Aglomerado de estrelas
Aglomerado R136
O aglomerado que abriga as estrelas mais massivas já identificadas, no coração da Nebulosa da Tarântula.

- Tipo
- Aglomerado de estrelasSIMBAD: Cl*
- Constelação
- DouradoDor
- Tamanho no céu
- Observado por
- James Webb Space Telescope
- Imagem publicada
- setembro de 2022
- Original do acervo
- 14.557 × 8.418 px123 megapixels
R136 fica no centro da Nebulosa da Tarântula, na Grande Nuvem de Magalhães, e é o lugar onde vivem as estrelas mais massivas conhecidas. Algumas delas passam de cem vezes a massa do Sol, e uma em particular, R136a1, é a estrela mais massiva já medida com confiança.
Estrelas assim desafiam os modelos. Existe um limite teórico acima do qual a própria radiação da estrela deveria dispersar o material antes de a estrela terminar de se formar, e R136 tem estrelas que parecem ultrapassar esse limite.
A vida delas é curta e violenta: alguns milhões de anos apenas. Todas as estrelas mais massivas deste aglomerado vão terminar em supernova, e algumas devem colapsar direto em buracos negros.
O que reparar nesta imagem
- A concentração centralEm imagens de menor resolução isso parecia uma estrela só. Foi preciso o Hubble para separar as componentes.
- A cor azul intensaTemperatura superficial de dezenas de milhares de graus. O Sol tem cerca de 5.500.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · NIRCam900 nminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · NIRCam2 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · NIRCam4,44 µminvisível ao olho
- Laranjainfravermelho · NIRCam · molecular hydrogen4,7 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 4,3 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 7,3 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 7° de altura, na direção S.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 44 graus acima do horizonte, e ele nunca chega a se pôr.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
R136a1 emite em poucos segundos mais energia que o Sol emite em um ano inteiro.
Baixar esta imagem
A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
Outros objetos em Dourado
Continue explorando
Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa da Tarântula
Crédito NASA, ESA, ESO, D. Lennon and E. Sabbi (ESA/STScI), J. Anderson, S. E. de Mink, R. van der Marel, T. Sohn, and N. Walborn (STScI), N. Bastian (Excellence Cluster, Munich), L. Bedin (INAF, Padua), E. Bressert (ESO), P. Crowther (Sheffield), A. de Koter (Amsterdam), C. Evans (UKATC/STFC, Edinburgh), A. Herrero (IAC, Tenerife), N. Langer (AifA, Bonn), I. Platais (JHU) and H. Sana (Amsterdam) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Supernova 1987A
- Região de formação estelar N79
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa NGC 2014
Crédito NASA, ESA, and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
- Grande Nuvem de Magalhães
- Galáxia NGC 1672
Crédito NASA, ESA ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado NGC 602
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, P. Zeidler, E. Sabbi, A. Nota, M. Zamani (ESA/Webb) ESA/Webb CC BY 4.0
- Ômega Centauri
Crédito ESA/Hubble & NASA, M. Häberle (MPIA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- 47 Tucanae
Crédito ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey.Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit ESO CC BY 4.0
- Aglomerado Messier 54
- Caixa de Joias
- Westerlund 1
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, M. Zamani (ESA/Webb), M. G. Guarcello (INAF-OAPA) and the EWOCS team ESA/Webb CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
Continue explorando
Como citar esta página
ValorFinal. Aglomerado R136. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-r136. Consultado em: 23/08/2026.











