Remanescente de supernova
Supernova 1987A
A supernova mais próxima observada desde 1604 e a única de que se detectaram neutrinos, com anéis que ainda se acendem na Grande Nuvem de Magalhães.

Crédito NASA, ESA and Pete Challis (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Remanescente de supernovaSIMBAD: SN*
- Distância
- 170.000 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2011
- Constelação
- DouradoDor
- Tamanho no céu
- 1,8 segundos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- junho de 2011
- Original do acervo
- 2.382 × 1.816 px4 megapixels
Na noite de 23 de fevereiro de 1987, observadores no hemisfério sul notaram uma estrela nova e brilhante na Grande Nuvem de Magalhães, galáxia satélite da Via Láctea visível a olho nu no céu do sul. Era uma supernova, e ela recebeu o nome de SN 1987A por ser a primeira do ano. A distância declarada pelo publicador das imagens é de 170.000 anos-luz, o que a torna a supernova mais próxima observada desde 1604, quando a última explodiu dentro da própria Via Láctea.
Esse evento mudou a astronomia de supernovas de uma forma que nenhum outro conseguiu. Pela primeira vez foi possível apontar telescópios modernos para uma explosão desse tipo desde as primeiras horas e acompanhá-la por décadas. E, também pela primeira vez, a explosão foi detectada por algo que não é luz: cerca de duas dezenas de neutrinos chegaram a detectores subterrâneos em três continentes algumas horas antes do brilho aparecer no céu.
Essa antecedência não é detalhe: é confirmação direta da física. A teoria dizia que o colapso do núcleo de uma estrela massiva libera a maior parte da energia em neutrinos, partículas que atravessam matéria com facilidade quase absoluta e escapam do interior da estrela antes que a luz consiga furar as camadas externas. Em 1987, a previsão foi conferida na prática.
Por que a estrela progenitora surpreendeu todo mundo?
Como a região já havia sido fotografada muitas vezes antes de 1987, foi possível fazer algo raríssimo: identificar nos arquivos qual estrela desapareceu. Ela era catalogada como Sanduleak menos 69 202, e o problema é que se tratava de uma supergigante azul.
O roteiro esperado dizia outra coisa. Estrelas massivas, ao se aproximarem do colapso, deveriam ter inchado e esfriado, virando supergigantes vermelhas, e era desse estágio que se esperava ver a explosão acontecer. Encontrar uma supergigante azul como progenitora obrigou a rever modelos de evolução estelar em massa alta.
Entre as explicações estudadas estão a baixa proporção de elementos pesados na Grande Nuvem de Magalhães, que muda o comportamento das camadas externas, e a possibilidade de a estrela ter passado por uma fusão com uma companheira em algum momento do passado. Nenhuma das linhas fechou a questão de forma definitiva, e o caso continua sendo referência no assunto.
O que os neutrinos provaram naquele dia?
Neutrinos são partículas sem carga elétrica e de massa mínima, que interagem tão pouco com a matéria comum que atravessam planetas inteiros sem tocar em nada. Isso torna a detecção difícil e faz deles mensageiros privilegiados: eles saem direto do centro do evento, sem serem absorvidos nem espalhados no caminho.
No colapso do núcleo de uma estrela massiva, prótons e elétrons são comprimidos até formar nêutrons, e cada uma dessas conversões libera um neutrino. A conta teórica diz que a maior parte absoluta da energia da explosão sai nessa forma, e não em luz. Em fevereiro de 1987, detectores no Japão, nos Estados Unidos e na Rússia registraram um punhado de eventos compatíveis, num intervalo de segundos.
O número parece pequeno, mas o significado é enorme. Registrar cerca de duas dezenas de neutrinos vindos de outra galáxia, no instante certo, confirmou de uma vez o mecanismo de colapso de núcleo, deu limites sobre propriedades das próprias partículas e inaugurou na prática a astronomia de neutrinos. Até hoje SN 1987A é a única supernova com detecção desse tipo.
De onde vieram os anéis em volta da explosão?
As imagens do Hubble mostram uma estrutura que não faz parte da explosão em si: três anéis, um central menor e dois maiores acima e abaixo, formando um arranjo parecido com uma ampulheta vista de lado. Esse material foi expelido pela estrela milhares de anos antes de ela explodir, num episódio de perda de massa que não foi esférico.
A explicação mais discutida envolve a interação entre um vento estelar lento, lançado numa fase anterior, e um vento rápido posterior, com a matéria se acumulando preferencialmente num plano equatorial. Cenários com uma estrela companheira, ou com rotação muito rápida, ajudam a produzir essa assimetria. O anel interno é o mais nítido e mede cerca de 1,8 segundo de arco de diâmetro, valor coerente com o tamanho aparente registrado pelo SIMBAD.
O que aconteceu depois é a parte mais espetacular. Os destroços lançados na explosão viajam para fora a milhares de quilômetros por segundo, e a partir de meados dos anos 1990 começaram a alcançar o anel interno. Cada colisão aquece um trecho do anel, que passa a brilhar como um ponto. Ao longo dos anos foram surgindo vários desses pontos, até o anel parecer um colar de contas acesas.
Existe uma estrela de nêutrons no centro?
A teoria é clara sobre o que deveria ter ficado: o colapso do núcleo de uma estrela dessa massa produz uma estrela de nêutrons ou, em casos mais extremos, um buraco negro. A detecção dos neutrinos é consistente com a formação de um objeto compacto naquele instante.
O problema é que, por décadas, ninguém conseguiu enxergá-lo. O centro do sistema está envolto em material denso e frio expelido pela explosão, e um objeto compacto ali dentro pode estar completamente encoberto por poeira. Buscas em várias faixas do espectro voltaram sem uma detecção limpa, o que gerou uma discussão longa: teria o objeto colapsado depois em buraco negro, ou está apenas escondido?
Observações mais recentes em infravermelho e em rádio identificaram sinais compatíveis com uma fonte compacta e quente no centro dos destroços, incluindo a assinatura de gás ionizado por radiação intensa vinda de dentro. A leitura predominante hoje favorece a existência de uma estrela de nêutrons ali, mas a confirmação direta, com a detecção inequívoca do próprio objeto, ainda não veio.
Que campo de céu cada imagem cobre?
Três imagens do acervo operam em escalas que diferem por um fator enorme, e entender isso evita confusão. A imagem do ESO de 2006, feita com a câmera WFI, cobre 62,4 por 62,3 minutos de arco. É um campo maior que dois diâmetros da Lua cheia e mostra a região da Nebulosa da Tarântula, o berçário gigante da Grande Nuvem de Magalhães, dentro do qual SN 1987A aparece apenas como mais um ponto.
As duas imagens do Hubble fazem o oposto. A de 2011 cobre 0,4 por 0,4 minutos de arco, ou seja, 24 segundos de arco de lado, e a de 2017 cobre 0,1 por 0,1 minutos de arco, apenas 6 segundos de arco. Nessa escala o anel interno ocupa boa parte do quadro e é possível acompanhar ponto por ponto o aquecimento provocado pelo choque.
Vale registrar por que os nomes alternativos do objeto incluem a Nebulosa da Tarântula e as designações NGC 2070 e NGC 2100. Não é que a supernova seja essas coisas: é que a imagem de campo largo cobre toda aquela vizinhança, e o metadado registrou os objetos presentes no quadro. Ler o metadado sem essa distinção leva a erro.
Os números deste objeto
| Distância | 170.000 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens |
|---|---|
| Constelação | Dourado (Dor) |
| Identificação principal | SN 1987ASIMBAD |
| Classificação | supernova (SN*)SIMBAD |
| Galáxia hospedeira | Grande Nuvem de Magalhães |
| Tamanho aparente | 0,03 minutos de arco (cerca de 1,8 segundo de arco)SIMBAD |
| Coordenadas J2000 | AR 83,8666 graus, Dec -69,2698 graus |
| Desvio para o vermelho | z = 0,0009 (afastamento de cerca de 270 km/s) |
| Imagens no acervo | 3 |
O que reparar nesta imagem
- O colar de pontos brilhantesOs pontos acesos ao longo do anel interno marcam onde os destroços da explosão colidiram com material expelido milhares de anos antes. Cada ponto é um choque em andamento.
- Os dois anéis externosAcima e abaixo do anel principal existem dois anéis maiores e mais fracos. Juntos, os três formam uma ampulheta vista de lado, registro de uma perda de massa que não foi esférica.
- O ponto no meio do anelO brilho central vem dos destroços em expansão, ainda quentes. O objeto compacto deixado pelo colapso, se estiver ali, permanece encoberto por poeira nessas imagens.
- A supernova dentro da TarântulaNa imagem de campo largo do ESO, que cobre mais de 62 minutos de arco, SN 1987A é apenas um ponto perto da grande nebulosa. É a melhor forma de perceber a escala real da vizinhança.
Por que esta imagem tem essas cores
As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · B435 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · ACS · V555 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · ACS · R625 nmolho enxerga
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 689 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,7 segundos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 1,5 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 170.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 4° de altura, na direção S.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 44 graus acima do horizonte, e ele nunca chega a se pôr.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Quanto já se olhou para aqui
- 2.158registros do Hubble
- 205registros do James Webb
- 1registros do GALEX
Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 1,2 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.
O que ainda não se sabe
A confirmação direta do objeto compacto central continua pendente. Sinais em infravermelho e em rádio favorecem a existência de uma estrela de nêutrons encoberta pelos destroços, mas o objeto em si não foi observado de forma inequívoca, e a hipótese de um colapso posterior em buraco negro não pode ser descartada apenas com os dados atuais. Segue aberta também a explicação para a estrela progenitora ter explodido ainda como supergigante azul, com cenários que envolvem baixa proporção de elementos pesados e fusão com uma companheira, sem que nenhum tenha se firmado. E a origem exata do sistema de três anéis permanece em discussão, pelo mesmo motivo: mais de um modelo reproduz a geometria observada.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
SN 1987A é o único evento de supernova cujos neutrinos já foram detectados. As partículas chegaram algumas horas antes da luz, não porque viajem mais rápido, mas porque escapam direto do núcleo em colapso, enquanto a luz precisa atravessar as camadas externas da estrela antes de ganhar o espaço.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA/ESA, P. Challis, R. Kirshner (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) and B. Sugerman (STScI ) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and R. Kirshner (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and R. Kirshner (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and R. Kirshner (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and R. Kirshner (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and R. Kirshner (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and R. Kirshner (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA and ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA/ESA, Peter Challis and Robert Kirshner (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics), Peter Garnavich (University of Notre Dame) and the SINS collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA/ESA, Peter Challis and Robert Kirshner (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics), Peter Garnavich (University of Notre Dame) and the SINS collaboration. ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA/ESA, P. Challis, R. Kirshner (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) and B. Sugerman (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa da Tarântula
- Região de formação estelar N79
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa NGC 2014
Crédito NASA, ESA, and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado R136
- Grande Nuvem de Magalhães
Crédito CTIO/NOIRLab/NSF/AURA/SMASH/D. Nidever (Montana State University) Acknowledgment: Image processing: Travis Rector (University of Alaska Anchorage), Mahdi Zamani & Davide de Martin NOIRLab CC BY 4.0
- Galáxia NGC 1672
Crédito Dark Energy Survey/DOE/FNAL/DECam/CTIO/NOIRLab/NSF/AURAImage processing: T.A. Rector (University of Alaska Anchorage/NSF NOIRLab), J. Miller (Gemini Observatory/NSF NOIRLab), M. Zamani & D. de Martin (NSF NOIRLab) NOIRLab CC BY 4.0
- Nebulosa do Caranguejo
Crédito NASA, ESA and Allison Loll/Jeff Hester (Arizona State University). Acknowledgement: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Cassiopeia A
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, D. Milisavljevic (Purdue University), T. Temim (Princeton University), I. De Looze (University of Gent) ESA/Webb CC BY 4.0
- Laço do Cisne
Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration, and the Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: J. Hester (Arizona State University) and Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa do Lápis
Perguntas frequentes
- O que foi a Supernova 1987A?
- SN 1987A foi a explosão de uma estrela massiva na Grande Nuvem de Magalhães, galáxia satélite da Via Láctea, observada a partir de 23 de fevereiro de 1987. A distância declarada pelo publicador das imagens é de 170.000 anos-luz, o que faz dela a supernova mais próxima observada desde 1604. Foi o primeiro evento desse tipo acompanhado por telescópios modernos desde as primeiras horas e o único de que se detectaram neutrinos.
- Por que os neutrinos chegaram antes da luz?
- Neutrinos interagem muito pouco com a matéria, então escapam praticamente sem obstáculo do núcleo que está colapsando. A luz, ao contrário, precisa atravessar todas as camadas externas da estrela antes de sair, e esse percurso leva horas. Não é questão de velocidade: os neutrinos apenas saíram antes. Detectores no Japão, nos Estados Unidos e na Rússia registraram cerca de duas dezenas de eventos algumas horas antes do brilho aparecer no céu.
- Por que a estrela progenitora de 1987A foi uma surpresa?
- Porque ela era uma supergigante azul, catalogada antes da explosão como Sanduleak menos 69 202. Os modelos de evolução estelar previam que estrelas massivas incham e esfriam antes do colapso, virando supergigantes vermelhas, e era desse estágio que se esperava a explosão. Encontrar uma progenitora azul obrigou a revisar esses modelos. Entre as explicações estudadas estão a baixa proporção de elementos pesados na Grande Nuvem de Magalhães e uma possível fusão com uma estrela companheira.
- O que são os anéis em volta da Supernova 1987A?
- Os três anéis são material que a estrela expeliu milhares de anos antes de explodir, num episódio de perda de massa que não foi esférico. O anel interno, com cerca de 1,8 segundo de arco de diâmetro, é o mais nítido. A partir de meados dos anos 1990, os destroços da explosão começaram a alcançá-lo e a aquecê-lo em pontos, produzindo o padrão de contas acesas que aparece nas imagens do Hubble. Os anéis não foram criados pela explosão: são anteriores a ela.
- Sobrou uma estrela de nêutrons de 1987A?
- A teoria diz que o colapso do núcleo deveria ter deixado uma estrela de nêutrons, e a detecção dos neutrinos é consistente com isso. Por décadas, porém, o objeto não foi encontrado, provavelmente porque está encoberto por poeira densa nos destroços. Observações recentes em infravermelho e em rádio identificaram sinais compatíveis com uma fonte compacta e quente no centro. A leitura predominante favorece a estrela de nêutrons, mas a confirmação direta do objeto ainda não veio.
- Por que a Nebulosa da Tarântula aparece no metadado de 1987A?
- Porque uma das imagens do acervo, feita pelo ESO em 2006, cobre um campo de mais de 62 minutos de arco e inclui toda aquela região da Grande Nuvem de Magalhães, com a Nebulosa da Tarântula e os aglomerados NGC 2070 e NGC 2100. O metadado registra os objetos presentes no quadro, não apenas o alvo principal. A supernova em si é um ponto minúsculo naquela imagem: os retratos que mostram os anéis cobrem áreas centenas de vezes menores.
- Dá para ver a Supernova 1987A hoje?
- Não a olho nu. Nos primeiros meses de 1987 ela chegou a ser visível sem instrumento a partir do hemisfério sul, mas o brilho caiu muito ao longo dos meses seguintes, como acontece com toda supernova. Hoje o que resta é uma estrutura fraca e minúscula, com cerca de 1,8 segundo de arco, que exige telescópio espacial ou grandes instrumentos em solo. A Grande Nuvem de Magalhães, essa sim, continua visível a olho nu em céu escuro no Brasil.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Supernova 1987A. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/supernova-1987a. Consultado em: 23/08/2026.









