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Região de formação de estrelas

Nebulosa da Tarântula

A região de formação estelar mais violenta do grupo local, numa galáxia vizinha, com estrelas de mais de cem massas solares.

Nebulosa da Tarântula, região de formação de estrelas registrada pelo Hubble Space Telescope
“Hubble's panoramic view of a star-forming region”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito NASA, ESA, ESO, D. Lennon and E. Sabbi (ESA/STScI), J. Anderson, S. E. de Mink, R. van der Marel, T. Sohn, and N. Walborn (STScI), N. Bastian (Excellence Cluster, Munich), L. Bedin (INAF, Padua), E. Bressert (ESO), P. Crowther (Sheffield), A. de Koter (Amsterdam), C. Evans (UKATC/STFC, Edinburgh), A. Herrero (IAC, Tenerife), N. Langer (AifA, Bonn), I. Platais (JHU) and H. Sana (Amsterdam) ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
Região de formação de estrelasSIMBAD: SFR
Distância
170.000 anos-luz
Constelação
DouradoDor
Tamanho no céu
40 minutos de arco
Observado por
Hubble Space Telescope, MPG/ESO 2.2-metre telescope, VLT Survey Telescope
Imagem publicada
abril de 2012
Original do acervo
20.323 × 16.259 px330 megapixels

A Nebulosa da Tarântula não fica na Via Láctea: ela está na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite a cerca de 160 mil anos-luz. Mesmo a essa distância ela é visível a olho nu do hemisfério sul, o que dá a dimensão do tamanho dela. Se estivesse onde está a Nebulosa de Órion, projetaria sombras no chão.

No centro dela está R136, um aglomerado que contém algumas das estrelas mais massivas já identificadas, com mais de cem vezes a massa do Sol. Estrelas assim queimam o combustível numa velocidade brutal e vivem apenas alguns milhões de anos.

A supernova mais próxima observada em séculos, a SN 1987A, explodiu na periferia desta região. Foi a primeira supernova da era moderna próxima o bastante para ser estudada em detalhe, e a primeira em que neutrinos da explosão foram detectados na Terra.

O que reparar nesta imagem

  • O aglomerado central R136O nó denso de estrelas azuis no meio. Ali estão algumas das estrelas mais massivas conhecidas.
  • Os filamentos que dão nome à nebulosaAs estruturas alongadas de gás que se estendem a partir do centro lembram pernas de aranha em telescópios pequenos.
  • As cavidadesBolhas escavadas no gás pelos ventos das estrelas massivas e por supernovas anteriores.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · WFI · OIII501 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · WFI · H-alpha656 nmolho enxerga
  • Luminânciainfravermelho · ACS · I775 nminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 2,3 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 13 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 1.978 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 170.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 7° de altura, na direção S.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 44 graus acima do horizonte, e ele nunca chega a se pôr.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Uma coisa que quase ninguém sabe

É a maior e mais ativa região de formação estelar de todo o Grupo Local de galáxias, e a única fora da nossa galáxia que se vê a olho nu como objeto individual.

Hubble e James Webb, lado a lado

Este objeto foi fotografado pelos dois telescópios. Como cada um enxerga faixas diferentes de luz, as imagens não são a mesma coisa em qualidade diferente: são informações diferentes.

Outras imagens deste objeto

Nebulosa da Tarântula, região de formação de estrelas registrada pelo VLT Survey Telescope
VLT Survey Telescope, instrumento OmegaCAM.

Crédito ESO CC BY 4.0

Nebulosa da Tarântula, região de formação de estrelas registrada pelo James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento NIRCam.

Crédito NASA, ESA, CSA, and STScI ESA/Webb CC BY 4.0

Nebulosa da Tarântula, região de formação de estrelas registrada pelo Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy
Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, instrumento VIRCAM.

Crédito ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

Nebulosa da Tarântula, região de formação de estrelas registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
MPG/ESO 2.2-metre telescope, instrumento WFI.

Crédito ESO/R. Fosbury (ST-ECF) ESO CC BY 4.0

Nebulosa da Tarântula, região de formação de estrelas registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.

Crédito NASA, ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa da Tarântula, região de formação de estrelas registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFPC2.

Crédito ESA/NASA, ESO and Danny LaCrue ESA/Hubble CC BY 4.0

Nebulosa da Tarântula, região de formação de estrelas registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
MPG/ESO 2.2-metre telescope, instrumento WFI.

Crédito ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Supernova 1987A

    Crédito ESO/R. Fosbury (ST-ECF) ESO CC BY 4.0

  • Região de formação estelar N79

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa NGC 2014

    Crédito NASA, ESA, and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado R136

    Crédito NASA, ESA, CSA, and STScI ESA/Webb CC BY 4.0

  • Grande Nuvem de Magalhães

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Galáxia NGC 1672

    Crédito NASA, ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa de Órion

    Crédito NASA, ESA, M. Robberto ( Space Telescope Science Institute/ESA) and the Hubble Space Telescope Orion Treasury Project Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa de Carina

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa Cabeça de Cavalo

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa do Caranguejo

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa da Lagoa

    Crédito ESO CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Nebulosa da Tarântula. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-tarantula. Consultado em: 23/08/2026.