Região de formação de estrelas
Nebulosa da Tarântula
A maior região de formação de estrelas do Grupo Local, tão intensa que se vê de outra galáxia, a 170 mil anos-luz da Terra.

- Tipo
- Região de formação de estrelasSIMBAD: SFR
- Distância
- 170.000 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2012
- Constelação
- DouradoDor
- Tamanho no céu
- 40 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
- Observado por
- VLT Survey Telescope, Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, MPG/ESO 2.2-metre telescope
- Imagem publicada
- maio de 2018
- Original do acervo
- 16.655 × 16.719 px278 megapixels
Veja Nebulosa da Tarântula pelo Hubble e pelo James Webb
Os dois fotografaram este objeto, e o resultado não é a mesma imagem em qualidade diferente. O Hubble registra sobretudo a luz que o olho enxerga; o Webb enxerga infravermelho, que atravessa a poeira e mostra o que estava escondido atrás dela. Arraste a divisória e veja a poeira sumir.
Comparar as duas imagens
Crédito NASA, ESA, E. Sabbi (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

A Nebulosa da Tarântula não fica na Via Láctea. Ela pertence à Grande Nuvem de Magalhães, galáxia satélite da nossa, e mesmo assim é fácil de encontrar em fotografias do céu do sul. Uma nebulosa visível de outra galáxia é, por si só, um dado sobre a escala do objeto. O SIMBAD a registra pelo nome de 30 Doradus, nas coordenadas AR 84,65 graus e Dec -69,09 graus, na constelação do Dourado.
O tamanho aparente registrado é de 40 minutos de arco, um terço maior que o diâmetro da Lua cheia. Combinado com os 170 mil anos-luz de distância declarados pelo publicador, isso dá quase dois mil anos-luz de ponta a ponta. Para comparação, a Nebulosa de Órion, a maior maternidade estelar perto de nós, tem cerca de 25 anos-luz.
No coração dela existe um aglomerado chamado R136, compacto e absurdamente luminoso, que concentra algumas das estrelas mais massivas já identificadas. É esse punhado de estrelas que sustenta o brilho do conjunto. Os filamentos que se espalham dali, e que renderam o nome de aranha, são gás esculpido pela radiação desse núcleo. O acervo reúne doze imagens da região, de levantamentos de campo largo a recortes fechados do James Webb.
O que existe dentro do aglomerado R136
R136 é um aglomerado jovem e denso, com um número incomum de estrelas de altíssima massa num volume pequeno. Algumas aparecem em estimativas acima de 150 vezes a massa do Sol, o que colocou em xeque o limite superior que se acreditava existir. As incertezas são grandes, porque parte do brilho pode vir de estrelas próximas demais para serem separadas mesmo pelos melhores instrumentos.
Estrelas assim funcionam de forma completamente diferente do Sol. A pressão da própria radiação chega perto de vencer a gravidade que as mantém coesas, elas perdem massa continuamente em ventos violentos e queimam o combustível em poucos milhões de anos. Todas terminarão em explosões, e o gás enriquecido que devolverem ao meio será a matéria-prima da geração seguinte.
A imagem de campo estreito do acervo, feita pelo ESO com a câmera WFI em 2010, isolou uma estrela chamada VFTS 682, catalogada como um objeto muito massivo situado longe do aglomerado central. Estrelas fugitivas assim levantam uma pergunta direta: se nasceu em R136, o que a expulsou dali com velocidade suficiente para chegar até onde está.
Por que estudar formação estelar em outra galáxia
Porque a Grande Nuvem de Magalhães tem composição química diferente da nossa. Ela é mais pobre em elementos pesados, aqueles que só existem porque gerações anteriores de estrelas os fabricaram e devolveram ao meio. Menos elementos pesados significa gás que resfria de outro jeito e ventos estelares com outro comportamento.
Essa diferença faz da Tarântula um análogo aproximado das condições do universo jovem, quando praticamente não havia elementos pesados em lugar nenhum. Observar de perto uma região que forma estrelas nesse regime é a maneira mais direta de testar modelos sobre as primeiras gerações estelares.
A distância ajuda em vez de atrapalhar. Regiões de formação estelar da própria Via Láctea ficam no plano do disco, atrás de camadas espessas de poeira e misturadas ao campo estelar da frente e de trás. A Grande Nuvem de Magalhães fica bem fora desse plano, vista de cima, com pouca poeira interposta, e todas as estrelas dela estão praticamente à mesma distância de nós. Comparar brilhos ali dentro é comparar luminosidades de verdade.
O que as diferentes gerações de estrelas contam
A região não nasceu de uma vez. Dentro dela existe o aglomerado Hodge 301, bem mais velho que R136, cujas estrelas mais massivas já explodiram como supernovas. Essas explosões despejaram energia e elementos pesados no gás em volta, e as ondas de choque comprimiram nuvens vizinhas.
Compressão é justamente o que dispara colapso gravitacional. Uma geração de estrelas ajudou a acender a seguinte, num processo em cadeia que os modelos chamam de formação estelar induzida. Ver duas ou três gerações lado a lado no mesmo campo, com idades diferentes e histórias ligadas, é raro.
A mesma radiação que dispara também destrói. Onde o vento das estrelas massivas chega antes de a nuvem colapsar, o gás é evaporado e a protoestrela nunca termina de se montar. Os dois efeitos operam ao mesmo tempo na Tarântula, e a proporção entre eles muda de um trecho para outro, o que aparece nas imagens como cavidades vazias ao lado de colunas densas ainda intactas.
O que cada telescópio enxerga da mesma nebulosa
As doze imagens do acervo variam de 137,8 por 140,1 minutos de arco, num registro feito do solo que cobre a nebulosa e toda a vizinhança dela na Grande Nuvem de Magalhães, até 7,3 por 4,2 minutos de arco, no recorte da câmera NIRCam do James Webb divulgado em 2022. Entre os extremos há quase vinte vezes de diferença em cada lado.
A faixa do espectro muda junto. Duas imagens do Hubble divulgadas no mesmo dia de 2014 cobrem campos quase idênticos com filtros opostos: uma monta o infravermelho próximo em 775, 1.100 e 1.600 nanômetros, a outra usa ultravioleta e visível, de 225 a 814 nanômetros. Na versão ultravioleta aparecem as estrelas quentes e o gás ionizado; na infravermelha aparecem objetos jovens ainda enterrados na poeira, invisíveis na primeira.
A imagem composta de 2022 vai além do infravermelho e junta dados de rádio, com filtros centrados em 1,3 e 1,36 milímetro, comprimentos de onda das moléculas de monóxido de carbono. Monóxido de carbono é o traçador padrão do gás molecular frio, aquele que ainda não virou estrela. Sobrepor esse mapa às imagens infravermelhas mostra, no mesmo quadro, o combustível que resta e as estrelas que ele já produziu.
O que os números do catálogo dizem sobre a escala
Os 40 minutos de arco do SIMBAD são o dado que transforma impressão em medida. Na distância declarada, cada minuto de arco corresponde a cerca de 49 anos-luz, e a nebulosa inteira chega perto de dois mil anos-luz de extensão. Uma estrutura desse tamanho, colocada no lugar da Nebulosa de Órion, ocuparia uma fração enorme do céu noturno e seria visível durante o dia.
O desvio registrado é de 0,00091, positivo. Multiplicado pela velocidade da luz, dá cerca de 270 quilômetros por segundo de afastamento ao longo da linha de visada. O número não tem relação com a expansão do universo: mede o movimento da Grande Nuvem de Magalhães em relação ao Sol, e uma galáxia satélite ligada gravitacionalmente à Via Láctea não participa da expansão cósmica.
Os números deste objeto
| Identificação principal | 30 DoradusSIMBAD |
|---|---|
| Classificação | região de formação estelarSIMBAD |
| Galáxia hospedeira | Grande Nuvem de Magalhães |
| Constelação | Dourado (Dor) |
| Coordenadas J2000 | AR 84,65 graus, Dec -69,0864 graus |
| Distância | 170.000 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens |
| Tamanho aparente | 40 minutos de arcoSIMBAD |
| Extensão estimada | quase 2.000 anos-luzcalculada a partir do tamanho aparente e da distância |
| Desvio | 0,00091, cerca de 270 km/sSIMBAD |
| Outras designações | Tarantula Nebula, NGC 2070, R136 |
| Imagens no acervo | 12 |
O que reparar nesta imagem
- O nó luminoso centralO aglomerado R136. Parece uma estrela borrada em imagens de campo largo, mas é um agrupamento com um número enorme de estrelas massivas comprimidas num volume pequeno.
- Os filamentos que se abrem em lequeGás empurrado e esculpido pelos ventos e pela radiação das estrelas centrais. São eles que deram à nebulosa o nome de aranha.
- Os pilares apontando para o centroColunas de material denso que resistiram à erosão. A ponta aponta para a fonte de radiação, como sombra de rocha numa duna varrida pelo vento.
- O contraste entre a versão óptica e a infravermelhaNas imagens de 2014, o mesmo campo aparece nas duas faixas. O infravermelho atravessa a poeira e mostra estrelas jovens que a versão em luz visível não alcança.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · OmegaCAM · g480 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · OmegaCAM · g480 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · OmegaCAM · r625 nmolho enxerga
- Laranjaluz visível · OmegaCAM · r625 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · OmegaCAM · H-alpha659 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · OmegaCAM · i770 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 1,9 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 59 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 1.978 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 170.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 9° de altura, na direção S.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 44 graus acima do horizonte, e ele nunca chega a se pôr.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
O que ainda não se sabe
A massa das estrelas mais pesadas de R136 continua em disputa, porque depende de separar objetos que podem ser sistemas múltiplos vistos como um só. Se forem mesmo estrelas individuais, o limite superior de massa estelar precisa ser revisto. Também não há consenso sobre o que disparou o surto de formação na região, nem sobre o destino do aglomerado central depois que o gás em volta for dispersado. E o mecanismo que arremessa estrelas massivas para longe do berçário, como no caso de VFTS 682, segue sem explicação fechada entre a ejeção por encontro gravitacional e o empurrão de uma supernova numa binária.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
A supernova mais próxima observada desde a invenção do telescópio, a SN 1987A, explodiu nos arredores desta nebulosa. Foi a primeira vez que detectores na Terra registraram neutrinos vindos de uma explosão estelar, algumas horas antes de a luz chegar. O aviso veio de partículas que atravessaram a estrela inteira sem obstáculo, enquanto a luz ainda estava presa lá dentro.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0


Crédito NASA, ESA, Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin ESA/Hubble CC BY 4.0


Crédito ESOAcknowledgments: J. Alves (Calar Alto, Spain), B. Vandame, and Y. Beletski (ESO)Processing by B. Fosbury (ST-ECF) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, ESO, D. Lennon and E. Sabbi (ESA/STScI), J. Anderson, S. E. de Mink, R. van der Marel, T. Sohn, and N. Walborn (STScI), N. Bastian (Excellence Cluster, Munich), L. Bedin (INAF, Padua), E. Bressert (ESO), P. Crowther (Sheffield), A. de Koter (Amsterdam), C. Evans (UKATC/STFC, Edinburgh), A. Herrero (IAC, Tenerife), N. Langer (AifA, Bonn), I. Platais (JHU) and H. Sana (Amsterdam) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, E. Sabbi (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, E. Sabbi (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0


Crédito ESO, ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/Wong et al., ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
Vídeo de Nebulosa da Tarântula
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Supernova 1987A
Crédito NASA, ESA and Pete Challis (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Região de formação estelar N79
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa NGC 2014
Crédito NASA, ESA, and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado R136
- Grande Nuvem de Magalhães
Crédito CTIO/NOIRLab/NSF/AURA/SMASH/D. Nidever (Montana State University) Acknowledgment: Image processing: Travis Rector (University of Alaska Anchorage), Mahdi Zamani & Davide de Martin NOIRLab CC BY 4.0
- Galáxia NGC 1672
Crédito Dark Energy Survey/DOE/FNAL/DECam/CTIO/NOIRLab/NSF/AURAImage processing: T.A. Rector (University of Alaska Anchorage/NSF NOIRLab), J. Miller (Gemini Observatory/NSF NOIRLab), M. Zamani & D. de Martin (NSF NOIRLab) NOIRLab CC BY 4.0
- Nebulosa de Órion
- Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia
Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa de Carina
Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa Cabeça de Cavalo
Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa do Caranguejo
Crédito NASA, ESA and Allison Loll/Jeff Hester (Arizona State University). Acknowledgement: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa da Lagoa
Crédito NSF–DOE Vera C. Rubin Observatory/NOIRLab/SLAC/AURA NOIRLab CC BY 4.0
Perguntas frequentes
- A Nebulosa da Tarântula fica na Via Láctea?
- Não. A Tarântula pertence à Grande Nuvem de Magalhães, galáxia satélite da nossa, a 170 mil anos-luz de distância. Isso é cerca de duas vezes o diâmetro da Via Láctea inteira. O fato de uma nebulosa continuar visível e bem estruturada a essa distância diz muito sobre o tamanho dela: nenhuma região de formação estelar da nossa galáxia seria reconhecível tão longe.
- Dá para ver a Tarântula do Brasil?
- A Grande Nuvem de Magalhães, que a contém, é visível a olho nu do hemisfério sul como uma mancha difusa separada da faixa da Via Láctea, melhor observada entre outubro e março. A Tarântula aparece como um ponto ligeiramente mais brilhante dentro dessa mancha e exige céu escuro para ser notada. Com telescópio pequeno já mostra os filamentos que dão nome ao objeto.
- Por que as estrelas de R136 são tão massivas?
- A resposta ainda não está fechada, mas as hipóteses giram em torno da densidade extrema do aglomerado. Quando muito gás colapsa num volume pequeno, nuvens em formação podem se fundir antes de acender, gerando estrelas mais pesadas do que o processo normal produziria. A baixa quantidade de elementos pesados na Grande Nuvem de Magalhães também pode facilitar, porque muda a forma como o gás resfria e como a estrela jovem perde massa.
- Quanto tempo essa região vai continuar formando estrelas?
- Alguns milhões de anos, o que é um piscar de olhos em escala astronômica. As estrelas massivas do centro dispersam o gás com radiação e ventos e depois explodem como supernovas, o que acelera a limpeza. Quando o gás acabar, sobrará um aglomerado exposto, que as marés gravitacionais da galáxia hospedeira vão dissolver ao longo do tempo.
- O que a Tarântula tem a ver com o universo primitivo?
- A Grande Nuvem de Magalhães tem menos elementos pesados que a Via Láctea, e essa composição se aproxima da que existia no universo jovem, quando poucas gerações de estrelas haviam fabricado elementos além de hidrogênio e hélio. Estudar uma região que forma estrelas nessas condições, e perto o bastante para resolver estrelas individuais, é raro. A Tarântula é o exemplo mais acessível desse regime.
- Qual é o tamanho real da Nebulosa da Tarântula?
- O SIMBAD registra 40 minutos de arco de extensão aparente, um terço a mais que o diâmetro da Lua cheia. Na distância de 170 mil anos-luz declarada pelo publicador das imagens, isso corresponde a quase dois mil anos-luz de ponta a ponta. Para comparação, a Nebulosa de Órion, a maior maternidade estelar da vizinhança do Sol, tem cerca de 25 anos-luz. A Tarântula é dezenas de vezes maior em extensão.
- A supernova SN 1987A explodiu dentro da Tarântula?
- A SN 1987A explodiu nos arredores da região de 30 Doradus, na mesma Grande Nuvem de Magalhães, e não no núcleo da nebulosa. Foi a supernova mais próxima observada desde a invenção do telescópio e o primeiro caso em que detectores na Terra registraram neutrinos vindos de uma explosão estelar, horas antes de a luz chegar. A vizinhança da Tarântula é, por isso, uma das regiões mais monitoradas do céu do sul.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa da Tarântula. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-tarantula. Consultado em: 23/08/2026.










