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Remanescente de supernova

Supernova 1987A

A supernova mais próxima observada em quase 400 anos, e a primeira em que partículas da explosão foram detectadas na Terra.

Supernova 1987A, remanescente de supernova registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
“Portrait of a dramatic stellar crib*”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO/R. Fosbury (ST-ECF) ESO CC BY 4.0

Tipo
Remanescente de supernovaSIMBAD: SN*
Distância
170.000 anos-luz
Constelação
DouradoDor
Tamanho no céu
1,8 segundos de arco
Observado por
MPG/ESO 2.2-metre telescope, Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, Hubble Space Telescope
Imagem publicada
dezembro de 2006
Original do acervo
4.000 × 3.994 px16 megapixels

Em 23 de fevereiro de 1987, uma estrela explodiu na Grande Nuvem de Magalhães, a cerca de 160 mil anos-luz. Foi a supernova mais próxima desde 1604 e a primeira a acontecer na era dos instrumentos modernos.

Horas antes de a luz chegar, detectores no Japão, nos Estados Unidos e na Rússia registraram um punhado de neutrinos, partículas quase sem massa que atravessam matéria como se ela não existisse. Eles saíram do núcleo colapsando antes de a onda de choque atravessar a estrela. Foi a confirmação experimental direta de que o mecanismo de colapso do núcleo, previsto na teoria, é o que de fato acontece.

A estrela que explodiu havia sido catalogada antes, o que é raríssimo: pela primeira vez foi possível comparar a estrela original com o resultado da explosão. E o resultado surpreendeu, porque ela era uma supergigante azul, e não vermelha como os modelos previam para esse tipo de explosão.

Em volta do ponto da explosão há três anéis de gás, ejetados pela estrela dezenas de milhares de anos antes de morrer. A onda de choque atingiu o anel interno nos anos 1990 e foi acendendo pontos ao longo dele, um a um, num colar de contas brilhantes que o Hubble acompanhou por décadas.

O que reparar nesta imagem

  • O colar de contasOs pontos brilhantes no anel interno são regiões onde a onda de choque da explosão já bateu no gás ejetado antes.
  • Os três anéisMaterial expelido pela estrela dezenas de milhares de anos antes da explosão, num formato ainda não completamente explicado.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu é cerca de 2 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,0 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 1,5 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 170.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 7° de altura, na direção S.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 44 graus acima do horizonte, e ele nunca chega a se pôr.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Uma coisa que quase ninguém sabe

Os neutrinos da SN 1987A chegaram à Terra algumas horas antes da luz. Não porque viajam mais rápido, mas porque escapam direto do núcleo, enquanto a luz precisa atravessar toda a estrela.

Outras imagens deste objeto

Supernova 1987A, remanescente de supernova registrada pelo Atacama Large Millimeter/submillimeter Array
Atacama Large Millimeter/submillimeter Array.

Crédito ALMA: ESO/NAOJ/NRAO/A. Angelich Hubble: NASA, ESA, R. Kirshner (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics and Gordon and Betty Moore Foundation) and P. Challis (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) Chandra: NASA/CXC/Penn State/K. Frank et al. ESO CC BY 4.0

Supernova 1987A, remanescente de supernova registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento ACS.

Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa da Tarântula

    Crédito NASA, ESA, ESO, D. Lennon and E. Sabbi (ESA/STScI), J. Anderson, S. E. de Mink, R. van der Marel, T. Sohn, and N. Walborn (STScI), N. Bastian (Excellence Cluster, Munich), L. Bedin (INAF, Padua), E. Bressert (ESO), P. Crowther (Sheffield), A. de Koter (Amsterdam), C. Evans (UKATC/STFC, Edinburgh), A. Herrero (IAC, Tenerife), N. Langer (AifA, Bonn), I. Platais (JHU) and H. Sana (Amsterdam) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Região de formação estelar N79

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa NGC 2014

    Crédito NASA, ESA, and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado R136

    Crédito NASA, ESA, CSA, and STScI ESA/Webb CC BY 4.0

  • Grande Nuvem de Magalhães

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Galáxia NGC 1672

    Crédito NASA, ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa do Caranguejo

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Cassiopeia A

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, D. Milisavljevic (Purdue University), T. Temim (Princeton University), I. De Looze (University of Gent) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Laço do Cisne

    Crédito NASA, ESA, Hubble Heritage Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa do Lápis

    Crédito ESO CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Supernova 1987A. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/supernova-1987a. Consultado em: 23/08/2026.