrelas em formação.
  • Os jatos finosFiletes de gás saindo de protoestrelas. Só aparecem em infravermelho, porque a poeira bloqueia a luz visível.

Por que esta imagem tem essas cores

As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · Oiii501 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · H-alpha + Nii658 nmolho enxerga
  • Luminâncialuz visível · ACS · H-alpha + Nii658 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · Sii672 nmolho enxerga

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 1,3 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 25 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 7.500 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 33° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 54 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Uma coisa que quase ninguém sabe

A Nebulosa de Carina tem cerca de sete vezes o diâmetro da Nebulosa de Órion, e é uma das poucas regiões da galáxia que abriga estrelas com mais de cem vezes a massa do Sol.

Hubble e James Webb, lado a lado

Este objeto foi fotografado pelos dois telescópios. Como cada um enxerga faixas diferentes de luz, as imagens não são a mesma coisa em qualidade diferente: são informações diferentes.

Outras imagens deste objeto

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado registrada pelo VLT Survey Telescope
VLT Survey Telescope, instrumento OmegaCAM.

Crédito ESO. Acknowledgement: VPHAS+ Consortium/Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado registrada pelo James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento NIRCam.

Crédito NASA, ESA, CSA, and STScI ESA/Webb CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado registrada pelo Very Large Telescope
Very Large Telescope, instrumento HAWK-I.

Crédito ESO/T. Preibisch ESO CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
MPG/ESO 2.2-metre telescope, instrumento WFI.

Crédito ESO CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado registrada pelo James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento NIRCam.

Crédito NASA, ESA, CSA, and STScI ESA/Webb CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFC3.

Crédito NASA, ESA and the Hubble SM4 ERO Team ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa de Carina, região de hidrogênio ionizado registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFC3.

Crédito NASA, ESA, M. Livio and the Hubble 20th Anniversary Team (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Quilha

Continue explorando

Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa NGC 3603

    Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Westerlund 2

    Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team The original observations of Westerlund 2 were obtained by the science team: Antonella Nota (ESA/STScI), Elena Sabbi (STScI), Eva Grebel and Peter Zeidler (Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg), Monica Tosi (INAF, Osservatorio Astronomico di Bologna), Alceste Bonanos (National Observatory of Athens, Astronomical Institute), Carol Christian (STScI/AURA) and Selma de Mink (University of Amsterdam). Follow-up observations were made by the Hubble Heritage team: Zoltan Levay (STScI), Max Mutchler, Jennifer Mack, Lisa Frattare, Shelly Meyett, Mario Livio, Carol Christian (STScI/AURA), and Keith Noll (NASA/GSFC). ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3293

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3532

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Eta Carinae

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • AG Carinae

    Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa Pata de Gato

    Crédito ESO/J. Emerson/VISTAAcknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa Monoceros R2

    Crédito ESO/J. Emerson/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa Gum 15

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa da Bolha

    Crédito NASA, ESA, Hubble Heritage Team ESA/Hubble CC BY 4.0

Perguntas frequentes

Dá para ver a Nebulosa de Carina do Brasil?

Dá, e bem. Ela fica na constelação da Quilha, alta no céu brasileiro entre janeiro e junho. A olho nu, em céu escuro, aparece como uma mancha brilhante na faixa da Via Láctea. Num binóculo, a estrutura de nuvem já é visível.

O que são os Penhascos Cósmicos do James Webb?

É o apelido dado à borda de uma cavidade dentro desta nebulosa, fotografada pelo Webb em 2022. O que parece uma cordilheira de montanhas é a face de uma nuvem de gás sendo corroída pela radiação de estrelas jovens.

Fontes oficiais

Continue explorando

Como citar esta página

ValorFinal. Nebulosa de Carina. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-de-carina. Consultado em: 23/08/2026.