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Nebulosa de emissão

Região de formação estelar N79

Uma região de formação estelar na Grande Nuvem de Magalhães que produz estrelas ainda mais rápido que a Tarântula.

Região de formação estelar N79, nebulosa de emissão registrada pelo James Webb Space Telescope
“A massive cluster is born”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0

Tipo
Nebulosa de emissãoSIMBAD: HII
Constelação
DouradoDor
Tamanho no céu
16 minutos de arco
Observado por
James Webb Space Telescope
Imagem publicada
janeiro de 2024
Original do acervo
1.121 × 1.319 px1 megapixels

N79 fica na Grande Nuvem de Magalhães e é uma região de formação estelar gigantesca, com centenas de anos-luz de extensão. Ela chama atenção por um motivo específico: em termos de eficiência, produz estrelas num ritmo ainda maior que o da Nebulosa da Tarântula, que é a mais famosa da mesma galáxia.

O James Webb a observou em infravermelho, revelando a estrutura interna da nuvem e as protoestrelas escondidas nela. O padrão de raios que aparece em volta das fontes mais brilhantes é um artefato óptico do telescópio, causado pelos suportes do espelho secundário, e não uma estrutura real.

Regiões como esta na Grande Nuvem de Magalhães são valiosas porque aquela galáxia tem menos elementos pesados que a Via Láctea, condição parecida com a do universo jovem. Estudá-las é o mais próximo que se chega de observar como estrelas se formavam bilhões de anos atrás.

O que reparar nesta imagem

  • Os filamentos de gásA nuvem se organiza em filamentos, e é onde eles se cruzam que a formação estelar se concentra.
  • Os raios em volta das estrelasNão são reais. São artefatos ópticos do James Webb, criados pela geometria do espelho e dos suportes.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulinfravermelho · MIRI · PAH7,7 µminvisível ao olho
  • Cianoinfravermelho · MIRI · Silicate10 µminvisível ao olho
  • Amareloinfravermelho · MIRI15 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · MIRI21 µminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 15 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,1 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 5° de altura, na direção S.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 44 graus acima do horizonte, e ele nunca chega a se pôr.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Outras imagens deste objeto

Região de formação estelar N79, nebulosa de emissão registrada pelo James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento MIRI.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, O. Nayak, M. Meixner ESA/Webb CC BY 4.0

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa da Tarântula

    Crédito NASA, ESA, ESO, D. Lennon and E. Sabbi (ESA/STScI), J. Anderson, S. E. de Mink, R. van der Marel, T. Sohn, and N. Walborn (STScI), N. Bastian (Excellence Cluster, Munich), L. Bedin (INAF, Padua), E. Bressert (ESO), P. Crowther (Sheffield), A. de Koter (Amsterdam), C. Evans (UKATC/STFC, Edinburgh), A. Herrero (IAC, Tenerife), N. Langer (AifA, Bonn), I. Platais (JHU) and H. Sana (Amsterdam) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Supernova 1987A

    Crédito ESO/R. Fosbury (ST-ECF) ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa NGC 2014

    Crédito NASA, ESA, and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado R136

    Crédito NASA, ESA, CSA, and STScI ESA/Webb CC BY 4.0

  • Grande Nuvem de Magalhães

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Galáxia NGC 1672

    Crédito NASA, ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa de Órion

    Crédito NASA, ESA, M. Robberto ( Space Telescope Science Institute/ESA) and the Hubble Space Telescope Orion Treasury Project Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa da Lagoa

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Glóbulos de Thackeray

    Crédito ESO/VPHAS+ team. Acknowledgement: CASU ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa NGC 3603

    Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Região de formação estelar N79. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/regiao-n79. Consultado em: 23/08/2026.